26 de abril de 2010

Não foi por falta de torcida!




LEGENDA:
Leonardo de vermelho, Rafael de branco.

16 de abril de 2010

Andy Warhol em SP!


Já falei aqui sobre essa exposição, que vi em Buenos Aires ano passado. A novidade é que agora ela tá em São Paulo, na Pinacoteca, até 23 de maio.

Eles estão famosos!


Como eu sou uma mãe sem noção, mandei fotos dos guris para o blog Nave Mãe, da Zero Hora e as fotos foram publicadas.

10 coisas que eu já aprendi

1. É possível se sentir gratificada alimentando-limpando-ninando bebês;
2. Fraldas Johnson são uma porcaria;
3. Eu sou muito importante, mas não insubstituível;
4. Pediatras devem ser pessoas com muita paciência;
5. Dormir é necessário;
6. É melhor dar a mamadeira com carinho do que o peito irritada;
7. A separação é mais difícil para a mãe do que para o filho;
8. Sim, eu preciso de ajuda para cuidar de dois bebês;
9. Não, eu não sei tudo;
10. Eu não preciso ter ciúmes da babá.

OK, confesso que ainda não aprendi a nº 10.

Ainda sobre o tempo...

Rafael Leonardo
Recebi no sábado as fotos que contratamos no nascimento dos meninos. Lindas, emocionantes, não consegui ainda parar de olhá-las... Me surpreendo agora com o tamanhinho que eles nasceram, e o quanto já cresceram... Isso que só têm 6 semanas... Me lembrei de Quintana, aqui.

13 de abril de 2010

Músicas de Ninar


Ainda não é hora de ouvir a tia Amy

A primeira vez que resolvi cantar para os meninos dormirem, me dei conta que a única música de ninar que eu conheço é Boi da Cara Preta, e que não me sinto nem um pouco a vontade de cantá-la. Boi da cara preta pega esse menino que tem medo de careta? Fala sério! Quem é que vai dormir com uma ameaça dessas? E quem não tem medo de careta? E de bichos de cara preta, pelamordedeus!

Resolvi então começar a apresentar as músicas que eu gosto para eles, cantando bem baixinho e devagarinho. Do meu jeito, estou fazendo novos arranjos para minha seleção: Chico, Roberto, Caetano, Elis, Eric Clapton, Madonna, Legião. De vez em quando saem umas coisas meio cafonas do Erasmo e umas antiguidades da Banda Eva (!!). Vou cantando sem pensar tudo que eu gosto e é isso que sai. A única coisa que censurei é Amy Winehouse. Sou doidinha, mas não é para tanto...

Saltos do Desenvolvimento

Dia desses, Leonardo acordou com um choro manhoso, sofrido, como se estivesse triste e magoado. Comigo. Óbvio. Pensei um pouco e me dei conta que toda sua tristeza era porque contratamos uma babá para ficar com os meninos algumas noites por semana e ele estava se sentindo inseguro e abandonado por mim. Dei colo, conversei, expliquei porque tinha uma pessoa estranha cuidando deles e me senti super culpada por já ter traumatizado a criança.

Pouco depois, em um blog sobre maternidade, li sobre os saltos do desenvolvimento. Mal sabia eu, especialista em psicanálise infantil – hehehehheh, que as crianças passam por sete saltos em seu desenvolvimento, que é quando seus sistemas perceptivo e cognitivo se desenvolvem e eles passam a ver o mundo de forma diferente, se assustam tanto com isso que só colo de mãe resolve. E qual a idade do primeiro salto? 5 semanas. E qual a idade dos meninos? Exatamente... Ufa, dessa eu me escapei!

Olha que legal: Por volta de 5 semanas de idade, o bebê passa por uma série de mudancas, que influenciam tanto os sentidos, como o metabolismo e os orgãos internos. Como recém nascidos os bebês só conseguem se concentrar e enxergar coisas dentro do limite de 25 centímetros de distância e em tons de cinza. Agora esse limite se expandiu para 30cm e em cores.

O bebê passa a se interessar mais pelo ambiente que o rodeia e passa a ficar acordado por mais tempo. Seus sentidos ficam mais sensíveis. Essas mudancas são confusas para o bebê. De repente eles requerem mais atenção e carinho. É também nessa época que os pais reparam que o bebê começa a chorar com lágrimas. Depois desse primeiro salto o bebê vai poder olhar para as coisas por mais tempo, sorrir pela primeira vez ou com mais frequência do que antes, e ficar mais tempo acordado. Fonte: http://catinha.dk/saltos-de-desenvolvimento

10 de abril de 2010

Carta à amiga recém-parida

Descobri no blog Mamíferas uma carta que parece ter sido escrito para mim...
"(...) sabe, a chegada de um filho é uma transformação imensa na vida. do primeiro filho, especialmente. durante a gravidez, a gente imagina mas não dimensiona totalmente como a nossa vida vai mudar quando aquela pessoinha chegar do lado de fora. aí o bebê chega, e tudo vira de ponta cabeça. a gente já não é mais o centro das atenções como era qdo o bebê estava do lado de dentro, a gente tem saudades da barriga e da plenitude da gravidez, que é um momento que a gente se sente tão inteira, e o cansaço vem com tudo, o bebê acorda e acorda e acorda, e a gente tem vontade de gritar de cansaço e se culpa porque afinal de contas como pode não ser 100% feliz com aquele bebê lindo saudável gostoso tudibom ali do lado né? mas é flor, é assim. somos humanas, somos contraditórias e cabe tudo dentro do peito. às vezes é assim mesmo, tudo ao mesmo tempo agora. eu me lembro que qdo as meninas eram pitiquinhas muitas vezes eu me fechei no banheiro e chorei, chorei de lavar a alma, de soluçar. chorei porque tinha saudades de dormir a noite inteira, porque queria ser dona da minha vida de novo e escolher que hora ia comer e tomar banho sem ouvir um chorinho do lado de fora, chorei porque me sentia uma porcaria de mãe por estar chorando qdo devia estar cheirando e curtindo minhas bebês. chorei sem nem saber porque. eu acho q esse sentimento é legítimo, é intenso, e a gente tem o direito de viver.ter um filho, acolhê-lo nesse mundo, é uma transformação. e transformação dói, pq pra se transformar a gente precisa deixar-se morrer um pouquinho. uma pessoa que você foi está morrendo pra dar lugar a uma nova pessoa que está chegando. e você tem todo o direito de chorar a perda dessa pessoa. mas não se esqueça que a nova que está vindo aí será sem dúvidas uma pessoa mais forte, mais apaixonada pela vida, mais consciente, mais safa, mais segura, mais entregue, mais determinada e mais um montão de coisas que os filhotes trazem de presente pra gente quando chegam ao mundo. crescer dói, flor. e a gente cresce um bocado quando vira mãe. e dói, mas é bom. porque é como se a gente crescesse pra ser um pouquinho mais do que a gente pode ser, entende? é como se os filhos alargassem os nossos horizontes, fizessem a gente descobrir um tanto de coisas que a gente pode, que a gente é, e nem sabia. eles fazem a gente melhor. porque quando eles estão aí, a gente quer ser pra eles tudo o que puder ser, pq eles merecem isso e muito mais.e sabe de uma coisa? eles crescem. tão rápido, tão. esses primeiros dias são tão cheios de transformação que às vezes a gente se sente meio esmagada, pensando que nunca mais vai ter a vida de volta, que nunca mais vai ter um tempo pra ser só a gente mesmo, sem ser mãe. dá um desespero inconfesso lá no fundo do peito de pensar que aquele serzinho vai ser sempre tão dependente, tão grudado, tão precisado da gente pra tudo. e a gente, onde fica? mas a gente redescobre o nosso espaço, isso vem com o tempo. eles crescem tão rápido, muito mais rápido do que a gente está preparado para aceitar. quando a gente menos espera, aquele bebezinho que só chorava e mamava e tantas vezes não aceitava outro colo que não o nosso cria outros laços, descobre o mundo do lado de fora, quer explorar, desvendar. e aí a gente fica do lado de cá com o tempo embrulhadinho pra presente, pra fazer o que quiser com ele. então vem o aprendizado de novo, a gente saber voltar a ser só a gente. a vida dos pequenos é feita de fases. umas são mais exigentes e a gente leva mais tempo pra se acostumar. outras a gente se adapta rapidinho. mas o melhor de tudo é que todas elas dão uma saudade imensa quando a gente olha pra trás.eu sei que nesse começo a roda-viva é tanta que a gente sente mesmo como se eles sugassem a gente todinho, sem deixar nada. e eles sugam, mesmo. mas devolvem depois. uma imensidão de alegria e aprendizado e colorido que nem que a gente quisesse dava pra retribuir. chora, flor. chora tudo o que quiser, pede abraço, pede colo, pede ajuda. tudo isso é direito teu. teu e dela, porque vocês vão passar por isso juntas. e tudo isso vai fazer parte do caminho lindo que vocês estão começando a caminhar, de mãos dadas.e vai te acostumando com esse aperto no peito, insistente, porque é assim: a gente ama tanto que dói. e vai doer pra vida inteira, mas é uma dor boa. é uma dor de vida, de amar por inteiro. é dor de inteireza."

8 de abril de 2010

Vaso da Oferenda


Hoje amanheceu um dia lindo, céu azul e sol, finalmente. Comprei flores e me dei conta do quanto uso pouco o vaso que a Nicki fez... Lindo!!!!!!

Ele fez cocô!

Tinha pensado em dar um tempo no blog até voltar a freqüentar restaurantes, exposições, ir a cinemas, viajar, ou seja, ver coisas interessantes para ter o que escrever, mas acabei me dando conta que isso não vai acontecer tão cedo. Pelo menos não desse jeito. Criei o blog pensando em escrever sobre as coisas que gosto e com o nascimento dos meninos a vida tomou outro ritmo, fico em casa praticamente todo o tempo. Minhas novidades são muito mais internas que externas. Ser mãe é a maior aventura que existe. Os desafios são psicológicos e físicos e quando achamos que está tudo sob controle, as coisas mudam. Cuidar de um (ou dois, no meu caso) serzinho totalmente dependente da gente é nobre, mas apavorante. De uma hora para outra nos achamos ignorantes sobre tudo o que importa. Felizmente vamos aprendendo, bem ou mal damos conta e todos sobrevivem (nós a eles e, principalmente, eles a nós). As preocupações mudam, e assim os assuntos também. A conversa aqui em casa gira sobre fraldas e mamadas, e há uns dias ficamos todos mobilizados pelo fato do Leonardo não conseguir fazer cocô. Rodrigo ligou para o pediatra, que sugeriu massagem e todos (eu, ele e a empregada) entramos em compasso de espera: será que agora ele vai conseguir? Tá ai um assunto sobre o qual eu nunca pensei que fosse escrever... Depois de muita massagem, foi a maior comemoração, papai orgulhoso, empregada feliz e mamãe com fraldas para limpar. Ele fez cocô!