24 de novembro de 2010

maternidade e carreira



Ultimamente tenho lido bastante sobre mães que largam as carreiras para cuidar dos seus rebentos, o tal fenômeno Opt Out, denominação criada em 2003 por Lisa Belkin para descrever o grande número de mulheres altamente qualificadas que optam por sair do mercado de trabalho após o nascimento dos filhos (deu no New York Times). A justificativa é sempre a mesma: tempo para os filhos, vê-los crescer, qualidade de vida.

Particularmente, acho que isso é uma escolha, e eu fiz a minha. Não vou parar de trabalhar por causa dos meus filhos. Meu trabalho me faz muito feliz, me realiza e eu seria infeliz sendo 'apenas' mãe (com todas as aspas merecidas, OK?). Sinto necessidade de ter outros papéis.

Tenho consciência de que essa decisão é facilitada pela flexibilidade que tenho. Posso trabalhar em casa, faço minha agenda e, pasmem, meu chefe me apóia a não marcar viagens longas ou em semanas consecutivas. Os meninos não precisam ficar em escolinha das 07hs ás 19hs e se adoecem, aviso que não vou trabalhar e pronto. É mais fácil decidir diante desse cenário. Mas, e quem não tem essas opções?

Daí vem a decisão: ou tudo ou nada. Ou trabalha, ou pára. Ou se integra no movimento de mães empreendedoras que acontece no mundo inteiro, as tais Mompreneurs (deu em vários lugares, mas não vi no New York Times). Na minha opinião, essa foi uma boa saída para quem queria continuar trabalhando, mas empurrou a discussão mais importante sobre maternidade e carreira para longe: como as mulheres que trabalham continuarão trabalhando sendo mães? Como as empresas se adaptarão a essa realidade?


Há algum tempo atrás essa imagem correu o mundo. Licia Ronzulli, italiana, foi votar no Parlamento Europeu com o filho de 7 semanas no sling. Sobre o quê era a sessão? Direito das mulheres no trabalho. Claro que considerando todos os aspectos políticos, o tema da votação e que era o Parlamento Europeu, ela pôde trabalhar com o filho nos braços sem problemas. Mas se fosse eu e você a levar o filho (ou os filhos) para o local de trabalho, como a empresa reagiria? O quão longe estamos dessa realidade? E o que podemos fazer?

Foto daqui.

26 comentários:

Grace disse...

Ai, Carol, que difícil...essa discussão será eterna, né?? Eu sinceramente tbem nao sei o que é melhor...hoje, como estou numa fase muito desanimada com meu serviço, queria mais era tacar tudo pro alto e viver de brisa com meus filhotes...mas se pensar com a razão...
Bom, esses dias o Gabriel veio trabalhar comigo, ficou pouco tempo, pois quando acordou não deu pra fazer mais nada...ehehhee daí fui embora com ele...mas o chefe não tava!!
Um beijao
vidadequilibrista.blogspot.com

Celia na Italia disse...

Carol
Esta é realmente uma difícil decisão. Algumas abrem mão da atividade profissional, outras conseguem dar conta de tudo junto. Na verdade o mais importante para mim é que vc seja feliz e os Pequenos tb. A qualidade do tempo juntos é fundamental.
Qto as empresas, é uma boa pergunta. Continuam cada vez mais machistas e em alguns casos maternidade significa perder o emprego ao voltar. Uma pena pois somos tão ou mais competentes que os homens. Até pq fazemos um milhão de coisas ao mesmo tempo, não é mesmo? E vale a ressalva, fazemos tudo muito bem feito!

Natalia disse...

Eu também não conseguiria deixar de trabalhar, mas tenho como você facilitadores no meu trabalho, mesmo que eu tenha desacelerado em vários aspectos profissionais. Outro dia uma colega de profissão me perguntou o que eu estava fazendo, e me percebi quase envergonhada por estar trabalhando tão pouco... mas, chegando em casa, abracei bem forte meu Benja e me vi muito, muito contente dele estar com quase 8 meses e eu ainda o amamentar, e de ter estado diariamente (menos um dia, que eu contei no blog!) ao seu lado, acompanhando cada pedacinho do seu crescer. E imagino sempre que difícil deve ser pra quem não tem o privilégio de poder escolher assim, sem abrir mão de nada...

Naiara Krauspenhar disse...

Eu admiro as mulheres que conseguem largar tudo para ser mães. Eu não consigo.
Sempre falo da minha necessidade de ser mulher, mãe e profissional.
Acho que o mais importante nessa decisão é sempre optar por aquilo que lhe faz feliz.
Graças a Deus também tenho uma flexibilidade, apesar de não trabalhar em casa (e nem conseguir), tenho horários super flexíveis, trabalho perto de casa e tenho uma ótima babá.
Agora quanto as empresas, acho que ainda estamos muito longe dessa realidade.
E pra te falar a verdade, minha dúvida é: como se adequa uma situação dessas? Sim, porque enquanto bebê é uma coisa e quando são crianças de 2 ou 3 anos? E quando são vários? rs

Anne disse...

Carol que legal que você levantou essa discussão! vamos falar mais sobre isso?
No meu caso OPT IN BUT OUT (rá)...
Quando acabou a licença e eu teria que voltar a 10h de trabalho por dia, pedi demissão. A contra proposta foi continuar trabalhando de casa, na base da empreitada.
É o ideal para mim, foi o que eu consegui para casar minha absoluta necessidade de ficar perto dele e continuar amamentando (que era minha prioridade) e manter meu trabalho, que eu adoro, que eu preciso e que me faz bem.
Trabalhar de casa com o filho pendurado tem suas desvantagens tb, craro!
Mas me sinto bem privilegiada e com uma pontinha de orgulho de ser working mom, e mais ou menos ótima nas duas coisas!
Bjos e vamos à luta!

Ellenzinha disse...

Oi Carol!Não sou mãe, mas acompanho seu blog desde o início e só agora resolvi criar um blog pra mim... tô te seguindo, dê uma passadinha lá!Ainda tô me adaptando!Bju!

RECOMADRES disse...

Oi Carol,
è uma escolha difícil mesmo e cada uma tem seu peso e sua medida.Eu, há 15 anos atrás fiz a escolha de ser mãe full time e abandonei todos os meus sonhos...hoje, sem arrependimentos, acho que poderia, PERFEITAMENTE, ter desempenhado bem os dois papéis.Aprendi com minhas amigas que seguiram nas duas funções, que a qualidade do tempo é mais importante que a quantidade de tempo que se dedica à um filho e vamos combinar que algumas tarefas, qualquer pessoa ou funcionário bem remunerado pode cumprir como por exemplo levá-los e buscá-los à escola e 1.000 cursos livres, organizar a alimentação e etc.
Fica registrado minha opinião que mesmo não me arrependendo, hoje sinto falta de fazer algo a mais, o que fica cada vez mais dificil...e acho perfeita sua colocação, mas cada um é cada um né??!!
Beijos,
Cris João.

Dani, a Mãe da Flor disse...

Isso dá é discussão... rsrsrs
Eu ainda não voltei a trabalhar, estou de licença e só volto quando MF tiver 11 meses... já estou mexendo meus pauzinhos para mudar de Diretoria, trabalhar na rua e perto de casa, assim posso almoçar em casa e fugir na creche para dar um peitinho... sou concursada, mas ainda não estou satisfeita, tenho as vantagens de ser funcionária Pública e aproveito bem, agora quero voltar a estudar para outro concurso que me realize mais e que eu ganhe melhor, por não gostar muito do meu trabalho adoraria largar tudo e só estudar e cuidar da filhota... mas não posso, né?!! ($$$)
Mas parar total de trabalhar para cuidar dela, isso não quero não... acho necessário trabalhar e se atualizar, até para poder acompanhar a geração dela. E tb ter uma vida só minha né... Afinal, sou um indivíduo, minha filha outro e meu marido outro.
Adorei o tema.
Bjs!!

Dani, a Mãe da Flor disse...

Ah!!
Amei o novo layout!!
Bjs!!

Rafaela disse...

ihhhh que assunto dificil...
;)

Coisas de mãe disse...

Eu nunca cheguei a questionar. Gosto do meu trabalho e amo meus filhos. Equilibrar os dois da trabalho, mas vale a pena. Quando eu trabalhava em agencia de propaganda chegava mais tarde em casa e acontecia com uma certa frequancia de trabalhar nos finais de semana. Hoje tenho mais liberdade, trabalho todos os dias , 2 periodos, mas com flexibilidade para ir em reuniões de pais na escola no meio da tarde.
Eu estou bem feliz com os dois.

PAra mim não funcionaria trazer os filhos para o trabalho porque não consigo me concentrar nem em um nem em outro. MAS tenho certeza que para muitas mães pode dar certo!

Adorei o post.

beijo

Pati

Sarah disse...

Também tenho certa flexibilidade no trabalho, mas estou considerando voltar a trabalhar em casa a partir do meio do ano que vem. Gosto do meu trabalho, mas depois da licença maternidade assumi um cargo que não curti, preferia o anterior. A possibilidade de trazer Bento para o trabalho até existe (!), mas sou eu que não quero, não acho um ambiente legal pra ele, não tem área infantil nem outras crianças para brincar. Por isso ele fica na escola. E acho que provavelmente eu não trabalharia direito se ele estivesse por perto, ia querer ficar com ele...
Por outro lado, ficar sem uma vida profissional acho que eu também não conseguiria. Por isso fico com a opção de trabalhar de casa, assim não perco parte da minha individualidade.
beijo!

Luciana disse...

Pois eu, na minha profissão, não tive qualquer escolha. Imagina dois geólogos atuantes? Um viajando pra um lado, o outro pro outro. E o Nic? Não daria pra me acompanhar, nem nos lugares ermos e sem infra, nem nas minas de ouro onde eu costumava trabalhar.

Bom, daí eu poderia ter lutado pra fazer algo em casa, na área. Até que daria, mas nada que eu realmente gostasse de fazer, afinal o lado emocionante da carreira está em ir pro campo, ver rochas, etc...

Mas então, cá estou eu: cansada de ser mãe 100% do tempo, mas também vislumbrando novos rumos que antes eu nem cogitava pegar, apesar de sempre sonhar muito com isso. Finalmente, criei coragem de iniciar minha nova carreira como ilustradora, em casa, com meu chocolate quente do lado. Eu sei que ainda vai demorar pra coisa deslanchar, até que eu tenha tempo de me dedicar, fazer cursos, mas estou feliz, pois foi a maternidade que me trouxe essa perspectiva. E eu não poderia estar mais agradecida.

Beijos!

Lu

Maria Thereza Pinel disse...

Acho que tenho uma certa vantagem em relação a isso tudo. Como a Lara veio cedo, eu mal tinha começado a faculdade, pude pensar melhor e trocar de curso. Agora, com esse novo curso, terei a opção de escolher uma área onde terei maior flexibilidade para ficar com a Lara e trabalhar. Também não me imagino ficando 'SÓ' por conta dela. Claro que quero me realizar profissionalmente, fazendo outras coisas, me sentindo últil e viva!

Mas, que quero muito achar alguma coisa que me proporcione trabalhar em casa, assim, que nem você, ah, isso eu quero!

Beijo!

Kah disse...

Acho que isso vai de cada uma, sabe? Eu gosto de ficar em casa com a Juh, não pretendo trabalhar pelos próximos tempos. Mas a minha realidade suporta isso.

Quanto levar os filhos para o trabalho... Eu fiz estágio em uma multinacional onde tinha uma escolinha para os filhos dos funcionários. Os pais podiam optar por levar sempre ou uma vez lá que outra. A estrutura era bacana e eram os próprios pais que, junto com a Coordenadora, bolavam tudo: as atividades, o ambiente, a estrutura em si. Toda semana tinha uma reunião para melhorar uma coisa ou outra e todos eram bastante satisfeitos por serem ouvidos.

Era bem bacana e eu pude perceber que as mães ficavam muito mais tranquilas: saiam, davam uma espiadinha, amamentavam, trocavam uma fralda e pronto, trabalham centradas e sem se preocupar com a segurança dos filhos.

Lembro que uma das estagiárias tinha uma bebê de 8 meses que volta e meia ficava conosco na sala, não muito tempo, meia hora no máximo.
O Chefão apoiava bastante, dizia que a empresa queria unir as famílias, só pedia para não juntar mais de duas crianças por sala para não virar bagunça. Como todo mundo usava bom senso, nunca tivemos problemas.
Beijão!

Nine disse...

Oi Carol! Adorei a sua colocação no post! Não gosto muito quando leio textos que afirmam que as mães que trabalham fora não dão atenção para os filhos e que as que não trabalham são super dedicadas, porque sei que isso não é verdade. Também não gosto quando afirmam que quem largou a carreira é alienada, incapaz, menos promissora, etc...Já tive a minha experiência de mãe full time e digo que era imensamente mais cansativo que trabalhar e cuidar dela com a ajuda de terceiros.

mas eu tb digo que tenho muita vontade de ficar em casa, cuidar dela e desenvolver alguma outra coisa que não seja o meu trabalho, porque sou servidora pública e meu trabalho não me permite ir e vir conforme minhas necessidades. O dia fica super corrido, os finais de semana ficam pequenos e o jeito foi terceirizar os cuidados com a minha casa e com a minha filha quando estou fora.

Nós mulheres deveríamos parar de nos separar em bloquinhos (trabalha, não trabalha, amamenta, não amamenta, parto natural, normal, cesária) e tentarmos no compreender melhor, nos esforçarmos para ajudar a outra e isso que vc falou de lutarmos por melhores condições de trabalho para as mães é só uma parte.

Acho que vc tem um emprego muito bom, um chefe legal e esse seu modelo associado a uma jornada reduzida seria o mais próximo do ideal atualmente.

Mas aí tem o outro lado: a ambição profissional. Fica difícil conciliar menos horas de trabalho, ausências do escritório, maternidade com remunerações equiparadas as dos homens, que não possuem esse tipo de demanda (a maioria pelo menos).

Enfim, é uma discussão muito boa e temos que falar muito mais sobre isso.

Beijos,
Nine

Mariana - viciados em colo disse...

Carol, compliacado, heim!

Eu não teria estrutura emocional para me dedicar 100% aos filhos e depois não "cobrar a fatura" no futuro... Não sou evoluída o bastante!

Apesar de não ser fissurada no meu trabalho, gosto de estar fora de casa, convivendo com uma outra rotina, falando com as pessoas e resolvendo coisas.

Não sou uma pessoa doméstica, curto passar uma tarde brincando no chão com meus filhos, e só! Todos os dias eu não suportaria e acabaria ficando ausente mesmo estando em casa. Então prefiro ter uma hora de qualidade na hora do almoço e quando chegamos em casa.

Sou de um jeito que acabaria frustrada descontando neles as minhas frustrações. Então a opção é trabalhar mesmo as oito horas que acho um exagero.

Trabalhar me faz feliz e me permite ser uma mãe melhor. Não acredito que alguém que seja 100% mãe possa sustentar isso por muito tempo. Mais cedo ou mais tarde as outras mulheres presa dentro de nós nos faz adoecer. O que não quer dizer que a mulher TENHA que trabalhar, mas deve cultivar outros papéis e não familiares...

Hoje os filhos da classe média tem tudo demais! E até mãe pode ser demais...

Beijoca

Mãe Viajante disse...

Carol, aqui na Austrália é meio que "assumido" que depois que a mulher tem um filho ela dá uma pausa na carreira até a criança entrar na escola (por volta dos 4 anos). O tal do movimento Opt Out parece ser bem forte por aqui. E talvez por isso, a mulherada aqui goste de emendar um filho no outro, é bem comum ver mães com a famosa "escadinha". Talvez isso aconteça porque o mercado de trabalho aqui não é tão competitivo quanto no Brasil. Eu mesma ainda não voltei a trabalhar (o que não significa que vou construir a minha "escadinha"hehehehe), mas confesso que ainda estou pensando com a minha cabeça brasileira, e há tempos já estou doida para voltar ao mercado... O povo aqui é bem mais flexível com a questão de horários e compromissos quando se tem filhos, eu acho isso muito bacana. Por outro lado, só dá para ser assim quando vc tem a garantia de que o seu emprego vai estar lá, não é mesmo?
Um beijo
Livia

Unknown disse...

Complicado mesmo esse assunto, hein? ! MAs estou com você. Não conseguiria ser 100% mãe.

Eu precioso trabalhar, sair de casa, conversar com outras pessoas, sobre outros assuntos etc. O trabalho me alimenta, equilibra a minha vida. Não consigo me imaginar vivendo sem ele.

Claro que tenho flexibilidade de horário, trabalho bastante em casa, e agradeço a Deus por isso. Mas ainda que trabalhasse fora o dia todo, seria muito difícil deixar de trabalhar.

Parabéns pelo post! Esse dilema não morre nunca!

Ivana

Mi Satake disse...

Oi Carol!

Conheci seu blog através ddo da fofíssima Anne - Super Duper.
Tb tenho um blog de variedades, porem meu maior marcador é o que fala dos meus filhos.
Me formei em propaganda eno ano 2000 e sempre trabalhei, até a Sofia nascer em 2004.
Como a Anne, assim q acabou a licença e ferias pedi demissão. Nem cogitava voltar e deixa-la. Apressadinha, dois anos depois estava com o Theo nos braços. OU seja: Vida profissa adiada até hj.
Me dediquei sim a eles, integralmente, com suuuper ajuda da minha mãe.
O duro pra mim não foi isso. Pois isso acho q lidei numa boa. Pude ficar com eles sem precisar trabalhar. O duro está sendo agora: Quero voltar.
To no maior conflito pq não consigo ainda larga-los estao com 6 e 4 anos e ao mesmo tempo a vida só de mae nao me completa mais.
E agora? rsrs
Voltar pras agencias éimpossivel. Carga horaria pessima, mais de 12h00 as vezes.]
Fazer outra coisa?
Bem e os filhos estão sempre presentes, a cabeça sempre neles.
Imagino q o mais viavel seja conciliar trbalhando comalgo em casa.
Dificil isso td né?

Vamos discutir mais isso.

Amei o blog e sigo seguindo rs!

Fiz um post sobre o assunto há uns tempos no meu blog, se puder buscar e tiver um tempinho para ler é o Maternidade, essa mexeu comigo!
Conta um tiquino da minha experiencia.

Um beijão Carol


Michelle

Micheli Ribas disse...

Oi, Carol.
Eu não parei de trabalhar por necessidade. Mas diminuí drasticamente, mudei um pouco o rumo das coisas e trabalho em casa. Minha pquena só precisa ir para a escola meio período. Já considero muita coisa. Curto ela de perto e não perco as fases. Sofro pelo aperto da grana, por ter de fazer tudo, por não ter salário fixo, mas ainda prefiro isso a ficar um dia inteiro longe dela. Acho que a vida é feita de escolhas. Se eu pudesse, teria largado tudo por uns três anos, mas não deu, Sigo procurando outros rumos mais fáceis de conciliar. Acho que essa decisão é muito particular de cada mulher, não é?
Adorei o post.
Beijos!

Martha disse...

Ontem estava escrevendo um comentário enorme aqui... aí me chefe me chamou para uma reunião e foi tudo pro ralo (acesso os blogs fora de casa, em casa é full time Laís!).
Então.. eu queri muito poder ter uma rotina um pouco mais flexivel. Gosto de trabalha - além de precisar, gosto do contato com outras pessoas, sou uma dona de casa muito mais ou menos, mas adoro estar com minha pequena. Me cobro muito sobre as responsabilidades com a crianção e desenvolvimento dela. Mas tenho q me sujeitar a ouvir muita coisa que eu ñ gosto sobre a maternidade (meu chefe é super machista) e meio q engolir... Disso que queria passar longe! Mas tenho que me enquadra na minha rotina... trabalho, cuido da pequena e chamei minha ajudante de volta! Assim, sigo feliz! pelo menos na maior parte das vezes!
Bjnhos

Unknown disse...

Carol, vc não imagina quantas vezes eu me imaginei levando a pequena pro trabalho... :S
Até existem algumas datas em que podemos levar nossos pequenos para a empresa, mas são eventos que acontecem geralmente na hora do almoço... Uma pena. Eu com certeza renderia muito mais se ela estive comigo no sling, ou ali por perto.

E essa semana eu acabei faltando na quarta, porque a pequena estava dodoi, e hoje foi meu marido quem faltou... Apesar de eu ter acesso remoto, nem sempre consigo "negociar" com meu chefe, o trabalhar de casa... :S
Enfim...

bjocas,
Carol

Mari Hart disse...

Carol... assunto bem polêmico né, assim como tipos de parto,rs!

Eu tive as duas experiências. minha filha nasceu, voltei a trabalahr qdo ela tinha 4 meses e não parei até o nascimento dos gêmeos ela então com quase 7 anos.

Na gravidez deles fui obrigada a parar, pois tive duas ameaças de aborto e fiz repouso. Qdo todas minha slicenças acabaram, aos 6 meses dos meninos, optei por não voltar por 1 ano e hj quase 4 anos depois estou aqui sem trabalhar!

Meu trabalho exigia muito de mim, principalmente tempo, inclusive aos finais de semana e com minha 1ª filha não tive a oportunidade de vê-la crescer por isso. Não vi as 1ºas palavras, 1ºs passos,nada. E com meus meninos tive essa oportunidade e a agarrei. E não me arrependo.

Ainda pretendo voltar, mas com um outro trabalho, pois esse tempo em casa fez eu me redescobrir e descobrir outros talentos escondidos. Se eu tivesse a chance de flexibilidade d ehorário ou trabalhar em casa, certamente eu teria continuado, mas não, cada um tem uma realidade.

Ser mãe de 3 sem babá não é mole não!!!rsrs!Hj "trabalho" mais que antes e com uma responsabilidade absurda de formar cidadãos!

Bjão lindona!!=)

Mix Martins disse...

eu opt out tbm... pelo menos por enquanto... Sou professora de inglês e sempre posso dar aulas particulares em horários bem flexíveis, mas por enquanto sou full time!

É uma questão de escolha, até pq num da pra opt out "por fora" e ficar se mordendo por dentro, né?

Eu só quero voltar quando meu filho estiver indo pra escola, mas não acho que o outro jeito seja errado. Acho que tempo qualitativo é a chave! Tem mães que ficam em casa o dia todo e não conseguem ter tempo de qualidade com seus filhos tb...

(adoro teu blog)

Dani disse...

Oi Carol,

Eu também, como vc, preciso de outros papéis além do mãe-esposa.

Optei por largar a carreira de pesquisadora para ser professora de ensino fundamental. Assim, posso trabalhar meio período. Tem dado certo.

Mas sempre me pergunto: e quem não tem essa opção?

Beijos,

Dani