29 de setembro de 2010

Mamãe viajante e a tentativa de sobreviver a tantos vôos


Não adianta. Se você voa muito, a viagem tende a deixar de ser um momento de prazer e torna-se um mal necessário. Voando uma, duas ou três vezes por semana é difícil não se aborrecer com o prepara mala, chama táxi, vai pro aeroporto, faz check-in, espera vôo, voa, pega bagagem, pega táxi e chega no hotel. Isso quando não há imprevistos como atrasos e cancelamentos.

Mas pequenas coisas podem ser feitas para que um vôo seja um momento legal:

- Saltos altos são lindos, mas deixe-os para os dias que você não voará. Além do inchaço dos pés provocado pela pressão, que já justificaria o uso de sapatos baixos, você nunca sabe quantas vezes mudarão o seu portão de embarque e o quanto você terá que caminhar pela sala de espera.

- A trabalho, em vôos nacionais, muitas vezes não há a opção de se trocar antes de uma reunião e é necessário viajar em trajes formais, mas em vôos internacionais mais longos, esqueça. Mesmo que você esteja viajando com colegas ou com o chefe, não é esperado que você vista as roupas que costuma usar no escritório. Roupas molinhas e confortáveis e sapatos baixos são fundamentais para se chegar inteira em um destino distante.

- Para quem sente muito frio, uma boa dica é levar uma meia na bagagem de mão em vôos noturnos, quando o avião fica gelado.

- Mesmo que a companhia aérea ofereça cobertores, costumo levar um lenço tipo pashmina para me cobrir. Quebra vários galhos nos vôos e em esperas mais longas.

- Na necessaire tenho sempre o gel nasal Maxidrate. Comecei a usar na gravidez, quando o meu nariz sangrava muito, e nunca mais parei. É ótimo para umidificar o nariz ressecado por causa do ar condicionado.

- Ainda no item necessaire, recentemente descobri que a Bourjois (http://www.minibourjois.co.uk/) tem vários ítens miniaturas, que montam um kit completo sem ocupar tanto espaço. O meu xodó é o mini espelho, super prático e bonitinho! Outra coisa que vale a pena carregar são lenços de limpeza (uso os da Nivea).

- Carregue sempre um ipod ou outro tocador de música. Você nunca sabe se viajará no mesmo vôo que dois bebês que são capazes de chorar todo o trecho CGH - POA, como os meus (leia aqui) ou qual será o nível de ruído do ronco do seu colega de fileira.

- Outro benefício do ipod é a capacidade que a música tem de distrair em turbulências de nível leve à moderado. Give it 2 me funciona super bem para mim, tenho vontade de levantar e sair dançando, mesmo com o avião se sacudindo todo. Agora, em casos de turbulências intensas, daquela que a gente quer saber quem é mesmo que garante que turbulência não derruba avião e tem certeza que só podemos estar em uma cumulonimbus, só a técnica da montanha russa me salva. Fecho os olhos e imagino que estou em uma montanha russa, pois definitivamente prefiro estar apavorada na Disney do que em um avião descontrolado.

- Outra coisa que aprendi foi que não é porque a viagem não é de lazer que não podemos usar o tempo para alguma diversão (se não tiver trabalho para ser feito, OK?). Veja um filme no computador, prepare posts e leia a Caras!

- Sente na janela. Olhe para fora. Veja que legal a cidade da qual vocês está partindo ou a que vocês está chegando vista de cima. Não é bonito?

Post preparado em vôo GRU-REC.

27 de setembro de 2010

Mamãe viajante e a arte de fazer malas



Amanhã viajo de novo. Mais uma apresentação para cliente. Mais um bate e volta, desta vez mais longe: Recife.

Como já contei, durante dois anos andei com a casa nas costas morei de segunda a sexta no Rio, sempre sujeita a viagens no meio da semana. Saía de casa sem saber onde ia dormir na quinta feira. Adorava.

No início minha mala era mega, carregava tudo o que eu ia precisar e tudo o que eu não ia precisar. Era a gozação dos meus colegas homens, que viajavam com uma mochilinha que, cá entre nós, não cabia nem a quantidade necessária de cuecas para todos os dias que eles ficavam fora.

Com o tempo, fui aprendendo a fazer uma mala compacta, exatamente com o que eu precisaria. Nem mais nem menos. O ápice foi quando fui ao Chile (como contei aqui, aqui e aqui) num feriado e usei absolutamente todas as peças de roupas que levei. Modéstia a parte, me tornei muito boa na arte de fazer malas.

Por mais óbvio que seja, aprendi que não é na viagem que vamos usar aquela calça que está um tanto justa, o sapato lindo mas desconfortável e assim por diante. E não adianta querer levar uma calça verde, uma blusa pink e um sapato amarelo em uma malinha, pois essas peças precisam de outras para serem usadas. Claro que é questão de estilo e gosto pessoal, mas pra fazer uma malinha tudo tem que combinar com tudo.

A minha mala era padrão: um terninho, uma calça avulsa, uma saia ou vestido, uma calça jeans (para casual friday ou para quando tivesse que ir em uma planta industrial), um casaquinho, umas blusinhas, duas camisas, dois sapatos, duas bolsas e muitos, mas muitos acessórios. Uma calça preta e uma blusa branca são completamente diferentes se usados com um colar de pérolas ou com um lenço pink, por exemplo. Aliás, pra mim, colar de pérolas é um item must have, deixa até jeans e camiseta mais arrumado.

23 de setembro de 2010

Estamos indo muito bem!


Depois de todo sofrimento, choradeira e dramas em relação à minha adaptação dos meninos na escolinha, volto para dizer que está tudo ótimo e que a decisão pela escola foi sábia.

Estou satisfeita: consigo ter uma comunicação direta e rápida quando quero saber deles, estão bem cuidados, não choram quando os deixo, sempre estão tranquilo quando os pego e avançaram bastante no desenvolvimento nesse mês e pouquinho. Tão bem danados: quase sentando sem apoio, chupando o dedão do pé, as meias (huumm, delícia!), balbuciando um monte e mandando ver na comida. Consigo trabalhar em paz e ter um tempinho para fugir para o salão ou para o shopping. Tenho trabalhado muito home office, o que me poupa 3 horas no trânsito e possibilita que os deixe mais tarde e os busque mais cedo. Enfim, estamos indo bem, muito bem.

Mas continuo meio neurótica, porque continuo sendo eu. Inspeciono eles no banho para ver se foram devolvidos do jeito que eu entreguei, faço comentários sobre absolutamente tudo para a escola e, o pior, hoje escrevi Feliz início de primavera! e ainda desenhei uma florzinha na agenda de cada um. Que isso!? Que coisa mais cafona! Tenho planos para enviar um presentinho para cada berçarista no dia do professor, para elas gostarem deles cada vez mais. Alguém aí me ganha?

Esses dias percebi que as unhas dos dois estava suja de alguma coisa verde. No outro dia, claro, mandei meu recadinho pela agenda: Percebi que as unhas do Leonardo e do Rafael estavam sujas de verde. Por quê? Parecia massinha de modelar... Resposta: Bebês ainda não brincam de massinha de modelar, de forma alguma eles tiveram contato com isso. Amanhã verás por que as unhas estavam sujas. Humpf. No outro dia: Mamãe, estamos enviando o primeiro trabalho manual feito por seu filho. Uma sacola ecológica com o desenho de uma árvore cujas folhas foram pintadas com os dedinhos deles. De verde. Mãe que percebe tudo perde a surpresa.

Mas o pior de tudo foi quando encontrei com a mãe da Júlia, uma coleguinha deles, um mês mais velha. Quando ela viu meus meninos, perguntou: Qual será que vai ser o namorado da Júlia? Quer saber, me deu vontade de responder: Nenhum, porque com uma mãe que já tá querendo que a filha namore com meses, ela vai ser bem oferecida! Imagina que os meus vão namorar com uma menina dessas.

Não podemos namorar nossa colega! Nossa mãe não deixa!
Rafael de meia azul, Leonardo de abrigo cinza.

21 de setembro de 2010

Sambebê

Pára tudo!

Descobri mais uma iniciativa baby friendly: Sambebê! Isso mesmo, um espaço para ouvir e dançar música brasileira com a companhia do bebê! Olha que máximo:



Uma pena que (por enquanto) ocorra só no Rio de Janeiro. Mas quem sabe o projeto não cresce e começa a acontecer em São Paulo também?

Porque quem não gosta de samba, bom sujeito não é.

Saiba mais: http://www.sambebe.com.br/

17 de setembro de 2010

As coisas que nunca te explicaram sobre ter um (ou dois) filho(s)


Lembram que semana passada eu anunciei que o blog traria convidados especiais a cada quinzena? Pois é, na primeira e na terceira sexta-feira do mês convidarei pessoas amigas para postarem aqui.

Como há uns dias atrás eu fui a 80.000ª (puxa!) visitante do O Astronauta e tive o prazer de postar , chamei a Flávia para ser a primeira convidada do blog e ela aceitou! Vamos ao post!
* * * * *

Por Flávia, de O Astronauta

Quando o feitiço vira contra o feiticeiro

E daí a Carol foi visitante VIP lá no blog e me convidou pra fazer um post, aqui no Vinhos, viagens, uma vida comum... e dois bebês! Claro que na hora do convite me senti honrada de ser a primeira convidada...

Mas depois bateu aquela responsa, e o que eu escrevo?

Buscando inspiração por aí encontrei um texto lindo sobre o quanto muda a vida da gente depois da maternidade e me inspirei nele pra fazer meu top 10 (inspirada na própria Carol) sobre as coisas que nunca nos explicaram sobre ter um filho.

Espero que você goste Carol. E obrigada!

Pezinhos do Astronauta

10 coisas que nunca te explicaram sobre ter um (ou dois) filho(s)

1) Depois de 9 meses sendo a protagonista, você passa totalmente ao 2º plano, todas as coisas girarão em torno daquele pequeno ser que transformará de forma irreversível a sua vida.

2) Será quase impossível nos primeiros meses sair de casa na hora prevista.

3) De repente, tudo vai parecer extremamente perigoso, desde a poluição emitida pelos carros até os germes do chinelo fedido que o bebê insiste em levar à boca.

4) Mesmo você não gostando de comparações... será inevitável não querer saber se o bebê do vizinho dorme bem de noite ou se faz mais de um cocô por dia.

5) Ser mãe é mais cansativo que ter um trabalho em período integral, porque agora período integral são 24hs ao dia, 7 dias na semana... Ser mãe é um trabalho não remunerado, mas você vai se sentir altamente recompensada no primeiro sorriso banguelo as 6 hs da manhã.

6) Você vai descobrir que tem sim super poderes. Tomar banho em 2 minutos e almoçar em 5 são só alguns exemplos.

7) Para escolher os restaurantes, você vai trocar o guia Michelin, por qualquer restaurante family friendly.

8) Vai recuperar do fundo do baú músicas infantis de quando você era pequena e fazer questão de cantá-las para o bebê, sem se importar com a voz desafinada e com as adaptações das partes esquecidas.

9) Nunca mais lerá más notícias do jornal sem pensar "podia ter sido meu filho" e jamais conseguirá ser indiferente ao sofrimento de todas crianças do mundo.

10) Vai sentir um verdadeiro transbordamento de amor na primeira gargalhada espontânea, ao escutar o primeiro "mamãe", nos carinhos das mãozinhas pequenas e em tantos pequenos grandes momentos de felicidade que a maternidade proporciona.

15 de setembro de 2010

Se eles fossem um pouquinho maiores...


Descobri essa semana dois programas imperdíveis para crianças mais velhas e resolvi compartilhar.

O primeiro é o Festival Natura Nós, um festival de música para crianças que acontecerá aqui em SP nos dias 16 e 17 de outubro, na Chácara do Jockey. Adriana Partimpim, Palavra Cantanda, Pequeno Cidadão e Patu Fu. Não é o máximo? Os ingressos custam R$60, mas crianças de 3 a 12 anos pagam meia e até 2 anos não pagam.



E o segundo evento acontece no céu do Brasil. Como assim? Descobri que a TAM tem um programa chamado Comandante Kid, que proporciona às crianças que estão voando (desde que devidamente  cadastradas e encrachazadas) auxiliar a tripulação em algumas tarefas do vôo. Para participar, a criançada (com o auxílio de um responsável) deve se inscrever no site http://www.tamkids.com.br/, imprimir o crachá e se apresentar à tripulação do vôo. O nome da criança é anunciado pelo comandante e ela ajuda a distribuir revistas e fones aos passageiros e pode conhecer a cabine. Adorei!


13 de setembro de 2010

sobre a culpa


Sabe onde eu tô? Há centenas de quilômetros de São Paulo... Acordei 05:30hs, dei um beijo nas crianças, no pai das crianças, fui pro aeroporto e vim fazer uma apresentação para um cliente. Meu trabalho pressupõe viagens e estou lépida e faceira esperando o cara me atender.

Será que eu não tinha que me sentir culpada?

Larguei dois bebês de 6 meses meio resfriados com o pai, que vai ficar em casa já que avaliamos que não irão para a escolinha hoje. Com o pai. Sem a mãe, que nem na cidade está. Se acontecer uma desgraça, até eu ir para o aeroporto, esperar um vôo, voar e chegar em casa vai demorar umas 3 horas. E centenas de quilômetros. E sabe o que é o pior disso tudo? Não estou me sentindo culpada. Mas será que eu não deveria? Me sinto culpada por não me sentir culpada.

O problema é que amo o meu trabalho, de verdade. Trabalho numa empresa legal, fazendo um trabalho legal e tenho uma remuneração justa. Tenho oportunidades no meu trabalho que já me fizeram pensar que eu deveria pagar para trabalhar, não receber. Já dormi em hotéis 5 estrelas, em muquifos, viajei para o exterior, para o interior do interior (alguém ai já ouviu falar em Rosário do Catete?), ri, chorei, conheci gente brilhante, gente ignorante e aprendi. Muito.

Que ninguém nos escute, mas o meu trabalho é a maior brincadeira que eu tenho. Adoro toda a encenação da vida corporativa, suas regras veladas, os códigos, amo. E o principal, adoro o estresse e a correria. Adoro cliente chato, arrogante e prepotente. Adoro um desafio. Pra mim, quanto mais difícil melhor. Gosto de quando estou num projeto e por algum motivo o rumo das coisas muda e se instala o caos. Trabalho muito melhor sobre pressão e naquela linha fronteiriça entre o desafio e o desespero. Pode me chamar de louca, mas não gosto de nada fácil e que não me mantenha no limite (entendeu agora porque eu sou mãe de gêmeos?).

Pois é. Fico toda motivada falando do meu trabalho. Será que tá certo? Ser mãe não pressupõe largar tudo que não coloque os filhos em primeiro lugar? Por favor, alguém me explique como se concilia trabalho com maternidade. Tô indo, o cliente me espera.


10 de setembro de 2010

querem saber sobre mim na blogosfera?

Então, há algumas décadas semanas ganhei da queridona Carol Garcia um selinho super alto astral, que eu amei:


E essa semana a Jujuca e a Mari me presentearam com esse, fiquei super feliz! 


Como os dois selos têm as mesmas regras (contar 9 coisas sobre mim) e preciso ser prática - sou mãe de gêmeos - vou escrever uma vez só. E o tema será 'eu na blogosfera', heheh:


1) ganho selinhos, coloco no blog mas não faço o post (que feio!);

2) me sinto íntima de algumas mamães, as minhas amigas imaginárias (adorei Ju!);

3) adoro quando mais alguém decide me seguir;

4) odeio quando alguém deixa de me seguir. Ontem aconteceu isso e quero dizer para a pessoa que volte, pois sou uma pessoa do bem;

5) leio todos os blogs que sigo diariamente, mesmo quando não comento;

6) fico meio tímida para comentar em blogs que são muito lidos;

7) comecei o blog por causa da minha amiga Lu;

8) a partir da semana que vem esse blog terá posts escritos por convidados ultra especiais;

9) a primeira convidada será... surpresa!


E a outra surpresa é que as 9 ganhadoras que eu escolhi vão ganhar os dois selinhos:

Liagreice, do Vida de Equilibrista;


Marcella, do Marcella's Book;

Célia, do Célia na Itália;


Camila, do Mamãe tá Ocupada;


Vanessa, do Mãe de Gêmeos;

Marcella, do Veleiro de Cristal.

7 de setembro de 2010

10 coisas que eu só aprendi sendo mãe



1. Mães são pessoas que não sabem tudo.

2. Ser mãe é maravilhoso, mas não 100% do tempo.

3. Mães têm vontade de fazer coisas além de cuidar dos filhos, e ainda assim os amam.

4. Um dia a culpa chega.

5. Mãe é mãe e pai é pai.

6. Babá é babá. Use-a com moderação.

7. Só podemos dar como mães aquilo que recebemos como filhas.

8. Com a maternidade, entendemos bem melhor nossas mães.

9. Ser mãe deve ser uma escolha, não uma obrigação.

10. A maternidade é o maior desafio que alguém pode ter na vida.

 
*Este post foi escrito especialmente para O Astronauta e continua isso.

puxa-empurra-aperta




3 de setembro de 2010

Ufa, passou!

e porque não tem coisa boa que não acabe e nem desgraça que dure para sempre, passou. Os meninos estão bem melhor do resfriado, o marido está tão recuperado que foi viajar e estou digerindo as mudanças da empresa.

e para completar, meu hotmail voltou a funcionar e eu estou conseguindo comentar nos blogs.

imagem da semana:

2 de setembro de 2010

Uma semana para esquecer.

Imagine uma semana em que tudo dá errado. Multiplique por dez. A minha está sendo assim.

Reestruturação no departamento: só eu e mais três sobrevivemos. Marido com pedra nos rins: uma noite no hospital até fazer o procedimento X. Filhos resfriados: três ida ao pronto atendimento para inalação e aspiração.

Ainda bem que hoje é quinta.