31 de janeiro de 2011

o lado deles

Eles querem os mesmos direitos que nós.
Ir ao parquinho sem serem importunados, por exemplo.


Estamos tão acostumadas a reivindicar igualdade em relação aos homens que esquecemos que eles também podem sofrer discriminação e preconceito, como está muitíssimo bem colocado no artigo do NY Times, Daddy Discrimination.

O texto foi motivado por achados de um blog, Daddy Dialetic, que apresenta uma pesquisa sobre discriminalização de pais (homens) em playgrounds. Pais que cuidam integralmente dos filhos narram que já foram espulsos de parquinhos, costumam ser criticados por outras mães em espaços públicos e até criaram uma hashtag para trocar experiências via twitter: #dadsnotpervs (o equivalente em português seria: #paisnãopervertidos).

Claro que os EUA têm uma cultura muito peculiar, mas em terras tupiniquins a coisa não é muito diferente. Ou alguém já viu banheiro masculino com espaço para trocar bebê? Ou o espaço é familiar ou é no banheiro feminino, correto? Esses dias a escolinha dos meninos mandou uma comunicação endereçada à 'mamãe'. Escanteio no pai. E quando se vai comprar roupas, para quem a vendedora olha?

Entendo que muitos pais não se interessam por atividades em relação à rotina dos filhos, mas muitos se interessam, querem participar e precisam mostrar o tempo todo que esse também é um direito deles. Nossa, parece que já ouvi essa história antes! 

Imagem daqui.

PS: essa discussão também está rolando no Facebook, no grupo Mães (e pais) com filhos.

Sorteio Baby Bossa!



Vamos lá!

O sorteio foi feito através do  http://www.random.org/.

Cada inscrito recebeu um número:



And the winner is...



Patrícia Correa!

Parabéns! A equipe da Baby Bossa entrará em contato com você para passar o cupom para a troca do produto.

26 de janeiro de 2011

Sou intensa. Não costumo fazer as coisas mais ou menos, me jogo de ponta (mesmo que as vezes caia de cabeça). Sou assim, não sei ser mais ou menos. Trabalho demais, como demais, me preocupo demais. Taí o ponto onde quero chegar. E tudo isso somado ao fato de ter um PA pertinho de casa.

Pois bem. Ontem Rafa estava caidinho, mas sem febre. Coçava a orelha toda hora e comeu pouquinho. O que se faz então? PA. Virose, nada demais. Alivium pra melhorar a dor e porque é antinflamatório. Ótimo. Chegamos em casa e ele dorme. 23hs acorda gritando e super gelado. Termômetro de ouvido marcando 33º! Fiz a conta: se a temperatura normal é 37º e ele está 4º abaixo, o equivalente de febre seria 41º. Enrola o moleque em duas cobertas e voa pro hospital.

Chegamos lá e entro quase correndo no hospital, já chamando pelo House. Ou melhor, pelo Doug, o papel do George Clooney em ER. Por motivos óbvios. Caio na real e vejo que quem vai nos atender é o Dr. C., o de sempre, nosso velho amigo. Já tinha atendido ele no final da tarde e a dupla em outras situações. Foi ele que certa vez desconfiou que o Leonardo estava com peneumonia, me disse e eu comecei a chorar. Na hora, na frente dele, da enfermeira, de todo mundo. Sou intensa, lembra? E fiasquenta.

No hospital, depois de aquecido, Rafa já está com 35º, suando e com as bochechas pink. E rindo e abanando pra todo mundo. E o médico dizendo que é assim mesmo, que não precisamos nos preocupar, que o menino está ótimo! E ele rindo, se jogando no colo do enfermeiro e abanando pra quem passa. E eu e o Rodrigo com cara de tacho. Explicamos que ele gritava dentro de casa, que estava geladíssimo e o médico só nos olhava. Pais de primeira viagem. E o Rafa, ao invés de nos ajudar, só ria e suava.

24 de janeiro de 2011

A vida anda corrida, cheia de projetos e viagens. A última foi para Salvador, onde pude jantar com a querida Mari. Adorei!

A vida tende a ficar mais corrida, com cada vez mais projetos e viagens. Estou testando qual é o meu limite. Recebi um convite para trabalhar duas semanas num projeto legal, num país cenográfico, que já foi meu sonho de consumo em termos turísticos. Não sei o que faço. Não existe a opção de levar os dois junto comigo: muito longe, muito caro e com saneamento básico deficiente.

Se eu contar que estou lendo o segundo livro do ano, alguém acredita? É o que faço no aeroporto e no avião, devoro livros. O da vez é Comer, rezar, amar e estou adorando. O jeito que ela escreve é bem comum, mas é muito verdadeiro. Amei a parte sobre Roma, mas estou gostando mesmo é de ler sobre a Índia. Vamos ver se o livro me ajuda a decidir se sim ou se não em relação ao projeto. Acho que preciso começar a meditar.

Leonardo comeu um pedaço de sacola plástica. Sim. Pegou um pedaço da sacola que estava ao lado do bebê conforto no carro, botou na boca, ninguém conseguiu tirar e ele engoliu. O pediatra não se preocupou muito, disse que tudo o que entra sai. Eu me preocupando com escolhas futuras e ele engolindo plástico no presente. Pelo menos não chupou gilette, porque beber xampu seria fichinha.


Om Namah Shivaya...
Om Namah Shivaya...
Om Namah Shivaya...

21 de janeiro de 2011

Lisboa com crianças

A convidada de hoje é a Paula Schmeil Jabra, do delicioso blog Viagens da Paulete, onde ela registra suas viagens, experiências, atividades, dicas e fotos de hotéis, restaurantes e lojas para quem adora viajar e está sempre com a necéssaire pronta para próxima. A menina roda pelos quatro cantos do planeta, e os posts sobre a África e o Japão são imperdíveis! Hoje ela dá dicas de passeios com crianças em Lisboa.



* * * * *

Por Paula Schmeil


Quem for a Lisboa não pode deixar de visitar uma das mais novas áreas da cidade, o Parque das Nações (http://www.parquedasnacoes.pt/). Foi lá que foi realizada a 'Expo 98' cujo tema era: “Os oceanos, uma herança para o futuro”. A área é bem grande e tem muitas atrações.

Para quem tem crianças eu indico ir direto ao Oceanário que era um dos pavilhões da Expo e foi mantido; é com certeza um dos melhores aquários do mundo. Outro lugar legal para ir com os pequenos é o Pavilhão do Conhecimento, pois é bem interativo e as crianças aprendem brincando. Dá para fazer compras no Shopping Vasco da Gama, andar de teleférico ou simplesmente sentar-se num bar ou restaurante e apreciar a vista para a arquitetura da Gare do Oriente, um dos edifícios mais incríveis do mestre Santiago Calatrava. Não deixe de conferir a programação de shows e de concertos do Pavilhão Atlântico.







18 de janeiro de 2011

Conciliar não é fingir que não se tem filhos


mais ou menos nós.

Impossível não participar da blogagem coletiva promovida pela Carol Pombo, do What Mommy Needs, sobre mulher no mercado de trabalho. Impossível não falar sobre a mulher que tem filhos no mercado de trabalho. E impossível não usar como título o comentário que a Patrícia, do Para Mariana, fez no último post que escrevi sobre maternidade e carreira, pois ela disse muito bem: "Conciliar não é fingir que não se tem filhos".

* * * * *

Li no caderno especial Executivas, do jornal Valor Econômico (sobre o qual já escrevi aqui) que, aproximadamente, até os 30 anos as carreiras de homens e mulheres andam juntas, com as mesmas oportunidades e desafios para ambos os sexos. Quantidades equivalentes de homens e mulheres conseguem o primeiro emprego, passam em programas de trainee, recebem as primeiras promoções. Até que o relógio biológico toca, as mulheres tem filhos, acabam por desacelerar a carreira e os homens 'passam a frente'. Poucas são as corajosas que bancam barrigão, filhos, casa e marido e continuam competindo (com homens) nas corporações.

Não é fácil. As empresas não estão preparadas para terem mães em seus repertórios. Já queimamos sutiãs, mas ainda precisamos jogar mamadeiras. Mostrar que assim como em outras épocas pedimos pela igualdade, agora pedimos pela diferença. Pela inclusão. Pela compreensão. Pelo respeito. Somos profissionais e mães o tempo todo. Sem essa de dizer que quando entra na empresa tranca com chave a gaveta 'vida pessoal' a abre a 'trabalho', isso não existe. Reunião com o chefe e o filho liga chorando? Vai atender. Fazendo relatório e lembra que não tem papinha para a noite? Põe na lista de compras. Domingo de tarde aparece uma grande idéia para aquele projeto? Toma nota.

Em uma época em o discurso dos RHs é 'integralidade do ser humano', poucas são as empresas que de fato conseguem aplicar esse conceito no seu dia-a-dia. Entender que somos profissionais sim, mas que também há vida fora da empresa, que é, definitivamente, mais importante que a vida dentro da empresa, e que precisa ser conciliada. Precisa ser integrada e precisa ser vista. Sim, porque conciliar não é fazer de conta que não existe, mas poder falar a respeito e tomar decisões a partir do que é melhor para todos.


Mais sobre maternidade e carreira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Imagem daqui.

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Outros textos da blogagem coletiva:

13 de janeiro de 2011

Sorteio Baby Bossa!


Recentemente conheci a loja virtual Baby Bossa e me apaixonei! O site reúne diversas marcas moderninhas e de qualidade, que atendem bebês e crianças cheios de estilo e graça.

Pois bem... a Baby Bossa está sorteando R$100 em compras* para os leitores do Vinhos, viagens, uma vida comum... e dois bebês!

É muito simples concorrer:
- deixe seu nome e email neste post, e;

As inscrições poderão ser feitas até 28/01 e o sorteio será feito por mim no dia 31/01 via http://www.random.org.

Para os leitores do blog que quiserem adquirir produtos Baby Bossa, será dado um desconto de 15% e frete grátis para compras acima de R$ 250, bastando se identificar com o código 012011-VV2BB na hora da compra e marcar a opção de encomenda normal grátis quando o valor passar de R$250. Esses descontos são válidos apenas no mês de janeiro, OK?

Boa sorte!


Em caso de dúvidas, a Baby Bossa pode ser contatada pelos telefones
(16) 3235-4454 e (11) 7264-6123.
*O frete fica a cargo do sorteado.

12 de janeiro de 2011

nós, as minorias


Como não tenho mais memória para o que não for extremamente necessário, obviamente esqueci que no dia 25/01 é feriado em São Paulo e marquei uma viagem de uma semana para atender um cliente fora do estado. Seria a primeira viagem que teria que dormir 4 noites longe de casa desde que os meninos nasceram. Sim, seria, porque 'feriado' é igual a 'escolinha fechada', que é igual a 'com quem ficarão as crianças?' que é igual a 'não posso viajar'.

Então que educadamente mando um email para o gerente do projeto (que outroras foi meu chefe) explicando a situação e minha dificuldade de mãe de gêmeos sem parentes na cidade. Minha sugestão: que outro consultor, embora não tão experiente (cof, cof), me substitua, até porque bem sei que o mocinho anda um tanto ocioso. E Deus ajuda quem cedo madruga.

A resposta veio meio compreensiva (OK, Carol) e meio ameaçadora (manda um mail pra fulano - nosso chefe - pra ele saber quando e quem está em qual lugar). Ou seja, solicitando que eu informe ao chefe que eu não estarei no lugar que deveria estar. Que eu não estarei trabalhando no feriado como havia prometido porque eu tenho impedimentos para isso.

Tenho certeza que ele não fez por mal. O que acontece é que não está definido o que se espera de uma mulher que vira mãe em termos de dedicação profissional. Que não se sabe o que exigir. Que ou a mulher deixa os filhos com alguém no feriado (sem poder falar dessa situação na empresa) ou acaba por largar o emprego, de tão difícil que passa ser conciliar trabalho e maternidade.

Sim, porque as saídas possíveis são: ou a mulher age como um homem e não leva problema de casa pra dentro da empresa ou age como é (ainda) esperado de uma mulher e deixa de aceitar oportunidades profissionais em prol da maternidade. Conciliar ainda não é possível. Espero que um dia seja.

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Absurda a Vogue deste mês (e do mês passado, como a Ivi já disse). Muito bonito querer fazer um especial black is beautiful e colocar só modelos negras nos editais. Mas modelo com cabelo liso, nariz fino, e pele café-com-leite não é negra.

Nada pode ser mais preconceituoso.


11 de janeiro de 2011

Bodega Mas del Botó


Por Bianca Passuello



Não faz muito, tive a oportunidade de participar da colheita de uvas na vinícola Mas del Botó, na Catalunha, Espanha.
Mas del Botó é uma bodega pequena, famliar e com poucos anos de vida. A colheita ali é feita de maneira manual, são apenas 5 trabalhadores que recolhem as uvas plantadas em 4,5 hectares durante uma semana.
O clima mediterrâneo nessa época do ano já não é dos mais agradáveis, e ainda menos em alturas como as dali, 600 metros acima do nível do mar. A propriedade é vizinha da zona onde se produz um dos melhores vinhos da Espanha. O clima tem condicões privilegiadas para a produção de vinhos de alta qualidade. Antes mesmo de descer do carro já dava pra notar o friozinho... e o Tomas insistia em deixar as janelas do carro abertas:
- Al final, nos tenemos que ir acostumbrando con el cambio de temperatura.
- Ok.
Aqui não existem as parreiras tão comuns no sul do Brasil, nessa vinícola os pés de uva são podados para que não cresçam em altura e isso facilita muito na hora da colheita, já que cansa menos os braços. Mas claro que tem seus contra, já que é necessário estar boa parte do tempo agachado. As uvas colhidas são das variedades Garnacha tinta, Carineña e Cabernet Sauvignon. A colheita manual é feita de maneira minusciosa, qualquer cacho com uvas já muito maduras é descartado e em pouco tempo o chão vai ficando cheio de uvas. Me impressionei com a quantidade disperdiçada, mas o enólogo desta vinícola diz que só assim para garantir a qualidade excelente do vinho feito em Mas del Botó.
Para dar exemplo disso, o vinho Ganagot 2005 ganhou medalha de prata (1° lugar) na feira IberWine em Madrid em 2010, 1° lugar na seleção de vinhos catalães e pontuação significativa no guia Penin, o melhor em termos de vinho em toda Península Ibérica.
A paisagem é estonteante: um grande vale cujo potecial eólico é aproveitado com dezenas de moinhos e que preserva a sua flora e fauna autoctona, como oliveiras, amoreiras, castanheiras, muitas e muitas flores e javalis!
Horas e horas depois chega o momento de carregar o caminhão com as caixas de uvas e levá-lo até o local onde se faz o vinho. É lá onde se colocam as uvas numa máquina que separa a fruta do seu ramo. Depois é colocada em reservatórios de aço inoxidável de 6000 litros para logo serem guardadas por 1 ano em barricas de roble francês (allier grano fino) para só então ser engarrafado. Como mínimo, ficará 6 meses na garrafa até poder ser comercializado.
Para quem ficou curioso e quer ver mais, esta é a pagina da vinícola: http://www.masdelboto.cat/

Mais sobre Tarragona aqui e aqui.

10 de janeiro de 2011

louca é a mãe


E eu que achei que fosse aproveitar muito bem o dia quando a escolinha voltasse! Resolver todas as pendências do trabalho, almoçar sentada e ainda ter um tempinho para mim.

Depois de três semanas de grude, foi difícil deixá-los. Estou desacostumada ao silêncio e à casa vazia. Estou torcendo para que chegue 18hs.

Valorizo tanto o padecimento, que as vezes esqueço do paraíso que é a maternidade.

6 de janeiro de 2011

uma maratona por dia, na velocidade dos 100 metros rasos

Mais ou menos eu.

As coisas aqui estão corridas. Muito corridas. Três semanas inteirinhas de férias dos meninos e puro cansaço meu. Corre de um lado, cozinha de outro, pega um pra não cair. Eles brigam e brincam o dia inteiro. Quando dormem duas horas durante o dia todo fico satisfeita.

Os posts estão escassos, nem convidado especial teve hoje, porque eu simplesmente esqueci de convidar alguém. Segunda que vem tudo volta ao normal. As férias acabam, a escolinha reabre e eu vou passar o dia todo tuitando. Quer dizer, trabalhando.

Força. Só faltam mais dois dias.

Imagem daqui.

Onde é o limite?

Quero essa.

Levamos a babá para Porto Alegre para nos ajudar com os meninos. É uma pessoa muito experiente, responsável e de quem volta e meia tinha ciúmes (leia aqui). Sim, tinha, pois essa fase já passou, os meninos estão agarradíssimos em mim e eu confesso que estou adorando.

A questão é que não sei muito bem como tratá-la. É claro que ela é nossa funcionária e está pelo trabalho e pelo dinheiro, não por amor aos meus filhos ou, muito menos, a mim. Mas a medida em que lida com bebês, não tem como não se apegar e tudo mais. Acredito que o vínculo entre bebê e cuidador (independente de ser uma funcionária) é importantíssimo para o desenvolvimento infantil e estimulo isso. 

Da minha parte, as vezes fico confusa de como lidar com ela: não consigo tratá-la de forma apenas profissional e objetiva, já que ela cuida deles. Trago lembrancinhas quando viajo, dei presente de Natal, faço concessões e ofereço regalias que se fosse em outro contexto profissional não daria. Não por interesse, mas porque acabo também me apegando.

A questão é que comecei a sentir que ela estava 'entrando para a família' nessas férias, o que achei legal de início. Mas lá pelas tantas começou a misturar as coisas e o cúmulo foi quando ela deixou um dos bebês com a minha irmã e apareceu meia hora depois de banho tomado e cabelo lavado. E eu morrendo de calor, suada e tendo que dar conta deles sem a pessoa que estava sendo paga para me ajudar. Me dei conta que deve ter um limite na relação, mas ainda não sei bem qual é. Alguém aí consegue acertar o tom com a babá?

Imagem daqui.

4 de janeiro de 2011

o primeiro ano do resto da minha vida


Quando contei que estava grávida para uma amiga bem mais velha e experiente, ela me deu os parabéns e disse 'Carol, a tua vida vida começa agora'. Naquele momento achei um exagero e quase uma falta de educação o que ela falou. Como desmerecer todos meus 31 anos muito bem vividos, viajados, trabalhados e aproveitados?

Dez meses depois do nascimento, vejo que o que ela me disse é a mais pura verdade. A gente não sabe o significado de correria, cansaço, felicidade e amor até ter filhos. A vida com e sem filhos não são apenas estilos de vida diferentes, são mundos que muitas vezes não se conversam. Quem não tem filhos não entende a importância de se manter uma rotina com bebês ou como é impossível passar o dia na rua, saracoteando como se fazia antes.

Nessas férias optei por não tornar a minha vida uma loucura, indo para a praia ou saindo todo os dias para visitar amigos queridos. Realmente fiquei chateada de não poder encontrar amigas com quem até já tinha marcado, pois tentei respeitar horários de sono e de alimentação dos meninos. Saída só depois do almoço deles, 11hs. Volta para casa antes do jantar deles, 19hs. A única exceção foi a noite de Natal, que levamos os meninos dormindo até a casa da prima do Rodrigo.

E não me arrependi. Deixei de tomar sol, comer em bons restaurantes e conhecer novos lugares, mas atendi o que acredito ser o mais importante para os meninos. Não é fácil abrir mão das coisas que se gosta, mas acredito que minha escolha foi acertada. E não é todo mundo que pode entender o porquê.