O que falar da Lu, minha amigona e convidada de hoje?
Dizer que ela é engraçada e que sempre usa a palavra 'faceira'? Não, vão pensar que ela é boba.
Dizer que ela psico-oncologista? Não, vão pensar que ela é deprimida.
Dizer que ela é engraçada e que sempre usa a palavra 'faceira'? Não, vão pensar que ela é boba.
Dizer que ela psico-oncologista? Não, vão pensar que ela é deprimida.
Dizer que ela é linda e que com ela eu realmente entendi a expressão 'de parar o trânsito'? Não, vão pensar que ela é burra.
Dizer que ela namora um cara super gente boa e que eu torço pelos dois? Não, vão pensar que ela precisa da minha ajuda pra alguma coisa.
...
Melhor deixar que a leiam: Crer para Ver
Amsterdam, 1999.
* * * * *
Por Luciane Slomka
Com essa frase de Bion inicio meu post como convidada desse blog que eu tanto gosto, dessa minha grande amiga Carol.
A frase parece dar um tom complexo ao post mas a idéia é justamente oposta. Quando perguntei para Carol sobre o que eu deveria escrever ela respondeu “qualquer coisa relacionada ao nome do blog: vinhos, viagens, uma vida comum... e dois bebês!” Pensei de cara que eu gostaria de escrever sobre o menos provável ou menos fácil desse itens. Foi então que cheguei à conclusão: Vou escrever sobre “uma vida comum”.
E não pensem que é fácil ter uma vida comum. E menos fácil ainda escrever sobre isso. Sei que a grande maioria das leitoras desse espaço já é mãe e se identifica com as histórias e sentimentos tão cativantes e sinceros que são publicados aqui. E que isso está longe de ser uma vivência comum, apesar de tão semelhantes a todas as mães que por aqui passam. Mas mesmo eu não sendo mãe ainda sei o quanto isso é grande, e fiquei pensando o quanto não paramos para pensar no peso e na importância de uma vida comum.
Mas afinal o que é uma vida comum? Inicialmente pode-se dar um caráter pejorativo à palavra “comum”, equiparando-a a algo simples, sem grande valor, banal. Mas eu respeito muito a palavra comum.
Comum é básico, comum é simplicidade, é semelhança. E andamos vivendo em tempos difíceis, onde não se pode mais ser simples; quanto mais complexo falarmos, melhor, quanto mais ousados ou diferentes formos, melhor. E tudo que mais sentimos falta é do que é simples. São palavras simples, sentimentos simples. Eu te amo, eu te odeio, eu estou feliz, eu estou triste. Estamos todos muito mascarados atualmente, medo de nos expor, de sermos diretos, concisos, medo de nos revelar, medo de confrontar-nos com os nossos próprios sentimentos.
E acho que temos medo dessa tal vida comum. Mas querem saber? Eu quero mais é uma vida bem comum: minha profissão, meu marido, filhos, uma casa com cachorro, churrasco no domingo, chimarrão, música, poesia, amigos de verdade, bons livros, poder chorar quando tiver vontade, poder sorrir qualquer hora, poder brincar, de vez em quando, viajar para não esquecer onde mora o que me é mais sagrado nessa vida...
Mas peraí. Isso não é comum. Isso é extraordinario! Justamente porque é comum, e porque é comum a gente esquece. E quando esquecemos do que realmente importa a gente acaba preso nas respostas da vida e pára de fazer novas perguntas.
É então que a gente corre o sério risco de morrer um pouquinho a cada dia.
E é então que o que é comum pode se tornar cruel.
Portanto, um brinde à vida comum, um brinde ao simples, às amizades verdadeiras, aos vinhos, às viagens e ao Leonardo e o Rafael!



10 comentários:
adorei!
lindo post. verdadeiro. amigo.
bjocas e bom fds
Oi Carol,
Lindo post...não é a toa que é uma amiga tão querida.
Adorei, lá no RECOMADRES também temos uma série que se chama TRICOTANDO COM AS RECOMADRES onde elas são nossas convidadas para dividirem com a gente um post, uma idéia, uma alegria, uma tristeza, em fim, qualquer coisa que queira dividir com as comadres, além de fazer novas amizades, é muito divertido nosso tricô, você está super convidada pra partcipar com a gente.
Beijos,
Cris João.
Cris, vou levar o meu tricô e um vinho, tá? Quando
Lindo post,adorei.Parabéns a você e a Luciana.
Bjoca em vcs
Carla e Miguel
Adorei o post! Tudo verdade!
Beijos
Concordo com a Carol, simples, porém muito sincero.
Beijos!
Amei as tuas palavras sobre mim...se bem que pela fotinho que tu postou a tal beleza de "parar o transito" fica dificil de acreditar!!! ehehehe
Obrigada minha amiga
E obrigada a quem esta lendo e gostando!!!
Adorei o post e o blog! Mesmo conhecendo a Lú a pouco tempo, tenho que concordar contigo: ela é mesmo tudo isso que tu descreveu! :]
Beijoss
Adorei o texto! Realmente o comum é o que de mais fanatástico podemos ter na vida, pois é o que nos caracteriza.
Beijos para as duas!
Nine
Carol querida
Um brinde à vc e a mais nova amiga, a Luciane!
Adorei!!!
Adoro estes seus posts.
Mil bjks e um otimo domingo
http://blogdaclauo.blogspot.com/
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