Doeu, mas agora estou bem.
Eu e Rodrigo levamos os meninos 09:30hs para a escolinha na sexta, para que o suco fosse dado por um berçarista e não pela mamãe aqui. Terminei de preencher uns papéis, ele conheceu a escola, conversou com a diretora e uma hora depois estávamos prontos, quando veio a pergunta: Por que vocês não deixam eles aqui mais um pouco?
Gelei. Sabia que esse dia chegaria, mas não que seria tão rápido. Mas já que tem que ser... Cheia de coragem, marquei de buscá-los pelas 14hs, depois da papa de fruta. De verdade, eu estava bem.
Entrei no carro só com um friozinho na barriga. Até chegar na frente do meu prédio. Quando o portão começou a abrir me passou o filme de quando, pela primeira vez, cheguei com eles em casa. E do orgulho e do medo que senti. E novamente sentia orgulho e medo ao chegar em casa, só que sem eles. Não me contive. Chorei.
Sofri tanto em deixá-los a primeira vez que tudo o que lembro que senti é exagerado demais para escrever aqui, dois dias depois. Só sei que fui pra casa e não consegui fazer nada completamente. Marquei depilação para metade das coisas que precisava dar jeito. Fiz papa mas não congelei. Abri uns pacotes mas não botei as embalagens fora. Fiz tudo pela metade. Faltavam dois terços de mim.
Sofri tanto em deixá-los a primeira vez que tudo o que lembro que senti é exagerado demais para escrever aqui, dois dias depois. Só sei que fui pra casa e não consegui fazer nada completamente. Marquei depilação para metade das coisas que precisava dar jeito. Fiz papa mas não congelei. Abri uns pacotes mas não botei as embalagens fora. Fiz tudo pela metade. Faltavam dois terços de mim.
Comecei a ficar bem quando o marido sugeriu almoçarmos fora, já que desde que eles nasceram nunca mais saímos só. Me lembrei do obstetra que um dia disse que eu e Rodrigo só iríamos nos reencontrar uns 6 meses depois do parto. Foi exatamente o que aconteceu. Almoçamos num japonês que íamos sempre antes dos bebês. Quando o garçom perguntou o que eu queria pra beber, não me contive: Água com açúcar. Não consegui corrigir, mas o Rodrigo deu jeito dizendo que ia ser Coca Light mesmo.
Comi com o telefone em cima da mesa, coisa que odeio, olhando para o visor e esperando a chamada da escola, dizendo que eles estavam chorando demais, que ninguém conseguia controlar e que eu precisava ir buscá-los. Mas a ligação não aconteceu, e resolvi comer um doce, para tentar soterrar minha tristeza, como fiz questão de dizer para o garçom, mas naquela altura do campeonato foi só pra tirar onda mesmo, porque eu já estava bem melhor. Acho sempre bom rir do meu sofrimento. Me faz um bem danado.
Voltamos para buscá-los e adivinha se choraram? Claro que não. Aliás, todos elogiando a simpatia das crianças.
Amanhã tem de novo, e eu estou super tranquila. Volto a trabalhar em uma semana, e combinei comigo mesma que até lá vou fazer uma coisa legal para mim por dia. Uma das primeiras providências será terminar a depilação, por razões óbvias.


14 comentários:
A gente exagera mesmo sofre chora tudo é esse o coração de mãe sofre e sorri o tempo todo. Bjs
Imagino como você se sentiu!
Que bom que os teus 2/3 gostaram da escolinha e se adaptaram bem para um primeiro dia...
Eles crescem rápido demais, né? rsrs
Beijão! Boa semana.
hahahhahaha!!!
a parte da água com açúcar foi a melhor - e foi verdadeira!!!
Bom, essa semana que começa vou estar longe (de novo...) mas tb mais seguro que eles e tu vão estar bem.
Bom, bem mesmo só se eu estivesse junto, mas sabes que as coisas têm seu curso a seguir. Semana que vem eu que vou ter o privilégio de levar eles na escola - e vou dar o suco antes!!
Beijos, já cheio de saudades!..
coisa boa!
estou orgulhosa também!!!
eu e maridex sempre aproveitamos os dias que isaac fica mais na escoinha pra namorar um pouco, almoçar juntos, ser mais marido e mulher do que mãe e pai.
e isso só faz bem.
bo bjo
Oi Carol! Me emocionei com este teu post! Já estive no seu lugar, mas para mim foi mais fácil, acho que fui amadurecendo a idéia e criei uma "casca" pra não sofrer muito quando chegasse o grande dia! O Antônio me deu trabalho, ficou 1 mês chorando sempre que entrávamos na rua da escolinha, então foi complicado deixa-lo lá chorando. Mas estava tranquila porque as profes diziam que era só eu entrar no carro e ele parava. Mas agora eles amam ir pra escolinha e amam quando vamos busca-los! Ah, não gosto também quando se referem a eles como "os gêmeos", mas não tem jeito, as pessoas acham legal chama-los de gêmeos. As professoras deles, pelo menos, os chamam pelo nome, nem mano e mana eu gosto que usem. Fazer o que né, tem gente que acha liiiiindo...Beijinhos, beijocas nesses fofuchos e não perca o foco da sua lista de coisas legais, hein?!
É isso aí, Carol!!!
Ah, que coisa boa, guria! Boa mesmo, porque eles estão bem, estão sendo bem cuidados, estão tranquilos...
Imagino o quanto deve ser difícil mesmo sabendo de tudo isso!
Aproveita o restinho da sua licença então, e faz umas coisinhas bem gostosas pra ti sim!!!
Uma ótima semana!!!
Adorei o seu post!
Beijão
Ju
Tão bom ler esse seu post... Meu pequeno tá fazendo 4 meses hoje e já chorei só de pensar em deixá-lo... Como volto a trabalhar em novembro, optei pela babá por 2 meses e coloco ele na escola em janeiro... Mas já me dá desespero só de pensar...
Vou me inspirando aqui pelos seus relatos...
Bjo
Querida Carol,
é incrível como ficamos perdidas no início da adaptação dos filhos,... comigo foi assim também,...eu até tentava fazer alguma coisa,..por exemplo, no primeiro dia que eles ficaram um tempinho mais longo, resolvi ir ao Centro de POA: andava feio uma alma penada, sem saber para onde ir,...e quando percebia, estava andando sem rumo, com a cabeça longe...lá neles..hehehhe
Mas, a pensar dessa estranhesa toda, tu vais ver o quanto, por um lado, vai ser bom para eles,... Somos mulheres modernas, numa vida moderna,...nossa atitude não poderia ser diferente, né? É melhor pensarmos assim, pois sabemos que no fundo, gostaríamos mesmo é de ficar o tempo todo com eles!!!!
Parabéns pela tua conduta!!! Um super beijo.
Quando eu me tornar mãe eu quero ser que nem tu. E ponto.
Ai amiga.. me emocionei aqui.. e sei o quao sofrido deve ser para a mae.. mas os bebes adoram..
Bjim!
Carol,
Com certeza eles estao aproveitando a creche, entao vc tem que aproveitar tambem seu tempinho livre nessa ultima semana.
Bj
Carol, vi teu comentário lá no blog e fazia tempo que queria responder e também ler tuas histórias.
Menina, fiquei tão emocionada com tua experiência, ando assim, meio à flor da pele sabe. Vc acredita que só passo 3 horas do dia com o pequeno Max desde que voltei a trabalhar?
EStou tentando me adaptar e pensar positivo, mas tem sido bem difícil. Espero que quando ele comece a escolinha dia 13 as coisas melhorem, já que vou conhecer outras mães na mesma situação que eu né?
Força pra ti e obrigada por compartir tua experiência!
Beijinhos
Vanessa
Oi Carol,
É isso mesmo!
Quando tudo corre bem, ser mãe acaba sendo engraçado!
Ai, como o tempo passa... Mais uma vez me emocionei com o que está por vir aqui na minha cabecinha e no meu coração. E quando você disse que tudo era muito exagerado para escrever aqui, pode acreditar que eu entendo... me sinto assim tb e olha que ele ainda nem foi. Maaaas, de tudo, fiquei muito feliz em ver a data desse post. Vini nasceu no dia 21 de agosto e nesse dia aqui eu estava com dores horríveis na cesárea e sofrendo para amamentar na maternidade, massss, com meu bebê lindo do meu lado.
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