Em abril, estreou lá fora o filme Coco Avant Chanel, com Audrey Tatou (a eterna Amélie Poulain) no papel principal, trazendo a história de Gabrielle Chanel jovem e antes de sua consagração como fundadora da mais conceituada maison francesa. Aqui, a previsão é a de que o filme estréie no final de outubro, e vai dar muito o que falar... Enquanto o filme não chega, aproveitei pra dar uma olhada num livro que amo, Paixão e Criatividade, que faz uma análise psicanalítica da vida de três mulheres, Frida Khalo, Camille Claudel e ela, Coco Chanel.
O livro explora bem a fase pré-fama de Coco, e conta como sua história é refletida em suas criações e nas inovações que impôs à moda. Na realidade, a vida de Coco é uma combinação do falso com o verdadeiro e uma história de superação de uma garota pobre e sem perspectivas. Mentindo sobre suas origens, sua pobreza, sua família, e sobre os anos que passou no orfanato, ela se reiventou.
Não foi à toa que criou um novo estilo que misturava feminino com masculino e utilizava-se de roupas sequinhas e quase austeras para o padrão da época para expressar sua personalidade forte e determinada. Deu charme a materiais menos nobres como o jérsei e o tweed e utilizou pérolas falsas como sua própria metáfora.
Dica de livro: Outeiral, J. & Moura, L. Paixão e Criatividade: Estudos Psicanalíticos sobre Frida Kahlo, Camille Claudel e Coco Chanel. Rio de Janeiro: Revinter, 2002.

