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5 de julho de 2011

valle de colchagua


Nosso destino de férias foi o Valle de Colchagua, uma das principais regiões produtoras de vinho no Chile (e, consequentemente, na América do Sul). Na realidade, o Valle é formado por duas cidades principais (Santa Cruz e San Fernando) e várias vinícolas que as rodeiam em função de terem o terroir perfeito para produção de vinhos. Escolhemos ficar em Santa Cruz por ter hotéis melhores e ser mais próxima das bodegas que queríamos visitar, o que foi ótimo. Podíamos beber e voltar rapidinho para o hotel.

É isso.
Além das vinícolas, a cidade não tem muitas outras coisas para fazer. O único programa que eu indicaria é o Museu de Colchagua, que tem uma coleção incrível de arqueologia e arte pré-colombiana. Definitivamente, não é um destino para crianças, o que é perfeito para pais desnaturados que largaram os filhos para curtir a vida. O Valle do Colchagua é sinônimo de vinho, e é isso que tem que ser feito lá. Simples assim.

Conheço muito bem o Vale dos Vinhedos no RS, já estive lá mais de uma dezena de vezes, inclusive com fins acadêmicos (já disse que um dos meus estudos de caso no mestrado foi uma vinícola?) e é impossível não comparar. Minha impressão é que no  Brasil há uma organização melhor do vale. A rota brasileira é realmente mais bonita, e as vinícolas estão sempre abertas para visitação, sem necessidade de reservas, muitas sem cobrar nada por isso. E é tudo feito de maneira mais informal. É possível chegar numa vinícola, conhecer o nonno, ouvir histórias, ser convidado a um passeio pelos parreirais e ainda sair levando uns cachos de uva de presente. Já aconteceu comigo.

Parreiras e mais parreiras.
No Valle de Colchagua é diferente. Todas as visitas precisam ser agendadas, pagas (valores entre R$40 e R$100) e é tudo mais formal. Todos os guias que eu tive eram muito bem treinados, e sacavam muito sobre vinhos e sobre a região. Ao contrário das vinícolas do Brasil, os vinhos degustados são os top (mas não os ícones) o que confere um glamourzinho ao tour. Individualmente, as vinícolas estão muito melhor estruturadas do que as brasileiras, e obviamente oferecem vinhos melhores. Mas como um todo, deixou a desejar. Não há restaurantes na Carretera do Vino, a principal via do Valle, é necessário comer nas bodegas (as vezes pagando caríssimo) ou voltar a Santa Cruz.

Na minha opinião, o Valle não é um roteiro para iniciantes em vinhos. É caro e requer um certo conhecimento para poder escolher as melhores bodegas e tours. Sinceramente, para quem está começando ou nem gosta tanto assim de vinho, o Vale dos Vinhedos é mais legal e melhor estruturado (bairrista, eu?). No meu ponto de vista. Se eu fosse apenas uma curiosa para conhecer como se faz vinho e estivesse no Chile, não pensaria duas vezes em ir na Concha y Toro, que é pertinho de Santiago e muito legal, apesar de ser bem turística. Não iria até o Valle de Colchagua.

Prova e depois joga fora, viu?
Agora, para os metidos amantes de vinho, o Valle é perfeito! Há desde passeios mais 'comerciais' como na Viu Manent e na Santa Cruz até outros mais exclusivos, como na Neyen ou Lapostolle. É a Disney do vinho! Na Viu Manent é legal ir para passar o dia (sendo que o dia começa 12hs e encerra 16hs) pois pode ser feito um tour com direito a carruagem (eu disse que era comercial!) e experimentar vinhos em diferentes etapas de fabricação, o que eu nunca tinha feito, para ver os diferentes níveis de acidez, por exemplo. Dá para terminar o passeio almoçando no delicioso restaurante da vinícola. Para algumas fotos da Viu Manent, clique aqui.

A Santa Cruz é a mais turística do Valle. Pode-se pegar um bondinho para subir um morro e ver réplicas de casas mapuche, chaman e rapa nui, as civilizações antigas chilenas, o que eu achei cafona e sem graça para adultos. O tour também é falho, e eles cometem o crime de fazer a degustação de três tintos em uma única taça. Horrível. O que é legal (e vale a pena na visitação) é que a área deles é muito bonita, cheia de ovelhas, e há um café para sentar e tomar... um vinho, claro. Recomendo para quem fizer a loucura de levar crianças nessa viagem. Para algumas fotos da Santa Cruz, aqui.

Vista parcial da Lapostolle.
A Lapostolle é a vinícola mais exclusiva do Valle. Só faz vinhos de alto padrão e a bodega é si é um luxo. A arquitetura é fantástica e eles usam a gravidade para manipular o menos possível a uva durante a produção (o processo começa nos andares superiores e os sub-produtos vão descendo para os andares inferiores). Há um restaurante e um bed & breakfast premium na vinícola (caríssimos, por sinal). Experimentamos um Clos Apalta Merlot 2007 fantástico na degustação e resolvemos comprar mesmo pagando uma pequena fortuna só que, pela primeira vez em anos de transporte indevido de vinhos em malas a garrafa quebrou, manchou todas as roupas e perdemos toda aquela preciosidade. Mas não se faz vinho sem perder as uvas e uma viagens sem causos para contar, não é? Para outras fotos da Lapostolle, aqui.

20 de agosto de 2009

Concha y Toro

Um dos passeios mais legais que fizemos em Santiago foi à Concha y Toro. Vai-se de metrô até a Plaza de Puente Alto e lá se pega um táxi até a vinícola, bem facinho.
A graça nesse tipo de passeio é conhecer os vinhedos, a produção, o armazenamento e, o melhor, degustar tudo o que for possível. Há dois tipos de vistas na Concha y Toro: a básica e a especial. Optamos pela especial, por ser feita com o vinho Marques de Casa Concha e ter uma aula com sommelier, uma taça e uma tábua de queijos inclusas.
A aula foi legal, não muito básica, e no final saimos com a taça e a tabuinha para terminar a degustação no espaço do restaurante.
Depois, continuamos comendo e bebendo por nossa conta, passamos na lojinha e saímos bem felizes, trocando as pernas.

17 de junho de 2009

Santiago: Mercado Central




16 de junho de 2009

Santiago: Astrid y Gastón e Patagonia

No feriado fomos para Santiago, fazer enoturismo. Não sei se esse termo já existe, mas foi o que fomos fazer. A idéia do feriado era de tomar muito vinho, de preferência acompanhado de deliciosos pratos de frutos do mar fresquíssimos. Aliás, foi na minha enotrip que descobri que peixe não tem cheiro de peixe, e o que tem cheiro de peixe é peixe velho! Nessa viagem também descobri que frutilla significa morango, não frutinha, pero meu portunhol é outro assunto...
Bom, voltando ao que interessa, o melhor vinho que tomei foi o Tarapacá Champenoise, um espumante brut que é tudo de bom!! Tomamos quando fomos jantar no chiquérrimo Astrid y Gastón (http://www.astridygaston.com/), um restaurante peruano que virou moda na América do Sul (além de Santiago, tem em Lima, Bogotá, Caracas, Buenos Aires, entre outras). O lugar é lindo, o atendimento parece coreografado de tão perfeito e a comida divina, mas na minha humilde opinião, faltou o elemento surpresa. Indo num restaurante do qual todos falam maravilhas, a perfeição é o mínimo que se espera.

Eu e meu Causa as 5 Raças (causas são feitas de purê de batatas e limão e podem ser cobertas por vários ingredientes, aqui são atum, camarões apimentados, escabeche de cebola, batatas ao aji e centolla).
Preferi bem mais o Patagonia, um restobar (mix de restaurante com bar) de caças que fica numa esquina perto do MAVI e que almoçamos num dia gelado e ensolarado. Mesinha na rua, sol no rosto, serviço demorado e preguiçoso... Mas uma comida deliciosa e sem uma multidão de turistas em volta.
Olha que gostoso o meu prato:

Carne de cervo, cebolas caramelizadas e torre de abrobrinha com queijo de cabra.
O lugar:

E o meu marido: