Jorge em papel machê
Então que depois de algumas horas de viagem e duas noites longe dos meus filhos, o cliente não conseguiu se organizar para que eu o atendesse durante o número de horas combinado. Por pura desorganização, trabalhei um turno a menos ontem. Uma maravilha, dada a quantidade de coisas que tenho que fazer. Em outros tempos, voltaria para o hotel, abriria o notebook, responderia todos os emails da minha caixa, resolveria pepinos e pendências e chegaria à noite com a sensação de dever cumprido, mesmo que tivesse visto um dia maravilhoso de sol apenas pela janela.
Como a maternidade nos ensina a priorizar e dar valor ao que realmente importa, mandei o trabalho pra longe e resolvi conhecer o Centro Histórico de Ilhéus. Se estou duas noites longe dos meninos, tenho que fazer a viagem valer a pena. Simples assim.
A primeira coisa que tive que entender é que Ilhéus não é Salvador. Não tem Pelourinho, Cidade Alta, Cidade Baixa, todas as igrejas, ladeiras e vielas. É bem menor e não tem aquele charme. Mas tem Jorge Amado. A cidade vive em função de ser a cidade onde o escritor cresceu e viveu (pois nasceu na vizinha Itabuna) e há vários lugares que remetem a ele e a sua obra. Onde mais poderia haver uma Gabriela FM?
O início do meu passeio foi pela Casa de Cultura Jorge Amado, a casa da família Amado que foi transformada em uma espécie de museu. Há poucos objetos originais, o que mais gostei foi um pijama, exposto na primeira sala. Ainda há algumas máquinas de escrever e cópias de livros, um vídeo do escritor falando de sua relação com a cidade e poucos resumos de suas obras, mas o acervo é bem limitado e o museu, de forma geral, merecia mais investimentos.
A primeira coisa que tive que entender é que Ilhéus não é Salvador. Não tem Pelourinho, Cidade Alta, Cidade Baixa, todas as igrejas, ladeiras e vielas. É bem menor e não tem aquele charme. Mas tem Jorge Amado. A cidade vive em função de ser a cidade onde o escritor cresceu e viveu (pois nasceu na vizinha Itabuna) e há vários lugares que remetem a ele e a sua obra. Onde mais poderia haver uma Gabriela FM?
O início do meu passeio foi pela Casa de Cultura Jorge Amado, a casa da família Amado que foi transformada em uma espécie de museu. Há poucos objetos originais, o que mais gostei foi um pijama, exposto na primeira sala. Ainda há algumas máquinas de escrever e cópias de livros, um vídeo do escritor falando de sua relação com a cidade e poucos resumos de suas obras, mas o acervo é bem limitado e o museu, de forma geral, merecia mais investimentos.
O meu preferido
De qualquer forma, o museu é importantíssimo para a cidade e recebe muitos turistas e visitas de escolas.
Alunos de escola pública, com azulejos portugueses atrás.
Sai de lá e fui conhecer o Bataclan, o bordel frequentado pelos coronéis e gerenciado por Maria Machão em Gabriela. O prédio é bem bonito e, felizmente, está sendo restaurado. Depois, corri para conhecer o Vesúvio, o bar de Nacib em que Gabriela trabalhava.
Quem é esse senhor à direita?
Fiquei com medo de ser um lugar pega-turista, com comida ruim, cerveja quente e conta cara, mas mesmo assim resolvi arriscar. Tomei um chopp, comi um quibe gostoso e uma esfirra de coalhada simplesmente maravilhosa! Bela surpresa! Nas mesas próximas, uma família tirando fotos, algumas senhoras em excursão e um grupo de gringos recebendo orientações de outra gringa sobre como conseguir visto para poder se mudar para a Bahia de forma legal.


17 comentários:
vivendo e aprendendo, né carola?!?!
e depois é a gente que ensina os filhos?
Grande duplinha que fez a mãe vestir a sandália (de borracha?) e dar uma boa refrescada no corpo e na mente.
Bjocas
Que chique....mais que aproveitada a viagem...
Parabéns!!!
Amo ler seus posts, sempre alegres e cheios de cultura e informações...
Beijinhos!!
Boa, Carol!
Sabe um truque que tenho usado na hora dessas escolhas? Eu me imagino daqui a alguns anos lembrando de cada uma das possibilidades. Vou pegar emprestada a tua situação: imagine Carol daqui a 32 anos lembrando a viagem para Ilhéus, se ela tivesse apenas trabalhado. Pode ser que nem fosse possível lembrar! Agora imagina a lembrança de uma dia de conhecer, de um dia de vagar o olhar, de um dia de se dar tempo... Essa, sim, ajuda a gente no futuro a contar nossa história, né?
Beijos!
Com certeza, ir a Ilhéus e não aproveitar para passear um pouco é um pecado...
Com certeza, ir a Ilhéus e ficar só trabalhando não dá! Não pode!
Muito legal!!!! Internet pra quê se está em Ilhéus!?? Ótima pedida! Adorei!!
Eu já fui a Salvador mas não tive tempo de conhecer Ilhéus, deve ser um sonho!
Carol, vi o protesto no Blog Mulher e Mãe e como o seu nome foi citado, tomei a liberdade de vir aqui e dar uma sugestão, a de criar um selo e uma blogagem coletiva como meio de alerta e conscientização para este tema.
Bj
Adri
como a maternidade muda as coisas, heim!
que bom que você viu beleza neste pedacinho da bahia...
beijoca
Carol
Que legal esta viagem e melhor ainda que vc conseguiu aproveitar o lugar.
É isto aí, pois niguém é de ferro!
Um abraço
Oi Carol!
Aproveita cada minutinho de 'folga' que conseguires...
Deixei um selinho pra ti lá no blog.
Bjs
Tá certissima!
Que delicia de passeio para relaxar, aprender e apreciar.
Se pode juntar trabalho a prazer, por que não?
Beijos!
ô, não foi desdém não! adoro ilhéus! reli e ficou parecendo mesmo, mas não foi, viu! ai, melldeooos...
Legal o seu relato. Gostei da foto das crianças, e o pijamão é a cara dele. Incrível o que tem de gringo que mudou ou pretende se mudar de vez para a Bahia.
ai que delicia que vc aproveitou a viagem de trabalho e relaxou a mente! parabéns pela decisao!!
já conhecia teu blog de algumas outras visitinhas curiosas, mas agora li mais umas coisinhas com calma e amei! vou voltar sempre, ok?!
e brigada pelo apoio no meu post do causo da nao-barriga! já já ela vem, to aqui esperando ansiosa!
beijo!!
Carol, fazia tempo que eu não dava o ar da graça né? Muito trabalho lá na agência, nossa estou ficando louquinha.
Adorei o teu post. Na nossa primeira viagem ao Brasil (eu e meu marido que é belga) visitamos Itacaré e Ilhéus. Foi muito gostoso. Viajamos nas histórias de Jorge Amado e pelas ruazinhas imaginando as histórias dos barões do cacau e as prostitutas francesas que desembarcavam no cais da cidade.
Ai esse post me trouxe lembranças lindas, valeu!
Beijinhos
Van
www.coisasminhas.com
Oi Carol
Restaurante?? Hummm..
Sabe que eu também era bem assim (como descreves) em relação ao trabalho. Mas eu não curtia tanto. Mas, anyway, falamos sobre isso em outro lugar.
Parabéns pelos 9 meses. Eles ainda são tão pequenos...
beijocas
Alexandra
www.destemperadinhos.com
www.cafeviagem.blogspot.com
Carol querida
Que legal que vc se permitiu este passeio no meio do trabalho.
Adorei viajar com vc!
Bjks
http://blogdaclauo.blogspot.com/
Postar um comentário