A noiva se chamava Carine (se diz Carrrrrrine) e é prima do Tomàs. Viajamos quase um dia inteiro, e por sorte ficamos no hotel Acropole. Não fica no ponto mais alto da cidade de Nissan lez Enserune, mas justo ao lado da Mairie, a prefeitura. Antes das 4 hs da tarde de um sábado já estavam todos os convidados ali, sendo recepcionados na porta pela prefeita. Ela é quem fez o casamento, e depois de muitas fotos, já estavamos todos prontos para ir em uma caravana que tinha em comum todos os carros decorados com laços e fitas em cor azul à igreja. Como sempre, a cerimônia foi bastante extensa e tradicional, menos mal que estavámos na igreja principal da cidade, e por isso, gótica e com muitas pinturas por todos os lados que realmente quebravam qualquer monotonia. Depois do Sim, muitas pétalas de papel azul, amarelo, vermelho voavam pelo ar. O melhor ainda estava por vir, a festa! Outra vez na caravana, os noivos iam num conversível vermelho e todos que passavam pelas ruas não podiam fazer mais que felicitá-los. A gente, cuidava pra não ficar pra trás e se perder, já que o lugar da festa era bem longe e o mapa bastante complicado. Chegamos na hora do pôr-do-sol num descampado rodeado por vinhedos. O aperitivo já estava servido, e foi só o início de uma noite com banquete ao som de muita música. A janta pode-se resumir em comer e dançar. Foram servidos uns 7 ou 8 pratos e sempre eram intercalados com música cantada pelo DJ ou por algum dos convidados, que logo era acompanhado por todos os outros, ou simplesmente íamos para pista dançar enquanto o próximo prato não era servido. Começou com frutos do mar, saladas, salmão, depois bife bem ao estilo francês (quase cru), logo sorvete de limão (típico dessas comilanças, já que dizem que ajuda a digestão) e então, pato, queijos... não lembro todos, talvez pode ter sido pela mistura de vinhos tinto, rosado, branco e muita champanhe, claro.
Chegou a hora do bolo, quando os noivos enlaçam os braços para beber a champanhe no momento do brinde, a noiva joga o buquet e ainda depois, senta-se numa cadeira em cima de uma mesa pra receber dinheiro na sua cinta-liga. Se o dinheiro fosse dado por um homem, ela teria que subir a meia cada vez mais e mostrar mais a perna; se fosse mulher, ela descia a meia... o único que pagava pra ela descer a meia era o seu irmão... Ainda era a hora da janta e eu ja tinha aproveitado muito, me divertido muito nos momentos quando um começava a cantar, e ao final todos cantavam juntos, de mãos dadas ou girando no ar os guardanapos ou segurando-os como uma bandeira daquela confraternização tão espontânea. O que mais me surpreendeu foi essa falta de frescura ao sentar-se a mesa, inimaginável quando se fala da boa educação francesa, que deu lugar a uma grande festa, inesquecível. O primeiro a ir embora foi um senhor de 80 anos, e Clara e eu aproveitamos a carona pra voltar pra cidade e ir dormir. Afinal, depois de tudo isso, pra que mais?http://www.youtube.com/watch?v=HtPLzTl80UQ



Um comentário:
Que show!!!! Que festança!!!!!!!!!!
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