Eles querem os mesmos direitos que nós.
Ir ao parquinho sem serem importunados, por exemplo.
Estamos tão acostumadas a reivindicar igualdade em relação aos homens que esquecemos que eles também podem sofrer discriminação e preconceito, como está muitíssimo bem colocado no artigo do NY Times, Daddy Discrimination.
O texto foi motivado por achados de um blog, Daddy Dialetic, que apresenta uma pesquisa sobre discriminalização de pais (homens) em playgrounds. Pais que cuidam integralmente dos filhos narram que já foram espulsos de parquinhos, costumam ser criticados por outras mães em espaços públicos e até criaram uma hashtag para trocar experiências via twitter: #dadsnotpervs (o equivalente em português seria: #paisnãopervertidos).
Claro que os EUA têm uma cultura muito peculiar, mas em terras tupiniquins a coisa não é muito diferente. Ou alguém já viu banheiro masculino com espaço para trocar bebê? Ou o espaço é familiar ou é no banheiro feminino, correto? Esses dias a escolinha dos meninos mandou uma comunicação endereçada à 'mamãe'. Escanteio no pai. E quando se vai comprar roupas, para quem a vendedora olha?
Entendo que muitos pais não se interessam por atividades em relação à rotina dos filhos, mas muitos se interessam, querem participar e precisam mostrar o tempo todo que esse também é um direito deles. Nossa, parece que já ouvi essa história antes!
Imagem daqui.
PS: essa discussão também está rolando no Facebook, no grupo Mães (e pais) com filhos.



17 comentários:
É, alguns pais devem sofrer mesmo com uma baita dose de discriminação, afinal hoje em dia não é muito seguro um homem andar sozinho por aí acompanhado de crianças...ô mundo absurdo esse.
E veja como nós mulheres também somos culpadas por todo esse caos e machismo que gira no mundo? Veja como as mulheres simplesmente expulsam os coitados dos parques e o que diriam se o pai tivesse que trocar a fralda do filho no banheiro feminino? O chamariam de tarado, com certeza, e nem pensariam que o coitado só precisa de um canto para trocar a caca do filho.
Assim como é verdade que as mulheres também deixam que os homens fiquem alheios às atividades de cuidados com os filhos. Logo colocamos defeitos, impedimos e eles se folgam dizendo que não sabem, não levam jeito, tem medo.
As mulheres precisam fazer a sua parte também, delegar funções que podem ser exercidas pelo homens...afinal, se podemos fazer as funções deles, por que eles não podem fazer as nossas???
Muito bom esse texto, Carol!
Beijos,
Nine
E esse preconceito não é só com relação aos pais, mas aos cuidadores também. Quer dizer: babá só se for mulher? Homen trabalhando como educador, recreadora ou agente de creche, nem pensar?
O medo faz parte, é claro, ainda mais com a mídia relatando tantos casos de pedofilia e abusos contra crianças praticados pelos próprios pais (às vezes até com consentimento das mães!!!!).
Acabou ficando genérico: todo homem perto de uma criança é perigoso.
Ótima reflexão, Carol!
é... falta muito!
quanddo pensamos nos direitos das meninas, o que dirá dos meninos?
é só pensar na licença a que eles tem direito: 1 semana para receber seu recém chegado filho???
Existe tanto preconceito com isso que acham incongruente com a condição de pai, e dizem "esse aí fica cuidando dos filhos, não é mesmo um pai, é uma mãe... (ou um pãe)"
Os pais que querem participar mais ou mesmo exercer funções tipicamente femininas precisam abrir seu caminho na marra...
Pais de todo mundo, Zumbi-Vos!
Renato
www.diariogravido.com.br
Ótimo post. E que reflexão ele nos traz! Somos sim preconceituosas e ficamos sim com o pé atrás quando se trata de homens cuidando de crianças.
O meu marido é super presente, brincalhão e muito próximo dos nossos filhos. Por causa disso, outras crianças, às vezes, acabam se aproximando para brincar junto. Já percebi olhares tortos e desconfiados nesses momentos...
E fico pensando que, talvez, eu tivesse os mesmos olhares se meus filhos se aproximassem de um homem estranho para brincar...
Difícil, não?
Mas muito bom para pensarmos a respeito.
Abraço!
Bem colocado Carol! Não li a matéria, mas me parece bem american way of life... Aqui acho que as mães e babás não desconfiam tanto dos pais, mas a falta de banheiros e serviços direcionados à eles é uma questão interessante.
Beijinho
Sabe que eu nunca tinha pensado nisso como discriminação? mas é a mais pura verdade, e precisa mesmo ser dita.
mas a mudança depende dos dois lados: de uma mudança de postura tanto das mães, como dos pais. Por vezes, a gente centraliza tanto a criação dos filhos, que os pais ficam perdidos, e acabam se alienando de certos momentos e questões da vida dos filhos. E, enquanto os pais não assumirem uma postura ativa, como esse cara do blog, e o próprio Renato, que comentou aqui, a sociedade vai continuar atuando assim.
Adorei o tema e a discussão.
bjs
há "vítimas" pros dois lados, carola.
há discriminação e preconceito sobrando.
ótima discussão.
ah! sobre a pausa.
tô mesmo precisando é que um furacão passe na minha vida. nem que seja pra deixa-la mais calma.
kkkk
dessas loucuras de terça-feira....
kkkkk
bjo bjo bjo
Eu vi um banheiro masculino com trocador!!! No Graal, aquela rede de shoppings beira de estrada. Achei o máximo. É um absurdo mesmo essa discriminação. E tem bocó que não pensa que existe pai solteiro, pai viúvo, ou simplesmente que a mãe pode estar em casa enquanto o pai sai com o bebê. Por que não?
Comecemos brigando contra essa palhaçada de pseudo licença-paternidade...
É tão complicado agradar todo mundo né?
Foram tantas gerações de pais não participativos...
Acho muito válido que eles queiram sim conquistar seu espaço. Afinal isso caminha junto com as necessidades da mulheres.
Não que exista uma inversão de valores, mas facilita a vida da mãe. Muito.
Carol, vc me permite citar seu post no meu blog?
Bjs
Nossa, sabe que nunca tinha pensado nisto!! Fiquei pensando que no Brasil talvez isto (o preconceito) acontecesse menos, não? Acho que, de forma geral, os amaericanos são muito mais neuróticos!
beijos
Pati
Comentei sobre essa questão de não haver fraldário nos banheiros masculinos na semana passada com meu filho de 13 anos e ele achou super normal, afinal quem troca filho é mãe! Putz, fiquei super triste... pois nós mães que os "educamos" assim. Ainda bem que sempre podemos reverter e na hora falei: "vc não vai sair sozinho com seus filhos?" Ele não disse nada, apenas balaçou a cabeça que sim e ficou um tempo calado...
Linkamos esse post na página da Escola Virtual para Pais, ok?
bjks,
Marcia
Nossa, nunca havia pensado sobre isso (deve ser porque ainda não tenho filhos, rsrsrs)abraços,
Nossa! Esse post tá incrível!
Posso twitá-lo?
Adoro teu blog!
:*
Concordo, flor!!
Vai dizer que nao fica todo mundo olhando qdo sai um pai com filho?? Td mundo olhava pro meu marido qdo ele saia com as crianças no canguru...ele nunca reclamou, mas é claro que incomoda....um graaaande beijo
vidadequilibrista.blogspot.com
Craol, incrível essa abordagem! O pai dos mues filhos só nunca deu o peito pq não podia mesmo, rs... mas desde sempre até hj ele dá banho, sai p/passear sozinho, vai a supermercado com eles levando minha lista de compras, vai em TODAS as reuniões escolares, consultas médicas, levanta a noite qdo choram... aqui a divisão de tarefas é igual! E detalhe: ele não é pai biológico da minha filha, ele simplesmente escolheu ser e o faz como ninguém! Bato palmas para esses homens, mas infelizmente ai,nda não são maioria há de convir.
Bjão!
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