27 de agosto de 2010

Programas com adolescentes em São Paulo

Porque hoje é sexta, tem sol e está na hora de acabar com a churumela nesse blog, vamos fazer um post alto astral! Sim, porque durante algumas semanas só fiz chorar com essa história de escolinha, mas agora chega.

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São Paulo é uma cidade cheia de atrações e passeios, mas o que fazer com uma adolescente de 15 anos que vem visitar a irmã e os dois sobrinhos bebês? Nas férias de julho minha irmã veio passar uns dias comigo e me fiz essa pergunta, que não é tão óbvia de ser respondida... Que fique bem claro: os passeios precisam contemplar os interesses da adolescentes e dos bebês (os meus não, mas já estou me acostumando com isso).

Não adianta, sendo menina e vindo de uma cidade com bem menos opções, fomos olhar lojas e fazer umas comprinhas. Muito sofisticada que é (hehe) quis ir nos Jardins ver aquele monte de griffes das quais só ouve falar. O passeio na volta da Oscar Freire foi ótimo, porque junto com lojas caras tem outras mais acessíveis, que ela aproveitou. E ainda deu sorte de estar tudo em liquidação! A concept store da Melissa estava com uma promoção tipo pague um leve dois e a da Havaianas estava lançando seus tênis e alpargatas, que só irão para as lojas comuns em 2011. Claro que voltou para Porto Alegre sendo a única a ter um tênis da Havaianas. Olha que bonitinho, até eu fiquei com vontade...


Achei legal levá-la para ver algumas coisas mais alternativas, diferentes das que está acostumada. Fomos para a Vila Madalena ver lojas legais, criativas com produtos diferentes. Roupas que não são 'de marca', mas que são muito mais bonitas, lojas bacanérrimas de camisetas, aquela lojinha de bonecas que eu adoro - Preta Pretinha, a Casa da Rússia, e todos aqueles outros lugares sobre os quais já tenho posts semi escritos, mas que nunca publico (quem sabe agora eu me animo?). E como comida também é cultura, levamos ela para almoçar no Viva México!. Demos uma passada no Beco do Batman para ver os grafites, que eu amo! Também já falei de grafites em SP aqui.

Todos passeios legais, mas onde está aquela coisa que só faria com uma adolescente? OK, fomos na MTV! Como é pertinho de casa, passamos várias vezes em frente, paramos, tiramos fotos, etc. Até que um dia estava a maior muvuca na frente, e óbvio fomos lá. Estava chegando uma bandinha teen e havia concentração de fãs... Ela adorou! Só não me pergunte o nome da banda, por favor... Já estou achando demais que agora sei quem é o Fiuk.

Num dia super ensolarado, fomos no Museu do Ipiranga, aprender um pouquinho mais sobre nossa história. Além de ser bem legal fazer a junção aula de história/ nossa, estou aqui!, o lugar é um parque lindo, legal para passear.


Nós, na frente dos jardins do Museu. Com um pouquinho de boa vontade, não parece Versailles?

E o que fazer no domingão? Ir no Ibirapuera, claro! Além do parque em si, tem o MAM, a Oca, o pavilhão da Bienal (huhuhuh, aqui é a São Paulo Fashion Week!) e o Museu Afro-Brasileiro, o museu mais subestimado de São Paulo, na minha opinião. Será que é preconceito?

O Museu Afro-Brasileiro, como o próprio nome já diz, traz elementos da cultura negra brasileira e sempre tem exposições legais nacionais e estrangeiras. O acervo fixo tem uma sala super forte, onde tem um navio negreiro e mostra toda a dor dos negros que eram trazidos de suas terras para serem escravos aqui. Quando estivemos lá, havia uma exposição sobre o Haiti, a eleição do Obama (o negro na política americana) e a que mais gostei, uma série de postais antigos africanos, como o abaixo:


Quando bateu a fome, corremos para almoçar no restaurante do MAM, como eu falei aqui, e nos encantamos com o painel de Os Gêmeos na entrada:


26 de agosto de 2010

Estamos no quinto dia de adaptação. E há dois deixo eles na escola e não choro nem um pouquinho. Nem uma lagrimazinha. Agora tenho me preocupado se fiz a melhor escolha, se o berçário realmente é bom e confiável ou se é tudo fachada e todos lá são psicopatas.

Hoje deixei eles, voltei pra casa e comentei com a empregada que mesmo assim ainda sofria em deixá-los lá. Ela me respondeu: De um jeito diferente do teu, eles estão sendo bem cuidados. Devia ficar tranquila e feliz porque estão num lugar bom. E me lembrei da história dela: passou fome com o primeiro marido, teve duas filhas, mandou pra mãe cuidar no nordeste, separou, casou com o segundo, apanhou muito, teve mais dois filhos, separou, começou a deixar os meninos com qualquer pessoa para poder trabalhar e todos não passarem fome. 

Várias vezes ela já me disse que adora brincar com os meus porque nunca fez isso com os dela. E que eles perguntam como eram quando pequenos e ela diz que não sabe, porque ela nunca pode cuidar. E diz que todos foram judiados e sofreram na mão das 'cuidadoras' que ela arrumava. Que ela ia chorando fazer as faxinas, mas tinha que ir. 

E continuou: E Carol, eu só vim hoje porque o Rodrigo tá viajando. Ontem um vagabundo bateu no meu maior, e eu não sei como vai ficar essa história. Ele tá sozinho em casa. Ela mora num lugar super barra pesada, e o filho apanhou porque não conversa com marginal e não se envolve em rolo. E no início do ano o outro filho quase foi assassinado porque foi confundido com um traficante.

Quer saber, mandei ela embora cuidar do filho, ficar com ele. E a roupa? E a louça? Faz o que dá e depois eu arrumo. Não tenho nada pra fazer o dia todo. Na vida real, não tem isso de patroa e empregada, todo mundo é mãe.

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Serviço de Utilidade Pública: agora além de não conseguir comentar na maioria dos blogs, meu hotmail deu problema. Qual problema? Um que não me deixa responder emails. Interessante, né? Estou treinando minha capacidade de ficar calada. Se levasse isso para a análise, ia dar uma bela sessão. Então, para os que me mandam email e eu não respondo, não é nada pessoal.

Cris O, se tu olhar direitinho tua caixa de entrada, vai ter um email com a minha conta do trabalho. É a única forma de falarmos.

22 de agosto de 2010

Doeu, mas agora estou bem.

Eu e Rodrigo levamos os meninos 09:30hs para a escolinha na sexta, para que o suco fosse dado por um berçarista e não pela mamãe aqui. Terminei de preencher uns papéis, ele conheceu a escola, conversou com a diretora e uma hora depois estávamos prontos, quando veio a pergunta: Por que vocês não deixam eles aqui mais um pouco?

Gelei. Sabia que esse dia chegaria, mas não que seria tão rápido. Mas já que tem que ser... Cheia de coragem, marquei de buscá-los pelas 14hs, depois da papa de fruta. De verdade, eu estava bem.

Entrei no carro só com um friozinho na barriga. Até chegar na frente do meu prédio. Quando o portão começou a abrir me passou o filme de quando, pela primeira vez, cheguei com eles em casa. E do orgulho e do medo que senti. E novamente sentia orgulho e medo ao chegar em casa, só que sem eles. Não me contive. Chorei.

Sofri tanto em deixá-los a primeira vez que tudo o que lembro que senti é exagerado demais para escrever aqui, dois dias depois. Só sei que fui pra casa e não consegui fazer nada completamente. Marquei depilação para metade das coisas que precisava dar jeito. Fiz papa mas não congelei. Abri uns pacotes mas não botei as embalagens fora. Fiz tudo pela metade. Faltavam dois terços de mim.

Comecei a ficar bem quando o marido sugeriu almoçarmos fora, já que desde que eles nasceram nunca mais saímos só. Me lembrei do obstetra que um dia disse que eu e Rodrigo só iríamos nos reencontrar uns 6 meses depois do parto. Foi exatamente o que aconteceu. Almoçamos num japonês que íamos sempre antes dos bebês. Quando o garçom perguntou o que eu queria pra beber, não me contive: Água com açúcar. Não consegui corrigir, mas o Rodrigo deu jeito dizendo que ia ser Coca Light mesmo.

Comi com o telefone em cima da mesa, coisa que odeio, olhando para o visor e esperando a chamada da escola, dizendo que eles estavam chorando demais, que ninguém conseguia controlar e que eu precisava ir buscá-los. Mas a ligação não aconteceu, e resolvi comer um doce, para tentar soterrar minha tristeza, como fiz questão de dizer para o garçom, mas naquela altura do campeonato foi só pra tirar onda mesmo, porque eu já estava bem melhor. Acho sempre bom rir do meu sofrimento. Me faz um bem danado.

Voltamos para buscá-los e adivinha se choraram? Claro que não. Aliás, todos elogiando a simpatia das crianças.

Amanhã tem de novo, e eu estou super tranquila. Volto a trabalhar em uma semana, e combinei comigo mesma que até lá vou fazer uma coisa legal para mim por dia. Uma das primeiras providências será terminar a depilação, por razões óbvias.

19 de agosto de 2010

Aos 10 minutos da prorrogação (prorrogação sim, porque vou ter que usar uns dias de férias para a adaptação) e depois de visitar umas 15 escolinhas, achei um local que me sinto confortável e confiante em deixar meus meninos. Sou bem chata, é verdade. Não me satisfaço com qualquer coisa, muito menos em relação a meus filhos. Mas convenhamos, o que tem de escola ruim por aí não é mole.

Absurdos que vi: TV no refeitório, Xuxa a todo volume na sala de estimulação, bolhas de sabão na cara das crianças, gritaria, exagero, super estimulação. Um dos berçários era extremamente barulhento, mas a coordenadora veio toda orgulhosa me dizer que uma vez por semana os bebês recebiam shantala para relaxar. Seria mais simples e mais barato acabar com a gritaria. Cada vez mais me pergunto por que raios as pessoas acham que estimular é igual a agitar e excitar? E pior, onde estão as pedagogas e psicólogas destes lugares que permitem tais absurdos?

Mas esse problema não me pertence mais, graças a Deus. A Deus mesmo, pois quando fui ver a tal escolinha fui rezando, deixei a empregada rezando e avisei o marido para rezar. Não tinha mais opções na minha lista e estava ficando desesperada. Até por isso minha ausência no blog esses dias, tudo o que fiz foi ligar/ olhar/ detestar escolinhas.

Mas gostei de uma, já estão matriculados e no segundo dia de adaptação. E o que tem essa escolinha de tão espetacular? Nada. Tem o básico que um bebê precisa. Tem uma turma reduzida, com 8 alunos (sendo que dois são meus filhos). Tem duas berçaristas carismáticas e sorridentes e uma volante disponível. Tem chão fofinho, alguns brinquedos e um aparelho de som que de vez em quando toca música clássica baixinho, pois as professoras cantam muito para os bebês. Tem o mínimo de infra-estrutura, com o máximo de atenção. E é disso que os meus filhos precisam.

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E como estamos indo na adaptação? Eles ótimos e eu bem. Realmente estou confiando na escola e isso me ajuda, mas não é fácil. Ontem quando eu vi que eles estavam numa escola de verdade me deu uma vontade de chorar... São tão pequeninhos... Mas eles estão bem, não choraram nem um pouquinho, muito pelo contrário. São bem melhores do que eu. Hoje ficaram 2 horas e no final os dois acabaram dormindo no colo das berçaristas, relaxaram de verdade lá.

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Apesar desse aperto no peito, hoje senti uma coisa muito legal. Li pela primeira vez as agendas deles com as anotações do dia, separei a malinha pra irem pra escola amanhã, marquei as roupinhas... tenho filhos na escola! Berçário, é verdade, mas é um mundo bem maior que a nossa casa e que a redoma que faço pra eles. Como disse meu marido, 'A gente percebe mesmo que os filhos são pro mundo, não pra gente'.

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E sobre isso, de ir para o mundo, avisei pra diretora que não gosto que chamem eles de "os gêmeos". São o Leonardo e o Rafael, e ela me disse que quando têm irmãos costumam chamar pelo sobrenome, viram os Silva, os Machado, os Santos. E como os meus serão conhecidos? Os Lagreca, o sobrenome que não é meu. Na maternidade, eram o RN1 e o RN2 de Caroline Passuello, mas na escola são os Lagreca.

11 de agosto de 2010

Aviso aos navegantes


Meu computador está muito temperamental. Simplesmente não consigo comentar em quase nenhum blog, ele não deixa, insiste numa mensagem de erro todo o tempo. Então, aviso aos navegantes que estou lendo tudo, tintim por tintim, e volto a dar meus pitacos assim que o humor dele melhorar.

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E como estamos indo com as escolinhas? Visitei algumas, não gostei da grande maioria. E qual o problema? As salas de berçário instaladas em lugares ultra barulhentos! As pessoas são totalmente sem noção! Como deixar os bebês dormindo ao lado do refeitório? Música alta, correria e gritaria. Os meus tão fora! Pra mim, isso é submeter as crianças a um estresse totalmente desnecessário.

Mas eu gostei muito de uma. A única. Sala enorme de berçário, com uma janela de vidro gigante, entrando luz natural e solzinho pela manhã. Uma salinha anexa para os bebês de até 6 meses. Uma berçarista enfermeira, que quando cheguei perguntou se eu queria que ela ficasse com os meus meninos que dormiam nos bebês-conforto. E agora, o que eu faço? Já deixo com ela? Não vim preparada pra isso! Mas vai ficar chato se eu não deixar, e afinal, é pra isso que eu estou aqui. Tá bem, pode ficar.

No meio da conversa com a pedagoga, um choro, é o Leonardo. Saí correndo, peguei ele, que parou de chorar na hora. Olho para o outro bebê conforto e o Rafael está bem tranquilo, me olhando. Ela pergunta se eu não quero que ela fique com Leonardo mais um pouco. OK, vamos ver o que ele acha desse berçário. Volto para a outra sala, termino a reunião e quando volto estão os dois bem quietinhos, prestando atenção em toda aquela novidade. Tranquilos, calmos. Ótimos.

Agora, o problema. Oficialmente, tenho que voltar a trabalhar dia 23/08. Sim, em duas semanas. Sim, eu deixo tudo para a última hora. É que eu tenho a idéia, e a vida tem me mostrado, que tudo se resolve quando tem que acontecer. Então não me precipito. Uso sempre todo o tempo que tenho para tudo que é realmente importante. Enfim. Mas essa escola só terá 2 vagas para o berçário a partir do final de agosto ou início de setembro, porque tem um bebê com idade para o pré-maternal mas não está conseguindo fazer a adaptação a contento, é muito apegado na berçarista. A escola está respeitando o tempo dele, apesar da mãe querer que a criança mude de turma. Tudo isso é péssimo, mas me faz confiar ainda mais na escolinha, que não está apressando uma adaptação para ter mais alunos.


8 de agosto de 2010

Por que eu amo ser mãe?


Ui, esse post tá bem atrasado...
Há algumas semanas ganhei da querida Clauo, do Blog da Clauo, esse selinho e a incumbência de escrever em cinco tópicos por que amo ser mãe. Vamos lá!

1) Adoro ver Leonardo e Rafael aprendendo coisas novas a cada dia.
2) Seus sorrisos são revigorantes e não há cansaço que resiste a eles.
3) A vida fica bem mais divertida com filhos.
4) Entrei num mundo paralelo delicioso - o mundo da maternidade.
5) Com eles, entendi o que a minha irmã quis dizer com "Tu vai ver, os filhos são a única coisa que valem a pena na vida"!

Indico outras cinco blogueiras para receber o selinho:

Meninas, existem regras para receber o selinho: apresentar quem lhe deu o selinho (no caso, eu), escrever em cinco tópicos por que você ama ser mãe e fazer outras cinco indicações.

6 de agosto de 2010

Papai é o maior!

Rodrigo brincando com o Rafael.

Escovando os dentes com o Leonardo. Não é foto posada, nossa vida é assim.

Quer saber mais sobre essa história? Clique aqui.

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Quem não é gaúcho não entendeu o título. Quer dizer, não entendeu todo o título. Esse é o nome de uma música que a torcida do Inter cantava no estádio há tempos atrás. No day after meu time se classificar para o mundial, nada poderia ser mais perfeito!

Colorado, Colorado
Nada vai nos separar
Somos todos teus seguidores
Para sempre eu vou te amar.

5 de agosto de 2010

Ontem começamos a vistar as escolinhas. A primeira que fomos é a mais famosa do bairro e também a mais cara. Entramos e em menos de 5 minutos o Rafael começou a chorar, chorar. Não choro de fome ou de estar sujo, mas de dor mesmo. Acho que ele entende. Meus olhos se encheram de lágrimas e por muito pouco eu também não comecei a chorar, chorar. Odiei aquele lugar.

Acho que a adaptação vai ser tão minha quanto deles. E vai ser bem mais difícil do que eu estava imaginando...

2 de agosto de 2010

Se me assusto ao pensar que talvez tenha que pagar duas faculdades particulares para os meninos? Claro que não, daqui a pouco vou começar a pagar berçário.

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Pra quem acha que exagero, os preços de berçario turno integral na minha região variam de R$1.000 a quase R$3.000 por criança. R$2.759, para ser exata. Fora fraldas e NAN, of course.

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Então. Vou voltar a trabalhar pelo plano de saúde e pelo vale-supermercado. E para descansar um pouco, é verdade.

1 de agosto de 2010

O Japão é aqui!

Não canso de me surpreender com tudo o que existe em São Paulo. Adoro estar em uma cidade em que , ao mesmo tempo, sou moradora e turista. Sem muita pretensão, hoje fomos no Parque do Carmo, para ver a tradicional festa japonesa em homenagem à florada das cerejeiras, a Sakura Matsuri. A atração principal é o hanami, ou seja, a contemplação das flores dos 1500 pés de cerejeira que existem no parque.




Lindo demais!

Outra atração, pelo menos para nós, foi estar na maior cidade japonesa fora do Japão. Sim, São Paulo é a cidade estrangeira em que mais moram japoneses e seus descendentes. E estavam todos lá!