Estão pipocando em diversos blogs e jornais comentários sobre os exames seletivos para alunos a partir do ensino fundamental, os tais vestibulinhos. Para quem não sabe (ou acha que não entendeu direito), crianças que querem estudar em escolas tradicionais de SP, a partir do 1º ano, prestam provas para serem admitidas, no estilo vestibular.
Me parece óbvio que as escolas que fazem essa seleção tem um objetivo muito claro: o de ter como aluno a criança estudiosa, que acerta a maior parte das questões e preocupada em aprender. Os pais que submetem os filhos a esse estresse e competição têm a melhor das intenções: colocar o filho em uma escola 'forte' que garanta seu futuro por meio da entrada em uma boa universidade. Escola boa é aquela que faz passar no vestibular, e isso é associado a sucesso.
No meu ponto de vista, tudo isso é um tremendo engano. Quem disse que escola forte é boa? Quem disse que escola boa é a que aprova no vestibular? Quem disse que passar no vestibular é sucesso? E quem disse que escola é sinônimo de educação?
Sinceramente, o que espero para meus filhos é que sejam pessoas felizes e do bem.
Que façam as coisas por inteiro porque acreditam nelas, não porque são obrigados. Que sejam ensinados a pensar e não a decorar. Que aprendam a ganhar e a perder. Que respeitem as diferenças, tendo suas próprias opiniões. Que não façam o mal. Que saibam tomar suas decisões e que arquem com as consequências de seus atos.
Espero que tenham amigos verdadeiros e professores que sejam exemplos. Que aprendam a falar inglês para poderem ganhar o mundo mais fácil. Que sejam matemáticos ou artistas. E que façam de forma responsável e com amor.
Realmente acho que fazer faculdade é uma escolha, e que há diversos caminhos para ser uma pessoa culta e educada. Pretendo matricular os meninos em uma boa escola de artes ou música quando eles tiverem idade para isso. Levá-los a museus para que ainda pequenos saibam diferenciar um Picasso de um Monet e depois dos 18 anos mostrar as diferenças entre um tannat e um cabernet.
Criar o hábito da leitura. Admirar o que é belo. Ter sonhos. Interessar-se por outras culturas. Pedir licença, desculpas e falar por favor. Para mim isso é o que importa. E é muito mais difícil do que acertar uma questão de múltipla escolha.
Sinceramente, o que espero para meus filhos é que sejam pessoas felizes e do bem.
Que façam as coisas por inteiro porque acreditam nelas, não porque são obrigados. Que sejam ensinados a pensar e não a decorar. Que aprendam a ganhar e a perder. Que respeitem as diferenças, tendo suas próprias opiniões. Que não façam o mal. Que saibam tomar suas decisões e que arquem com as consequências de seus atos.
Espero que tenham amigos verdadeiros e professores que sejam exemplos. Que aprendam a falar inglês para poderem ganhar o mundo mais fácil. Que sejam matemáticos ou artistas. E que façam de forma responsável e com amor.
Realmente acho que fazer faculdade é uma escolha, e que há diversos caminhos para ser uma pessoa culta e educada. Pretendo matricular os meninos em uma boa escola de artes ou música quando eles tiverem idade para isso. Levá-los a museus para que ainda pequenos saibam diferenciar um Picasso de um Monet e depois dos 18 anos mostrar as diferenças entre um tannat e um cabernet.
Criar o hábito da leitura. Admirar o que é belo. Ter sonhos. Interessar-se por outras culturas. Pedir licença, desculpas e falar por favor. Para mim isso é o que importa. E é muito mais difícil do que acertar uma questão de múltipla escolha.


26 comentários:
Super concordo. E acho mais...eu estudei em uma dessas escolas "fortes" e acho terrível pra auto estima! Faz a criança se achar burra quando não vai bem em uma prova, ou pior do que os outros. Detesto.
Acho que educação e cultura vai muito além disso.
Adorei o texto! Parabéns!
beijos
Concordo em parte, a cultura e a educação para a cidadania não é papel exclusivo da escola e é muito mais importante o apoio e dedicação em casa, esses sim vão fazer a diferença no desenvolvimento da criança.
Mas uma coisa também é certa uma escola sem qualidade também não ajuda, não sei como funciona no Brasil, mas em Portugal a maioria das escolas são orientadas e direccionadas para os alunos mais fracos com mais dificuldades e menos apoiados em casa. Eu dei aulas uns anos e deparei-me com essa situação de facilitismo, se tinha alunos mais fracos na turma tinha que baixar o meu nível de exigência para que estes conseguissem tirar boas notas (e eu tinha mesmo que o fazer eram ordens da escola), os restantes alunos da turma que tinham potencial não lhe era reconhecido pois o nível de exigência era demasiado baixo. Esta situação acaba por ser bastante problemática e pelo que vivi levou-me a ser completamente de acordo a escolas com níveis de exigência adaptada ao tipo de alunos que têm, como acontece aqui na Alemanha.
As crianças têm que ser estimuladas e têm que ser reconhecidas pelo seu potencial.
Eu acho esses vestibulinhos hediondos. Nada contra quem opta por esse tipo de escola, mas eu sou do seu time quanto aos valores da educação aqui em casa... belo texto mesmo.
Bjos
Carol, que texto maravilhoso. Juro que fiquei arrepiada. Lindo, intenso, verdadeiro e me tocou profundamente justamente por eu concordar com cada paragrafo.
Bjs,
Assino em baixo!
E ainda acrescento que, infelizmente, tá meio difícil achar essa escola dos sonhos, pelo menos pelo que eu tenho visto por aí, nas minhas andanças à procura de uma escola para o Rapha.
Beijos,
Ilana
Aplausos e mais aplausos!
Não sou mãe, mas como professora trabalho todo dia para proporcionar isso aos meus estudantes. Fico feliz de saber que nosso trabalho não é em vão e nem solitário. Que é bom encontrar familiares que anseiam essa mesma educação!
Carol
A questão da educação me preocupa muito pois a base, o lastro nossos filhos têm em casa. Com isto serão crianças carinhosas, responsáveis e prontas para enfrentar um mundo bem diferente lá fora.
No entanto, eles precisam tb de uma base conceitual que dê a eles forma de competir neste mundo selvagem que encontrarão. A educação que vem das escolas e nem falo das públicas pois neste quesito infelizmente falta muito, mas das privadas, está mais na base do pagar para passar. Onde vamos parar? Não sei, e isto me preocupa muito.
Concordo com você.
Infelizmente, a maioria das pessoas deixam a educação dos filhos por conta da escola, e mesmo sendo uma boa escola, sabemos que isso está longe de ser o melhor. A convivência, estímulo e educação dos Pais é fundamental para o desenvimento afetivo e intelectual. Valores são coisas que se aprendem em casa.
Apoiadíssimo, Carol! Beijos!
Carol, vc tem toda razão. Eu não estudei em escola "forte" e graças a Deus sou super bem resolvida profissionalmente e acredito que estou no caminho certo na educação dos meus filhos. Pois a base da minha educação foi em casa e não na escola. Não tenho dúvidas disso.
Parabéns pelo post! Bom senso é tudo!
Bjos,
Ivana
Concordo, concordo, concordo e concordo!!!
Por isso que em cada ano que passa fico mais feliz com a escola que escilhi para eles.
Bjinhos
Concordo totalmente.
Esse tipo de escola conteudista serve apenas pra uma parte das crianças. Sim, tem crianças que se adaptam, se sentem estimuladas e são felizes nesse tipo de escola. Os pais tem que dar conta de ensinar valores e estimular a construção da identidade dos filhos, pois nessas escolas as diferenças não costumam ser muito acolhidas. Infelizmente, muitos pais não tem "tempo" pra isso ou acham que podem terceirizar esse serviço (com cursos, terapias, babás etc)
Mas outra parcela grande de crianças tem um tempo diferente e outras habilidades tão ou mais importantes do que as "tradicionais". Essas infelizmente se sentem desvalorizadas e com baixa auto estima nesse modelo escolar.
Sou psicopedagoga e no consultório aparecem muitas crianças com ótima capacidade cognitiva, mas com a auto estima lá no pé e sem autoria de pensamento. Normalmente reforçado por modelos de ensino que não levam em conta as múltiplas imteligências. E todas devem ser desafiadas e incentivadas.
Que vestibular o que!
Acho muito mais importante formar indivíduos que saibam escolher e reconhecer o querem fazer, o que gostam, o que tem facilidade, o que lhes desafia e principalmente que saibam que aprender é para além dos muros da escola e é prazeroso (embora às vezes sofrido).
Aí o vestibuar é consequência, é parte do processo e não o objetivo de todo desenvolvimento infantil.
Somos iguais nisso, o que é visto como "descompromisso" por vários membros da familia.
não enxergo e nunca enxerguei o vestibular como uma aprovação, uma prova de que vc serve parta alguma coisa nessa vida.
dou preferencia as viagens e programas culturais antes de tudo. quero que meu filho conheça o mundo e o ache interessante, onde ele possa e tenha vontade de fazer diferença, ser alguém de bem e realizado pessoalmente.
estar bem profissionalmente faz parte da vida, ter com o que se sustentar, estudar para conseguir melhor colocação no mercado de trabalho também ajudam, mas não é só isso que importa.
tô contigo carola!
bjocas
Maravilhoso, Carol, tô contigo 100%. E vamos saindo da Matrix...
FALOU E DISSE!!!!!
E ASSINADO PRO MIM TB.
MARIANA
Diria que foi um post verdadeiramente intenso e verdadeiro. Concordo que ter faculdade não faz uma pessoa ser melhor que outra e que uma pessoa culta e educada pode não ter feito uma faculdade...
Sabe o que é Carol? Nossa sociedade diz que quantos mais diplomas e certificados você tiver significa que é competente, inteligente etc; instigando a competitividade extrema - o que considero terrível!
Vejo muitas crianças hoje que, além de estudarem em escolas "top", fazem inglês, judô, balé, reforço escolar, preparatório para esses vestibulinhos e tantos outros cursos não porque gostam, mas porque muitos pais dizem: "se quiser vencer na vida tem que começar a se preparar desde cedo".
Provavelmente esses pais não conhecem sobre a importância que o "fazer nada" tem para uma criança - é justamente quando ela exercita sua criatividade, por exemplo.
A criança precisa brincar, curtir sua infância também e não só estudar, estudar e estudar! Não é verdade? Daí, acabam crescendo e se transformando em pessoas neuróticas, infelizes, que só se importam em "vencer", em ser o primeiro.
Dia desses vi duas mães voltando da escola com seus respectivos filhos - que aparentavam ter entre 7 e 9 anos - conversando sobre a nota que um deles tirou em matemática: "Ai, menina, estou tão preocupada, meu filho tirou 8 em matemática, acredita? Já deixei de castigo, proibi de ver TV e jogar videogame... Não sei mais o que fazer![...]"
Gente, por favor, desde quando 8 pode ser considerada uma nota ruim??? Será que só eu penso assim?
É isso aí, Carol, se continuarmos pensando como você, quem sabe um dia tudo muda...? Fé e esperança, sempre!
Beijos carinhosos!
Silvia Azevedo
http://umapitadadecadacoisa.blogspot.com
P.S.: Desculpe se me estendi muito, mas é um assunto que me interessa e considero importantíssimo. ;)
Carol querida, estou apaixonda pelo seu blog!!! Ontem ri a bessa com várias das suas postagem e me surpreendi com vontade de fazer o meu próprio blog! Parabéns, tá massaaaa!!!
Meu nome é Karine, sou de BH/MG, sou proprietária de uma loja de moda infantil no orkut e quero especialmente hoje fazer um cantinho lá e sugerir às minhas clientes que leiam a sua postagem de hoje!!! Tema importantíssimo e a sua colocação não poderia ter sido melhor!!! Bjosssss
Carol, amei o post! Concordo, isso mesmo! Chega de estressar essas criaturas e criar monstrinhos.
beijocas
Excelente texto. Ótimo mesmo. Também acho absurdo crianças pequenas serem submetidas a testes simplesmente para entrarem na escola. O próprio vestibular é um sistema seletivo bastante ultrapassado, que estimula decorebas de fórmulas ou aprendizados que nunca serão utilizados.
Também acho que tudo isso que vc destacou aqui é muito mais importante para uma vida realizada do que entrar em uma escola dita forte.
PS: adorei o layout novo!!
Super concordo... as vezes tenho a impressão de que estão "querendo fabricar robos" e não educar crianças. Fico passada com a forma de ingresso em escolas "renomadas' daki do rio... é quase mais facil entrar para Harvard!
Bjs
Eu estudei em colégio de elite e posso dizer que tem mais escória, mesmo. Pessoas sem um pingo de educação, que acham que dinheiro pode comprar tudo e todos.
Mensalidades que são uma fortuna, onde muitas vezes os professores privilegiam os mais endinheirados.
Acho que educação é muito mais que uma sala de aula com ar condicionado e materiais caros.
Beijão!
Eu também prezo cada vez mais a educação do ser humano em primeiro lugar, o ensino de valores ao inves de so conteudo. Hoje em dia a disputa pelo mercado começa cada vez mais cedo, com crianças sendo negadas do direito de brincar pra prestar conta de suas notas e isso é um total absurdo! Por isso fiquei tão feliz quando descobri que vamos conseguir uma vaga numa escolinha Waldorf pro Nic, que estimula a imaginação, apreciação da natureza, a gentileza com as pessoas e respeito pelas outras culturas. O aprendizado da matemática e das ciências são uma consequência. E eu adoro isso...
Enfim, otimo post, Carol!
Beijos,
Lu
Perfeito seu post. Também pensamos muito nisso aqui em casa. Será que temos que escolher desde já a escola que minhas filhas vão estudar só pra elas não terem que prestar vestibulinho depois? Ficamos em dúvida um tempão, depois decidimos que não. Escolhemos uma escola em que o foco é brincar e ensinar valores - daqueles que nós acreditamos. Estou amando a escolha. E também vou seguir esses mesmos critérios quando ela for para a escola de verdade.
Adorei seu post.
beijos
perfeito: me arrepiam com estas escolas que visam o vestibular e fazem provas nos sábados desde o primeiro ano "para ir acostumando" as crianças... ui, tô fora... lá na escola da minha só tem prova no último ano para as crianças saberem fazer uma quando saírem de lá...
beijoca
Ótimo post, sábias palavras! Concordo com tudo.
Beijos.
AMÉM!!!
Mirys - mãe de 2 mosqueteiros, partindo em busca de sua primeira aventura no mundo, em janeiro!!! Vou mostrar para eles a casa de Monet! Não é ótimo???
www.diariodos3mosqueteiros.blogspot.com
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