31 de maio de 2011

to go or not to go. that is the question.


e ai seu Hamlet, o que eu faço?

Então que por diversos fatores, surgiu a oportunidade de uns diazinhos de férias com o marido. Só com o marido. Sem os meninos. Em tempos AF (antes dos filhos)  as passagens já estariam emitidas e o hotel reservado. Mas não, pela primeiríssima vez na minha vida estou em dúvidas se devo fazer uma viagem. Rodrigo já montou a 'operação férias', que envolve minha mãe, a babá e a empregada e deixa alguns amigos de sobreaviso, mas mesmo assim não me sinto segura. Estou acostumada a viajar a trabalho, mas de férias é bem diferente. Como assim largar os filhos e ir bater perna por ai com o marido? Mãe também pode se divertir? E se acontecer alguma coisa? Eles sobreviverão sem mim?

30 de maio de 2011

mãe de dois vai no Mãe de Duas!


dá pra passar adiante?

Quer me ler hoje? Então vai lá no Mãe de Duas, blog da queridíssima Pri Perlatti.

Estou falando sobre consumismo, sustentabilidade e troca de roupas.

Passa lá!

27 de maio de 2011

mais sobre sono: por que pular uma soneca resulta em birra, extrema irritação e luta contra o sono?


Quando lancei a pesquisa sobre sono algumas pessoas vieram me falar: Você tem que conhecer a Andréia! Pois bem que conheci, conversamos e hoje ela é a convidada para falar mais um pouco sobre sono. E por que ela? Porque é  neurocientista, professora na Universidade Drexel, na Filadélfia, e mãe de Lucas, 8 anos, e Isabella, 3 anos e meio. Começou a pesquisar sobre sono quando teve o primeiro filho, que dormia super mal, sem parentes por perto e sem redes sociais para se apoiar. Começou a ler sobre o tema e hoje coordena a comunidade Soluções para noites sem choro, no orkut, com mais de 18 mil membros (aqui). E hoje todos na casa dela dormem muito bem!

Aproveitem!

Isabella, Andréia e Lucas

* * * * *

Por Andréia C. K. Mortensen

Em primeiro lugar agradeço o convite da Carol para escrever um post em seu blog. Como ela sugeriu algo sobre sono, porém deixou o sub-tema livre, escolhi falar do ‘efeito vulcânico’, pois creio que entender esse fenônemo biológico é utilíssimo para muitas mães com filhos com problemas de sono.

Sabemos que os bebês precisam dormir uma certa quantidade de horas por dia para que descansem e se desenvolvam e para que os hormônios do crescimento atuem apropriadamente. Sugiro, em primeiro lugar, que os pais leiam esse artigo do pediatra americano Dr. William Sears para entender um pouco da fisiologia do sono de bebês: Oito Fatos Sobre o Sono de Bebês que Todo Pai e Toda Mãe Deveriam Saber (aqui).

Conforme a criança ganha maturidade a quantidade de tempo que consegue ficar ‘acordada e feliz’ aumenta. Um bebê recém nascido só consegue ficar acordado de 1 a 2 horas antes que o cansaço se instale, enquanto que uma criança de 2 anos consegue durar até 7 horas acordada antes de precisar de uma soneca. Mas não é até 4 ou 5 anos de idade (as vezes mais) que a criança consegue passar o dia todo sem sonecas e feliz.



Pela manhã a criança acorda totalmente restaurada, cheia de energia, mas conforme as horas passam, pouco a pouco, os benefícios do sono da noite passada são esgotados, e ela precisa dormir novamente. Quando entendemos isso e pegamos a criança nesse estágio e a colocamos para dormir uma soneca, fortalecemos os benefícios do seu reservatório de sono, permitindo que ela ‘recomece’ o dia cheia de energia após cada período de sono.

Por outro lado, quando não percebemos os sinais de sono (bocejar, esfregar olhos, perder interesse no ambiente, olhar parado, como se ‘hipnotizado’, chorar, puxar cabelos e orelhas), e não as ajudamos a adormecer quando os primeiros sinais aparecem (fazendo um ritual de soneca simples, porém repetitivo, com ambiente apropriado- escuro e com sons estáticos ao fundo), ou quando ‘forçamos’ a ficarem acordadas além de suas necessidades biológicas sem uma soneca, elas ficam exaustas, chorosas e infelizes.

Conforme os números acima, bebês aguentam um breve espaço de tempo acordados e a pressão do sono já chega, somente entre 1-3 horas. Por isso é que recém nascidos dormem várias sonecas ao dia e bebês novos requerem 2-4 sonecas diárias. Confome o tempo os ciclos de sono do bebê ganham uma maturidade e eles são capazes de ficarem acordados mais tempo entre sonecas. Para serem restauradoras, sonecas devem durar 1 hora no mínimo (para completarem as fases do ciclo de sono). Isso a partir de 3-4 meses, pois antes disso o padrão de sono do RN é muito imaturo. Recém nascidos geralmente dormem em ambientes barulhentos e com atividades ao redor, mas conforme crescem, ao redor dos 3 meses, ambientes barulhentos e claros são distrações que interferem na habilidade do bebê adormecer.

Pesquisas sugerem que até adultos se beneficiariam de uma soneca no meio do dia ou pelo menos uma pausa para descansar, o que seria extremamente benéfico para reduzir a pressão em todos seres humanos.

Então o que é esse tal de ‘efeito vulcânico’?

Conforme o dia passa e a pressão do sono se instala, a criança fica mais irritada, chorosa e menos flexível, chora com mais frequência, faz birra, tem menos paciência. Ela perde a concentração e habilidade de aprender e absorver novas informações. O termo científico para esse processo é "pressão de sono homeostática". Elizabeth Pantley, em seu livro ‘The No-Cry Nap Solution: Guaranteed Gentle Ways to Solve All Your Naptime Problems’ chama esse fenômeno de ’efeito vulcânico’, que é o que adotamos também.

Todas nós já vimos esses efeitos no bebê ou na criança, é tão claro como assistir um vulcão entrar em erupção. Quase todo mundo já observou uma criança chorosa e irritada e pensamos ou falamos: "É sono, precisa de uma soneca!"

Sem o descanso da soneca a pressão homeostática continua se acumulando até o final do dia, crescendo e se intensificando- como um vulcão- até que a criança estará completamente exausta, elétrica e incapaz de parar a explosão. O resultado é uma batalha intensa na hora de dormir com uma criança exausta, ranzinza, ou um bebê que não consegue adormecer- não importando o quão cansado esteja.

Isso acontece por que o cortisol, hormônio que sinaliza a vigília, é liberado em quantidades maiores quando a pressão do sono se instala e o descanso não ocorre. Cortisol também é o hormônio do estresse que é liberado quando o bebê ou a criança chora (secretado em quantidades potencialmente danosas ao cérebro quando o choro não é consolado e prolongado). Cortisol antagoniza os efeitos da serotonina e melatonina, substâncias responsáveis pelo sono. Ou seja, quanto mais tempo acordada, mais cortisol em seu corpinho, mais choro de irritação que libera mais cortisol ainda, e mais dificuldades de dormir e poderá acordar muito cedo também pela manhã no dia seguinte. Apesar de parecer paradoxal aos olhos de um adulto, isso explica porque a criança muito exausta, ao invés de adormecer facilmente, luta contra o sono.


Pior ainda, uma criança que perde sonecas dia após dia acumula deprivação de sono que a põe no estágio do vulcão em erupção mais e mais rapidamente e facilmente. E pior ainda é se ela está perdendo sonecas e também não tem uma boa qualidade ou quantidade de sono noturno!

O Efeito Vulcânico não é algo que só acontece em crianças não, mas afeta adultos também. Entender isso pode ajudar a interpretar o que realmente está acontecendo em sua casa e no final de um longo dia, quando as crianças estão irritadas e fazendo birras e os pais estão ranzinzas e irritados também- o resultado é uma fileira inteira de vulcões explodindo!!

A pressão de sono pode ser intensificada por problemas do ambiente como: noite de sono passada ruim, déficit de sono prévio, estresses diários, mudança na rotina, visitantes, dentes nascendo e outros. Mais ainda, o estado de espírito de cada pessoa afeta os outros, causando um mal humor contagioso. É fato que bebês são especialmente sensíveis ao nosso estado de espírito. Então você se verá com pouca paciência com seu filho e lhe dirá: "Desculpe meu amor, mamãe está cansada agora." (essa é uma explicação frequente que nós geralmente não paramos para analisar!)

O conceito do vulcão ainda traz outra observação importante: sonecas de qualidade podem compensar por sono noturno perdido- mas tempo extra de sono noturno NÃO compensa sonecas perdidas (devido ao conceito de pressão de sono homeostático). Portanto, não importa se a criança dormiu bem a noite ou não – suas sonecas diárias são importantíssimas para liberar a pressão de sono em ascensão.

O que fazer para sair desse ciclo vicioso?

Algumas mães relatam que passam o dia todo tentando fazer seu bebê dormir, e frequentemente é porque desconhecem o tempo médio que eles aguentam fisiologicamente acordados, e ‘passam do ponto’, ou entram em efeito vulcânico frequentemente. Deixam os bebês acordados até tarde da noite, não dão sonecas por acreditarem que dormiriam melhor a noite (sendo que a verdade é o oposto), ou tiram sonecas rápidas, de meia hora ou menos, que não completam as fases do ciclo de sono e não são restauradoras. É um ciclo vicioso, uma bola de neve que se inicia logo pela manhã- quanto menos sono nos momentos apropriados, mais dificuldades para os sonos a seguir.

Então, a melhor estratégia para lidar com isso é prevenir que o efeito vulcânico se instale em primeiro lugar, investindo na qualidade das sonecas, e ajudando o bebê a tirar sonecas restauradoras. Pode-se fazer isso da maneira mais eficiente que a mãe conhece para ajudar o bebê a adormecer, e fazendo-se também um ambiente apropriado. Como já dito acima, escuro e com sons estáticos ao fundo. Sons estáticos são sons repetitivos e que conduzem ao sono, que o bebê já está acostumado a ouvir no útero materno. Exemplos: som do mar, chuva, oceano, ar condicionado, ventilador, secador de cabelo, rádio fora de sintonia e outros. Uma dica: gravar um CD com um tipo de som e tocar a soneca toda e a noite toda também. Até nós adultos nos beneficiamos disso- quem não dorme bem quando chove lá fora, ou tiramos uma bela soneca numa rede a beira-mar?

Se for preciso esticar as sonecas colocando o bebê para dormir novamente ‘no meio’ da soneca, faça-o, pois esse é um aprendizado que depende da nossa ajuda. Se o bebê dormir melhor no seu colo, ou mamando, ou precisa ser embalado novamente, que seja. É importante evitar a progressão do efeito vulcânico, e um bebê exausto precisa de ajuda para adormecer. Novamente, um ritual de sono noturno condutivo ao sono também é importante, e é benéfico que as crianças durmam cedo pois tem tendência a acordar cedo. Finalmente, outro fator que gostaria de incluir aqui é a alimentação da criança, que pode fazer uma diferença na qualidade de sono. Para maiores informações, ler o artigo ‘Comer bem para dormir bem’ (aqui)

Conforme Dr. Sears, não é antes de 2-3 anos que eles tem maturidade para adormecerem sozinhos, sem ajuda alguma. E se a criança está exausta, eles precisam de mais ajuda ainda para tirar sonos restauradores. Em outras palavras, o bebê sente um mal estar mas não sabe que é sono, não sabe como resolver esse problema (ou seja, dormindo), não sabe como pegar no sono, e só tem a linguagem do choro para comunicar suas necessidades (físicas e emocionais).

A espécie humana é uma das que nascem mais precocemente no reino animal, até entre os primatas. Isso porque o "preço" da nossa inteligência, o cérebro enorme (que foi evoluindo por milhões de anos), não poderia terminar de se desenvolver no útero da mãe ou o parto não seria possível, em conjunção com outro fator evolutivo, nos levantamos e andamos, somos bípedes. Fato é que bebês nasceram neurologicamente inacabados! São dependentes e precisam de nossa ajuda, toque, carinho, atenção, serem atendidos quando choram, receber colo, ajuda para dormir quando precisam.

Para concluir: uma rotina com sonecas estáveis e restauradoras é muito importante, com um ritual de sono noturno que conduza ao sono. O que mais importa então é o intervalo entre sonecas, e não o horário propriamente dito (lembrando que o intervalo que aguentam acordados vai aumentando conforme sua maturidade).

26 de maio de 2011

uns dormem, outros não: resultado da pesquisa sobre sono de crianças de 0 - 3 anos


Antes de começar a apresentar os resultados da pesquisa, algumas considerações:

1) Essa não é uma pesquisa científica, é um levantamento informal realizado com mães e pais de 494 crianças de 0 a 3 anos no período de 10 a 20 de maio de 2011. Os respondentes foram captados através de divulgação em blog, twitter, facebook e orkut. Uma amostra de mães e pais que utilizam redes sociais no dia-a-dia, portanto;

2) Os resultados não podem ser extrapolados, ou seja, não podemos dizer que todas as crianças do mundo (ou do Brasil) se comportam dessa forma. O que temos aqui é uma fotografia de como essas 494 crianças dormem e qual a percepção de suas mães e de seus pais sobre o sono delas;

3) Todo ponto de vista é a vista de um ponto. A interpretação que dou para os dados é uma dentre tantas possíveis. Sinta-se a vontade para comentar e tecer outras interpretações sobre os achados da pesquisa. Esse não é um relatório conclusivo ou fechado.

Vamos aos resultados?

A maioria das 494 crianças cujos pais responderam ao questionário têm entre 12 e 18 meses (22,5% da amostra), seguidos por crianças entre 30 e 36 meses (13,8%), entre 24 e 30 meses (13%) e entre 6 a 9 meses (12,3%). A distribuição completa está abaixo (clique para ampliar os gráficos):


A maioria dos respondentes não oferece 'mamada dos sonhos' (59%), não utiliza cama compartilhada todas as noites (80,1%) e refere  que seus filhos possuem uma rotina estruturada (77,6%). Na percepção dos respondentes, a maioria das crianças possui uma qualidade 'boa' de sono (34,8%) ou 'muito boa' (33,4%). Crianças que possuem sono avaliado como regular são 23,8% da amostra, ruim 6,7% e péssimo 1,2%.

Ao analisarmos a qualidade do sono em comparação com a idade das crianças, observamos que as que tem o sono percebido como 'ruim' ou 'péssimo' por seus pais possuem idades a partir de 1 ano. Assim, os picos de percepção de sono 'péssimo' ocorrem nas faixas entre 12 a 18 meses e entre 30 a 36 meses (33% para cada faixa etária). Já o pico de sono 'ruim' é entre as idades de 18 a 24 meses (27,3% dos respondentes dessa categoria).  Também nas faixas etárias entre 12 a 18 meses e entre 30 a 36 meses encontram-se os maiores montantes de mães que referem que a qualidade do sono de seus filhos é muito boa: 20,7% dos respondentes, em cada categoria.


É interessante observar que a percepção da qualidade do sono é influenciada pela quantidade de vezes que a mãe (ou o pai) se levanta para atender o bebê, em função de mamadas e, principalmente, em função de 'não-mamadas'. Observa-se assim que há bebês que mesmo não mamando durante a noite a qualidade do sono é referida como péssima, talvez por acordarem outras vezes por outros motivos durante a noite.


Percebe-se que 16,7% dos respondentes que referem que a qualidade de sono dos filhos é 'péssima' e 9,1% dos que responderam que o sono é 'ruim' não amamentam durante a noite. A percepção de qualidade do sono, portanto, está ligada ao que podemos chamar de 'acordadas vazias', ou seja, situações em que a criança acorda durante a noite por outros motivos, que não mamar (chupeta cai, pesadelos, etc). 

Chama a atenção que 45,7% dos respondentes relataram que o filho não dorme da maneira como imaginavam que dormiria antes dele nascer. A pesquisa não investigou se o sono real que as crianças apresentam é melhor ou pior do que aquele imaginado pelos pais, mas é diferente na opinião de grande parte dos respondentes.


Não investigou-se diretamente o impacto que esse gap entre o imaginário e a realidade tem nas famílias, mas 52,3% dos entrevistados relataram que acham que a qualidade do sono do bebê interfere no vínculo entre mãe/ pai e filho. Ainda que dados qualitativos não façam parte desta pesquisa, em alguns emails ou em comentários no post de lançamento da pesquisa alguns cuidadores disseram que se dormem bem cuidam melhor do filho por estarem descansados e renovados.


Assim, faz-se claro cada vez mais necessário informar de maneira correta e clara sobre maternidade, não criando pressupostos irreais e idealizados. Falar e discutir sobre a maternidade real, eu diria, não sobre generalizões ou sobre uma 'criança média ou padrão'.

25 de maio de 2011

qual a principal perda da profissional que desacelera a carreira em função da maternidade?

...

...

...

o cartão de milhagens top! óbvio!

porque é meio envergonhante ser fidelidade azul, né?

headcount, overlapping, budget
empowerment, trainning-on-the-job
risk management, senior, follow up
trainee, coffee break, conference call

tenho certeza que algumas pessoas estudam inglês apenas para entender certas reuniões.

24 de maio de 2011

dispenso apresentações


Então que decidi fazer uma dinâmica de apresentação com colagens. Disponibilizei folhas, canetinhas, tesouras, colas e revistas para a turma se divertir.

Separei Exame, Você S.A., The Economist. Pais e Filhos, Crescer. E umas Vogue pra dar uma animada.

Negócios, filhos e futilidades. Não necessariamente nessa ordem. Será que eu preciso me apresentar?  


inacostumável


Acho que a maioria das coisas que se apresentam como desafios ficam mais fáceis de serem realizadas a medida em que nos acostumamos a elas. A primeira vez que deixamos os filhos na escola é a que mais dói, a primeira maratona que completamos é a mais difícil, e assim por diante.

Exceção à regra são viagens de trabalho: inacostumáveis.

* * *

Cheia de dor no coração abri a revista da TAM para me distrair e dei de cara com a frase "mulheres que viajam a trabalho mostram aos filhos que a vida requer coragem". E isso dito por um filho de comissária de bordo.

Um pouquinho de coragem para mim, isso sim.

23 de maio de 2011

casamento com bebês

Cena 1
Marido: Querida, tem uma coisa grudada no teu cabelo.
Esposa: Ah, deve ser meleca. Ele tava esfregando o nariz na minha cabeça.

Cena 2
Marido: Me ajuda aqui! Ele tá todo cocô e não pára quieto.
Esposa: Que nojo, a tua mão tá toda cagada.

Cena 3
Esposa: Caceta, o vômito pegou no meu cabelo. Segura ele aqui que eu vou lavar na pia.
Marido: Lava rápido.

E ai, como faz pra manter acesa a chama da paixão?

20 de maio de 2011

ainda sobre corpo


Impressionante como é fácil fazer generalizações sobre o corpo.

Gordo igual a feio. Magro igual a bonito. Gordo igual a compulsivo. Magro igual a controlado. Gordo igual a doente. Magro igual a saudável. Gordo igual a frustrado. Magro igual a bem resolvido. Gordo igual a infeliz. Magro igual a feliz.

E assim por diante.

Será?

bonito

feio

saudável

doente

...

Precisamos rever nossos conceitos.

* * *

Post Scriptum

Precisamos rever todos os nossos conceitos.

Loira igual a burra. Extrovertida igual a oferecida. Magra igual a desnutrida. Mulher bonita no trabalho dá para o chefe.

E assim por diante.

Thanks Anne!

19 de maio de 2011

deu. acabou. cansei.


like an Angel (Victoria's Secret Angel, of course)
seria eu mais feliz? acho que não

Nunca fui magra. Muito pelo contrário, sempre fui peituda, bunduda e pernuda mesmo estando no meu peso. Aliás, nunca tive um peso, meu armário tem diversos tamanhos de roupa, para todos os meus estados sanfona: maiores ou menores. E nunca me incomodei de verdade quando estava mais gorda. Mas sempre fiz regime porque, bem, você sabe, mulher não pode ter nenhuma dobrinha aparente e nenhuma pancinha saliente. Mas enchi o saco, sabe? Cansei de correr atrás de um peso que não é natural para mim porque a mídia diz que tenho que ter 50kgs. Logo eu, que sempre me achei tão esclarecida, descolada e resolvida me pego sofrendo por não estar nos padrões de peso anoréxicos. Pronto. Deu. Acabou. Cansei. Desisto de todos os regimes e me aceito do jeito que sou.
PS 1: é claro que a foto é uma montagem e a única coisa minha é o rosto.
PS 2: se você quiser virar Angel ou outro personagem, www.faceinhole.com.

18 de maio de 2011

heleninha roitman, eu?

Sem rodeios: o que eu mais sinto falta da minha vida pré filhos é de beber.

#prontofalei

adivinha, adivinha

Sabe qual é a maior evidência de que eu sou mãe de dois bebês?
Os quilos extras? Não.
As olheiras profundas? Não.
O eterno cansaço? Não.
As roupas babadas e melecadas? Não.
Só falar sobre o universo materno? Não.
A adega lotada? Acertou.
Não dar conta de beber todos os vinhos que compramos: inimaginável antes de ser mãe.

17 de maio de 2011

16 de maio de 2011

mãe não nasce: se cria, se constrói e se transforma


Difícil falar da Tati, a convidada de hoje. A melhor amiga que já tive, que faz uma falta enorme na minha vida e de quem morro de saudades. Casada com o Bruno, um dos caras mais legais que conheço, grávida de quase 7 meses da Laura e professora de uma das melhores escolas de negócios do mundo. Tá bom?

Até estaria, mas não foi por isso que a convidei para escrever no blog. Como uma profissional muito bem sucedida, se questionou se queria ser mãe, adiou e finalmente tomou a decisão. Aqui ela compartilha conosco como está vivenciando tudo isso e quais são os dilemas que uma mulher que trabalha enfrenta quando decide se tornar mãe.

a família


* * * * *

Por Tatiana Weiss Ribeiro

Conheço a Carol há alguns anos, venho acompanhando o blog praticamente desde que começou, e admito que sou apaixonada pela maneira dela escrever. Na realidade, é como se eu estivesse conversando com ela, porque consigo enxergá-la em cada post, apesar do tempo que não nos vemos realmente.

Já de minha parte sempre fui um pouco reativa a certos aspectos relacionados à tecnologia, especialmente aqueles que nos deixam mais “visíveis” aos olhos desconhecidos. Por essas e por outras, a surpresa foi grande quando ela me convidou a fazer um post. Mas resolvi superar esses receios e aqui estou eu. Fazendo uma (muito) breve descrição minha, me chamo Tatiana Weiss Ribeiro e sou uma mulher grávida.

Indo um pouco além, sou psicóloga, pós-graduada em gestão, mestranda (ai meu Deus, esse gerúndio me mata) em administração, professora, empresária e grávida de quase sete meses. E, honestamente, essa última característica vem ocupando cada dia mais espaço nessa minha biografia. E isso tem me perturbado consideravelmente...

Não posso afirmar aqui que sou uma mulher que “nasceu para ser mãe”. Durante muitos anos na minha vida, essa possibilidade sequer passava pela minha cabeça, e até hoje acho que talvez ficasse assim por muito tempo se não houvessem pessoas que me perguntassem – principalmente depois de casar e fazer 30 anos – se eu não tinha o desejo de ser mãe. Cheguei honestamente a cogitar a idéia de uma vida sem filhos, e pesei muito objetivamente os prós e contras dessa opção, que considero extremamente válida para quem a faz conscientemente. Mas, como já se pode imaginar, escolhi ter filhos e agora me vejo grávida e repleta de dúvidas e conflitos conscientes, inconscientes, práticos e psicológicos.

Não poderia descrever nesse post todos esses conflitos, mas gostaria de dividir aqui um que me tira o sono muitas noites: o dilema da identidade. Sempre me considerei uma mulher prática, objetiva, que tinha sua identidade definida pela profissão, pelo trabalho e estudo. Tenho uma vida pessoal muito ativa, não me entendam mal, mas sempre tive dentro de mim que a resposta a pergunta “quem é você?” começava com algo que relacionado a “eu faço”.

Mas isso vem mudando muito desde que a realidade da maternidade penetra na minha cabeça e nos meus dias, tornando mais próximo aquilo que era uma grande fantasia. Porque me dei conta, ao longo desse período de preparação pessoal que é a gravidez, que eu não tinha o menor senso de realidade quanto ao tema maternidade. Até pouquíssimo tempo atrás, pensava que era possível ser mãe sem mudar muito a vida. Ou seja, pensava a maternidade como uma atividade extra que deveria ser encaixada na agenda, e que com um pouco de objetividade e bastante planejamento, depois de uns 4 meses do nascimento de um filho daria pra retornar a vida “normal”. Só era preciso dar uma espremidinha aqui, conseguir uma babá rapidinho ali, escolher uma boa escolinha que aceite bebês, negociar as viagens do trabalho nos meses iniciais e pronto!

Mas... surpresa! Não, minha querida, não é nada disso. Sim, há muitas coisas que se pode (tentar) planejar para ser mãe, mas não há jeito de organizar antecipadamente a mudança na identidade que vai acontecendo ao longo do processo. Tirei a conclusão que não nasce uma mãe ao mesmo tempo em que a gente se descobre grávida, e desconfio que também não nasce uma mãe no momento do nascimento do filho. Acho que uma mãe não nasce, ela se cria, se constrói, se transforma. Ainda não tenho idéia do que é ser mãe, e morro de medo disso porque acho que sempre fui razoavelmente competente naquilo que me propus a fazer ao longo da vida, e agora não sei... Morro de medo de decepcionar a tudo e a todos, especialmente ao meu marido e a minha filha, mas nesse momento não sei o que posso fazer para ser melhor do que sou. Vou esperando e preparando aquilo que posso e consigo, me olhando a cada dia no espelho e percebendo mais mudanças do que o reflexo me mostra.

E voltando a me descrever, hoje sou uma mulher grávida muito feliz, fiz as pazes com essa condição depois de dois meses de total confusão. Sou privilegiada pela minha família que vive longe mas que está ao meu lado quando preciso, pelo marido absolutamente incrível que tenho, pelas amigas/irmãs que o céu me deu de presente e pela filha que carrego com muito amor no ventre todos os dias. Mas ainda não sou mãe, com todas as letras que formam a palavra e o seu significado. Mas espero ser... eu espero ser.

15 de maio de 2011

mistérios do universo - parte 1

Por que as crianças sempre dormem atravessadas na cama dos pais?

14 de maio de 2011

tive uma semana do cão: meu cartão foi clonado, cheguei no maior nível de cansaço de todos os tempos, fiquei dois dias quase afônica, e na sexta, roubaram o carro com duas cadeirinhas recém-compradas. e daí que eu chego em casa da delegacia e vêm os dois correndo me abraçar, falando mamãe. e me dou conta que é verdade aquela história de que os filhos fazem a gente esquecer todos os problemas. porque como disse minha amiga Lu, haja azar para superar toda a sorte que eu tenho nessa vida.

11 de maio de 2011


Quer entender por que postei essa foto hoje? Clique aqui.
E se você também quiser aderir à causa, poste uma foto sua amamentando. 

pesquisa: e o teu filho, como dorme?


Estou lançando hoje uma pequena pesquisa com o objetivo de mapear como crianças de 0 a 3 anos dormem. A idéia não é criar um parâmetro dizendo o que é normal ou esperado em termos de sono, muito menos estabelecer o que é uma 'criança média', mas identificar o que acontece na prática em nossas casas no período da noite. Sim, é mais uma iniciativa 'maternidade real'.

A pesquisa é muito simples, são apenas 10 questões, e para responder ao questionário é só clicar em http://migre.me/4vn0p até o dia 20/05. Mães que possuem mais de um filho nesta idade precisam responder ao questionário múltiplas vezes, uma para cada filho. Assim que compilar todos os dados vou apresentá-los aqui, obviamente. Quanto mais mães responderem ao questionário, mais dados teremos! Portanto, não hesite em divulgar a pesquisa, OK?

10 de maio de 2011

e ele dorme?


Vou assumir. Virei monotemática. Só sei falar sobre o sono dos meus filhos e perguntar do sono dos filhos dos outros. Conheço uma mãe, falo cinco minutinhos com ela e invariavelmente pergunto: e ele dorme? Virei a chata do sono. Quero saber se a criança dorme, se não dorme e como dorme. A fixação é tanta que semana passada fui no mercado e uma moça grávida fez uma troca de produto rapidamente, super gentil. Será que eu agradeci a ela com um tradicional muito obrigada? Claro que não. Eu disse, em alto e em bom som: que teu filho durma! Porque, sinceramente, isso é o melhor que posso desejar a alguém.

Apesar da ótima noite semana passada, única em um ano e dois meses, as madrugadas aqui em casa já voltaram a ser caóticas. É tanto dente nascendo, pesadelo acontecendo e mamadeira rolando por toda a noite que a sensação que tenho é que eu não durmo mais. E já estou começando a achar que eles nunca vão deixar de mamar de madrugada e que eu nunca mais vou dormir. Imagino dois meninos enormes com uns quinze anos me chamando para levar um leitinho para eles na cama. E eu completamente zumbi indo alimentar as crias. Isso é exagero, mas lá no fundo tenho medo que aconteça. E por favor não riam de mim, estou muito cansada para ser coerente.


Shhh, ele dormiu!

9 de maio de 2011

pobre menina rica


pobrezinha

Hoje escutei no rádio que Suri Cruise, do alto dos seus 5 anos, foi escolhida uma das mulheres mais influentes do mundo. Uma pena não ter conseguido anotar direitinho a fonte para apresentar aqui, mas confesso que a notícia me deixou chocada, apesar de não surpresa, pois ela já foi considerada uma das mulheres mais bem vestidas da atualidade (aqui). Ganhou inclusive de Sarah Jessica Parker, a eterna Carrie e, pasmem, teve seu guarda-roupa avaliado em 2 milhões de libras (cerca de R$5,3 milhões).

E repito, ela tem 5 anos.

Não consigo achar isso normal. Não mesmo. Não consigo achar normal que a mídia divulgue e dê espaço para essa aberração, mesmo que muitas vezes em tom crítico, sem que algum organismo defensor dos direitos das crianças faça alguma coisa. Sei que ela é filha do Tom Cruise e da Katie Holmes, mas todo exagero tem que ter limites. Uma coisa é uma menininha ser vaidosa, imitar a mãe e brincar de se arrumar, mas isso é um pouco demais, não é? Considerar uma criança de 5 anos uma mulher é roubar-lhe a infância. É tirar a chance de um desenvolvimento adequado para essa menina. Por favor, providenciem terra, tinta têmpera e uns brinquedinhos para Suri Cruise já!


6 de maio de 2011

vote em mim!


Estou participando do Concurso Cultural Pais e Mães Blogueiros da revista Crescer, que quer identificar os blogs mais legais sobre maternidade.

É bem fácil votar! É so ir no link http://migre.me/4sTg8 e marcar o segundo blog da lista, o Vinhos, Viagens, Uma Vida Comum...e Dois Bebês.

Obrigada!

PS: por favor, não se constranjam se quiserem fazer campanha para mim via blog, twitter ou facebook, hein? Não distribuo cestas básicas, mas prometo que deixo todo mundo folhear o um ano de assinatura que vou ganhar da Crescer.



Feito pela querida Priscila, do Mãe de Duas.
eu já ganhei meu presente de dia das mães

aliás, são dois presentes e eles nasceram há exatos um ano e dois meses


sim, os melhores presentes

ps: mas a pantufinha personalizada também é fofa, né?

4 de maio de 2011

surreal


Acordo assustada e olho o relógio: 04hs e 19min. Cambaleante, vejo as quatro mamadeiras intactas em cima da mesa. Olho para os berços. Os dois estão lá, não foram sequestrados. Coloco o meu rosto perto de cada um deles. Eles respiram. Resisto à vontade de beliscá-los para ver se acordam e se está tudo bem. Devo ligar para a minha mãe? Volto para a cama e aviso o marido do que está acontecendo. Ele diz para eu aproveitar e voltar a dormir. Não consigo. Não escuto nem um pio desde 20hs. Será que não devo beliscá-los mesmo? 04hs e 50min o primeiro reclama. 05hs o segundo. Querem mamar. Uma mamadeira para cada um e dormimos todos até 06:30hs. Será que foi sonho?

3 de maio de 2011

me dei conta que consigo ser uma mãe melhor quando aceito minhas imperfeições

porque tentar ser perfeita todo o tempo cansa demais

juro que não é andy warhol


2 de maio de 2011

Hoje eu, Glauciana Nunes, Ingrid Strelow, Camila Colla e outras mães estamos no caderno Viver com Saúde dos jornais NH, VS e Diário de Canoas, do Rio Grande do Sul. A matéria é sobre mamães blogueiras e em como utilizamos as redes sociais para compartilhar a maternidade, tirar dúvidas e encontrar apoio.



 
Meu texto:
 
Maternidade e carreira sem culpa

“Antes mesmo de engravidar eu tinha um blog. Falava de vinhos, viagens e outros acontecimentos. Quando os meninos nasceram meus assuntos passaram a girar em torno da maternidade, então acrescentei ‘dois bebês’ ao título do blog. Costumo registrar no blog meus pensamentos e vivências e o apoio e sugestões de outras mães que já passaram pelo que eu passo é de grande ajuda. Na blogosfera há uma rede de amizade real, ainda que o estilo de comunicação seja virtual. Moro longe da minha família e acredito que a blogosfera faça um pouquinho do papel da avó, ou seja, sempre tem alguém mais experiente, pronta a dar dicas sobre alguma dúvida que tenho. Trabalho em uma multinacional e voltei a trabalhar quando os meninos tinham 6 meses. Acho que o fato de eu conseguir conciliar e escrever sobre isso ajuda outras mães que optaram por se manterem no mercado de trabalho depois que tiveram filhos.”

Caroline Passuello, 33 anos, consultora em análise de risco, gaúcha, mora em São Paulo, mãe dos gêmeos Leonardo e Rafael com 1 ano e 1 mês, e autora do blog ttp://vinhosviagenseumavidacomum.blogspot.com