27 de outubro de 2011

quando a gente percebe que os filhos não são mais bebês?

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quando a gente vai no supermercado e além do tradicional leite-fralda-lenço, compra pêra para um e palmito para o outro.
sim, minha gente, eles já têm preferências!

26 de outubro de 2011

das dificuldades de se criar gêmeos


Percebo que um dos principais desafios em criar gêmeos é promover a individuação deles (não os ver como um kit, mas como pessoas com características diferentes) ao mesmo tempo em que é necessário dividir o tempo, a atenção e a disposição entre os dois. Costumo brincar com os dois juntos, ora ajudar um ora outro nas refeições e fazer revezamento também na hora de colocá-los para dormir. Entretanto, um dos meninos, que sempre foi mais agarrado comigo, só aceita a minha presença nos últimos dias. Não quer pai, babá, só essa que vos escreve. É complicado atender somente um filho e delgar o outro na maioria das vezes, não acho certo. Até ontem mesmo contra a vontade dele estava me dividindo. Mas... e se ele estiver realmente precisando mais de mim neste momento e o outro não? Se for uma característica da sua personalidade? Qual o limite entre respeitar as diferenças e dividir bem o tempo? Difícil, não? 


24 de outubro de 2011

eu, hein?


Uma das coisas mais impressionates que a maternidade traz é o vínculo com os filhos. Não só o amor e a doação, mas a capacidade que temos de compreender o que aquelas criaturas que não falam sentem. Nunca tive dificuldade de compreender se meus filhos tinham sono, fome ou dor, e na madrugada é comum que eu acorde instantes antes deles me chamarem. Mas essa noite aconteceu uma coisa realmente impressionante: Leonardo estava dormindo na minha cama, e no meio da madrugada tive um pesadelo. Acordei sobressaltada e ele acordou assustado e chorando forte. Será que tivemos o mesmo sonho? Esse tipo de situação já aconteceu com você?

19 de outubro de 2011

viagens de avião - e o que aprendi com elas


Minha relação com aviões sempre foi confusa: amo viajar mas desde pequena não gosto de voar. Muitas vezes fico nervosa, suo frio e tenho pânico de turbulência. Tudo isso associado a uma hipersensibilidade no labirinto já me fizeram passar mal em muitos vôos. Mas sempre fui levando.

Quando recebi a proposta de trabalhar na função que trabalho, há uns 4 anos, fiquei felicíssima: um trabalho legal cheio de viagens para lugares diferentes. Ia lidando com o medo do jeito que conseguia: um fiasquinho aqui, um suador ali, mas nada demais. Até que houve o acidente com o avião da TAM em Congonhas, e eu precisei voar dois dias depois. Pensei mil vezes em casa se iria ou não e resolvi, pelo menos, ir até o aeroporto. Fiz check-in, e na sala de embarque experimentei um pavor que nunca tinha sentido. Caminhei até o portão de saída pelos menos umas duas vezes, ia desistir. Mas felizmente tive um momento epifânico e me dei conta que seria mais infeliz se abandonasse o emprego certo por um medo de um acidente incerto e fiz um combinado comigo mesma: se estiver trabalhando naquilo que me faz feliz, tudo bem se morrer, vou morrer feliz e realizada. E acredite ou não, depois que pensei isso, nunca mais fiquei em pânico ou passei mal em avião.

Lição número 1: melhor viver feliz assumindo um risco do que morta de medo trancada dentro de casa curtindo uma pseudo-segurança.

Há algumas semanas estava voltando para casa e o avião em que estava começou a espera em Santos. O aeroporto de Congonhas é lotado, e muitas vezes os aviões ficam voando em círculos no litoral esperando sua vez de pousar. Nessa situação é comum ver outros aviões também em espera, todos em círculo. Só que, sei lá porque, um dos aviões parecia desalinhado com os demais e vindo na nossa direção. Por muito pouco não chamei a aeromoça para avisar. Felizmente foi só impressão, pousamos em segurança e eu estou aqui escrevendo esse texto. Mas a sensação que eu tive foi diferente de tudo o que havia sentido: lembrei na hora do combinado que fiz comigo mesma antes de ter filhos, sobre morrer feliz, e vi como isso não vale mais. Definitivamente não tenho medo de morrer, mas simplesmente não posso agora: quem iria cuidar dos meus filhos?

Lição número 2: mais importante do que estar viva, é estar inteira para cuidar dos filhos.

Quando fomos para Porto Alegre no último feriado pegamos uma turbulência terrível. Se estivesse sozinha ou com o Rodrigo apenas, aplicaria minha técnica montanha-russa para turbulências: feche os olhos e imagine que você está na Disney. Juro que dá certo e que você até se diverte. Mas impossível fazer isso com duas crianças, ainda mais acordadas. E o que eu fiz? Nada além de pensar na minha impotência como mãe. Como até podemos organizar e direcionar as coisas, mas não estamos no controle de nada. Não está nas nossas mãos o que vem pela frente, incluindo ai a estabilidade dos vôos que eles farão, com ou sem a gente. Não está nas nossas mãos o futuro que eles terão e como será a vida deles. Fazemos o nosso melhor, mas e não temos garantias de nada.

Lição número 3: o importante é o hoje, porque o amanhã a Deus pertence.

E já viram como eles estão lindos? Aqui.

7 de outubro de 2011

quem tem pijama novo?

Os inscritos no sorteio Cookie Dreams & Underware foram:


Observe que os nomes estão na ordem de inscrição no post e quem tuitou recebeu duas chances: com o perfil linkado no blog e com o perfil do twitter.

E usando o http://www.random.org/, a vencedora é...


Karla!

Parabéns!

3 de outubro de 2011

espaço kids em restaurantes. use com moderação?


Já fazia tempos que eu queria ir em um restaurante child friendly. Os meninos estão com 1 ano e 7 meses, são super sociáveis, falam e poderiam ficar (com supervisão, obviamente) brincando enquanto eu e Rodrigo almoçássemos. Escolhi um bem conhecido e que facilmente entraria em qualquer lista de "lugares para levar crianças em São Paulo". O restaurante realmente chama a atenção porque 90% (ou mais) das mesas têm crianças! Todo mundo tolerante a correrias, brincadeiras e alguns pitis. Em um lugar central, tem uma sala pequena cheia de brinquedos com uma monitora que deveria cuidar e orientar a garotada, bem como eu queria. Pegamos uma mesa a partir da qual pudéssemos observar a sala de brincadeiras, que os meninos adoraram. Tudo certo! Obviamente que antes de deixá-los e voltar para a mesa fui conhecer a monitora, o espaço e a dinâmica do lugar, e aí que me assustei. Além do espaço ser pequeno para a quantidade de crianças que estavam lá, observei alguns problemas bem sérios em relação à segurança dos pequenos. Havia algumas máquinas de jogos altas, e bancos de plástico (bonitinhos, mas frágeis) destinados para que os pequenos alcançarem os botões. Ultra inseguro. Não precisa muito para alguém se desequilibrar e cair. O espaço também tinha uma espécie de baú em forma de hipopótamo, provavelmente destinado a guardar os brinquedos que foi usado para uma menina mais velha, provavelmente a irmã maior e sádica, fechar uma criança pequena, provavelmente sua irmã caçula! Entendo que crianças são traquinas, mas a monitora simplesmente não viu o que estava acontecendo! E a pior, na minha opinião, vi uma criança de uns 2 anos deixar o espaço sem a monitora perceber. Para as mães nervosas de plantão, adianto que ela voltou direitinho para a mãe, e que caso tivesse se perdido eu teria interferido na situação. Depois destas todas, obviamente que os meninos não ficaram lá e que mais uma vez comemos rápido, demos provas de comida frita e super temperada a eles e eu fiz que não vi quando pegaram um livrinho da senhora que estava na mesa ao lado. Me preocupei com o que vi na sala de recreação deste restaurante, e realmente não sei se esse tipo de serviço é o padrão ou se foi um dia ruim num lugar ruim legal.