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24 de dezembro de 2010

O Verdadeiro Presente


A convidada desta data especial é a Mari Hart, do Diário de uma mãe polvo! Mãe da Stella, do Leo e do Pedro, penso que não tem ninguém melhor para falar de amor e esperança.

Feliz Natal!

Quarteto fantástico

* * * * *
Por Mari Hart

Quando eu era apenas uma criança, o Natal era minha data festiva preferida. Até mais do que meu aniversário, devo dizer. As luzes na cidade me hipnotizavam, a decoração de natal me encantava, a montagem da árvore, e a noite do dia 24 era um evento como poucos em que reunia a família completa. Sem contar na presença mais que espiritual do bom velhinho de barba branca que vinha todos os anos nos presentear com os maiores desejos. E eu que sempre fui uma boa menina durante ano, me sentia feliz e abençoada sem ao menos saber o verdadeiro significado desta data.

O tempo passou. Eu cresci. E a boa menina se transformou em uma mulher que passou a entender melhor o porquê de todo aquele encantamento na prática. Mas junto com o entendimento veio o vazio. Junto com a lenda do papai noel, do consumismo desenfreado, há o esquecimento de certos valores. Não aprendi na teoria, pois meus pais estavam muito ocupados com a ceia e as compras e fim de ano para me ensinar. O aprendizado veio com o tempo.

O espírito do natal independe de religião, apesar da celebração do nascimento de Jesus e sua chegada a terra como o salvador. É muito mais. É a época em que as pessoas lembram de exercitar o perdão, da solidariedade a flor da pele, demonstração de carinho, da gratidão, da emoção e do querer bem. Tudo o que envolve uma única, simples e pequena palavra: o AMOR! E é tudo que tento passar para meus filhos, não só nesta data, mas o ano todo.

Que todo dia é um natal. Natal que significa nascimento. Para mim uma data mais que especial, conscidentemente foi perto dele que meus meninos nasceram, dei a luz dois bebês que enalteceram minha vida com o amor incondicional, daqueles vindo das entranhas. Gêmeos que assim como a festa natalina, significa divisão, fraternidade, a verdadeira expressão da união.

Foi em um 25 de dezembro que senti as primeiras contrações, quando eles ainda ensaiavam sua chegada ao mundo se exercitando em meu útero. Cedo demais é verdade, e na virada do ano eles decidiram vir a vida prematuramente. Inesquecível. Meus bebês nasceram junto com o ano novo, e junto com eles a esperança de dias melhores sempre. Hoje o desafio é outro. Um ciclo se fechou junto com aquele vazio permanente, e um outro ciclo se iniciou. Me senti completa apesar das adversidades que quem me acompanha conhece.

Hoje, mais um final de ano se aproxima, desejos se renovam, o balanço dos erros e acertos do que se passou e a esperança permanece intacta sempre. Para mim, um balanço de uma vida inteira, desde que eu ainda sentava em frente a árvore enfeitada esperando minha vez de receber meu presente. Foi preciso muitos anos para perceber que o real e maior presente de todos já estava em minha mão. A vida! E é a ela que eu brindo hoje, junto com minha filha, meus eternos bebês, meu marido, minha família que construí e que se solidificou desde aquela virada de ano.

O espírito natalino está dentro de nós, e que ele esteja em você! Que o seu natal não seja apenas troca de presente. Que seja a renovação! Paz! Caridade! Compaixão! Sabedoria! Que essa luz divina tome conta do seu coração!

É o meu mais sincero desejo! Um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de amor!

10 de dezembro de 2010

Mamãe tá Trabalhando!


A convidada de hoje é a very busy woman Camila, do Mamãe tá Ocupada!!! Psicóloga de formação e mamãe ocupada por opção e de coração, como ela mesma diz, largou a profissão para cuidar dos filhos e ser mãe em tempo integral.

Joaquim, Manuela e Pedro. Ou será Pedro, Manuela e Joaquim?

* * * * *

Por Camila Garcia


Eu me formei em Psicologia, tive o enorme privilégio de escolher a empresa em que gostaria de trabalhar e o cargo que ocuparia. Fui de cara para a Diretoria do RH, sem estágio ou período de experiência.

Por pouco tempo, tive um CEO acima de mim e apenas uma gerente para administrar e “controlar”.

Talvez esse tenha sido o meu período de treinamento, pois apenas 1 ano e 2 meses depois, surgiram mais dois gerentes. Daí, a minha situação profissional apertou de verdade.

Vejam só: o CEO prepara o orçamento e lá vou eu cuidar das contas a pagar, arquivá-las, organizá-las e fazê-las caber no orçamento dessa empresa de médio porte, porém de altíssimo consumo financeiro e tributário.

Sou responsável pela contratação, treinamento e demissão de funcionários, assim como de serviços terceirizados, abastecimento do refeitório e almoxarifado, elaboração dos menus, organização de eventos culturais e sociais, ou seja, eu trabalho mais que impressora multifuncional. Sem horário para entrar ou sair, fiz até a opção de morar na empresa. Facilita horrores!

Os gerentes em si parecem estar em árduo treinamento. Às vezes nos surpreendem pelo não cumprimento de horários, apresentam comportamentos inadequados e que comprometem o trabalho em grupo da equipe (estou pensando em promover um workshop motivacional de cooperação...), discutem sobre quem tem preferência para ocupar determinada sala ou cadeira, quem vai usar o grampeador, o furador , o xerox, o fax primeiro... Daí, batem na porta da minha sala para que eu resolva esses probleminhas.

Mas, no geral, os três gerentinhos são muitíssimo bem humorados e grandes companheiros de trabalho. Sabe gente que dá gosto de trabalhar junto?

Agora , o CEO é um caso à parte e vive me rondando, convidando para uns almocinhos e happy hours. Sou absolutamente contra beber durante o expediente, compromete mesmo o trabalho. A gente fica mais devagar, com sono e não dá conta do que tem de ser feito, especialmente se tiver alguma situação mais importante com os gerentinhos. Mas, no entanto, já combinamos: uma tacinha de vinho após o trabalho na sala de reunião, pode. Sem falar de trabalho, negócios e orçamento. Só das futuras férias e da evolução dos gerentes em pleno processo de treinamento.

Uma noite, nos empolgamos no happy hour. Éramos muitos aqui na nossa sala de reunião. Conversa vai, vinho, conversa vem, vinho, vinho para sobremesa, conversa vai, vinho do Porto e o happy hour foi até às 4 da manhã. No dia seguinte, era dia útil (todos os dias são úteis, porque trabalhamos aos domingos também, sabiam?) e os gerentinhos estavam a postos às 8 da manhã.

CEO, caridoso que é, levantou e foi lá tocar o projeto gerencial. Quando deu o meu horário, umas 2 horas depois, a observação do querido chefe foi:

- Trocar fralda de cocô de ressaca é literalmente uma $#%&!!!

Independentemente de percalços como esse, a empresa tem uma política de bônus bastante agressiva. Afinal, em que outro lugar há distribuição de lucros todos os dias da nossa vida?

Agradeço enormemente à Carol pelo convite para escrever nesse blog delicioso, do qual sou fã e fiel leitora.

* * *

Sou Camila, Psicóloga, 30 anos, full time mom, blogueira fanática e autora do www.mamaetaocupada.blogspot.com. Casada com o CEO Rodrigo, advogado, 30 anos. Somos pais dos três gerentinhos: Manuela (3 ½ anos), Joaquim e Pedro, gêmeos de 2 anos e 4 meses.

26 de novembro de 2010

uma vida em comum

Hoje a convidada é a Anne, do Super Duper. Mãe do fofíssimo Joaquim é blogueira divertida e tuiteira impossível! Olha o que ela disse: "Escrevo sem censura. Eu sou minha própria editora, e ela me adora!". Sacou?

Anne e o marido em mil novecentos e guaraná de rolha

* * * * *

Por Anne Rammi

Recebi um convite mais do que especial: divagar em blog alheio! E que honra, sou leitora assídua e fã da Carol. Os temas são tão ricos, que me bateu uma insegurança sobre o que escrever. Durou 7 segundos: Vinhos, não sei nada. Viagens, são muitas. Dois bebês, ainda não... mas a vida em comum, nessa eu sou especialista.

Conheço meu marido desde 1991. Namoro com ele desde 1994. Moramos juntos desde 2006. Somos casados desde 2008 e pais do Joaquim desde 2010. Para quem gosta dos números, eu nasci em 1979.

Uma longa vida em comum rende bons causos, e esse é um dos mais tragicômicos, com direito a aparição em rede nacional, vozes do além e insônia. Dos tempos em que a noite era uma criança, que dormia.

***

Em algum tempo entre o namoro e o morar junto uma repórter soube de nossa história pouco comum. Casal jovem, apaixonado, com muitos anos de relacionamento e querendo mais. Ela entrou em contato conosco e perguntou se poderíamos dar uma entrevista. Eu achei o máximo, afinal que maravilha dividir uma experiência tão bacana com os outros. Na época não existiam blogs.

No dia marcado, apareceu a fulana com equipe, pó compacto, luzes câmeras e ação e ficou uma hora conversado com a gente. Qual o segredo de uma união tão longa: Paciência, amor, dedicação. O que vocês representam um para o outro: Amizade, cumplicidade. Qual a maior característica do namoro de vocês: Diversão, palhaçada. O que vocês pensam para o futuro: Casamento, filhos. E assim a conversa foi. A moça era simpática e nos fez dar muita risada num papo descontraído.

Anotamos o dia em que a matéria iria ao ar e ficamos na frente da TV. Sabe pobre quando vai aparecer na TV? Então, eu divulguei, né? Contei para todo mundo, pai, mãe, sogros, vizinhos, os amigos da faculdade, da escola, da rua, que nos conheceram crianças no início do namoro. Mó fuá. Todo mundo sabia.

A matéria começou num tom estranho: Relacionamentos muito longos têm final feliz? E mostrou um casal recém casado, num apartamento recém comprado reclamando das dificuldades que enfrentavam no casamento depois de terem namorado muitos anos.

Corte seco, aparece minha carona de trouxa e a voz em off da repórter:

- A artista plástica Anne já está cansada de esperar pelo casamento com o publicitário Pedro, com quem namora há 10 anos”.

-“ Paciência”. – dizia eu.

Corte seco aparecia a carona do Pedro rindo em câmera lenta como se ele fosse o maior salafrário da parórquia. A matéria se desenvolvia mostrando o casal deprimido pós-casamento, Pedro-salafrário e eu cansada de esperar os diamantes, o buquê e o lar doce lar. A voz em off voltava:

- “Sabe o que o Pedro sente mais falta?”

- “Liberdade”. – Saído da boca dele mesmo.

Voltava para o casal que estava se degringolando na crise pós nupcial. E então eu com a minha mão na cabeça, e um ar desolado que sei lá eu como o câmera conseguiu captar aquela cena e a repórter finaliza:

- “Mas o que os amigos e a família acham desse relacionamento tão longo?”

-“ Palhaçada!”

Eu nem lembro da conclusão da matéria pois estava reparando no meu pai levantando do sofá e batendo as duas mãos nos joelhos com ar desolado. “Tsc... é.” Foi o único comentário.

O que fizera aquela louca com minha história de amor? Eu havia concordado em espalhar o amor, em defender os relacionamentos longos, em pregar em prol da paciência, da cumplicidade da dádiva de encontrar sua cara metade e não de atestar em rede nacional que meu futuro casamento que nem estava nos planos já estava fadado ao insucesso.

Well, passei algumas semanas explicando prásamiga que estava tudo bem, que a matéria havia sido equivocada que não era nada daquilo e a vida seguiu.

Mais de um ano depois recebi uma ligação às 2h da manhã da minha irmã. Ela acabara de receber uma ligação de uma amiga insone que assistia TV na madrugada.

- Liga a TV, liga a TV põe no 7!

- Tá louca? – quando a gente não é mãe não existe a menor possibilidade de se achar normal acordar às 2h e ligar a TV.

- Liga, liga, você vai ver!

A cena:

Um pastor pregando. A imagem de um casal em câmera lenta no fundo e uma legenda: “Infidelidade no casamento tem cura?”

Adivinha quem era o casal? Nós mesmos! Adivinha que programa era esse? Fala que eu te escuto!

E as ligações de mulheres histéricas e traídas e homens convertidos, mas outrora traidores com histórias horripilantes não paravam. E o pastor não parava de dar dicas e fazer conclusões dentro da linha dogmática daquela religião sobre a presença de forças do mal nos relacionamentos permeados pela traição. Tudo devidamente ilustrado por minha própria imagem de pessoa digna, trabalhadeira e super legal que sou e meu doce, fiel e amado namorado ao meu lado gargalhando irônicamente. Over and over and over.

Passamos a noite lá no fundo de tela do pastor servindo de ilustração para uma pregação televisiva. Até que cedemos lugar para alguma imagem de cemitério e um outro questionamento “Vozes do além, verdade ou mentira?”.

***

Hoje estou me vingando, posso usar até o blog da amiga para fazer minha tão esperada defesa da vida em comum. Não somos românticos inveterados. Não nos amamos todo dia. Não temos uma vida perfeita. E nem esperamos nada disso. São 16 anos de relacionamento entre muitos altos e alguns baixos, na base da cumplicidade. Se existe algum segredo é paciência, amor e bom humor. Mas acho que relacionamentos, assim como filhos, são únicos e não têm receita. Cadum cadum!

Por falar em filhos, o momento em que dois viram três é sim mágico. Fora os arranca-rabos por quem vai esvaziar o lixo de fraldas, os siricoticos da mãe na madrugada e o pai fingindo que lavou direito a chupeta, a vida em comum depois da maternidade e paternidade é uma delícia. E que venham novas histórias para dividir e dar risada!

12 de novembro de 2010

Você já tomou sua paciência hoje?

A convidada de hoje é a Mari, do Viciados em Colo. Mãe engajada da Alice e do Arthur, faz campanha pela amamentação, usa sling, trabalha e faz mestrado. E ainda, humildemente, diz que seu único super poder é produzir leite...


* * * * *

Por Mariana Sá

Quando Carol me convidou para escrever aqui me senti honrada e desafiada. Sou apaixonada por este blog e tenho especial apreço pela Carol. Queria fazer bonito, mas não achava o assunto, pensei em falar de culpa, livre demanda, etc. Mas sábado Alice me deu de presente o assunto, me irritou com um monte. Imediatamente lembrei da falta de paciência que qualquer uma de nós com seus filhinhos e me coloquei a pensar em tudo que eu já tinha feito para conseguir ter mais paciência com uma fase chatérrima: a dos porquês!

É uma fase chata porque dura muito tempo – começa lá para os três anos de forma bem interessante (por que a folha cai? por que o céu é azul?), se intensifica com quatro ou cinco de forma irritante (por que eu tenho que fazer isso? por que agora? ou simplesmente por quê?), piora na adolescência de forma aterrorizante (todos vão, por que eu não posso ir? por que tenho que estudar química? por que você não empresta o carro? por que você é tão chata? por que você me educou desta forma? por que você não morre? por que eu nasci?). Aí, lá para uns 25 anos se você tiver sorte, passa! Afinal isto também passa. Demora, mas passa!

Conto umas estratégias sobre como eu lido com a segunda etapa para vocês:

Quando Arthur tinha seis meses resolvi ir a uma sessão de cinematerna com ele e Alice, seria numa terça-feira e chamei uma amiga para ir comigo. Eu nunca tinha saído só com os dois para um lugar tão movimentado. A minha amiga furou e me vi sozinha, em cima da hora da sessão com um bebê, uma menina e uma sacola. Disse a Alice: “estamos sozinhas, você tem que me obedecer e não quero ouvir nenhum por quê, só aceito ‘tá bom, mamãe’, certo?” ela concordou e fomos ao cinema.

Pois bem, com o combinado feito, tivemos uma tarde ‘harmoniosa’: ela obedeceu a TODOS os comandos sem questionar e resolvi que enquanto ela fazia o que eu tinha ordenado, eu explicaria o por quê... Tipo: “Alice, me dê a mão.” “Tá bom, mamãe!” obedecia e eu dizia: “este corredor está muito cheio, tenho medo de te perder.” Alice, pegue a meia do seu irmão que caiu.” “Tá bom, mamãe!” eu dizia: “é que não consigo me alcançar com Arthur no sling”.

Só quem é mãe sabe o valor de ter uma ordem obedecida sem questionamentos!

Há um tempo, percebi que a quantidade de porquês antes curiosos e genuínos, agora não passava de enrolação, uma forma de ganhar tempo, de procrastinar. Aí inventei o “porque o quê?”. Tipo: “Alice, vá tomar banho!” ela perguntava: “por quê?”.

A opção normal seria começar a responder porquês em cascata - “porque você tem que ir limpa para a escola”, “por quê?”, “porque você estava brincando de picula e está suada”, “por quê?”, “porque seus coleguinhas não gostam de criança fedorenta”, “por quê?” “porque é ruim né, sentar junto de alguém azedo!”, “por quê?”, até perder a paciência e agarrá-la pelo pulso e colocar no chuveiro aos gritos: “p@##@, caceta, vá agora!” e entrar num círculo vicioso de irritação, mau humor e falta de paciência que resultará em dor e lágrimas (sim, eu falo palavrão, mas digo a ela é coisa de adulto e que criança falar é feio e ela não fala nem merda - não, não bato na minha filha! Mas experimente desembaraçar um cabelo enquanto está irritada: dói) e ficar me sentindo mal o resto da semana.

Ou opção alternativa é reperguntar: “porque o quê?” “por que eu tenho que tomar banho agora?” “porque são 12h00, já passou do horário, se você não tomar seu banho agora, vai ter que ir fedorenta para a escola. Você que ir fedorenta para a escola?” se não pudermos esperar. “ Ou vai chegar depois da primeira roda. Você quer chegar atrasada hoje?” se nós não tivermos compromisso, deixo ela chegar atrasada, porque ela odeia... se ela disser “quero!” para qualquer uma das duas opções eu soltava um “então tá!” e saía de junto. E tinha que sustentar a decisão.

Só quem é mãe sabe o valor de um “então tá” somado à capacidade de ignorar e abstrair!

Observe que a opção normal exige mais criatividade e paciência. A gente acaba respondendo a questões que não importam e como não damos a resposta que eles precisam, eles continuam o inquérito. A opção alternativa dá a eles um caminho lógico que sendo respondido não há porque continuar. É claro que eles podem soltar outro “por quê?” e neste caso soltamos outro: “por que o quê?”.

O problema da opção alternativa é que exige autoridade, decisão e capacidade de sustentar ameaças e, claro, a habilidade de pensar em ameaças possíveis de serem cumpridas por você e que estejam encadeadas com a desobediência – se não, não resolve, então não vale dizer que a mulher da trouxa vai levar, que você vai deixar de amar, ou que ela não vai a escola, ou que vai ficar sem sorvete no final de semana – tem que ser a consequência natural do comando.

Quando eles decidem desobedecer à ordem, temos que ser firmes no cumprimento da ameaça feita, temos que sustentar: um dia Alice foi de camisola para a escola. Foi chorando até chegar lá e além de aguentar este escândalo, eu tive que aguentar a cara feia do marido que achou um exagero. Pode ter sido um exagero, mas “nunca mais” ela enrolou para trocar a roupa de manhã...

Ser mãe exige paciência, e quando a gente decide criar os filhos no diálogo é preciso uma dose extra. No ano passado, a professora me chamou para contar que ela e mais três estavam fazendo complô em algumas atividades: lá tem um dia no mês que fazem cinema, fazem uma enquete e assistem ao filme que ganham (tem um aprendizado importante nisso: conceder), uma vez chegaram a ficar de costa para um filme que não queriam assistir – ficaram de costas por uns dez minutos e depois se divertiram muito.

Outro dia, as mesma fizeram um motim e desta vez acharam uma alternativa para não ver o filme – ficar com outro grupo que estava no parque pequeno, sob supervisão de outras professoras: perderam o cinema e a pipoca (que adora) porque queriam brincar de boneca na casinha.

Numa outra vez pararam as quatro na coordenação: “Mas elas são demais, foram para a coordenadora que disse ‘assim não está funcionando’, aí uma delas soltou: ‘e não vou funcionar mesmo! Não sou máquina, para funcionar’”... A coordenadora disfarçou a gargalhada que professora deu ao me contar a história: “nossa escola se baseia nisso – no questionamento de cada norma!”

Nós decidimos criar nossos filhos para mudar o mundo e não para se adaptar a ele, escolhemos uma escola sintonizada com esta escolha, Alice é educada para questionar. Então muitas vezes a prática diária entra em conflito com este princípio, mas temos claro que liberdade só se justifica com responsabilidade, que cada ato traz uma consequência, seria fácil colocar a palmada como esta consequência, mas a realidade é que no mundo ninguém te bate a cada erro, nós simplesmente perdemos coisas quando tomamos o caminho errado.

O “porque o quê?” foi a estratégia que encontramos para nos manter no diálogo sem sermos manipulados pelos filhos. Respondemos e damos as nossas ordens, mas entendemos que a obediência é uma coisa relativa. Outra estratégia é ressaltar o benefício: “e então, você não está se sentindo melhor assim fresquinha, cheirosinha?” Então fica claro que aquilo que ela faz não é para mim, ou para me agradar, não é para outra pessoa além de si mesma. Foi assim que ela voltou a comer verduras.

De vez em quando tento ressuscitar aquele combinado do “tá bom, mamãe”, mas ela só adere quando é uma situação limite tipo essa do cinema. Às vezes, eu esqueço a estratégia do “por que o quê?” ou do benefício (tem coisa que não tem benefício claro ou imediato) e entro direitinho no jogo de poder e manipulação que culmina num grito, e isto é um problema para mim, para o pai e para ela.

Porém confesso que queria que todos os banhos, todos os almoços, todas as arrumações de brinquedos fosse realizadas sem tantas justificativas e estratégias. E que o resultado fosse um adulto cidadão, proativo, que tenha liderança e que seja capaz de melhorar este mundinho nosso... Mas nada é de graça e trato de tomar minha paciência todos os dias!

29 de outubro de 2010

A resposta é a desgraça da pergunta


O que falar da Lu, minha amigona e convidada de hoje?
Dizer que ela é engraçada e que sempre usa a palavra 'faceira'? Não, vão pensar que ela é boba.
Dizer que ela psico-oncologista? Não, vão pensar que ela é deprimida.
Dizer que ela é linda e que com ela eu realmente entendi a expressão 'de parar o trânsito'? Não, vão pensar que ela é burra.
Dizer que ela namora um cara super gente boa e que eu torço pelos dois? Não, vão pensar que ela precisa da minha ajuda pra alguma coisa.
...
Melhor deixar que a leiam: Crer para Ver

Amsterdam, 1999.

* * * * *

Por Luciane Slomka

Com essa frase de Bion inicio meu post como convidada desse blog que eu tanto gosto, dessa minha grande amiga Carol.

A frase parece dar um tom complexo ao post mas a idéia é justamente oposta. Quando perguntei para Carol sobre o que eu deveria escrever ela respondeu “qualquer coisa relacionada ao nome do blog: vinhos, viagens, uma vida comum... e dois bebês!” Pensei de cara que eu gostaria de escrever sobre o menos provável ou menos fácil desse itens. Foi então que cheguei à conclusão: Vou escrever sobre “uma vida comum”.

E não pensem que é fácil ter uma vida comum. E menos fácil ainda escrever sobre isso. Sei que a grande maioria das leitoras desse espaço já é mãe e se identifica com as histórias e sentimentos tão cativantes e sinceros que são publicados aqui. E que isso está longe de ser uma vivência comum, apesar de tão semelhantes a todas as mães que por aqui passam. Mas mesmo eu não sendo mãe ainda sei o quanto isso é grande, e fiquei pensando o quanto não paramos para pensar no peso e na importância de uma vida comum.

Mas afinal o que é uma vida comum? Inicialmente pode-se dar um caráter pejorativo à palavra “comum”, equiparando-a a algo simples, sem grande valor, banal. Mas eu respeito muito a palavra comum.

Comum é básico, comum é simplicidade, é semelhança. E andamos vivendo em tempos difíceis, onde não se pode mais ser simples; quanto mais complexo falarmos, melhor, quanto mais ousados ou diferentes formos, melhor. E tudo que mais sentimos falta é do que é simples. São palavras simples, sentimentos simples. Eu te amo, eu te odeio, eu estou feliz, eu estou triste. Estamos todos muito mascarados atualmente, medo de nos expor, de sermos diretos, concisos, medo de nos revelar, medo de confrontar-nos com os nossos próprios sentimentos.

E acho que temos medo dessa tal vida comum. Mas querem saber? Eu quero mais é uma vida bem comum: minha profissão, meu marido, filhos, uma casa com cachorro, churrasco no domingo, chimarrão, música, poesia, amigos de verdade, bons livros, poder chorar quando tiver vontade, poder sorrir qualquer hora, poder brincar, de vez em quando, viajar para não esquecer onde mora o que me é mais sagrado nessa vida...

Mas peraí. Isso não é comum. Isso é extraordinario! Justamente porque é comum, e porque é comum a gente esquece. E quando esquecemos do que realmente importa a gente acaba preso nas respostas da vida e pára de fazer novas perguntas.

É então que a gente corre o sério risco de morrer um pouquinho a cada dia.

E é então que o que é comum pode se tornar cruel.

Portanto, um brinde à vida comum, um brinde ao simples, às amizades verdadeiras, aos vinhos, às viagens e ao Leonardo e o Rafael!

15 de outubro de 2010

E fui eu quem pediu!!!


A convidada de hoje é a queridíssima Carol Garcia do Viajando na Maternidade. Impossível não gostar dela: escreve super bem, tem idéias interessantes e é divertidíssima, além de sempre comentar nos blogs das amigas. Se tivesse um concurso para eleger a mamãe mais simpática da blogosfera, ela seria finalista, com certeza!

Com a palavra, a mãe do Isaac!

* * * * *

Por Carol Garcia


A dupla


E chegou o meu dia.

Carola querida me convidou para participar e escrever um post para o seu blog.

Uma honra.

Mas aí me pus a pensar...

Já que a dona deste blog aqui deu aval para eu falar sobre um dos assuntos título: Vinho ou viagens ou uma vida comum ou dois bebês - tá, no meu caso ela liberou um só - eu fiquei pensando, com essa mania de complicar, que eu poderia falar de todos, incluindo o meu assunto título: “Viajar”. Mas não é dessas viagens chiquetósas, européias, cheias de ginga não. É viagem mesmo, daquelas que se faz na maionese (ops! Isso na minha época...) ou sem tirar os pés do chão mesmo.

E lá vamos nós. Viajar...

Resolvo falar de mim antes de tudo. Quase sempre. Se você não sabe um pouco que seja sobre a minha pessoa vai, no mínimo, pensar que sou louca, burralda e cheia de tiques.

Acontece que com 30 anos de experiência vital você começa a ficar precavida. Pelo menos no quesito EU.

Cresci sendo daquelas que precisa trabalhar, por necessidade e por princípio. Cresci também falando e observando. Pacas. E logo me pus a escrever. De todas as maneiras, pra me distrair, pra trabalhar, pra me expressar. Virei jornalista, profissão que me pegou no laço.

Encontrei maridex num desses bailes da vida, descobrimos que poderíamos dar certo. E deu tão bem que hoje temos uma vida em comum, dois cachorros e um bebê. Ah! E muito vinho sim, já que ele pode ser, várias vezes, combustível pras tais viagens.

E aí é que a história fica interessante (não que minhas agendas adolescentes não tivessem histórias mil pra contar, mas abafa...).

Depois que passei a ter o “em comum” com maridex percebi que, de alguma maneira, os dias ficam mais interessantes, mais repletos, mais complexos e também mais chatos, preocupantes e cansativos, verdade seja dita. Normal. Quem é casada, juntada, amigada, namorada, sabe bem do que estou falando.

O tempo passa, a coisa continua dando certo e é ai que a mágica acontece. A sementinha encontra terra fértil e o peito incha, a felicidade é plena e a barriga cresce. Semanas e semanas depois, com tratamento, repouso, susto, surge o Isaac.

E “o bebê” acaba deixando a vida mais colorida. E a língua portuguesa se manifesta de outra maneira. Você para de falar na primeira pessoa do singular e passa a usar a primeira do plural, que logo tem mais sentido quando é usada para 3 indivíduos. E a vida “em comum” vira um mar de fraldas, alegria, carinhos, descobertas, lágrimas amor e decisões difíceis.

E quem se torna mãe se torna uma louca feliz ao mesmo tempo. E vive sonhando com um vinhozinho a dois, cheia de culpa por sonhar com isso. E arruma encrenca com o plano de saúde, com a vizinha boca-suja, com a empregada, com a escolinha, com o trabalho, consigo mesma. E se descabela para arrumar uma babá bacana que permita o vinhozinho a dois. E engole a mãe e a sogra para ter uma viagenzinha a dois. E pesquisa horrores para encontrar destino que se encaixe numa viagenzinha a três. E vive viajando no passado, presente e futuro, entre satisfações e encanações.

E essas viagens não são mais feitas de carro, avião ou cavalo. O meio de transporte é a montanha-russa. Daquelas de parque radical, cheia de loopings e gritos, mas que no final a sensação é tão boa e feliz que a gente fica sem saber explicar.

Como esse post aqui.

Desculpe, Carola, mas foi você quem pediu.

1 de outubro de 2010

Misturança boa!


A convidada de hoje é uma pessoa muito, muito especial. Não é uma amiga virtual, mas alguém com quem eu convivi deliciosos anos no período de faculdade. Foi minha amiga de festas, farras e todo o resto. Acabamos nos distanciando quando ela mudou de curso, casou, eu casei, mudei de cidade, etc, etc, etc. Nos falávamos por email eventualmente, fiquei sabendo que descasou, casou de novo e teve gêmeos.

Até que eu engravidei de gêmeos e tudo era muito novo para mim. Não conhecia ninguém que tivesse passado por essa experiência. Só a Cris. Então, ela virou minha fada madrinha, meu disk dúvidas e tudo mais. Não tinha como não chamá-la para escrever aqui e compartilhar mais um pouquinho toda a ajuda que me deu!

Obrigada querida!

* * * * *

Por Cristina Ostermann


Isabela e Diego: pura energia!

Misturança boa!

Quando a Carol me convidou para escrever eu pensei Ah, meu Deus!... será que vou dar conta? Resolvi aceitar o desafio, pois sou mãe de gêmeos (um casal lindo, Isabela e Diego, 2 anos e 10 meses de pura energia), adoro viajar, sou uma apreciadora de vinhos e da boa culinária. Que misturança boa, heim? Então pensei, pensei, pensei em assuntos que gostaria de escrever se tivesse um blog e resolvi falar sobre sete coisas legais sobre vinhos, viagens, crianças e uma vida comum.

Espero que gostem ou, pelo menos, se divirtam!

1) Objeto utilitário (tipo tem-que-ter): banquinho de plástico da Tramontina (comprei na Tok Stok por R$ 15,90). Uma mão na roda para quem tem filhos tirando as fraldas ou pequenos. Seve para sentarem na privada sozinhos, para o menino fazer xixi de pé alcançando o vaso, para alcançarem a pia e lavarem as mãos, escovarem os dentes, para nós sentarmos enquanto damos banho de banheira ou de chuveiro. A coluna da mami aqui agradeceu muito.

2) Vinho: mãe também é gente e pai também. Recomendo depois de colocar as crianças na cama o Casa La Jóia Carmeniere Reserva – chileno excelente, meu preferido da adega, sempre!

3) Restaurantes: comer calmamente, apreciando a comida, é uma coisa praticamente impossível para quem tem gêmeos já caminhantes. A gente ou come frio, ou come quente, ou rápido ou, pior, não come, pois quando conseguimos voltar para a mesa nosso prato já foi recolhido pelo garçom. Pois bem, procuro ir a restaurantes em que as crianças, barulhos, brincadeiras, risadas são bem vindos. E não adianta ter aqueles espaços kids, pois os meus não ficam sozinhos de jeito nenhum. Em Porto Alegre gostamos de ir ao Bologna, que fica no caminho para o calçadão de Ipanema. Tem a brisa do Rio Guaiba, a comida é bem gostosa e tem uma varanda (sim, varanda) onde as crianças podem correr, brincar de trenzinho com as cadeiras, fazer gritaria... Simples assim.

4) Brinquedos: não gosto de comprar brinquedos. Pronto, falei. Acho uma bobagem encher as crianças com coisas prontas e criar necessidades que não existem. Assim, estimulo meus filhos a brincarem de faz de conta. Por exemplo: dia desses o Diego se enfetiçou pelo caminhão de lixo. Adorou o esquema do caminhão grande, os lixeiros colocando o lixo, o barulho. Então pensei: vou comprar um caminhão bem grande, bem bonito para ele brincar (sim, as vezes a tentação consumista ainda bate). Porém, na sua sabedoria infantil, o Diego chamou a irmã para brincar de caminhão do lixo: o sofá era o caminhão, as almofadas eram o lixo, a cadeira era a cabine, e lá foram os dois se divertir. De graça, estimulou a criatividade e o faz de conta, e contei com um entulho a menos dentro do meu compacto apto.

5) Tecnologias: não adianta, eles são diferentes de nós. Nossas crianças nascem vendo TV, olhando computador, mexendo no celular, tirando fotos. Me rendi a isso. Acesso com eles o You Tube, ensinei como tirar fotos, eles ligam e desligam a TV e o DVD, atendem o telefone, sabem o que é celular e falam com os avós no Skype. E não fizeram 3 anos ainda. Precocidade? Não. São as crianças de hoje, decifre-os ou te devorarão.

6) Contos de fadas: Você realmente já parou para analisar criticamente as histórias que conta para seus filhos? Veja bem: em geral tem uma princesa, magra, corpo perfeito, linda, cabelos sedosos, pele perfeita. Alguma coisa a ameaça. Daí vem um príncipe lindo e salva a coitadinha. Pense: é isso que você quer ensinar para sua filha? E para seu filho? Por isso, eu tenho algumas restrições a vestir a Isabela de princesa. Não me nego, mas também não estimulo. E quando é inevitável, sempre digo: tu é a princesa Isabela, dona da tua própria história. Se tu quiseres, monta no teu cavalo e sai cavalgando, não precisa esperar príncipe encantado nenhum, minha filha. Talvez hoje não faça muito sentido, mas daqui 15 anos fará.

7) Ser mãe: não posso dizer que ser mãe é a melhor coisa que já me aconteceu. Porque não me aconteceu, faz parte de mim, entende? É como ter duas pernas, uma boca, respirar. Não consigo pensar na vida pré-filhos, estranho... E não consigo dizer o que gosto mais: ser mãe ou trabalhar. Nossa, são coisas completamente diferentes, e ambas fazem parte de mim, me fazem ser quem eu sou. O que posso, sim, dizer é que faço o meu melhor. Se é o ideal, não sei. Mas durmo com a consciência tranqüila: faço o melhor que consigo, dou o melhor que posso.

Obs: durmo é licença poética, tá? Mãe de gêmeos não dorme, tira cochilos compridos.

17 de setembro de 2010

As coisas que nunca te explicaram sobre ter um (ou dois) filho(s)


Lembram que semana passada eu anunciei que o blog traria convidados especiais a cada quinzena? Pois é, na primeira e na terceira sexta-feira do mês convidarei pessoas amigas para postarem aqui.

Como há uns dias atrás eu fui a 80.000ª (puxa!) visitante do O Astronauta e tive o prazer de postar , chamei a Flávia para ser a primeira convidada do blog e ela aceitou! Vamos ao post!
* * * * *

Por Flávia, de O Astronauta

Quando o feitiço vira contra o feiticeiro

E daí a Carol foi visitante VIP lá no blog e me convidou pra fazer um post, aqui no Vinhos, viagens, uma vida comum... e dois bebês! Claro que na hora do convite me senti honrada de ser a primeira convidada...

Mas depois bateu aquela responsa, e o que eu escrevo?

Buscando inspiração por aí encontrei um texto lindo sobre o quanto muda a vida da gente depois da maternidade e me inspirei nele pra fazer meu top 10 (inspirada na própria Carol) sobre as coisas que nunca nos explicaram sobre ter um filho.

Espero que você goste Carol. E obrigada!

Pezinhos do Astronauta

10 coisas que nunca te explicaram sobre ter um (ou dois) filho(s)

1) Depois de 9 meses sendo a protagonista, você passa totalmente ao 2º plano, todas as coisas girarão em torno daquele pequeno ser que transformará de forma irreversível a sua vida.

2) Será quase impossível nos primeiros meses sair de casa na hora prevista.

3) De repente, tudo vai parecer extremamente perigoso, desde a poluição emitida pelos carros até os germes do chinelo fedido que o bebê insiste em levar à boca.

4) Mesmo você não gostando de comparações... será inevitável não querer saber se o bebê do vizinho dorme bem de noite ou se faz mais de um cocô por dia.

5) Ser mãe é mais cansativo que ter um trabalho em período integral, porque agora período integral são 24hs ao dia, 7 dias na semana... Ser mãe é um trabalho não remunerado, mas você vai se sentir altamente recompensada no primeiro sorriso banguelo as 6 hs da manhã.

6) Você vai descobrir que tem sim super poderes. Tomar banho em 2 minutos e almoçar em 5 são só alguns exemplos.

7) Para escolher os restaurantes, você vai trocar o guia Michelin, por qualquer restaurante family friendly.

8) Vai recuperar do fundo do baú músicas infantis de quando você era pequena e fazer questão de cantá-las para o bebê, sem se importar com a voz desafinada e com as adaptações das partes esquecidas.

9) Nunca mais lerá más notícias do jornal sem pensar "podia ter sido meu filho" e jamais conseguirá ser indiferente ao sofrimento de todas crianças do mundo.

10) Vai sentir um verdadeiro transbordamento de amor na primeira gargalhada espontânea, ao escutar o primeiro "mamãe", nos carinhos das mãozinhas pequenas e em tantos pequenos grandes momentos de felicidade que a maternidade proporciona.