15 de junho de 2011

como foi que sobrevivemos?



Fui em uma dessas lojas de artigos para bebês comprar mamadeiras novas para os meninos. Já sabia o que eu queria, escolhi rápido e fui para a fila. Enquanto esperava, prestei atenção em uma grávida que carregava uma lista enorme de enxoval, e escolhia os artigos que compraria. Era manta, cueiro, cobertor. Pano de boca, de ombro e fraldinha. Saída de maternidade combinando com o lençol e com a chupeta. Roupa para sair e para ficar em casa. E ela preocupada e ansiosa escolhendo todos esses ítens 'imprescindíveis'.

Lembrei que já estive no lugar dela e que certa vez uma vendedora tentou vender um termômetro de banheira e alguns outros produtos nada básicos para mim e para o Rodrigo. Não lembro se compramos alguma coisa naquela loja, mas lembro da discussão que tivemos quando saímos de lá e da frase que a deflagrou: Não sei como eu sobrevivi à minha infância, foi o que Rodrigo disse. Não tinha termômetro de banheira, esse monte de pano e muito menos uma roupa só para sair do hospital.

Por mais que isso possa parecer irônico agora, foi dito de uma maneira muito séria. E isso abriu uma das discussões mais importantes que já tivemos sobre como queremos criar nossos filhos, e sobre o que é mesmo imprescindível para eles. Acho legal podermos dar conforto e objetos legais, mas o luxo e o desnecessário eu dispenso. Não só porque meu dinheiro não dá em árvores, mas porque acho que temos que valorizar o que temos e não precisamos de excessos. Valor ao dinheiro deve ser ensinado.

E você? Acha que há muitos estímulos para compras de produtos desnecessários? Como lida com isso?

26 comentários:

Anne disse...

o importante é ter consciência dos estímulos, e não se deixar levar pelo "tem que"... ou mais tarde "ele gosta tanto"...
os bonequinhos do kung fu panda foram feitos para vender e fazer seu filho querer mais ainda comer lanche.
não se iluda!

bjo

Anônimo disse...

Carol!
Ontem mesmo comentei com uma amiga minha que esta gravida de gemeos sobre o tal termometro de banheira!!! Eu achava "super" necessario, mas nao usei mais do que 1 semana!!! Heehehhe!!! Realmente, como o $$$$ nao da em arvore e valorizo o meu, compro somente o necessario e busco sempre o melhor preco!!!! Afinal de contas, tendo trigemeos, tudo fica um pouquinho mais caro ne!!! Bjs, m
Mariana
www.mmmais3.blogspot.com

Ingrid Gomes disse...

Eu super concordo com isso, fui chamada de mesquinha, general e o caramba a quatro porque meu filho nao tem um armário se seis portas lotado de coisas (acredite, tem bebezinhos que ainda nem nasceram, que tem armários assim e papai cheio de divida), fui chamada de insensivel e nada maternal por nao sai por ai feito uma loca comprando como se a fatura do cartão fosse sair da conta do Ike Batista hahaha

Fato é que meu filho tem 10 meses e meio, é um menino lindo, alegre, que usa roupas novas e usadas, usa até roupas que foram do pai dele, brinca com brinquedos, novos, usados e muito pote de plástico roubado da cozinha da mamãe, ele tb tem um carrinho lindo, maravilhoso e enorme comprado de segunda mão e um cercado de fazer inveja, que me custou apenas alguns euros.

Conforto sim, esbanjação e insentivo a futilidade, não nessa casa aqui! =)

Beijocas

PS: Cada vez que o pequeno brinca feliz com um pote qualquer o pai dele me olha diz "fisher price my ass!" hahahah

Raquel M.B.G. disse...

Oi Carol, sou professora de Marketing e esse é um dos dilemas que debato com os alunos, pois a essência do Mkt é vender. Produtos e serviços são muito mais desejos do que necessidades, e como pais (que ainda não sou) penso que estabelecer limites não é só uma maneira de poupar dinheiro, mas também garantir que seus filhos sejam pessoas mais conscientes, responsáveis e equilibrados em suas vidas. Bjs

Ju Usui disse...

Falou e disse Carol, eu caí no conto do termometro de banheira, comprei e ganhei mt coisa desnecessária, o maridin desde sempre dizia: isso não vsi servir pra NADA, mas a tonta aqui queria porq queria os excessos... humpt... Qdo eles nasceram vi o que realmente era imprescindível, inclusive no quesito fraldas descartáveis, achava que só as caras eram boas, um boba msm! Aqui a lição foi aprendida. bjs

Bruxa Contemporânea disse...

Mesmo grávida inexperiente eu tinha uma intuição de que tem muito exagero nesses enxovais quilométricos. Termômetro de banheira?!? Tem uma coisa muito melhor chamada bom senso. Melhor guardar o dinheiro para os anos de fraldas que estão por vir (desculpem-me mães que usam fraldas de pano para preservar o meio ambiente), para as vacinas caras e as roupas que teimam em ficar pequenas rapidinho.

Ensinar a dar valor ao dinheiro e a evitar os excessos consumistas são lições para nós e para nossos filhos. E é difíiicil....

http://maededuascriancas.blogspot.com/

Roberta

Renata disse...

Olha Carol, no meu caso, minhas compras são apenas o necessário mesmo. Prefeiro investir mesmo numa boa poupança para eles, uma escola de qualidade e, por mais estranho que pareça, em alimentos mais saudáveis (infelizmente os alimentos mais naturais e saudáveis acabam saindo mais caros também).
Os meus filhos adoram esses livrinhos que ganham e são comprados em lojas de R$1,99! São historihas, com lindas imagens, e eles se encantam! brinquedos, eles tem porque ganharam muitos de aniversário e, volta e meia, as avós dão alguma coisa, mas gostam mesmo é de um balanço, de um potinho com tampa para fechar, de um momente de revistas para rasgarem, e aí vai. Roupas, não compro nada de marca (eles até tem alguma coisa, porque ganharam), mas acho que não vale a pena gastar com algo que em dois ou três meses já não vai servir...
Acho a tua colocação super importante referente ao valorizar o que se tem. Acho que é super importante mostrar que podemos alcançar o que queremos através atitudes e/ou um trabalho honesto, digno e que nos faça feliz. Além disso, mostrar que felicidade pode ser encontrada em pequenas coisas!
É uma boa reflexão, né? Bjos e parabéns pelo post.

Fernanda disse...

Também não sei como sobrevivi...
Nós subíamos a Serra para Campos do Jordão num fiat 147, todas as filhas no chiqueirinho com cobertores por cima, fazendo uma bagunça sem fim, meu pai fumava dentro do carro, eu usava todas as roupas da minha irmã mais velha e minhas irmãs mais novas usavam as minhas e todo mundo era feliz, e todas estamos vivinhas para contar história...
Eu agora toda preocupada se a cadeirinha do meu filho é a mais segura mesmo...
Não consigo imaginar qual vai ser o tipo de preocupação que nossos filhos terão com nossos netos...
Capaz deles baixarem um pouco a guarda?

Nanci disse...

Eu fui uma mãe muito compradora. Queria curtir e mimar, minha filha ficava impecável e rosa o tempo todo. A realidade chegou aos poucos e fui me policiando. Ainda quero enche-la de coisinhas, mas o pior é ter que dizer não pra todos os brinquedos que ela vê na tv. Mesmo que tenhamos o dinheiro nao compramos tudo, mas é difícil. No quesito úteis fúteis passei da fase precisamos disso. Agora com a grana mais que curta eu penso muito e quase sempre não precisamos do que eu achava imprescindível. bjs.

Mari Hart disse...

Apoiada! na maioria das vezes é uma satisfação da própria mãe principalmente de 1ª viagem que se encanta com tudo que acaba ficando de lado depois sem usar. Nunca usei essas coisinhas, talvez por terem vindo dois de uma vez como vc, o dinheiro não sobrava pra supérfluos.

Bjão!

Unknown disse...

Aqui em casa Carol é a mesma coisa.... Desde que eu estava grávida o enxoval deles eu comprei pouquíssimas coisas, pois fiz chá de bebe com roupas M e G e como não moro na minha cidade, minha mãe fez outro lá com roupas G e de 1 ano... Então ganhamos muitas coisas... Perde-se muito rápido e acho que não vale a pena tanto exagero como vejo por ai..

Até hoje eles tem o necessário, e ainda tem muitas roupas guardadas do aniversário de 1 aninho.. Sempre compro roupas mais inferiores pra dentro de casa e pra sair roupas melhores... uma roupa de marca sendo arrastava no chão o tempo todo é desnecessário e meu bolso agradece..

Brinquedos tem muitos que ganharam do aniversário e como moro a 60km do paraguay eles tem muitas coisas, pois lá tem muitos brinquedinhos que eles gostam que custam as vezes centavos.. mas na idade deles brinquedos caros também é desnecessário..

Uma poupança, uma boa escola, um carro quando entrar na faculdade acho que ai sim, será uma "necessidade", então polpamos agora para eles terem depois...

Beijos e quando poder conheça a minha Mistura Cotidiana.

Dani Brito disse...

hahaha...vivo dizendo isso! Na minha época não existiam esses brinquedos que "estimulam a inteligência", cheios de cores, sons e agora, bilíngues. Cresci de pé no chão, correndo atrás de uma bola e pulando o muro da casa da minha avó pra brincar na rua.

Nunca me rendi aos supérfluos. Na primeira gravidez, por falta de grana mesmo. E na segunda, com as coisas melhores, por pura consciência mesmo.

Sandra Kautto disse...

Posso estar equivocada mas acho que no Brasil o mercado para bebês é muito opressor! É uma infinidade de "coisinhas fofas" que você "precisa" comprar para o seu filho. Meu primeiro filho tem 4 meses e quase tudo que comprei para ele foi de segunda mão, e ele tá crescendo forte (8kg) e feliz! Mas eu sei que se morasse no Brasil a história seria diferente...acho que pelo fato de aqui tudo ser caro demais o povo é mais consciente em relação ao supérfluo para os bebês...tudo é muito prático e simples, e o mercado de "usados" é super utilizado pelas mamães.

Criança precisa é de carinho, atenção e segurança!

Mariana disse...

ja fui muito do lado econômico, não comprar o desnecessário e blablablablablabla, depois que tive minha filha, surtei, nunca mais consegui voltar ao normal e virei consumista nata, me pergunto onde foi que mudei, a verdade é que aquilo que fazemos hoje reflete amanhã, aí chegam meus filhos grandes me pedindo absurdos e eu respondo o que? sei que tenho que mudar, prometo que vou tentar! as duas gestações passei sem esses paninhos, coisinhas e inhas que dizem que precisamos, agora que eles estão maiores eu to estragando tudo! que beleza né? bjuu

Ana disse...

Aqui em casa vale a lei do necessário. Só compro o que precisa. Uso a regra de 3 gavetas. Não precisa de 10 vestidos. Precisa de 1 vestido de malha, 1 arrumadinho, e outro pra rolar no mato!Tênis pro menino: o da escola, o de sair (festinha) o de chutar pedra!
Claro ganhamos muita coisa que vem de fora, e num dá pra trocar. Baseado nisso já compro menos pensando nesses extras que vem.
Quando tem festinha da escola sempre tento arrumar com o que tem em casa, como vc fez. Ensinei a última empregada aqui em casa, que a cada festa na creche da filha, corria pra loja. Fui sincera e ofereci ajuda. Ela aceitou e ficou super feliz. Tinha comprado um vestido caro, fiz ela trocar por 'várias roupinhas úteis, e usar acessórios para dar a cara da festa (que era da primavera)como flores no cabelo, vendem no armarinho por uma bagatela!
Enfim, criatividade e cabeça aberta pra não ver o dinheiro escoar no ralo!

Maura Fischer disse...

Oi Carol...
Eu concordo com você! Mas o termometro de banheira eu não dispensei: morria de medo de escaldar a pequena! heheheh!
Por falar em mamadeiras, estou com um problemão: minha filha as odeia e em beve eu volto a trabalhar... Como foi com vcs a transição peito-mamadeira?!?!?
Um abç,
Maura

Ananda Etges disse...

Sabe que na primeira gravidez a gente fica meio sem rumo. Não sabe o que comprar e se baseia nessas listas por falta de conhecimento mesmo. Eu nem comprei tanta coisa assim, mas hoje se fosse fazer "enxoval" eu faria muitooooo diferente! E com certeza seria bem mais prática.

Beijos, Ananda.

http://projetodemae.wordpress.com/

Mary disse...

Carol, acho legal buscar o caminho do meio.
Se temos oportunidade, não devemos ter de menos. Mas se temos dinheiro, também acho desnecessário ter demais.
Eu estou montando o enxoval da minha pequena, e comprei sim uma saída de maternidade linda com a manta combinando e outros "mimos", mas tenho a consciência que nada disso é necessidade dela e sim, um capricho meu.
Qualquer roupinha de algodão e macia serviria para ela sair da maternidade, mas EU achei legal comprar uma roupa especial para que ela saia ainda mais fofa nas fotos do dia que vai marcar de verdade uma grande mudança em nossas vidas. Obviamente, o dia do nascimento dela será o mais importante, mas esse sentimento de sair do hospital e levar a pequena para a sua nva casa, na minha opinião, merece um registro mais que especial, com direito a mamãe e bebê com roupas bonitas!

Celi disse...

Concordo com você! Acredito que isso acontece principalmente com as mães de primeira viagem no qual querem fazer o melhor, querem ter tudo em mãos, tudo que precisar... E somente depois dão conta de que isso ou aquilo foi comprado a mais.
Mas o conhecimento do que é supérfluo e o que realmente é necessário leva tempo e requer experiência.
Muito bom seu post. Com certeza um alerta para cuidarmos dos valores que transmitimos aos nossos filhos. Senão cai no quero isso, preciso disso, mas meu amigo tem aquilo...
Beijos

Nuana disse...

Muitos estímulos mesmo, propagandas infindáveis e com slogans que deixam a gente assim né/aqui em casa faço o necessário, coisas educativas,roupas pra acompanhar o crescimento-e como cresce////e alimentação de primeira///
adorei o post, como sobrevivemos sem nada desas coisas...a helena nem teve saída de maternidade///achei desnecessario e nao comprei///
passa la no blog q te deixei um selo lindo....bjo bjooo

Luciana - Descobertas disse...

Acho que isso é um assunto interessante para uma blogagem coletiva!

Bem, aqui em casa o termômetro de banheira virou brinquedo hoje, rola no chão, meu filho se amarra nele. rsrsrsrsrs

Carol quero mais dicas sobre isso!

Lia disse...

Carol, muito boas suas reflexões nos dois últimos posts. Ainda se associa muito a diversão, o prazer, a felicidade ao consumo de porcarias e à produção de lixo. Também estou num movimento de volta à natureza, tentando tornar minha vida mais ecológica e, se não salvar o planeta, pelo menos ser menos um parasita sobre ele.
Aos poucos vamos mudando. Espero que a sociedade acompanhe esse movimento. Reciclar, reduzir e reaproveitar já!

Carol Garcia disse...

Pois é Carola,
Tá tudo errado, já diria minha sábia vozinha.
Acontece que as lojas se aproveitam do "momento lindo e mágico" e o transformam numa mega oportunidade de lucro.
Eu tbm peneirei bem minha lista de enxoval. Questionei horrores cada item que me parecia absurdo ou incompreensível.
mas mesmo assim, cara amiga, caí em várias armadilhas, como o inesquecível aquecedor de mamadeiras, no qual não cabia nem uma chuca.
...
daí, me atualizando por aqui, lendo o post da festa junina, vejo que acaba sendo tudo a mesma coisa. essa necessidade de tentar que a próxima geração seja mais consciente. dê mais valor as proóprias conquistas e
ao que a natureza oferece. tenha menos vontade de gastar em futilidades e mais vontade de aprender.

não é?

bjocas

Camila Bandeira disse...

Com certeza, nós sobrevivemos sem todas essas coisas de hoje me dia. Claro que algumas existem para nos dar mais conforto e segurança (tipo babá eletrônica, por exemplo), mas termômetro de banheira é o cúmulo do desnecessário... Acredito também que tudo isso realmente influencia nos adultos que nossos filhos irão ser, porque eles precisam também aprender a ser "virar nos trinta" em certas situações e entender que nem sempre se pode ter tudo que quer (e que não é necessário). Bjo

Coisas de mãe disse...

Ele tem toda a razão. Não fomos nada protegido perto do que nossos filhos são. Eu cheguei a colocar mais redes na casa depois do que a Luiza nasceu. EStranho ne?

Mas procuro manter o pé no chão, só que as vezes me perco.

Termometro de banheira é um ótimo exemplo destes itens imprencidíveis que são absolutamente dispensáveis... afinal, que mãe não tsta a água antes de colocar seu filho. Alias, pensando bem, será que alguem confia no termometro e simplesmente nem coloca a mão para ver se ele estava mesmo certo?

beijos

Pati

Renata Senlle disse...

Nossa! Essa semana escrevi um post com a minha lista básica para um recém-nascido. E achei ela enoooorme, mesmo me achando bastante econômica e prática (características que regem meu comportamento de compra na maioria das vezes)!
Mas nela não entraram essas pegadinhas da indústria, como o termômetro da banheira. Até a babá eletrônica foi item dispensável aqui em casa. Acho que temos que pensar muito antes de sairmos comprando tudo "by the book"! Certamente é o tipo de comportamento que nossos filhos aprendem com a gente!!

bj,
Rê Senlle
http://umavidamaisordinaria.blogspot.com
PS: Seu blog é uma delícia! Parabéns!