A convidada de hoje é a
very busy woman Camila, do
Mamãe tá Ocupada!!! Psicóloga de formação e mamãe ocupada por opção e de coração, como ela mesma diz, largou a profissão para cuidar dos filhos e ser mãe em tempo integral.
Joaquim, Manuela e Pedro. Ou será Pedro, Manuela e Joaquim?
* * * * *
Por Camila Garcia
Eu me formei em Psicologia, tive o enorme privilégio de escolher a empresa em que gostaria de trabalhar e o cargo que ocuparia. Fui de cara para a Diretoria do RH, sem estágio ou período de experiência.
Por pouco tempo, tive um CEO acima de mim e apenas uma gerente para administrar e “controlar”.
Talvez esse tenha sido o meu período de treinamento, pois apenas 1 ano e 2 meses depois, surgiram mais dois gerentes. Daí, a minha situação profissional apertou de verdade.
Vejam só: o CEO prepara o orçamento e lá vou eu cuidar das contas a pagar, arquivá-las, organizá-las e fazê-las caber no orçamento dessa empresa de médio porte, porém de altíssimo consumo financeiro e tributário.
Sou responsável pela contratação, treinamento e demissão de funcionários, assim como de serviços terceirizados, abastecimento do refeitório e almoxarifado, elaboração dos menus, organização de eventos culturais e sociais, ou seja, eu trabalho mais que impressora multifuncional. Sem horário para entrar ou sair, fiz até a opção de morar na empresa. Facilita horrores!
Os gerentes em si parecem estar em árduo treinamento. Às vezes nos surpreendem pelo não cumprimento de horários, apresentam comportamentos inadequados e que comprometem o trabalho em grupo da equipe (estou pensando em promover um workshop motivacional de cooperação...), discutem sobre quem tem preferência para ocupar determinada sala ou cadeira, quem vai usar o grampeador, o furador , o xerox, o fax primeiro... Daí, batem na porta da minha sala para que eu resolva esses probleminhas.
Mas, no geral, os três gerentinhos são muitíssimo bem humorados e grandes companheiros de trabalho. Sabe gente que dá gosto de trabalhar junto?
Agora , o CEO é um caso à parte e vive me rondando, convidando para uns almocinhos e happy hours. Sou absolutamente contra beber durante o expediente, compromete mesmo o trabalho. A gente fica mais devagar, com sono e não dá conta do que tem de ser feito, especialmente se tiver alguma situação mais importante com os gerentinhos. Mas, no entanto, já combinamos: uma tacinha de vinho após o trabalho na sala de reunião, pode. Sem falar de trabalho, negócios e orçamento. Só das futuras férias e da evolução dos gerentes em pleno processo de treinamento.
Uma noite, nos empolgamos no happy hour. Éramos muitos aqui na nossa sala de reunião. Conversa vai, vinho, conversa vem, vinho, vinho para sobremesa, conversa vai, vinho do Porto e o happy hour foi até às 4 da manhã. No dia seguinte, era dia útil (todos os dias são úteis, porque trabalhamos aos domingos também, sabiam?) e os gerentinhos estavam a postos às 8 da manhã.
CEO, caridoso que é, levantou e foi lá tocar o projeto gerencial. Quando deu o meu horário, umas 2 horas depois, a observação do querido chefe foi:
- Trocar fralda de cocô de ressaca é literalmente uma $#%&!!!
Independentemente de percalços como esse, a empresa tem uma política de bônus bastante agressiva. Afinal, em que outro lugar há distribuição de lucros todos os dias da nossa vida?
Agradeço enormemente à Carol pelo convite para escrever nesse blog delicioso, do qual sou fã e fiel leitora.
* * *
Sou Camila, Psicóloga, 30 anos, full time mom, blogueira fanática e autora do www.mamaetaocupada.blogspot.com. Casada com o CEO Rodrigo, advogado, 30 anos. Somos pais dos três gerentinhos: Manuela (3 ½ anos), Joaquim e Pedro, gêmeos de 2 anos e 4 meses.