Quando contei que estava grávida para uma amiga bem mais velha e experiente, ela me deu os parabéns e disse 'Carol, a tua vida vida começa agora'. Naquele momento achei um exagero e quase uma falta de educação o que ela falou. Como desmerecer todos meus 31 anos muito bem vividos, viajados, trabalhados e aproveitados?
Dez meses depois do nascimento, vejo que o que ela me disse é a mais pura verdade. A gente não sabe o significado de correria, cansaço, felicidade e amor até ter filhos. A vida com e sem filhos não são apenas estilos de vida diferentes, são mundos que muitas vezes não se conversam. Quem não tem filhos não entende a importância de se manter uma rotina com bebês ou como é impossível passar o dia na rua, saracoteando como se fazia antes.
Nessas férias optei por não tornar a minha vida uma loucura, indo para a praia ou saindo todo os dias para visitar amigos queridos. Realmente fiquei chateada de não poder encontrar amigas com quem até já tinha marcado, pois tentei respeitar horários de sono e de alimentação dos meninos. Saída só depois do almoço deles, 11hs. Volta para casa antes do jantar deles, 19hs. A única exceção foi a noite de Natal, que levamos os meninos dormindo até a casa da prima do Rodrigo.
E não me arrependi. Deixei de tomar sol, comer em bons restaurantes e conhecer novos lugares, mas atendi o que acredito ser o mais importante para os meninos. Não é fácil abrir mão das coisas que se gosta, mas acredito que minha escolha foi acertada. E não é todo mundo que pode entender o porquê.
Nessas férias optei por não tornar a minha vida uma loucura, indo para a praia ou saindo todo os dias para visitar amigos queridos. Realmente fiquei chateada de não poder encontrar amigas com quem até já tinha marcado, pois tentei respeitar horários de sono e de alimentação dos meninos. Saída só depois do almoço deles, 11hs. Volta para casa antes do jantar deles, 19hs. A única exceção foi a noite de Natal, que levamos os meninos dormindo até a casa da prima do Rodrigo.
E não me arrependi. Deixei de tomar sol, comer em bons restaurantes e conhecer novos lugares, mas atendi o que acredito ser o mais importante para os meninos. Não é fácil abrir mão das coisas que se gosta, mas acredito que minha escolha foi acertada. E não é todo mundo que pode entender o porquê.


21 comentários:
É uma verdade. Poucos entendem.
Mas o que importa?
Não são para eles mesmo. Rs
Beijos!
Não Carol, de fato não é todo que pode entender o porquê!
Confesso que, embora minha vontade de ser mãe esteja completamente aflorada, tenho muito medo de como vai ser minha vida "pós-filhos".
Vc transformou as mudanças na sua vida de maneira graciosa, altruísta e espontânea, sem neuras.
Vc está de parabéns por sua responsabilidade e amor com sua família, com seus filhos :)
Acredite, nem todas as mães são amorosas e responsáveis assim (sou professora e o que eu mais vejo é o contrário, infelizmente).
E é isso!
Beijão!
É isso mesmo nem todo mundo entende esse amor maternal, mas se formos observar bem a vida é feita de escolhas estamos sempre tendo que optar por algo melhor pro momento, então porque não abrir mão de algumas coisas pelo bem maior de toda mulher que é um filho, mas claro com moderação e consciência para mais tarde não querer cobrar dos filhos os resultados das nossas escolhas, como algumas mães fazem.
Beijos
assino embaixo...
com a diferença de que eu não fui tão prudente e saracoteei horrores, logo o Joaquim está do avesso, com rotina, horários e lógico: sono (inexistente) :(
azar meu! sorte minha!
ng entende mesmo!
bjo
Olá Carol é a PATY DO Nutrição e Cia, passando pra divulgar meu novo cantinho, onde vou contar coisas gostosas da minha linda também, além das roupinhas lindas que têm por lá.
Ficar em casa com minha filha e abrir mão da profissão, foi umas das duras escolhas que fiz....Tento me virar em casa mesmo. Só pegando free lance. E dando meus pulinhos....faz parte.
Carol, de mãe pra mãe, só posso te dar os parabéns. Pois além de assumir suas escolhas, vc deu um chega pra lá na culpa, aquela que nos assombra quelquer que seja a escolha que fazemos. É isso aí!
Bjs
Oi Carol! Concordo com esse seu texto. Antes da Ísis eu sempre pensava que manteria a minha rotina, que levaria o filho aos restaurantes e bares, e que se dane se dormissem nas mesas, em cadeiras, no colo, com cigarro, barulho, etc. Levaria na casa dos amigos, da família, para dormir fora, etc.
Bem, nada como uma gestação seguida de um nascimento (ou dois, no seu caso) para a gente mudar radicalmente de opinião. Hoje penso como vc.
Um causo: ainda na semana do ano novo um casal amigo que mora em Rio Grande ligou para sairmos jantar. Eu escolhi um restaurante pertinho de casa, cedo 20:30. O casal (que não tem filhos) se atrasou 1 hora. Resultado, pedimos antes deles, comemos e saí assim que a Ísis demonstrou estar irritada com o negócio. Não dá para ter a mesma vida e tolerar atrasos assim, como antes...
Alguns entendem (normalmente têm filhos) outros não...
Beijos
Nine
Você tem toda a razão...
Depois de se ter um filho a vida ganha outra luz... temos outras prioridades.
Por vezes é pena nem toda a gente entender isso...
É Carol, bem vinda ao clube!
Eu também pensei que iria dar conta das férias em minha terra, mas nem cheguei perto.
Ser Mae é isso, ser toda, tudo, sempre, amanha, hoje, depois, ontem!
Continuo repetitiva, mas me pego a este Mantra: "eles crescem, eles crescem e um dia iremos aproveitar"
Meus pais curtem e muito hoje em dia, minha mae com certeza levou este pensamento à sério.
Que este 2011 seja de muita saúde, paz, muitas descobertas e bem tranquilo para vocês.
Meu desejo sincero, adoro seu blog e suas postagens, te acho cheia de personalidade.
Beijocas :)
Olá Carol!
Pois é, poucos entendem as razões do coração de uma mãe. Sua amiga esqueceu de lhe contar que não só sua vida começaria depois da maternidade, mas tb como passamos a olhar TUDO de outra forma,bem mais colorida.
Um 2011 maravilhoso para vcs!
Nooossa Carol, que inveja! Quando meu Luquinhas era pequeno eu também queria uns momentos assim só nosso. Curtir férias e feriados do nosso jeito, mas meu marido é uma pessoa que não sabe ficar parada aí sempre "organizava" alguma coisa irrecusável! Isso tudo me deixava muito estressada e acho até que foi o motivo da piorada na minha depressão pós parto. Falta de freio.
Faça isso mesmo! Respeite a idade dos seus pequenos e faça tudo que acredita que lhe deixará o mais sossegada possível. Mães calmas, filhos relaxados! Bjos
Concordo 100% Carol! Também deixo de fazer várias coisas para que a rotina do Bento não seja comprometida. Sua frase "A gente não sabe o significado de correria, cansaço, felicidade e amor até ter filhos" realmente é perfeita, diz tudo.
beijos!
esta mama aqui entende e quando isaac era mais novo vivia com a máxima "a vida acontece entre mamadas".
agora, com filhote mais crescido repete pra todos e pra si mesma "criança gosta mesmo é de rotina".
e vivo feliz com as minhas regras básicas de sobrevivência materna.
me equilibro entre as necessidades de filho e mãe. quando dá pra abusar, o faço. aguento as consequencias depois.
quando a minha vontade fala mais alto, penso e repenso em como posso atendê-la sem ultrapassar muito os limites do pequeno e mando ver.
taí o grande lance do jogo de cintura materno, que a gente vai descobrindo aos poucos.
tô contigo, carola, querida.
bjo bjo bjo e super, mega 2011!!!!
É a mais pura verdade Carol. Eu fui para praia e acredite: não passei a virada na areia, não vi os fogos e nem pulei as sete ondas. Fiquei no apartamento, fazendo minha pequenininha dormir.
Também sei que fiz a melhor escolha. Feliz ano novo querida!
Pois é Carol, é isso mesmo, ser mãe é abrir mão de um monte de coisas em nome de outras mais importantes, não tem nada mais importante pra uma mãe do que bem estar do filho, ou filhos, portanto a gente se adapta mesmo, eu sempre viajava no reveillon, desde que meu filho nasceu a gente viaja pra perto de casa, na maior paz, sem muvuca, trânsito ou barulheira... enfim, só quem é mãe entende mesmo! um beijo e feliz 2011 pra vcs!
CAra... isso é incrível, né? Já tive vários "pegas" com a minha família por causa disso. Querem que eu arraste meu bebê pra todos os cantos, até alguns que não são legais pra levar crianças de qualquer idade!
Quando fiquei grávida, já pensei que era uma mudança radical no meu estilo de vida, isso se eu queria dar o mínimo de estrutura pro meu filho, né?
Bem... hoje, eu luto pra manter uma rotina saudável e acabo tendo que "brigar" com um monte de gente que quer me dizer como criar meu filho.
Parabéns! Não é todo mundo que tem uma idéia e segue, mesmo com tanta torcida contra.
Acho que faz diferença também quando vc se informa e "sabe" o que quer e como quer... e não cria os filhos "a Deus dará"!
Nossa que post mais cheio de "aspas"!
beijo
mixmartins.blogspot.com
Eu te entendo. qdo minha filha nasceu eu tive que parar tudo para atende-la pois era prematura. qdo cresceu um pouco retomei minhas coisas aso poucos mas todos os horários voltados para os dela. qdo descobrimos uma nova peculiaridade na vida dela (sindrome de asperger) parei tudo de novo até que achassemos um ritmos que atendesse as novas necessidades dela. ainda estou em stand by com a minha vida mas graçs a Deus sei qual é a prioridade e meu trabalho nesse mundo: ser a mãe da alana, que aliás vai super bem, obrigada! bjs em ti e nos seus dois fofos. ah, bj na correspondente internacional e na clarita.
Carol,
Conheci teu blog através do Nave Mãe e tenho te acompanhado há cerca de 1 mês. Adorei o blog.
Tenho 2 filhos, a Rafaela, de 8 anos e o Gabriel de 1 mês.
Concordo com as tuas escolhas e tenho feito o mesmo! Este ano é sem praia e faltei a vários compromissos de fim de ano. Se não entenderem esta minha opção agora, entenderão quando tiverem filhos.
Mas como tenho a experiência da filha mais velha, te digo que com o passar dos anos tudo vai se acertando e as coisas invertem, eles entram na nossa rotina e não nós nas das crianças.
Até lá vamos curtindo cada etapa, afinal passa muiiiito rápido.
Beijão,
Cris - Porto Alegre
É, amiga, faz parte. Até porque a gente se dá conta que tem o resto da vida para ir a restaurantes, para beber todas e para passear, e que esse momento deles é unico e passageiro.
Bem q tu vez.
Beijocas
Cris O.
Pouca gente entende mesmo. Esse ano tirei a Clara da rotina muito mais que no primeiro ano dela nessas férias e, apesar dela ter aguentado mais, o resultado foi muitas birras pela saída da rotina no retorno para casa. Vai uns dias ainda até ela se enquadrar de novo. Aff!
Acho que tudo tem de ser maneirado, pelo bem deles e do nosso.
Beijos.
Pura verdade! Vida de mãe é algo quase sempre completamente incompatível com muitas coisas da vida de solteira ou de casada sem filhos.
Também abri e abro mão de certas saídas e passeios que dificultam a rotina da Amanda.
A vida mudou. A adaptação, às vezes, foi acompanhada de momentos de saudade de algumas coisas que fazia e hoje não dá mais, pelo menos por enquanto; mas é por uma boa causa, aliás, uma causa fofíssima de perninhas grossas e um apetite de dar inveja! rsrs
Ah! Mais uma coisinha, depois que tive a Amanda, até a "galera" (solteiros é claro!) que convivia mais comigo e om meu marido, não nos convidam mais para nada, ou quase nada; vidas e rotinas incompatíveis, né? Fazer o quê?
Jogos e bate-papo depois das 20:30 (horário que ela costuma dormir)??? Nem pensar! Só em raríssimas exceções.
Essa foi nossa escolha. Essa é nossa vida. E viva nós!!!! =D
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