28 de março de 2011

mãe é tudo igual. será?



Tenho uma amiga que odiou a gravidez. Sofreu com enjôos e se achou muito esquisita no novo corpo. Eu amei ficar grávida, mesmo com o peso da barriga, a dor nas costas e a azia (salve mylanta plus!). De verdade, eu poderia passar o resto dos meus dias férteis barriguda. Mas não gostei de ser mãe de recém-nascido. Passo. Ela amou, diz que poderia ter milhares de bebezinhos se não precisasse passar por uma gestação antes.

Da mesma forma, acho que existem mães que adoram quando os filhos são adolescentes, enquanto outras lamentam que tenham crescido. Mães que gostam de brincar e praticar esportes enquanto outras são mais voltadas à organização da vida dos rebentos. Mães que geraram, mães que adotaram, duas mães. E é tudo é igual? Isso não é simplificar demais?

Mãe que trabalha fora. Mãe que trabalha (muito) dentro. Mãe que não trabalha e tem tempo para depilação-unha-escova toda semana. Uma questão de perfil e de possibilidade. Simplificar é reduzir todas as complexidades do ser humano que se torna mãe e eternamente compará-lo a um ideal inatingível. É dizer que depois que nossos filhos nascem morrem nossas individualidades e nos tornamos mais uma. 

22 comentários:

Carol Garcia disse...

adorei o post, carola!
mãe é tudo igual? não sei.
mas a essencia materna...ah...essa não muda nunca.
eu tbm adorei a gestação, o bebê recém nascido, o tudo.
hoje só reclamo mesmo é do estilo panda, mas vá lá, também tem suas graças.
bjocas e ótima semana

Lia disse...

Pois eu amei (e amo) ser grávida, cuidar de recém-nascido e agora ser mãe de uma menina de um ano e pouco. Acho que meu desgosto vai ficar pra fase da adolescência... mas até lá eu já empolguei e fiz mais três, quatro filhos... ;)

Mariana - viciados em colo disse...

mas tem uma coisa que iguala todas (a maioria de) nós: o amor aos filhos! querer vê-los crescendo feliz e saudáveis, por mais loucas e invertidas que a prioridade de uma pareça a outra, não é mesmo? no mais cada uma é cada uma.

beijoca

Aline Silva Dexheimer disse...

Somos iguais quando queremos dar nosso amor infinito!
Também adorei ficar grávida e adorei cada minutinho. Eu vomitei todos os dias da gravidez dos meus trigêmeos, inclusive no dia da cesárea! Fora outras coisas mais! Mas nem ligava! O ser humano é complexo, mas pode aprender que a vida para se curtida é tão simples, mas alguns não enxergam. Beijos,Aline

Sarah mãe do Bento disse...

Pensei exatamente a mesma coisa que a Mari, o que nos iguala é o amor aos pequenos!
Também adorei toda a gravidez e não gostei muito da fase RN. Adoro a fase em que Bento está agora, dá para conversar, brincar de várias coisas, perguntar o que dói quando está doente... fora que dorme a noite inteira! kkkk!
bjocas

Sara Lima Saraceno disse...

No fundo, no fundo, acho que mãe é tudo igual sim...rsrsrs!! Tira o lado profissional e certos aspectos da personalidade para tú ver... o que sobra é o amor infinito e a vontade de acertar (mesmo errando muitas vezes)!!! :)
Bjão
http://vivendoavidacomoelaeh.blogspot.com/

Camila disse...

Amei, Carol! Sou do tipo q não viu muita graça na gravidez, mas q ama um RN. Trabalho muito em casa, mas não abro mão de unha e depilação em hipótese alguma. Cada mãe com o seu endereço, né??
Bjocas,
Camila
www.mamaetaocupada.blogspot.com

Apenas dance! disse...

Legal o post. Eu adorei ficar grávida, tive uma gestação super saudável. E tô amando cuidar da minha baby princesinha, ela é tudo o que eu imaginei, sonhei... enfim. TÔ MUITO FELIZ!

Porémmmm... acredito que toda mãe passa por momentos ruins, que mexem com nossas emoções ao extremo! Comigo mexeu muito no primeiro mês. Agora que ela tá com 4 meses me sinto firme e forte. É uma questão de fase e adaptações. Beijos =*

Chris Ferreira disse...

Oi Carol,
também não gostei de ser mãe de RN. E o pior é que me olham com aquela cara quando digo isso. Adoro crianças, adoro a gravidez, queria ter mais filhos. Fico grávida pensando que vou sair da livcença maternidade já grávida novamente. Aí vem aqueles primeiros 3 meses e eu levo 5 anos para sair do trauma. kkkk. Se desse para pular esses 3 meses ... seria perfeito para mim.
Adorei o post.
beijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com/

Nine disse...

Carol, acho que a maioria das mães tem um certo padrão no quesito amor aos filhos, preocupação com seu futuro, sua saúde, sua felicidade, tendemos a ser parecidas numa série de requisitos básicos, mas a partir daí somos sim muito diferentes umas das outras.

Para vc ter uma idéia entre minhas amigas reais não tenho nenhuma que se pareça comigo como mãe, que pense parecido comigo e com quem eu possa trocar idéias sem ter que explicar o porqûê das minhas escolhas.

Já no mundo virtual fica mais fácil porque formamos um grupo mais ou menos coeso e isso pode nos dar a idéia de que somos muito parecidas. Mas o mundo virtual é uma coisa, é apenas um pedacinho de nós. Por isso tenho certeza que somos muito diferentes, porém com alguma coisa em comum (sorry, não resisti!).

Eu não gostei de estar grávida, mas passaria por um parto tranquilamente, a partir daí poderia pular uns 3 ou 4 meses sem problemas...

Beijos,
Nine

Nanci disse...

Eu acho que mesmo mantendo as individualidades ser mãe é lugar comum. Não sei exatamente onde mas existem coisas que se repetem em todas as maternidades. Pequenos ou grandes momentos. A individualidade faz com que sintamos diferente, mas acho que somos mais iguais agora. Luto pra preservar minhas individualidades, são elas que farão da minha experiencia com a maternidade algo único. bjs

Ana disse...

As mães são diferentes. Cada uma cria do jeito que achar melhor. Mas aí que iguala. Pelo menos a maioria quer o melhor para o filhos. E a culpa? Todas elas carregam mesmo que neguem. Kkk
Amei estar gravida, amei ter um recem-nascido. Mas acho que não vou gostar muito da adolescencia não. Será que dá para pular. Rs
Beijos!

Dani Brito disse...

Não existem seres humanos iguais. Como vc muito bem disse "Simplificar é reduzir todas as complexidades do ser humano que se torna mãe e eternamente compará-lo a um ideal inatingível."

Estava agora há pouco pensando nas minhas individualidades...elas não morreram. Estiveram adormecidas, pelo tempo que se fez necessário.

(odiei uma gravidez e amei a outra. Agora, adoro um RN! teria vários...rs)

Beijo

Mirys disse...

Falando em mães diferentes... também somos FISICAMENTE diferentes! E temos cotidianos diferentes!

Somos únicas (principalmente para os filhos) e, por isso, entrei num desafio. E queria aproveitar para te convidar ao "mamarazzi week". Tá tudo aqui ó!
http://diariodos3mosqueteiros.blogspot.com/2011/03/mamarazzi-monday-diario-da-mirys.html

E aí, vamos nessa?
Bjos e bençãos.
Mirys

Beta, a mãe disse...

Arfe, eu não gostei da gravidez nem de cuidar de bebezinho, minha coisa mesmo é sair correndo feito louca atrás de um bebê recém-andante e distribuir nãos adoidados. Vai ver eu vou sofrer o mesmo que a Lia, na adolescência deles. Sinceramente acho mesmo que só aquelas mães que deixam os filhos serem criados com babás 24/7, não estão no mesmo patamar que a gente, porque aí são filhos de babás e não da mãe. Beijos

Muito Criança disse...

É verdade acho que não somos super poderosas a ponto de gostar de tudo desde o momento que gruda o embrião até a gente morrer, pq depois que viramos mãe é até o nosso fim, se Deus permitir....
Bjs

Mix Martins disse...

Minha gravidez foi beeem diferente do que imaginei. Sempre pensei em ser um quase divina, mas foi uma coisa bem terrena mesmo. Amo ser mãe de bebê... ainda não experimentei as outras fases, mas essa tá uma delícia!
Somos diferentes sim... mas amamos muito... acho que nesse ponto somos iguais (ou quase). Amor de mãe
é especial, é inigualável... mas existe em todas nós, né?

beijos

Ilana disse...

É Carol, acho que somos sim muito diferentes, mas parecidas naquilo mesmo que a Mari falou lá em cima: o amor por eles.
E eu também amei a gravidez, fiquei enlouquecida na fase RN, e a cada dia curto mais o filhote e amo mais ser mãe.
Beijos

Bianca disse...

Você falando da sua amiga parece que está falando de mim. Ainda não me recuperei da gravidez, mas tô felizona curtindo minha fofurinha de 42 dias!

Mas o importante é o amor pelas crias, e isso não tem medida!

Anne disse...

Mãe é tudo igual.... mas as formas são diferentes!
Adoros seus posts Carol, vc consegue ser muito direta e eficaz!
bjo bjo

Coisas de mãe disse...

Passei o fim de semana com uma amiga e falamos exatamente sobre isto.

Renata disse...

ótimo post, amei! Temos em comum o amor incondicional pelos filhotes, mas cada mãe é mãe a seu modo!
beijinhos