8 de novembro de 2009

Feriadão em Buenos Aires

O feriado foi tão preguiçoso que só agora estou voltando. Sem horários, compromissos e com uma chuva que fazia pensar que a melhor coisa era realmente dar uma dormidinha... Ficamos em um hotel boutique bem legal em Palermo Soho, o Cahuel, ao lado da Calle Cordoba, que descobrimos ser a melhor rua de outlets de Buenos Aires e onde incrementamos o enxoval dos meninos. As mesmas lojas dos shoppings (Pioppa, Mimo & Co., Griscino, Cheeky, etc) com preços mais acessíveis e saldos legais, metade ou um terço do preço do Brasil em roupas diferenciadas de malha ou tricô e bem estilosas. Definitivamente, para roupas mais básicas, nada supera o Bom Retiro – SP (que descobrimos ontem, em ataque consumista).

Amei, mas uma vez, o MALBA (óbvio) e a exposição maravilhosa do Andy Warhol, intitulada Mr. America, com 170 obras, incluindo pinturas, fotografias e instalações, que vai até 22 de fevereiro de 2010 (depois deve vir para a Pinacoteca de São Paulo em março). Marylin, Sopas Campbell, Jackie O., todos lá! Vibrantes! Talvez a melhor exposição que tenha ido na minha vida (e vou a várias). Se vier mesmo a SP vou com os bebês assim que tiverem autorização para sairem de casa... Uma exposição bem construída, didática e surpreendente ao mesmo tempo!

A descoberta gastronômica foi o Sorrento, em Puerto Madero: massa negra com molho de camarão e caviar para mim e filé com pimentas negras para Rodrigo e um bom malbec... Hummmmmmm...

1 de novembro de 2009

Casamento Francês

Já fazem meses que prometi postar sobre o casamento que fomos em agosto no sul de França. Mas nada melhor que o dia do aniversario da Carol para fazer uma boa surpresa!
A noiva se chamava Carine (se diz Carrrrrrine) e é prima do Tomàs. Viajamos quase um dia inteiro, e por sorte ficamos no hotel Acropole. Não fica no ponto mais alto da cidade de Nissan lez Enserune, mas justo ao lado da Mairie, a prefeitura. Antes das 4 hs da tarde de um sábado já estavam todos os convidados ali, sendo recepcionados na porta pela prefeita. Ela é quem fez o casamento, e depois de muitas fotos, já estavamos todos prontos para ir em uma caravana que tinha em comum todos os carros decorados com laços e fitas em cor azul à igreja. Como sempre, a cerimônia foi bastante extensa e tradicional, menos mal que estavámos na igreja principal da cidade, e por isso, gótica e com muitas pinturas por todos os lados que realmente quebravam qualquer monotonia. Depois do Sim, muitas pétalas de papel azul, amarelo, vermelho voavam pelo ar. O melhor ainda estava por vir, a festa! Outra vez na caravana, os noivos iam num conversível vermelho e todos que passavam pelas ruas não podiam fazer mais que felicitá-los. A gente, cuidava pra não ficar pra trás e se perder, já que o lugar da festa era bem longe e o mapa bastante complicado. Chegamos na hora do pôr-do-sol num descampado rodeado por vinhedos. O aperitivo já estava servido, e foi só o início de uma noite com banquete ao som de muita música. A janta pode-se resumir em comer e dançar. Foram servidos uns 7 ou 8 pratos e sempre eram intercalados com música cantada pelo DJ ou por algum dos convidados, que logo era acompanhado por todos os outros, ou simplesmente íamos para pista dançar enquanto o próximo prato não era servido. Começou com frutos do mar, saladas, salmão, depois bife bem ao estilo francês (quase cru), logo sorvete de limão (típico dessas comilanças, já que dizem que ajuda a digestão) e então, pato, queijos... não lembro todos, talvez pode ter sido pela mistura de vinhos tinto, rosado, branco e muita champanhe, claro.
Chegou a hora do bolo, quando os noivos enlaçam os braços para beber a champanhe no momento do brinde, a noiva joga o buquet e ainda depois, senta-se numa cadeira em cima de uma mesa pra receber dinheiro na sua cinta-liga. Se o dinheiro fosse dado por um homem, ela teria que subir a meia cada vez mais e mostrar mais a perna; se fosse mulher, ela descia a meia... o único que pagava pra ela descer a meia era o seu irmão... Ainda era a hora da janta e eu ja tinha aproveitado muito, me divertido muito nos momentos quando um começava a cantar, e ao final todos cantavam juntos, de mãos dadas ou girando no ar os guardanapos ou segurando-os como uma bandeira daquela confraternização tão espontânea. O que mais me surpreendeu foi essa falta de frescura ao sentar-se a mesa, inimaginável quando se fala da boa educação francesa, que deu lugar a uma grande festa, inesquecível. O primeiro a ir embora foi um senhor de 80 anos, e Clara e eu aproveitamos a carona pra voltar pra cidade e ir dormir. Afinal, depois de tudo isso, pra que mais?http://www.youtube.com/watch?v=HtPLzTl80UQ