29 de outubro de 2010

A resposta é a desgraça da pergunta


O que falar da Lu, minha amigona e convidada de hoje?
Dizer que ela é engraçada e que sempre usa a palavra 'faceira'? Não, vão pensar que ela é boba.
Dizer que ela psico-oncologista? Não, vão pensar que ela é deprimida.
Dizer que ela é linda e que com ela eu realmente entendi a expressão 'de parar o trânsito'? Não, vão pensar que ela é burra.
Dizer que ela namora um cara super gente boa e que eu torço pelos dois? Não, vão pensar que ela precisa da minha ajuda pra alguma coisa.
...
Melhor deixar que a leiam: Crer para Ver

Amsterdam, 1999.

* * * * *

Por Luciane Slomka

Com essa frase de Bion inicio meu post como convidada desse blog que eu tanto gosto, dessa minha grande amiga Carol.

A frase parece dar um tom complexo ao post mas a idéia é justamente oposta. Quando perguntei para Carol sobre o que eu deveria escrever ela respondeu “qualquer coisa relacionada ao nome do blog: vinhos, viagens, uma vida comum... e dois bebês!” Pensei de cara que eu gostaria de escrever sobre o menos provável ou menos fácil desse itens. Foi então que cheguei à conclusão: Vou escrever sobre “uma vida comum”.

E não pensem que é fácil ter uma vida comum. E menos fácil ainda escrever sobre isso. Sei que a grande maioria das leitoras desse espaço já é mãe e se identifica com as histórias e sentimentos tão cativantes e sinceros que são publicados aqui. E que isso está longe de ser uma vivência comum, apesar de tão semelhantes a todas as mães que por aqui passam. Mas mesmo eu não sendo mãe ainda sei o quanto isso é grande, e fiquei pensando o quanto não paramos para pensar no peso e na importância de uma vida comum.

Mas afinal o que é uma vida comum? Inicialmente pode-se dar um caráter pejorativo à palavra “comum”, equiparando-a a algo simples, sem grande valor, banal. Mas eu respeito muito a palavra comum.

Comum é básico, comum é simplicidade, é semelhança. E andamos vivendo em tempos difíceis, onde não se pode mais ser simples; quanto mais complexo falarmos, melhor, quanto mais ousados ou diferentes formos, melhor. E tudo que mais sentimos falta é do que é simples. São palavras simples, sentimentos simples. Eu te amo, eu te odeio, eu estou feliz, eu estou triste. Estamos todos muito mascarados atualmente, medo de nos expor, de sermos diretos, concisos, medo de nos revelar, medo de confrontar-nos com os nossos próprios sentimentos.

E acho que temos medo dessa tal vida comum. Mas querem saber? Eu quero mais é uma vida bem comum: minha profissão, meu marido, filhos, uma casa com cachorro, churrasco no domingo, chimarrão, música, poesia, amigos de verdade, bons livros, poder chorar quando tiver vontade, poder sorrir qualquer hora, poder brincar, de vez em quando, viajar para não esquecer onde mora o que me é mais sagrado nessa vida...

Mas peraí. Isso não é comum. Isso é extraordinario! Justamente porque é comum, e porque é comum a gente esquece. E quando esquecemos do que realmente importa a gente acaba preso nas respostas da vida e pára de fazer novas perguntas.

É então que a gente corre o sério risco de morrer um pouquinho a cada dia.

E é então que o que é comum pode se tornar cruel.

Portanto, um brinde à vida comum, um brinde ao simples, às amizades verdadeiras, aos vinhos, às viagens e ao Leonardo e o Rafael!

28 de outubro de 2010

Primeiras noites sem eles.

Ontem.

Então que chegou o dia de eu viajar e dormir duas noites fora de casa. Passei todo o final de semana com o coração apertado, uma mistura de ansiedade e medo. Como viajar e deixá-los só com o pai e a babá? E se alguém adoece? E se alguém se machuca? E se a babá falta? E se eles chorarem e ninguém conseguir acalmar? E se? E se? E se?

Mas fui. E tudo correu maravilhosamente bem. Acordaram no horário de sempre. Mamaram no horário de sempre. Foram para a escola com o pai. Voltaram da escola com o pai. A babá e o pai deram janta. A babá e o pai deram banho. Dormiram. A babá deu mamadeira de noite e nem precisou da ajuda do pai.

Dormi 8hs non-stop na primeira noite, exausta. Na segunda tive insônia, preocupada. Ainda não entendi se estava preocupada porque as coisas podiam não estar bem ou porque tinha certeza de que elas estavam bem. Ou se foi um pouco de tudo e mais a pizza da janta. Provavelmente a terceira opção.

A sensação de estar longe foi estranha, não necessariamente ruim. Nada comparável ao que senti quando os deixei a primeira vez na escola, quando sinceramente pensei que não fosse suportar, como contei aqui. Dessa vez foi uma mistura de preocupação, com ciúmes de quem ficou com eles e de felicidade de poder fazer o trabalho que eu gosto.

25 de outubro de 2010



Ei, é com você!


Entendo a chateação de quem é copiado. Entendo mesmo. Eu mesma já fui plagiada duas vezes nessa blogosfera. Duas vezes que percebi, melhor dizendo. Não posso falar do que não vi. É duro criar um texto e vir alguém e tomar como fosse seu. Na real, isso é roubo. Existe uma coisa chamada propriedade intelectual, sabia?

Mas tudo bem, vamos em frente. O ponto que eu quero chegar é o mais dolorido. Acho que quem faz isso não se dá conta. Acho mesmo. A pessoa vai lá, lê, pensa 'Nossa, era isso que eu queria dizer' e pega pra si. Simples assim. Sem pensar. Sem citar. Nada.

Estamos todos chateados com o que aconteceu com a Camila, que teve suas idéias surrupiadas, mas cá entre nós, fazemos isso todos os dias. Quem nunca copiou uma frasezinha de um livro pra terminar um trabalho, baixou um filme ou uma música sem pagar os direitos autorais ou usou aquela bolsa Prada falsifique? Sinceramente, é a mesma coisa. Alguém pensou e criou e um espertinho foi lá e se apropriou indevidamente. Mas cada um faz o que acha melhor, não é?

Não, não é. Não pode ser tão simples assim.

Estamos acostumados a reclamar dos grandes roubos, de Brasília e do mensalão, mas porque não falamos das corrupções do dia-a-dia? Da não declaração de renda ao fisco, da propina ao guarda de trânsito e de como postamos fotos em nossos blogs sem dar o devido crédito a quem a tirou.

Ai, toquei no calo. No meu. Já percebeu quantas imagens usamos e não creditamos? Sabia que quem fez tem direito sobre elas? Sim, o tal do direito autoral. Usar uma imagem que alguém fez é igual a usar um texto que alguém criou. Sorry.

Essas pequenas corrupções estão no nosso dia-a-dia e simplesmente não nos damos conta. Volto ao meu ponto. Já nos acostumamos com isso.

Felizmente, conheço dois projetos que buscam fazer com que a gente veja a cópia como um problema: o primeiro é o Escolegal, do ICDE, que fala sobre os ilícitos socialmente aceitos nas escolas e o do Ministério Público, que discute a corrupção no cotidiano. Para saber mais sobre eles, clique nas imagens:





Que bom que tem gente pensando por nós.


* * * * *


Demais blogs que aderiram à postagem coletiva:

Tutto Petit
Viciados em Colo
Coisa de Mãe
Leite e Prosa
Faça de sua vida uma obra de arte
Mamãe tá ocupada
Viajando na Maternidade
Mãe do Bento
Super Duper
Meu projetinho de vida
Educar com carinho
Pout Pourri de Sentimentos
Little Diva
Blog da Clauo
Meninina
De repente... mãe!
Ti ti ti da Pietra
Diário de uma mãe com mais de 30
Bebê por acaso
Mãe mochileira, filho malinha
Mãe Perua
Eu e meu universo
Renata CM, mamãe duplex
Nós e os gêmeos
Nicolando por aí
Tagarelices e Pensamentos
Eu e minhas três meninas
Se for assim, tá bom!
Quase mãe, quase pai
Diário de uma mãe polvo
Mãe de dupla primeira viagem
Tathy, Rodrigo & Julia
Mãe-solteira recém-casada
Pelos cotovelos e cotovelinhos
Mil Faces de Juliana
Pequena Laís
* * * * *

Meninas, há duas semanas meu computador deu pau e eu estou usando um substituto que não gosta de escrever comentários (é um problema de atualização). Em breve pegarei o meu e poderei comentar todos os posts, OK? Mas eu estou lendo tu-do.

22 de outubro de 2010

esclarecimentos sobre a postagem coletiva

Algumas pessoas estão perguntando como participar da postagem. É muito simples: é só escrever um post sobre ética na blogosfera!

Também seria legal se os participantes voltassem aqui e indicassem o link do seu post, pois vou listar todos os blogs que aderirem à nossa iniciativa. Ainda, para quem quiser, a Anne fez um selinho especialmente para a ocasião, é só pedir pra ela via email (annerammi@yahoo.com) ou twitter (@annesuperduper).

Eu já peguei o meu!

21 de outubro de 2010

postagem coletiva: ética na blogosfera



Ontem a mamãe super ocupada Camila fez um post muito indignado sobre o fato de seu perfil (sim, o perfil) ter sido plagiado em outro blog. Claro, recebeu um monte de comentários de apoio sobre o ocorrido e o fato também rendeu conversa via twitter entre mim, ela e a Carol P.

Eu também já fui plagiada duas vezes, meus posts serviram de "inspiração" para outras pessoas escreverem os seus sem sequer mencionar da onde veio a idéia. Quando aconteceu, eu fiquei muito, muito braba mas resolvi ficar quieta.

Conversa vai, conversa vem, tivemos a idéia de fazer uma blogagem coletiva na próxima segunda-feira (25/10) sobre ética na blogosfera. Assunto chato? Não, mas que exige reflexão. Até onde uma idéia é minha e não de outro? Quais são as regrinhas para postar com ética? Elas existem? O que é inspiração e o que é cópia?

E por ai vai....

Quem topa participar?

imagem daqui

20 de outubro de 2010

Te segura, malandra!

a gente morde a língua sendo mãe, não é?

* * * * *

fiz tudo o que eu disse que nunca faria:
cesárea
leite artificial
escolinha
DVD
babá
e hoje, papinha da Nestlé

* * * * *

eu e Rodrigo conversamos muito sobre ser o exemplo para eles. Desde que nasceram, medimos as palavras e procuramos não falar palavrões. Muito bem. Mas o que adianta se eu me peguei cantando pra eles:

vou apertar, mas não vou acender agora
se segura malandro, pra fazer a cabeça tem hora

na versão do Bezerra, é claro, porque eu prefiro os clássicos.

19 de outubro de 2010

O que comprar para bebês a partir de 08 meses?


Meu marido anualmente viaja aos EUA para um congresso. Ano passado aproveitou a oportunidade, fez o enxoval dos meninos lá e economizamos um bom dinheiro. Daqui um mês embarca novamente, e pretendemos comprar tudo que usarão até 1 ano e 8 meses (data do próximo evento, heheh).

Preciso da ajuda das mamães mais experientes: o que vale a pena comprar para bebês nessa idade? O que é bobagem? O que vale a pena trazer dos EUA porque aqui é "incomprável"?

Help! Help! Help!


Vocês podem ajudar minha mãe? Ela tá perdidona...

18 de outubro de 2010

Dengo


As mamães antenadas de São Paulo não podem deixar de levar a criançada na instalação Dengo, de Ernesto Neto, na grande sala do MAM. Linda e colorida, é uma boa forma de mostrar aos pequenos como arte contemporânea pode ser legal!


Vista da entrada da instalação.

Toda a obra é feita em crochê, e as gotas (ou serão estalactites?) são recheadas de diversos elementos associados ao universo do artista, como doces, chás e bolinhas. O cartaz na entrada deixa claro que tudo pode ser tocado e manipulado, desde que seja feito com dengo.

Não é uma exposição feita para crianças, mas diversos elementos remetem ao lúdico. Olha essa carteira:

Já imaginou uma sala de aula com essas carteiras de gatinho?

A medida em que se avança na exposição, aumenta a interatividade. Vários elementos se fundem na trama de crochê: instrumentos musicais, especiarias em pencas, fotografias, poltronas e, a melhor parte,  uma enorme cama de bolinhas. Tudo para ser experimentado!


A criançada batucando.

O piano.

A piscina de bolinhas.

Dica: vá com tempo e almoce no Prêt, que mostrei aqui.


Dengo, de Ernesto Neto
De 19/09 a 19/12, terça a domingo, 10:00 às 17:30
Parque do Ibirapuera, portão 3
(11) 5085-1300.
R$ 5,50


15 de outubro de 2010

E fui eu quem pediu!!!


A convidada de hoje é a queridíssima Carol Garcia do Viajando na Maternidade. Impossível não gostar dela: escreve super bem, tem idéias interessantes e é divertidíssima, além de sempre comentar nos blogs das amigas. Se tivesse um concurso para eleger a mamãe mais simpática da blogosfera, ela seria finalista, com certeza!

Com a palavra, a mãe do Isaac!

* * * * *

Por Carol Garcia


A dupla


E chegou o meu dia.

Carola querida me convidou para participar e escrever um post para o seu blog.

Uma honra.

Mas aí me pus a pensar...

Já que a dona deste blog aqui deu aval para eu falar sobre um dos assuntos título: Vinho ou viagens ou uma vida comum ou dois bebês - tá, no meu caso ela liberou um só - eu fiquei pensando, com essa mania de complicar, que eu poderia falar de todos, incluindo o meu assunto título: “Viajar”. Mas não é dessas viagens chiquetósas, européias, cheias de ginga não. É viagem mesmo, daquelas que se faz na maionese (ops! Isso na minha época...) ou sem tirar os pés do chão mesmo.

E lá vamos nós. Viajar...

Resolvo falar de mim antes de tudo. Quase sempre. Se você não sabe um pouco que seja sobre a minha pessoa vai, no mínimo, pensar que sou louca, burralda e cheia de tiques.

Acontece que com 30 anos de experiência vital você começa a ficar precavida. Pelo menos no quesito EU.

Cresci sendo daquelas que precisa trabalhar, por necessidade e por princípio. Cresci também falando e observando. Pacas. E logo me pus a escrever. De todas as maneiras, pra me distrair, pra trabalhar, pra me expressar. Virei jornalista, profissão que me pegou no laço.

Encontrei maridex num desses bailes da vida, descobrimos que poderíamos dar certo. E deu tão bem que hoje temos uma vida em comum, dois cachorros e um bebê. Ah! E muito vinho sim, já que ele pode ser, várias vezes, combustível pras tais viagens.

E aí é que a história fica interessante (não que minhas agendas adolescentes não tivessem histórias mil pra contar, mas abafa...).

Depois que passei a ter o “em comum” com maridex percebi que, de alguma maneira, os dias ficam mais interessantes, mais repletos, mais complexos e também mais chatos, preocupantes e cansativos, verdade seja dita. Normal. Quem é casada, juntada, amigada, namorada, sabe bem do que estou falando.

O tempo passa, a coisa continua dando certo e é ai que a mágica acontece. A sementinha encontra terra fértil e o peito incha, a felicidade é plena e a barriga cresce. Semanas e semanas depois, com tratamento, repouso, susto, surge o Isaac.

E “o bebê” acaba deixando a vida mais colorida. E a língua portuguesa se manifesta de outra maneira. Você para de falar na primeira pessoa do singular e passa a usar a primeira do plural, que logo tem mais sentido quando é usada para 3 indivíduos. E a vida “em comum” vira um mar de fraldas, alegria, carinhos, descobertas, lágrimas amor e decisões difíceis.

E quem se torna mãe se torna uma louca feliz ao mesmo tempo. E vive sonhando com um vinhozinho a dois, cheia de culpa por sonhar com isso. E arruma encrenca com o plano de saúde, com a vizinha boca-suja, com a empregada, com a escolinha, com o trabalho, consigo mesma. E se descabela para arrumar uma babá bacana que permita o vinhozinho a dois. E engole a mãe e a sogra para ter uma viagenzinha a dois. E pesquisa horrores para encontrar destino que se encaixe numa viagenzinha a três. E vive viajando no passado, presente e futuro, entre satisfações e encanações.

E essas viagens não são mais feitas de carro, avião ou cavalo. O meio de transporte é a montanha-russa. Daquelas de parque radical, cheia de loopings e gritos, mas que no final a sensação é tão boa e feliz que a gente fica sem saber explicar.

Como esse post aqui.

Desculpe, Carola, mas foi você quem pediu.

13 de outubro de 2010

Suruí: para pequenos e grandes


Sabe aqueles lugares perto de casa que todo mundo diz que é ótimo mas a gente nunca vai? Pois é. Com o Suruí foi assim. O lugar é delicioso desde a entrada, dá a impressão de que estamos fora de São Paulo, cheio de árvores, plantas...


e bichos!

Leonardo olhando as tartarugas.

Sim!!! O restaurante tem um cantinho com tartarugas, calopsitas e até um macaquinho, fazendo a alegria dos pequenos e dos grandes! A decoração é informal, mistura esculturas de animais com objetos indígenas (há um cocar enorme na entrada - lindo!).

No leão.

A comida é deliciosa e o sistema é de preço fixo (R$25 nos dias de semana e R$30 nos finais de semana). Tem um buffet de aperitivos:


O cardápio vai mudando ao longo da semana. Fomos em um sábado e tinha feijoada.


E, por fim, sobremesas.


Hummmmmmmmm.


Suruí
Av. Prof Alfonso Bovero, 363
São Paulo - SP, 01254-000
11 3803-9952



12 de outubro de 2010

Feliz Dia das Crianças! Especialmente para quem ganhou o DVD Galinha Pintadinha 2!


Então vamos ao sorteio!

Atribuí números para cada uma das inscritas:


E joguei no "sorteador" do site http://www.random.org/.

And the winner is...

True Random Number Generator Min: Max: Result: 8 Powered by RANDOM.ORG

8! Ana! Parabéns!

PS: Já estou te enviando um mail pedindo teu endereço!

* * * * *

Aproveitando a ocasião, posto uma foto antiga que adoro: eu, minha irmã e minhas primas na chácara do avô. Saca os detalhes: Fanta Uva, bandeirinhas do Sítio do Picapau Amarelo e blusinha de crochê, feita pela avó! Delícia!


9 de outubro de 2010

Atualizações sobre o sorteio

Até o momento, o post do sorteio recebeu 37 comentários válidos. Desse total, não consegui identificar a forma de divulgação em 14 inscrições, que estão em vermelho.

Meninas, me avisem se foi via blog ou twitter até segunda-feira, OK?


7 de outubro de 2010

Curtas

Essa semana, no escritório.

Conversando com uma colega:
- Carol, deve ser muito difícil deixar dois bebês na escolinha, né?
- Não é nada! É ótimo!
Cadê aquela churumelenta daqui, daqui e daqui. Se fue!

Conversando com um cliente:
- Carol, sabe o que eu gosto em ti? Vem toda de terninho e com essas unhas que parecem que tão indo para um baile de carnaval!
- (...)
E eu, pensando que meu esmalte pink cintilante tava arrasando!

4 de outubro de 2010

Sorteio do Dia das Crianças: DVD Galinha Pintadinha 2


Isso mesmo! Vou fazer o primeiro sorteio do blog no Dia das Crianças, 12 de outubro, e o presente é o DVD Galinha Pintadinha 2!

Concorrer é super fácil! Basta:

1) Seguir o blog Vinhos, viagens, uma vida comum... e dois bebês!;
2) Deixar um comentário neste post dizendo que quer o DVD com nome, cidade e e-mail até o dia 11 de outubro;
3) Divulgar o sorteio no seu próprio blog e/ou dar retweet na frase do sorteio no twitter (para isso tem que seguir @carolpassuello);
4) Ter um endereço para a entrega do DVD no Brasil.

Boa sorte!


1 de outubro de 2010

Misturança boa!


A convidada de hoje é uma pessoa muito, muito especial. Não é uma amiga virtual, mas alguém com quem eu convivi deliciosos anos no período de faculdade. Foi minha amiga de festas, farras e todo o resto. Acabamos nos distanciando quando ela mudou de curso, casou, eu casei, mudei de cidade, etc, etc, etc. Nos falávamos por email eventualmente, fiquei sabendo que descasou, casou de novo e teve gêmeos.

Até que eu engravidei de gêmeos e tudo era muito novo para mim. Não conhecia ninguém que tivesse passado por essa experiência. Só a Cris. Então, ela virou minha fada madrinha, meu disk dúvidas e tudo mais. Não tinha como não chamá-la para escrever aqui e compartilhar mais um pouquinho toda a ajuda que me deu!

Obrigada querida!

* * * * *

Por Cristina Ostermann


Isabela e Diego: pura energia!

Misturança boa!

Quando a Carol me convidou para escrever eu pensei Ah, meu Deus!... será que vou dar conta? Resolvi aceitar o desafio, pois sou mãe de gêmeos (um casal lindo, Isabela e Diego, 2 anos e 10 meses de pura energia), adoro viajar, sou uma apreciadora de vinhos e da boa culinária. Que misturança boa, heim? Então pensei, pensei, pensei em assuntos que gostaria de escrever se tivesse um blog e resolvi falar sobre sete coisas legais sobre vinhos, viagens, crianças e uma vida comum.

Espero que gostem ou, pelo menos, se divirtam!

1) Objeto utilitário (tipo tem-que-ter): banquinho de plástico da Tramontina (comprei na Tok Stok por R$ 15,90). Uma mão na roda para quem tem filhos tirando as fraldas ou pequenos. Seve para sentarem na privada sozinhos, para o menino fazer xixi de pé alcançando o vaso, para alcançarem a pia e lavarem as mãos, escovarem os dentes, para nós sentarmos enquanto damos banho de banheira ou de chuveiro. A coluna da mami aqui agradeceu muito.

2) Vinho: mãe também é gente e pai também. Recomendo depois de colocar as crianças na cama o Casa La Jóia Carmeniere Reserva – chileno excelente, meu preferido da adega, sempre!

3) Restaurantes: comer calmamente, apreciando a comida, é uma coisa praticamente impossível para quem tem gêmeos já caminhantes. A gente ou come frio, ou come quente, ou rápido ou, pior, não come, pois quando conseguimos voltar para a mesa nosso prato já foi recolhido pelo garçom. Pois bem, procuro ir a restaurantes em que as crianças, barulhos, brincadeiras, risadas são bem vindos. E não adianta ter aqueles espaços kids, pois os meus não ficam sozinhos de jeito nenhum. Em Porto Alegre gostamos de ir ao Bologna, que fica no caminho para o calçadão de Ipanema. Tem a brisa do Rio Guaiba, a comida é bem gostosa e tem uma varanda (sim, varanda) onde as crianças podem correr, brincar de trenzinho com as cadeiras, fazer gritaria... Simples assim.

4) Brinquedos: não gosto de comprar brinquedos. Pronto, falei. Acho uma bobagem encher as crianças com coisas prontas e criar necessidades que não existem. Assim, estimulo meus filhos a brincarem de faz de conta. Por exemplo: dia desses o Diego se enfetiçou pelo caminhão de lixo. Adorou o esquema do caminhão grande, os lixeiros colocando o lixo, o barulho. Então pensei: vou comprar um caminhão bem grande, bem bonito para ele brincar (sim, as vezes a tentação consumista ainda bate). Porém, na sua sabedoria infantil, o Diego chamou a irmã para brincar de caminhão do lixo: o sofá era o caminhão, as almofadas eram o lixo, a cadeira era a cabine, e lá foram os dois se divertir. De graça, estimulou a criatividade e o faz de conta, e contei com um entulho a menos dentro do meu compacto apto.

5) Tecnologias: não adianta, eles são diferentes de nós. Nossas crianças nascem vendo TV, olhando computador, mexendo no celular, tirando fotos. Me rendi a isso. Acesso com eles o You Tube, ensinei como tirar fotos, eles ligam e desligam a TV e o DVD, atendem o telefone, sabem o que é celular e falam com os avós no Skype. E não fizeram 3 anos ainda. Precocidade? Não. São as crianças de hoje, decifre-os ou te devorarão.

6) Contos de fadas: Você realmente já parou para analisar criticamente as histórias que conta para seus filhos? Veja bem: em geral tem uma princesa, magra, corpo perfeito, linda, cabelos sedosos, pele perfeita. Alguma coisa a ameaça. Daí vem um príncipe lindo e salva a coitadinha. Pense: é isso que você quer ensinar para sua filha? E para seu filho? Por isso, eu tenho algumas restrições a vestir a Isabela de princesa. Não me nego, mas também não estimulo. E quando é inevitável, sempre digo: tu é a princesa Isabela, dona da tua própria história. Se tu quiseres, monta no teu cavalo e sai cavalgando, não precisa esperar príncipe encantado nenhum, minha filha. Talvez hoje não faça muito sentido, mas daqui 15 anos fará.

7) Ser mãe: não posso dizer que ser mãe é a melhor coisa que já me aconteceu. Porque não me aconteceu, faz parte de mim, entende? É como ter duas pernas, uma boca, respirar. Não consigo pensar na vida pré-filhos, estranho... E não consigo dizer o que gosto mais: ser mãe ou trabalhar. Nossa, são coisas completamente diferentes, e ambas fazem parte de mim, me fazem ser quem eu sou. O que posso, sim, dizer é que faço o meu melhor. Se é o ideal, não sei. Mas durmo com a consciência tranqüila: faço o melhor que consigo, dou o melhor que posso.

Obs: durmo é licença poética, tá? Mãe de gêmeos não dorme, tira cochilos compridos.