Eles querem os mesmos direitos que nós.
Ir ao parquinho sem serem importunados, por exemplo.
Estamos tão acostumadas a reivindicar igualdade em relação aos homens que esquecemos que eles também podem sofrer discriminação e preconceito, como está muitíssimo bem colocado no artigo do NY Times, Daddy Discrimination.
O texto foi motivado por achados de um blog, Daddy Dialetic, que apresenta uma pesquisa sobre discriminalização de pais (homens) em playgrounds. Pais que cuidam integralmente dos filhos narram que já foram espulsos de parquinhos, costumam ser criticados por outras mães em espaços públicos e até criaram uma hashtag para trocar experiências via twitter: #dadsnotpervs (o equivalente em português seria: #paisnãopervertidos).
Claro que os EUA têm uma cultura muito peculiar, mas em terras tupiniquins a coisa não é muito diferente. Ou alguém já viu banheiro masculino com espaço para trocar bebê? Ou o espaço é familiar ou é no banheiro feminino, correto? Esses dias a escolinha dos meninos mandou uma comunicação endereçada à 'mamãe'. Escanteio no pai. E quando se vai comprar roupas, para quem a vendedora olha?
Entendo que muitos pais não se interessam por atividades em relação à rotina dos filhos, mas muitos se interessam, querem participar e precisam mostrar o tempo todo que esse também é um direito deles. Nossa, parece que já ouvi essa história antes!
Imagem daqui.
PS: essa discussão também está rolando no Facebook, no grupo Mães (e pais) com filhos.









