30 de junho de 2011

dia três



28 de junho de 2011

dia dois







dia um

24 de junho de 2011

revolucionário é ser dona de casa e praticar o consumo consciente


Para mim é um grande prazer ter a convidada de hoje aqui no blog. Cláudia Visoni é jornalista, assina uma coluna na Pais & Filhos e é dona de idéias fantásticas sobre ecologia e sustentabilidade. Já me inspirou a promover um bazar de roupas usadas (aguardem novidades para breve) e me incentiva a adotar hábitos mais simples no dia-a-dia. Não percam o blog dela, é fantástico!


família consciente.

* * * * *

Por Cláudia Visoni

Antes de engatar a conversa, deixa eu me apresentar: meu nome é Claudia Visoni, sou jornalista, ambientalista, mãe de gêmeos (Alex e Julieta) de 10 anos, microagricultora urbana, motorista de filhos, jogadora de basquete e cozinheira familiar nas horas vagas. Publico o blog Simplesmente, sobre ecologia, consumo (crítica ao) e simplicidade voluntária.

Adorei o convite da Caroline Passuelo para fazer uma visitinha por aqui. E acho essa blogosfera das mães alternativas o máximo. Pena que uma década atrás esse movimento não estivesse rolando ainda, pois eu me senti um tanto sozinha quando meus filhos eram pequenos.

Sem nenhum planejamento prévio, ao me tornar mãe decidi abandonar a carreira de jornalista/executiva que ia bem. Naquele momento, foi impossível voltar à rotina das redações e por todos os anos que se seguiram pulei fora do trabalho em período integral fora de casa. Mas não tenho nenhuma ampla teoria a respeito de maternidade e carreira. Cada caso é um caso. Cada mãe é uma mãe. Cada filho é um filho. Cada dia traz suas complicações novas e muitas vezes me vejo agindo de uma forma que sempre critiquei. Melhor não julgar as pessoas. Melhor não julgar as pessoas. (Repeti de propósito para ver se EU aprendo a lição).

Bom, em 2001 eu tinha dois recém-nascidos em casa. Fraldas, cólicas, choros noturnos, aquela canseira que todo mundo sabe, em dose dupla. Com um agravante: meu filho teve um problema de saúde com o nome meigo de “Síndrome da Morte Súbita”. Ele sobreviveu, é supersaudável, virei PHD no tema e quem tiver dúvidas pode perguntar.

Quando resolvi jogar para o alto o mundo corporativo para “ficar em casa”, sofri muito preconceito. Mesmo arranjando um emprego de meio período que durou pouco. Mesmo que logo em seguida eu tenha fundado minha empresa, a Conectar Comunicação. Mesmo que trabalhasse para caramba, muitas vezes até de madrugada, para dar conta das tarefas maternas e das reuniões com clientes e jobs para entregar. E assim uma década voou!

Se pudesse voltar no tempo, não mudaria um centímetro a decisão de acordar e colocar para dormir as crianças todos os dias. Amamentar até os nove meses. Dar comida e trocar fraldas milhares de vezes. Levar e buscar na escola sempre. Ir a todas as festinhas dos coleguinhas quando eram pequenos. Não tirar férias sem eles. Tem sido tudo difícil e ao mesmo tempo maravilhoso. O melhor presente que a maternidade me trouxe foi a possibilidade de ver o que acontece no Lado B, ou melhor, no Lado A da vida. Longe dos escritórios, dos eventos corporativos e das viagens de negócios pude ficar perto da rotina da família.

Mas, se fosse viver tudo de novo, ficaria muito mais relax e daria umas respostas bem humoradas para a turma da patrulha que tanto me encheu. 100% dela composta por mulheres. Curioso, não?

Sempre fui preocupada com ecologia. Cobri a Eco 92 e naquele tempo já era veterana no tema. Mas o ativismo só veio mesmo recentemente. No ano passado, abandonei meus clientes da economia normal para me dedicar exclusivamente a empresas e ONGs que realmente já estão na era da economia sustentável e solidária. Trata-se de empreendimentos muito pequenos ainda e por isso ganho muito menos. Resolvi me dar uma moratória em termos que rentabilidade enquanto, entre outros projetos, escrevo um livro. Depois, vou buscar uma nova carreira paralela que proporcione mais rendimentos, pois decidi ser ativista e jornalista não alinhada à grande imprensa e provavelmente dessas atividades não virá muito dinheiro. Talvez seja melhor assim, pois continuarei livre para denunciar crimes ecológicos e os efeitos nefastos do consumismo.

Outro dia, uma amiga também jornalista que abandonou as redações para cuidar dos filhos disse: “Revolucionário hoje é ser dona de casa e praticar o consumo consciente”. Concordei com ela.

No blog coloquei muitos posts sobre horta doméstica, como lidar com os desejos de consumo dos filhos, datas comemorativas, como reduzir a produção de lixo, compostagem, vida alternativa, ecologia urbana, comida orgânica e muitos outros temas. Apareça! (www.conectar.com.br/blog).

22 de junho de 2011

tem filhos? não faça mais planos.


Uma das poucas coisas que a mãe decide para o filho é o nome. Claro que há casos em que é possível trocá-lo, mas é muito mais difícil do que trocar a religião, o time de futebol ou o estilo de vida que os pais escolheram. Sempre gostei de Leonardo, e mais ainda do apelido Lelo. Muito antes de estar grávida sabia que teria um filho com esse nome e com esse apelido. Minha primeira lembrança de 'Leonardo' é lá pelos meus 12 anos, quando tinha um colega bem legal e gatinho com esse nome e me dei conta que era um dos poucos nomes de menino que eu realmente gostava. A escolha de Rafael foi completamente diferente, essa história vai ficar para outro momento. Pois bem que hoje tenho o meu Leonardo, o meu Lelo (o meu Lelinho, Leleco e Gorducho). Ou melhor, tinha, porque já aprendi que nessa vida a gente não controla nada. Desde que Rafa começou a falar chama o irmão de Dô, de leornardo. E como todos passamos a chamá-lo então? De Dô, óbvio, incentivando o vínculo dos dois e a conquista da fala do Rafael. Claro que ainda o chamo de Lelo, mas já senti qual apelido vai pegar. Só tenho que esperar que na adolescência o Dô não vire o Cabeça, o Poste ou o Xeleco. 

21 de junho de 2011

e eu gostava tanto de você


Sempre gostei de frio, de verdade. Adorava os invernos quando morava em Porto Alegre, quando a temperatura baixava facinho, facinho de 10ºC. Gostava da sensação de sair de manhã bem cedo de casa e o frio fazer os olhos lacrimejarem. Delícia de sensação. Ao contrário de São Paulo, que todo mundo de recolhe, encolhe e reclama, a vida segue normal em Porto Alegre no inverno. Tudo bem que de vez em quando me resfriava e tal, mas nada que atrapalhasse. Quem é que se importa com um nariz correndo? Quem é mãe, ora! Desde que os meninos nasceram, passei a odiar inverno. Como se não bastasse todo o frio (ainda bem que estamos em São Paulo) o que é essa poluição? Quem aguenta tanta tosse, coriza e alergia? Nada como ser mãe para rever as verdades.


xô frio. (primeiro inverno em POA)

20 de junho de 2011

dá licença? os filhos são meus.


Sabe aquelas situações tão absurdas que nos pegam desprevenidas e que nos deixam meio sem saber o que pensar e o que fazer?

Pois é, aconteceu comigo.

Estava dando um passeio de carrinho com os meninos e parei em um restaurante com mesas ao livre para mostrar um cachorro a eles. Comecei a conversar com os donos, os meninos brincaram com o cachorrinho e as pessoas na volta se derreteram com aquela fofice toda. Mas, de repente... a menina da mesa ao lado começou a fotografá-los! Sem me pedir autorização!

Na hora, só consegui falar 'tu tá tirando fotos deles? eu não te autorizei!' o que foi bem grosso, admito. Mas como assim deixar uma pessoa que eu nunca vi fotografar os meus filhos? Sou exagerada e perdi a linha ou fui sensata? Vote você também. O que é uma atitude razoável nessa situação?


da mamãe.

17 de junho de 2011

o que faz uma mãe de férias do trabalho?


a) aproveita todos os dias para dormir até as 10hs, frequenta o salão, o shopping e algumas exposições;

b) aproveita todos os dias para dormir até as 10hs, mas não consegue sair de casa porque resolve arrumar os armários de toda a família;

c) continua acordando 06:30hs, porque as crianças não compreenderam bem o que quer dizer férias, e durante o dia se ocupa das arrumações dos armários;

d) continua acordando 06:30hs, arruma os armários, pinta paredes, procura alguém para cobrir as férias da empregada, responde emails urgentes do trabalho e reza para que um vulcão não atrapalhe os 5 dias de viagem com o marido.

Resposta óbvia, né?

15 de junho de 2011

como foi que sobrevivemos?


Fui em uma dessas lojas de artigos para bebês comprar mamadeiras novas para os meninos. Já sabia o que eu queria, escolhi rápido e fui para a fila. Enquanto esperava, prestei atenção em uma grávida que carregava uma lista enorme de enxoval, e escolhia os artigos que compraria. Era manta, cueiro, cobertor. Pano de boca, de ombro e fraldinha. Saída de maternidade combinando com o lençol e com a chupeta. Roupa para sair e para ficar em casa. E ela preocupada e ansiosa escolhendo todos esses ítens 'imprescindíveis'.

Lembrei que já estive no lugar dela e que certa vez uma vendedora tentou vender um termômetro de banheira e alguns outros produtos nada básicos para mim e para o Rodrigo. Não lembro se compramos alguma coisa naquela loja, mas lembro da discussão que tivemos quando saímos de lá e da frase que a deflagrou: Não sei como eu sobrevivi à minha infância, foi o que Rodrigo disse. Não tinha termômetro de banheira, esse monte de pano e muito menos uma roupa só para sair do hospital.

Por mais que isso possa parecer irônico agora, foi dito de uma maneira muito séria. E isso abriu uma das discussões mais importantes que já tivemos sobre como queremos criar nossos filhos, e sobre o que é mesmo imprescindível para eles. Acho legal podermos dar conforto e objetos legais, mas o luxo e o desnecessário eu dispenso. Não só porque meu dinheiro não dá em árvores, mas porque acho que temos que valorizar o que temos e não precisamos de excessos. Valor ao dinheiro deve ser ensinado.

E você? Acha que há muitos estímulos para compras de produtos desnecessários? Como lida com isso?

14 de junho de 2011

a escola, a festa junina e aquilo que eu gostaria


pra que gerar tanto lixo?

Sábado foi a festa junina na escola dos meninos. Customizei calças com retalhos que tinha em casa, separei camisas xadrez e listrada para usarem com coletes coloridos e comprei chapéus por R$6 (que eles teimaram em não usar) para que se tornassem caipiras. Não vejo necessidade de gastar dinheiro e comprar uma fantasia se posso dar um jeitinho com o que já tenho. Na escola, treinaram por semanas a 'coreografia' do Cai, cai balão, mas na hora H foi aquela choradeira. Muito pequeninhos para entenderem o que é uma festa junina e o que devem fazer num palco.

Por mais que se por um lado eu ache fofo que meus filhos se vistam de caipiras e tentem se apresentar, por outro acho uma grande bobagem. Eles não entendem, a festa toda é um estresse desnecessário, a música alta irrita e a fantasia incomoda. Fora todo o estímulo ao consumo, que é o que mais me preocupa. Além de pagarmos nossa entrada (minha e do Rodrigo), cada barraquinha cobrava alguns reais para as crianças brincar e ganhar brinquedos made in China. Brinquedos que em algumas horas seriam deixados de lado seja pela (péssima) qualidade ou por serem apenas mais um. Desnecessário.

Me pergunto se eu sou idealista ou se existe uma escola que promova uma festinha que incentive as crianças a reciclar e usar o que já têm em casa como fantasia (ao invés de promover um concurso implícito entre as mães de meninas de quem gasta mais e veste a caipira com o vestido mais lindo). Se existe um brincar pelo brincar, sem brindes vagabundos nas barracas. Pra quê mais tralha? Se antes de fazer tantas bandeiras se pense na quantidade absurda de papel que está sendo utilizado e na quantidade de lixo gerado. E se existe uma escola que partilha os meus valores de não incentivar o consumo, de criar com as próprias mãos (mesmo que não fique perfeito) e valorize mais o ser do que o ter. Porque o contrário, minha amiga, é só o que vejo. 

13 de junho de 2011

mãe é tudo bicho porco?


Aviso: esse post não é para as de estômago fraco (ou para quem não é mãe).

Então que uma das coisas que aprendi é que mãe é tudo meio porca. Não uma porquice voluntária, mas a gente meio que deixa de se importar. Cocô, arroto, vômito, isso tudo passa a fazer parte da nossa vida naturalmente. Que bom, né? Pior seria se incomodar a cada 3 horas com uma fralda que deve ser trocada. A coisa é tão descarada que juro que já vi posts nessa blogosfera de meu Deus falando sobre tipos de cocô. Juro.

Pois bem que ontem me dei conta que o inverno abre mais uma página nesse capítulo de assuntos escatológicos: a meleca. Alguma criança consegue passar ilesa? Duvido. O que muda é o que cada mãe faz com o 'ítem' quando não tem um lencinho por perto: arrancar a folha de uma árvore para limpar o dedo, guardar no bolso ou sair correndo procurando uma pia? Ah, isso depende.

Eca!

10 de junho de 2011

Mãe 24X7


A queridíssima convidada de hoje é a Pri Perlatti, do Mãe de Duas. Mãe da Lia e da Stella, deixou a carreira em stand by para se dedicar à maternidade. Hoje ela conta um pouquinho dessa (bem-sucedida) experiência.


as duas

* * * * *

Por Priscilla Perlatti 

Cena 1: Ela embarcando rumo aos Alpes suíços, bebendo um prosecco na poltrona luxuosa da classe executiva e se preparando para uma semana inteira produzindo uma matéria para a Caras sobre o novo SPA Givenchy num resort 5 estrelas à beira do Lago Léman.

Cena 2: Nove horas na noite, depois de ter feito e dado a janta, banhado e colocado as duas crianças para dormir, ela ligando a TV no programa da Oprah e encara a pilha gigante de macacões, bodies e babadores para passar.

A protagonista dessas duas cenas fui eu, em momentos bem diferentes da minha vida.

Há exatos cinco anos, entreguei meu pedido de demissão. Fui do salto ao chinelo. Do jet leg das viagens ao jet leg das noites insones. Abri mãe, ops, mão do bom salário, do glamouroso sobrenome corporativo, do network cada vez mais interessante, do cartão top de milhas.

Pelo quê?

Para estar disponível dia (e noite) para as minhas filhas. Poder ver, acompanhar e registrar os primeiros passos, as gracinhas, as pequenas grandes conquistas. Ser a responsável, do começo ao fim, pelo preparo do alimento delas de cada dia (juro que essa parte me parecia romântica no primeiro ano. Não mais.). Poder estar ao lado delas quando surgissem dúvidas como se tartaruga tem dentes ou se Deus existe e respondê-las de acordo com os nossos valores. Não perder um momento sequer.

Todos os dias eu acordo me perguntando se valeu a pena a troca. Até agora a resposta continua sendo sim. Sou muito feliz com a minha escolha. Mas sabe quando eu me arrependo? Na hora de preencher o campo “ocupação” nos formulários. Faço um X no quadradinho “do lar”, mas juro que dá vontade de escrever ao lado: lavo, passo, cozinho, mas deixa eu te contar também quantas línguas eu falo!

9 de junho de 2011

o que quer uma mulher? ser loira e magra, ora!




Não por acaso essa propaganda da Dove está sendo duramente criticada. Posicionou uma modelo negra e gordinha no before e uma loira e magra no after. Porque todas as mulheres querem ser brancas, loiras e magras, né?

aleitamento materno solidário


Em tempos que amamentar é crime, fiquei muito feliz quando recebi um mail da enf. Grasielly Mariano, informando que o grupo Aleitamento Materno Solidário deixará de ser virtual (facebook) e se tornará real, com encontros semanais em São Paulo.

Segue mail:

Não faz muito tempo que o Brasil se tornou uma potência em termos de aleitamento materno... E nossos índices ainda estão bem longe dos objetivos propostos pela Organização Mundial de Saúde. Hoje, embora sejamos o país que mais abriga Bancos de Leite Humano, o desmame precoce ainda é uma assustadora realidade. Assusta porque as causas que levam a mãe brasileira a desmamar são facilmente prevenidas com boa orientação e acompanhamento profissional desde a gestação, o que infelizmente não tem acontecido. Mãe que recebe apoio, orientação, informação é a nossa mãe “empoderada”. É essa mãe que vai chegar à maternidade já sabendo, no mínimo, a teoria da amamentação. A empoderada é capaz de identificar um problema, saber como solucioná-lo e, quando não consegue, tem forças e motivação para buscar ajuda imediatamente, sem desmamar ao sinal da primeira dificuldade.

Também não faz muito tempo que o grupo virtual Aleitamento Materno Solidário está no ar ajudando neste empoderamento e na solução de alguns pequenos problemas que atormentam nossas mamães. Mas esse pouco tempo de luta já foi suficiente para perceber que há muito mais mulheres precisando de nossa ajuda mais do que podemos imaginar. São mães ajudando mães, carinhosamente. É apoio solidário para todos, sem distinções. E é por isso que o Aleitamento Materno Solidário deixa de ser um grupo apenas virtual e passa a ter também reuniões semanais com a pedagoga Simone de Carvalho e a enfermeira Grasielly Mariano no espaço Mammy To Be, visando facilitar o acesso à informação e tentar cercar todos os fatores de risco determinantes para o desmame precoce. Vamos, todas juntas, ajudar as mamães a atingirem os próprios objetivos com a amamentação. Quem QUER amamentar, se depender de nós – mães unidas, VAI amamentar!

E as novidades não param por ai: As reuniões serão gravadas e disponibilizadas para as mamães que não podem participar pessoalmente. Assim, as brasileiras que moram em outros países, mamães de outros estados, de outras cidades alcançando assim um número maior de mães que necessitam de empoderamento em algum momento da sua prática de amamentação.

Mães empoderadas e que amamentam sem problemas são também potenciais doadoras de leite humano, e assim, além de praticar a amamentação consciente, posicionam o Brasil como o maior país do mundo com Bancos de Leite e consequentemente o país com uma das taxas mais elevadas de aleitamento materno no mundo.

Reuniões da AMS
Quintas-feiras, às 10 horas na Mammy To Be
Rua Major Prado nº 54 - Moema
Primeira reunião – Dia 30 de Junho

8 de junho de 2011

o problema com peitos não é só brasileiro



Soube hoje do caso de Habiba, uma marroquina que mora na Espanha e que, ao que tudo indica e eu pude apurar, teve a filha de 15 meses retirada por amamentar em livre demanda. Segundo funcionários do Instituto Madrileño del Menor y la Familia esta prática foi considerada caótica e prejudicial, e como ela se negou a desmamar a filha, as duas foram separadas. Também houve uma mobilização de blogueiras espanholas contra o ato, que exigem a devolução da guarda da menina para a mãe. Só falta organizarem um mamaço. Países diferentes, problemas iguais.

Para a notícia, aqui.
Para a lista de blogs que aderiram à causa, aqui.

7 de junho de 2011

a (minha) verdade sobre ser mãe de gêmeos


Estava no parque com os meninos e uma moça gravidíssima veio falar comigo. Fez as perguntas de sempre (uni ou bivitelinos, quantos anos, babá ou creche, tratamento ou natural). Respondi a todas e perguntei quando o bebê dela nasceria. Ela disse que daqui a algumas semanas e que não é um bebê que espera, mas dois. E eis a bomba: a grávida de gêmeos me pergunta como é, na realidade, ter filhos gêmeos. Procurei o botão de ejetar e dei um sorriso mais misterioso que o da Monalisa, mas ela continuava olhando e esperando minha resposta. Então disse, palavra por palavra, minha experiência de ser mãe de primeira viagem de gêmeos:

Olha, não é fácil. É uma loucura, para ser mais exata. O que mais pesa não é o trabalho que é ao dobrado, mas o descanso que é dividido. É importante ter uma rede de apoio, principalmente quando eles são recém-nascidos. Vale convocar mãe, irmã, sogra, cunhada e amigas para ajudarem, pode ter certeza que trabalho não vai faltar. É banho, roupa e fralda que não acaba mais. Toda a ajuda é bem-vinda. E o pai das crianças também não pode escapar, tem bastante coisa para ele fazer também. Acho que pai de gêmeos tem que ser quase uma mãe, pegar junto, senão a mãe não sobrevive. 

Se uma mãe que tem apenas um bebê já sofre por deixar a vida social e os programas 'de antigamente' de lado, uma mãe de gêmeos sofre muito mais. É inegável, é mais difícil programas com duas crianças pequenas. Mas não é impossível. Requer organização, paciência e muito bom humor.

Aliás, bom humor em doses cavalares é super recomendado para mães de gêmeos. Para dar conta das noites sem dormir direito, da irritação pela bagunça da casa e pela conta bancária que insiste em ficar no vermelho. Porque os gastos, minha amiga, esses são absurdos! É tudo duplo (nada passa de um filho para outro) e não, você não consegue desconto. E se você for como eu e tiver gêmeos longe da sua família, terá que contar com pessoas pagas para ajudar. Não interessa se é uma faxina a mais por semana ou uma babá full time, mas a questão é que terá mais gastos do que teria se tivesse apenas um bebê.

Ser mãe de gêmeos é punk. Puro rock and roll. Não é aquela bossa nova de ficar com um bebezinho no colo, sendo só dele por todo o tempo do mundo. Não, o tempo deve ser dividido. E o amor, também? Não, o amor não. O amor, sei lá como, se multiplica em escala exponencial. Não se tira de um pra dar pro outro.

É minha amiga, é trabalhoso ser mãe de gêmeos. Mas só um bebê é tão pouco, né? Cadê a emoção? Cadê a adrenalina? Cadê a cumplicidade nos olhos dos dois bebês? O amor entre irmãos vai sempre existir, mas entre gêmeos o vínculo é mais profundo e lindo de ver. Não tenho como explicar aqui. O cansaço dizem que passa, dizem que a gente esquece os momentos difíceis e fica só com os bons. Minhas olheiras ainda não me deixam esquecer o sono que sinto, mas o amor, ah esse faz a gente ter certeza de que tudo vale a pena e nem é tão difícil assim. É só olhar o lado cheio do copo.


* * * * *

Se você gostou do post e quer conversar sobre como é ser mãe de múltiplos, não perca hoje o programa Lá em Casa. Eu e mais outras duas mães de gêmeos (Flávia Sodré e Carolina Longo) estaremos contando nossas experiências. Para assistir e participar através do chat acesse http://www.alltv.com.br/. O Lá em Casa é ao vivo e começa às 16h.

Post Scriptum: para quem tentou assistir e não conseguiu, tivemos um problema técnico: faltou luz!

6 de junho de 2011

no meio da sala tinha uma piscina de bolinhas tinha uma piscina de bolinhas no meio da sala


porque não basta ser mãe. tem que bagunçar.

3 de junho de 2011

feministas também usam sutiã la perla


 
as gordinhas

Me dei conta que a atual discussão sobre amamentação é muito mais falada e difundida na mothersfera se analisada sob o ponto de vista da autonomia e do direito dos indivíduos (da mãe e do bebê) do que sob o prisma do feminismo. Por um único motivo: as pessoas ainda não sabem bem o que é ser feminista. Pairam dúvidas se feministas não são pessoas feias, amargas e masculinizadas que resolveram se vingar dos homens, queimar sutiãs e sair caminhando com os peitos de fora. Um bando de loucas mal-comidas, com cabelo desgrenhado e sovaco cabeludo, para ser mais exata.

Tremendo engano. Feministas são pessoas críticas (independente do sexo) que reivindicam a possibilidade de direitos iguais para todos. Homens e mulheres. Negros e brancos. Homo e heterossexuais. Pobres e ricos. Gordos e magros. A discussão pode até parecer óbvia, mas não é. O machismo é tão impregnado na nossa sociedade que é preciso uma mobilização nacional pelo direito da amamentação em lugares públicos. E o que amamentar tem a ver com ser feminista? Como muito bem escreveu a Lola, lugar de mulher que tem filho não é em casa? Como assim ousar ter vida social, levar o filho em uma exposição e amamentar quando a criança tiver fome? Peito de fora na nossa sociedade só se for no carnaval. Mulher como objeto já!

O corpo assume importância no feminismo. Não vale só o corpo magro, torneado e lipoaspirado para satisfazer um ideal, mas a diversidade é respeitada. Vale o peito sensual para o namorado/marido/amante e o peito alimentador para o filho. Isso tudo sendo tratado com naturalidade. A mulher não precisa amamentar trancada em um banheiro. Cada um faz suas escolhas e elas são respeitadas. Nessa linha, o que dizer da Vogue Itália desse mês que colocou três modelos plus size de lingerie na capa? Lindo! Para ser bonito não precisa vestir 36. Sendo feminista você pode ser quem você quiser. Usar sutiã de amamentação. Não usar sutiã. Usar sutiã rendado e sexy La Perla. Você tem opções.

Você é muito mais feminista que imaginava, não é?

Para outras dúvidas sobre feminismo, recomendo o FAQ Feminista.
Imagem daqui.

2 de junho de 2011

matando a curiosidade alheia

Flávia, Celi, Pati e Pequenos Modernos, sintam-se abraçadas. Vamos para algum lugar perto de Santiago, conforme palpite de vocês!

Adivinhem qual foi o critério de escolha?


souvenirs da última viagem ao Chile

e a viagem?


Então que decidi parar de pensar sobre o que é incontrolável e tomei a decisão: vou sair de férias com o Rodrigo, sem os meninos. Tentei organizar tudo de maneira com que a rotina deles seja pouco alterada, a grande mudança será nossas ausências. Sairemos na última semana de junho, de segunda a sexta. Eles irão para a escolinha todos os dias, como fazem normalmente. Dormirão em casa com a babá, como é rotina, e com minha mãe. Caso for preciso, nossa ajudante ficará mais horas que normalmente fica. Alguns amigos ficarão de sobreaviso. A 'operação férias' está perfeita no papel, vamos ver como funcionará na prática.

* * * * *

Minha principal motivação para a viagem é cuidar um pouco mais do casamento. É claro que a relação muda quando se tem filhos, e deve mudar, mas penso que um espaço 'do casal' deve existir. Depois de 1 ano e 3 meses precisamos (e merecemos) ficar um pouco sozinhos novamente.

* * * * *

Antes de ser mãe achava exagero um casal viajar em vôos diferentes para não correr o risco de, caso haja um desastre aéreo, as crianças não perderem pai e mãe ao mesmo tempo. Hoje acho essa idéia bem interessante.

* * * * *

Os bilhetes aéreos já estão emitidos, ainda que não saibamos bem qual será nosso destino. Me explico: temos passagens para a cidade X, mas vamos ficar em algum outro lugar nas redondezas. Valendo um abraço virtual, alguém arrisca dizer para onde vou nas férias?

mistérios do universo - parte 2


Por que, independente do tamanho da criança, a mãe sempre dorme com metade do corpo para fora da cama?

1 de junho de 2011

escolha a alternativa correta


Você tem uma importante reunião de trabalho em outra cidade e o motorista que irá levá-la está marcado para 08hs. Você tem dois filhos e, sabendo que imprevistos acontecem, decide começar a se arrumar 06h e 30min. Você:

(a) consegue ficar pronta 10min antes do programado;
(b) se atrasa porque um dos filhos está com o intestino solto e você precisa banhá-lo antes de sair;
(c) se atrasa porque o outro filhos está com a mesma virose e apresenta vômitos;
(d) se atrasa porque o vômito sujou toda a sua roupa, que tinha sido cuidadosamente escolhida;
(e) alternativas b, cd estão corretas.

Marquei a e.

Este é o meu mundo, esta é a minha vida.