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21 de julho de 2009

Carajás

Vista da floresta a partir da janelinha do avião da Trip
Por mais incrível que possa parecer, um dos lugares que eu mais gostei de conhecer nos últimos tempos foi Carajás, no sul do Pará. Quem me conhece sabe o quanto gosto de cidades grandes, mas ir para o meio da floresta foi incrível! Ao contrário de cidades que exploram o ecoturismo, Carajás não tem nenhuma estrutura para o viajante, e tudo gira em torno da mineração. Por isso mesmo que é tão legal ir lá, em um lugar que não é tomado por turistas e onde se pode conhecer um Brasil que nem parece real...
Homenagem aos mortos do massacre de Eldorado dos Carajás.
O primeiro impacto acontece antes mesmo do avião pousar, quando se olha pela janela e só se vê verde. Como chegar? Aerovale, Trip ou via Marabá (com direito a passar pela homenagem aos mortos de Eldorado de Carajás). A melhor opção, para quem pode, Aerovale, e a pior, Trip, que sai com um avião de hélice de Brasília, faz escala em Araguaína e depois de 5 longas horas pousa em Carajás. A “cidade” tem dois hotéis bem simples (Cedro e Jatobá), mas super concorridos. Quem não consegue ficar lá, tem que ficar em Parauapebas ou, na linguagem local, “descer pro Peba” pra tentar ficar no Atrium ou passar a noite em um hotel péssimo.
Macaco, solto no zoológico.
O que fazer em Carajás? Nada! Caminhar, encontrar bichos (cascudos enormes dourados, borboletas enormes azuis, famílias inteiras de guaximins), ouvir bichos (macacos e pássaros) e tudo mais que se relaciona a bicho, como ir no zoológico. Ou comer um tucunaré na manteiga...
Família de guaximins, soltinha no meio da rua.
Créditos: Fotos 1, 2 e 3 - Fabrício Solagna; Foto 4 - Marden Marinha