27 de maio de 2011

mais sobre sono: por que pular uma soneca resulta em birra, extrema irritação e luta contra o sono?



Quando lancei a pesquisa sobre sono algumas pessoas vieram me falar: Você tem que conhecer a Andréia! Pois bem que conheci, conversamos e hoje ela é a convidada para falar mais um pouco sobre sono. E por que ela? Porque é  neurocientista, professora na Universidade Drexel, na Filadélfia, e mãe de Lucas, 8 anos, e Isabella, 3 anos e meio. Começou a pesquisar sobre sono quando teve o primeiro filho, que dormia super mal, sem parentes por perto e sem redes sociais para se apoiar. Começou a ler sobre o tema e hoje coordena a comunidade Soluções para noites sem choro, no orkut, com mais de 18 mil membros (aqui). E hoje todos na casa dela dormem muito bem!

Aproveitem!

Isabella, Andréia e Lucas

* * * * *

Por Andréia C. K. Mortensen

Em primeiro lugar agradeço o convite da Carol para escrever um post em seu blog. Como ela sugeriu algo sobre sono, porém deixou o sub-tema livre, escolhi falar do ‘efeito vulcânico’, pois creio que entender esse fenônemo biológico é utilíssimo para muitas mães com filhos com problemas de sono.

Sabemos que os bebês precisam dormir uma certa quantidade de horas por dia para que descansem e se desenvolvam e para que os hormônios do crescimento atuem apropriadamente. Sugiro, em primeiro lugar, que os pais leiam esse artigo do pediatra americano Dr. William Sears para entender um pouco da fisiologia do sono de bebês: Oito Fatos Sobre o Sono de Bebês que Todo Pai e Toda Mãe Deveriam Saber (aqui).

Conforme a criança ganha maturidade a quantidade de tempo que consegue ficar ‘acordada e feliz’ aumenta. Um bebê recém nascido só consegue ficar acordado de 1 a 2 horas antes que o cansaço se instale, enquanto que uma criança de 2 anos consegue durar até 7 horas acordada antes de precisar de uma soneca. Mas não é até 4 ou 5 anos de idade (as vezes mais) que a criança consegue passar o dia todo sem sonecas e feliz.



Pela manhã a criança acorda totalmente restaurada, cheia de energia, mas conforme as horas passam, pouco a pouco, os benefícios do sono da noite passada são esgotados, e ela precisa dormir novamente. Quando entendemos isso e pegamos a criança nesse estágio e a colocamos para dormir uma soneca, fortalecemos os benefícios do seu reservatório de sono, permitindo que ela ‘recomece’ o dia cheia de energia após cada período de sono.

Por outro lado, quando não percebemos os sinais de sono (bocejar, esfregar olhos, perder interesse no ambiente, olhar parado, como se ‘hipnotizado’, chorar, puxar cabelos e orelhas), e não as ajudamos a adormecer quando os primeiros sinais aparecem (fazendo um ritual de soneca simples, porém repetitivo, com ambiente apropriado- escuro e com sons estáticos ao fundo), ou quando ‘forçamos’ a ficarem acordadas além de suas necessidades biológicas sem uma soneca, elas ficam exaustas, chorosas e infelizes.

Conforme os números acima, bebês aguentam um breve espaço de tempo acordados e a pressão do sono já chega, somente entre 1-3 horas. Por isso é que recém nascidos dormem várias sonecas ao dia e bebês novos requerem 2-4 sonecas diárias. Confome o tempo os ciclos de sono do bebê ganham uma maturidade e eles são capazes de ficarem acordados mais tempo entre sonecas. Para serem restauradoras, sonecas devem durar 1 hora no mínimo (para completarem as fases do ciclo de sono). Isso a partir de 3-4 meses, pois antes disso o padrão de sono do RN é muito imaturo. Recém nascidos geralmente dormem em ambientes barulhentos e com atividades ao redor, mas conforme crescem, ao redor dos 3 meses, ambientes barulhentos e claros são distrações que interferem na habilidade do bebê adormecer.

Pesquisas sugerem que até adultos se beneficiariam de uma soneca no meio do dia ou pelo menos uma pausa para descansar, o que seria extremamente benéfico para reduzir a pressão em todos seres humanos.

Então o que é esse tal de ‘efeito vulcânico’?

Conforme o dia passa e a pressão do sono se instala, a criança fica mais irritada, chorosa e menos flexível, chora com mais frequência, faz birra, tem menos paciência. Ela perde a concentração e habilidade de aprender e absorver novas informações. O termo científico para esse processo é "pressão de sono homeostática". Elizabeth Pantley, em seu livro ‘The No-Cry Nap Solution: Guaranteed Gentle Ways to Solve All Your Naptime Problems’ chama esse fenômeno de ’efeito vulcânico’, que é o que adotamos também.

Todas nós já vimos esses efeitos no bebê ou na criança, é tão claro como assistir um vulcão entrar em erupção. Quase todo mundo já observou uma criança chorosa e irritada e pensamos ou falamos: "É sono, precisa de uma soneca!"

Sem o descanso da soneca a pressão homeostática continua se acumulando até o final do dia, crescendo e se intensificando- como um vulcão- até que a criança estará completamente exausta, elétrica e incapaz de parar a explosão. O resultado é uma batalha intensa na hora de dormir com uma criança exausta, ranzinza, ou um bebê que não consegue adormecer- não importando o quão cansado esteja.

Isso acontece por que o cortisol, hormônio que sinaliza a vigília, é liberado em quantidades maiores quando a pressão do sono se instala e o descanso não ocorre. Cortisol também é o hormônio do estresse que é liberado quando o bebê ou a criança chora (secretado em quantidades potencialmente danosas ao cérebro quando o choro não é consolado e prolongado). Cortisol antagoniza os efeitos da serotonina e melatonina, substâncias responsáveis pelo sono. Ou seja, quanto mais tempo acordada, mais cortisol em seu corpinho, mais choro de irritação que libera mais cortisol ainda, e mais dificuldades de dormir e poderá acordar muito cedo também pela manhã no dia seguinte. Apesar de parecer paradoxal aos olhos de um adulto, isso explica porque a criança muito exausta, ao invés de adormecer facilmente, luta contra o sono.


Pior ainda, uma criança que perde sonecas dia após dia acumula deprivação de sono que a põe no estágio do vulcão em erupção mais e mais rapidamente e facilmente. E pior ainda é se ela está perdendo sonecas e também não tem uma boa qualidade ou quantidade de sono noturno!

O Efeito Vulcânico não é algo que só acontece em crianças não, mas afeta adultos também. Entender isso pode ajudar a interpretar o que realmente está acontecendo em sua casa e no final de um longo dia, quando as crianças estão irritadas e fazendo birras e os pais estão ranzinzas e irritados também- o resultado é uma fileira inteira de vulcões explodindo!!

A pressão de sono pode ser intensificada por problemas do ambiente como: noite de sono passada ruim, déficit de sono prévio, estresses diários, mudança na rotina, visitantes, dentes nascendo e outros. Mais ainda, o estado de espírito de cada pessoa afeta os outros, causando um mal humor contagioso. É fato que bebês são especialmente sensíveis ao nosso estado de espírito. Então você se verá com pouca paciência com seu filho e lhe dirá: "Desculpe meu amor, mamãe está cansada agora." (essa é uma explicação frequente que nós geralmente não paramos para analisar!)

O conceito do vulcão ainda traz outra observação importante: sonecas de qualidade podem compensar por sono noturno perdido- mas tempo extra de sono noturno NÃO compensa sonecas perdidas (devido ao conceito de pressão de sono homeostático). Portanto, não importa se a criança dormiu bem a noite ou não – suas sonecas diárias são importantíssimas para liberar a pressão de sono em ascensão.

O que fazer para sair desse ciclo vicioso?

Algumas mães relatam que passam o dia todo tentando fazer seu bebê dormir, e frequentemente é porque desconhecem o tempo médio que eles aguentam fisiologicamente acordados, e ‘passam do ponto’, ou entram em efeito vulcânico frequentemente. Deixam os bebês acordados até tarde da noite, não dão sonecas por acreditarem que dormiriam melhor a noite (sendo que a verdade é o oposto), ou tiram sonecas rápidas, de meia hora ou menos, que não completam as fases do ciclo de sono e não são restauradoras. É um ciclo vicioso, uma bola de neve que se inicia logo pela manhã- quanto menos sono nos momentos apropriados, mais dificuldades para os sonos a seguir.

Então, a melhor estratégia para lidar com isso é prevenir que o efeito vulcânico se instale em primeiro lugar, investindo na qualidade das sonecas, e ajudando o bebê a tirar sonecas restauradoras. Pode-se fazer isso da maneira mais eficiente que a mãe conhece para ajudar o bebê a adormecer, e fazendo-se também um ambiente apropriado. Como já dito acima, escuro e com sons estáticos ao fundo. Sons estáticos são sons repetitivos e que conduzem ao sono, que o bebê já está acostumado a ouvir no útero materno. Exemplos: som do mar, chuva, oceano, ar condicionado, ventilador, secador de cabelo, rádio fora de sintonia e outros. Uma dica: gravar um CD com um tipo de som e tocar a soneca toda e a noite toda também. Até nós adultos nos beneficiamos disso- quem não dorme bem quando chove lá fora, ou tiramos uma bela soneca numa rede a beira-mar?

Se for preciso esticar as sonecas colocando o bebê para dormir novamente ‘no meio’ da soneca, faça-o, pois esse é um aprendizado que depende da nossa ajuda. Se o bebê dormir melhor no seu colo, ou mamando, ou precisa ser embalado novamente, que seja. É importante evitar a progressão do efeito vulcânico, e um bebê exausto precisa de ajuda para adormecer. Novamente, um ritual de sono noturno condutivo ao sono também é importante, e é benéfico que as crianças durmam cedo pois tem tendência a acordar cedo. Finalmente, outro fator que gostaria de incluir aqui é a alimentação da criança, que pode fazer uma diferença na qualidade de sono. Para maiores informações, ler o artigo ‘Comer bem para dormir bem’ (aqui)

Conforme Dr. Sears, não é antes de 2-3 anos que eles tem maturidade para adormecerem sozinhos, sem ajuda alguma. E se a criança está exausta, eles precisam de mais ajuda ainda para tirar sonos restauradores. Em outras palavras, o bebê sente um mal estar mas não sabe que é sono, não sabe como resolver esse problema (ou seja, dormindo), não sabe como pegar no sono, e só tem a linguagem do choro para comunicar suas necessidades (físicas e emocionais).

A espécie humana é uma das que nascem mais precocemente no reino animal, até entre os primatas. Isso porque o "preço" da nossa inteligência, o cérebro enorme (que foi evoluindo por milhões de anos), não poderia terminar de se desenvolver no útero da mãe ou o parto não seria possível, em conjunção com outro fator evolutivo, nos levantamos e andamos, somos bípedes. Fato é que bebês nasceram neurologicamente inacabados! São dependentes e precisam de nossa ajuda, toque, carinho, atenção, serem atendidos quando choram, receber colo, ajuda para dormir quando precisam.

Para concluir: uma rotina com sonecas estáveis e restauradoras é muito importante, com um ritual de sono noturno que conduza ao sono. O que mais importa então é o intervalo entre sonecas, e não o horário propriamente dito (lembrando que o intervalo que aguentam acordados vai aumentando conforme sua maturidade).

30 comentários:

Fernanda disse...

Obrigada!!! Vou tentar... Nãe é fácil e agora mesmo estou aqui tentando fazer o bebê tirar uma soneca a qual ele vai resistindo bravamente...
Este blog é de utilidade pública...

Lu Iank disse...

Carol
Parabéns pelo iniciativa de trazer a Andréia com esse excelente texto e com explicações para as birras do sono.
Bjs
Lu

Angi disse...

Oi Carol!
ótimo texto, adorei a parte que os adultos também precisam de um soneca restauradora!rs
Aqui em casa sempre rola soneca do Antônio, e as noites estão cada vez melhores, mas não posso falar muito alto, se não ele me desmente sempre!
BEIJOS
Angi

Dea, a mamae da Nina disse...

super esclarecedor p/pessoas q ainda insistem em deixar bebes acordados no intuito e na ilusao d q dormirao melhor a noite, ledo engano.
Criança irritada super estimulada nao dorme gente, essa pesquisa prova!!!
Aqui sempre soube ver os sinais mas ate q Nina começasse a almoçar quase nao tirava sonecas de dia.
Ate o 6/7 meses foi complicado mas hj minha meNINA ta c 1ano e 7 meses e dorme 11h por noite e de 2/3h por dia apos almoço.
E olha sozinha em seu berço.
Bjs bjs

Doma! Lingerie disse...

To adorando os posts relacionados a sono!
E esse foi otimo.
Quando a bel nasceu, ela dormia super mau as sonecas. Nao conseguia descansar.
O pediatra dela me disse: as criancas tem que aprender a dormir, elas nao nascem sabendo.
E foi assim, eu a ensinei.
beijo

Dione disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tati Ximenes disse...

Achei ótimo ler isso... Fiquei mais conformada. Porque aquela ilusão de que eles TEM que dormir a noite toda pelo menos aos 6 meses é balela... Bem que minha mãe falou que criança só dorme a noite toda lá pelos 2 anos de idade... Otto completou 6 meses este mês e começou a tirar sonecas de verdade, umas 2-3 durante o dia e com pelo menos 2 horas de duração. Antes disso era coisa de meia hora. Ele está muito mais fácil para dormir agora. É colocar ele no colo e em uns 5 minutos ele cai num sono bem profundo... Ainda acorda de 2 a 3 vezes à noite (às vezes querendo brincar!) mas não é mais aquela choradeira pra dormir e 40 minutos embalando (minhas costas agradecem!. Valeu o post! Adorei a leitura!!! Valeu Andréia!

Sofia disse...

Óptimo post, super esclarecedor obrigada.

bom fim de semana

Flavia Bernardo disse...

Perfeito e super esclarecedor esse texto da Andrea.
aliás foi graças a ela, graças a comundiade que ela modera e ao livro da Pentley que Arthur passou a dormir mto melhor.

Passei a reconhecer os momentos de irritaçao por sono e o estimulava a dormir a cada 2 horas. Foi perfeito! Esticar as sonecas tb é outro artificio importantissimo. Arthur fazia sonecas de 20 minutos! Era desesperador.

Hj ele tem um padrao de sono ótimo. Com 11 meses já adormecia sozinho na maioria das vezes que tinha sono. Uma bençao!!

bjao
Flávia.

Lia disse...

Apoiado! Sonecas para todos, inclusive para nós, adultos. Por que a siesta não é universal, hem?

Maura Fischer disse...

Adorei o post!!! Muito esclarecedor! Parabéns!
Maura, mamãe da Sophia, 4 meses

Déia mamãe do Lucas e Bella disse...

Grata Carol pela publicação, e tomara que seja bem útil mesmo.

Mas, não sairam as figuras e tabelas? Sem elas o texto perde um pouco o sentido, pois tinhas as médias de sono e a progressão do efeito vulcânico. Quer que eu converta isso em outro formato para incluir no post?

Bjs
Andreia

Renata disse...

Já tinha lido bastante coisa da ANdréa quando o André era bebê e não dormia. Adorei esse texto e não conhecia o "efeito vulcânico".
Achei muito boa a idéia de traze-la aqui e adorei o texto.
beijos

Ilana Galhardi disse...

Muito bom!!!
Interessante e esclarecedor!!!
Obrigada!

flavia bandeira disse...

Muito bom o post. Meu filho sempre dormiu bem, tres horas durante o dia e 9-10 horas durante a noite, mas agora ele estuda o dia inteiro e não tem horário para dormir durante o dia, então ele dorme 12 horas durante a noite...Gostaria de saber quantas horas a criança deve dormir, meu filho tem 2 anos e 8 meses.

Unknown disse...

Fantástico! Parabéns a Carol por nos presentear com uma convidada tão qualificada e experiente e parabéns à Andréia pelo texto esclarecedor, objetivo e pelas maravilhosas dicas!

Bjos!

Fabi Alvim disse...

Sou fã do Soluções Para Noites Sem Choro... conheci quando minha mais velha ainda era bebê... depois de querer queimar o Nana Neném (pq eu não fiz isso até hj mesmo?).
Adorei conhecer a Andréia e o texto dela está maravilhoso!! Mesmo já tendo lido o livro umas 3 vezes ainda consegui novos esclarecimentos com as palavras dela! Show!!
bjs
Fabiana
http://2-ao-quadrado.blogspot.com

Sarah disse...

Muito bom!! Realmente a criança cansada demais tem dificuldade para dormir, e quanto mais calma, mais tranquilo é o sono. A soneca é essencial mesmo, sem ela Bento fica irritado. E concordo que adultos tbm deveriam ter direito à soneca!
bjos
Sarah
http://maedobento.blogspot.com/

Fabrisia Garcia disse...

Ótimo texto, muito esclarecedor mesmo. Meu beb^^e de 7 meses já dorme a noite inteira, mas ainda não consigo fazer ele ter duas sonecas durante o dia com mais de 30min. Geralmente ele cochila pela manhã apenas uns 20min e a tarde até uma horinha. Vou tentar adequar essas sonequinhas, pois vejo que às vezes ele fica bem irritado durante o dia..
Abraço,

Fabrisia

Gabriela Grossi disse...

Oi Carol!
Ótima iniciativa a sua!Adorei o post!
Ele me esclareceu muita coisa.
Beijo
http://tudodotom.blogspot.com/

Chama a mamãe disse...

Adorei!!! É isso msm, a Eloise sempre tirou boas sonecas e dorme bem a noite, ela esta com 1 ano e 4 meses, ela dorme aproximadamente 9 a 10 horas a noite e 2 sonecas de aproximadamente 1 hora e meia durante o dia.
Nosso ritual é banho, uma musiquinha de fundo, mamadeira na poltrona de balanço, e logo em seguida ela pede para ir pro berço e dorme sozinha!!
Boa sorte para todas as mamães.

Celi disse...

Oi Carol,
Adorei o post! Esclarecedor e responde muitas das coisas que sempre fiz, mesmo sem saber os por quês.
Gostei de saber do efeito vulcânico.
É mesmo engraçado como as crianças não assumem que estão com sono, cansadas. Elas dão indícios, porém somos nós que auxiliamos nesse processo de fazê-las descansar. E depois, quando acordam, estão renovadas e com toda aquela energia que só nós mães sabemos rs
Beijos.

Cristina Burkhart disse...

Carol, não contrariando o texto, adoro TUDO que a Andreia escreve, tbem acompanhei a comunidade que ela media pois gosto muito da visão e da maneira de ver a maternidade, ao contrário de encantadoras e nana nenes da vida, mas minha filha tem um perfil que me deixa curiosa. Tenho dificuldade em fazê-lá dormir antes das 10 da noite, durante a semana ela dorme apenas 40 minutos durante o dia na escola e fim de semana dorme 3 horas seguidas qdo esta em casa. Tem 2 anos e 4m. A noite ela costuma dormir 10 horas sem mamar ou chorar. O fato e que quando não dorme de dia, isso ocorre eventualmente se passamos o dia em um programa mais interessante que o sono digamos, ela apaga as 20h e vai ate o dia seguinte, dorme 14 horas seguidas. Sempre foi de dormir pouco de dia mesmo eu tentando aplicar as dicas da comunidade, e muito enérgica, e quando dorme 3 horas seguidas no fim de semana vai ate meia-noite acordada. Me faz pensar se e uma excessao ou tem hábitos ( ruins) muito arraigados. Andreia obrigada pelo texto sempre ótimo!

Ananda Etges disse...

Oi Carol!

Nossa, ótima convidada! O texto é muito bom e esclarece diversos pontos importantes em relação ao sono dos bebês.

Eu quero destacar o seguinte trecho:

"Cortisol também é o hormônio do estresse que é liberado quando o bebê ou a criança chora (secretado em quantidades potencialmente danosas ao cérebro quando o choro não é consolado e prolongado)."

Agora me diz... como alguns pais conseguem aplicar "técnicas" como a de deixar chorar para que a criança durma? Eu simplesmente não entendo.

Beijos, Ananda.

http://projetodemae.wordpress.com/

Luíza Diener disse...

perfeito!

Carol Garcia disse...

atitude super bacana,carola!

utilidade pública meeesmo.

um bálsamo para as mães pandas!

bjo bjo

Ana disse...

adorei o texto, obrigada Carol pela iniciativa, pelo texto maravilhoso da convidada. justo no dia que eu to quase pirando, o vulcão explodiu, soltou lava e queimou tudo aqui em casa!!!!
Beijo, Ana.

Luciana - Descobertas disse...

Poxa vida Carol!!! Que legal encontrar a Andrea por aqui... Nos primeiros meses do Pedro li muito, participo do grupo no orkut e escrevi muito por lá...Até que o sono do Pedro melhorou e não fui mais. Hoje tenho dúvidas sobre o acordar pela manhã e vou dá uma conversada por lá sobre uma dúvida que tenho.

Parabéns eu ia indicar, mas já veio então!!

Parabéns, parabéns, parabéns!

Mix Martins disse...

amei esse post! Já vi umas mães que se orgulham porque o filho não dorme durante do dia, como se isso demonstrasse que eles são mais desenvolvidos...
Dormir é essencial pra todo mundo, ainda mais pra um ser em desenvolvimento

Muito bom post!

Dione disse...

Carol, meu pai na sua sabedoria de pai de 5 filhos e farmacêutico das antigas dizia que criança qto mais dorme, mais dorme. Acho a soneca fundamental. Na escola da Nina crianças do maternal II (nascidas em 2008) não dormem mais à tarde, e isso não foi bom. A soneca foi cortada de repente, e ela sente falta. Estou enviando o link do post para a coordenação.
Beijos!