Acho que qualquer criança que tenha irmãos um dia pergunta pra mãe quem é o filho preferido. Me lembro que eu e os meus irmãos perguntávamos isso de vez em quando. A resposta que recebíamos? Gosto dos três igual. Imaginava que minha mãe sentia sempre a mesma coisa pelo três filhos, o tempo todo. Algo linear, homogêneo e previsível.
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Esses dias estava ninando um dos meninos e me dei conta que naquele momento ele era tudo o que mais importava para mim. Não que eu gostasse mais dele do que do irmão. Nada disso. Mas naquele momento ele era tudo. Então eu compreendi que quando a gente gosta de todos os filhos igualmente, não é igual o tempo todo. A gente intercala 'a coisa mais importante' a cada microsegundo. A gente gosta mais de um por suas peculiaridades e mais do outro por aquilo que só ele tem. E esse amor é superado a cada instante num movimento intenso, ininterrupto e inesgotável em uma lógica que a matemática não compreende.


27 comentários:
eu tenho dois filhos com um ano e 7 meses de diferenca. Sem babá, sem parentes, sem empregada, só marido. As pessoas me perguntam como eu cuide dois e eu sempre respondo: um de cada vez. Não que a gente deixe o outro de lado, mas recebe atenção aquele que precisa mais naquele exato instante. E assim vamos, o dia todo, tendo sempre um como o mais importante.
concordo super, carola...
cada um com seu cada um, ocupando um espaço só seu (horas maior, horas menor) no coração da mama...
ps: sim. ainda tô morrendo de preguiça do segundinho... assunto já listado para "resolver" pós viagem.
bjocas
Oi Carol! ainda não nos apresentamos, sou a Patricia, mãe do Heitor e da Helena, 6 e 1,3 anos.
Não podia deixar passar esse post, vc conseguiu traduzir com uma simplicidade mágica esse "dilema" desse amor sem fim de mãe e filhos; eu tinha que te dar os parabéns! adorei!! adorei!!! adorei!! é isso mesmo! abçs
É exatamente isso que sinto, Carol! Muita gente me pergunta se tenho algum apego maior por um ou por outro,... Sempre respondo que não tenho,... Cada um tem algo que me encanta completamente, eles são tão diferentes com suas características,... E é bem isso, quando estou com um, estou completamente com ele naquele momento! Acho que é a forma que temos de nos dedicar totalmente àquele bebê. Bjos, adorei o post!
Concordo, as vezes tenho medo de demonstrar mais para um do que para o outro, e pricipalmente tenho medo de que eles achem que gosto mais de um do que do outro.
Ana
http://amaedosgmeos.blogspot.com/
Oi Carol,
Ameiiiiiiiiiiiiiiiii, eu sempre perguntava para minha mãe isso. Hoje eu sou mãe de uma menina apenas, mas pretendo ter mais filhos e posso imaginar como é esse amor de dois, não vejo a hora!!!!!!!!
Bjos, lindo post.
Não tem como escolhermos, cada um tem suas características maravilhosa e agente amo muito.
Bjs.
Eu que sou mãe de UMA, sempre fico me perguntando se quando eu tiver outro filho, amarei igual... eu fico pensando: será que vai ser possível amar outro ser tanto assim?? Pelo visto, VAI!! Não em todos os momentos, né? rsrsrs!
Bjão
http://www.vivendoavidacomoelaeh.blogspot.com/
Eu por enquanto tenho só um filho.
Mas acho que além do amor (que concordo com você em como deve ser) também existe uma afinidade maior com um ou outro filho. Talvez pelo jeito de ser de cada um, pelo jeito de pensar...
Beijos!
Lívia.
MInha mãe sempre falava isso, que amava todos igual, mas diferente.
Porque cada um tem suas características.
E até hoje a gente disputa a tenção dela como crianças...r s
Bjos
sualynda, que post belo!!!
suspiros, de uma potencial mãe de 2 com preguiça montra do segundinho, assim como a Carol...
bjo
Pra somar ao seu post Carol, alguem muito proximo de mim, cresceu muito magoado porque num triste dia o pai manifestou "preferencia" pelo outro filho. Grave erro! Isso o impediu de criar vinculos, outras afinidades com o preterido!
Lindo o seu post e lindo os seus dois amores alternados e juntos ao mesmo tempo!!
BJ, Ana.
Esses dias me perguntava "é possível amar tanto o segundo filho?". Acho que o amor que o primeiro recebe é um amor sufocante da novidade, enquanto o segundo é o tranquilo da experiência.
Beijos
Vou pedir pra minha mãe ler esse post, só assim ela vai conseguir explicar pra gente, pq eu e meus irmãos, a gente vive dizendo que é o mais velho é o preferido e ele se enche... Tadinha, ela dá mil explicações! Bjs.
concordo, concordo, concordo!
aliás eu sempre disse que é impossível gostar igual, não na quantidade, mas na forma como gostamos.
beijoca
Linda definição. É isso aí.
Beijo.
Perfeito, Carol.
Vc conseguiu expressar o que há muito ensaio...
beijo
Carol, vc disse tudo. Como mãe de três me vi no seu post! Lindo,lindo.
Bjos!
E com os netos é a mesma coisa, tudo igual.
Você descreveu um sentimento que eu ainda não conheço. Ainda estou tomando coragem para decidir engravidar do segundo e pra ser muito sincera, tenho medo do que eu posso sentir...
Hoje meu pequeno é tudo pra mim!! Mas muitas mães me dizem que é como se o coração dobrasse de tamanho... vamos ver... Adorei o post!!
Oi Carol...
estou conhecendo seu blog hoje e me identifiquei muito com o que vc escreveu sobre como é possível amar dois filhos ao mesmo tempo e de um jeito tão absolutamente único...Sou psicóloga,mãe de um menino de 5 e outro de 1 ano, passo 10 horas diárias fora de casa trabalhando e no início morria de medo e culpa achando que não ia dar conta de ter um tempo especial com cada um deles no final do dia...puro engano,,,hoje vejo que ter o pequeno aconchegado no colo enquanto ele mama antes de dormir (com aquele cheirinho de mamãe-bebe no cabelinho recém lavado) e, meia hora depois, estar com o maior no quarto lendo uma história juntinhos e conversando sobre os acontecimentos do dia - esses dois momentos - são simplesmente mágicos e únicos...e um não vai ser nunca melhor que o outro...porque são únicos mesmo sendo dois... loucura, né!?
beijos
Alessandra
Minha mãe também falava isso, que amava os três igualmente. Por enquanto só tenho um, mas tenho plena convicção no que vc disse no post: todos os filhos são amados, mas cada um à sua maneira e ao seu momento.
Ah, e adorei os posts da Roberta e de bebês de um ano. Valiam cometários, mas já foi, né?
(atrasada nas leituras, eu???)
Beijos!
Ei Carol!
Que posto bonito e verdadeiro. Pensei na minha experiência como filha com dois irmãos e de mãe de duas crianças.
A gente ama igual, diferente, uma hora mais que outra.
Bjos.
Roberta
maededuascriancas,blogspot.com
Minha mãe falava igualzinho... e eu já me vejo caminhando pra mesma resposta. Mas concordo totalmente com vc... e aí fica a questão: como responder a essa pergunta de uma maneira mais verdadeira mas numa linguagem que eles sejam capazes de entender???
Ó vida (de mãe)...
Beijos
Fabiana
http://2-ao-quadrado.blogspot.com
Concordo com a Li, a respeito da afinidade, acho que nao existe amar mais ou menos, mas muitas vezes por temos mais afinidade com o pai ou a mae, com um filho ou com o outro, ou ao reves, parece que existe uma preferencia. So tenho uma filha, mas falo da minha experiencia como filha.
bj Carol
www.motherlovedatabase.com
Ai que lindo seu comentário, escorreu uma lagriminha aqui do outro lado...
Nunca li algo que explicasse tão bem esse sentimento de amar mais um filho neste segundo e o outro no segundo seguinte. A explicação perfeita pra sentimentos sem explicação.
Abraços. Feliz Páscoa!
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