A queridíssima convidada de hoje é a Pri Perlatti, do Mãe de Duas. Mãe da Lia e da Stella, deixou a carreira em stand by para se dedicar à maternidade. Hoje ela conta um pouquinho dessa (bem-sucedida) experiência.
as duas
* * * * *
Por Priscilla Perlatti
Cena 1: Ela embarcando rumo aos Alpes suíços, bebendo um prosecco na poltrona luxuosa da classe executiva e se preparando para uma semana inteira produzindo uma matéria para a Caras sobre o novo SPA Givenchy num resort 5 estrelas à beira do Lago Léman.
Cena 2: Nove horas na noite, depois de ter feito e dado a janta, banhado e colocado as duas crianças para dormir, ela ligando a TV no programa da Oprah e encara a pilha gigante de macacões, bodies e babadores para passar.
A protagonista dessas duas cenas fui eu, em momentos bem diferentes da minha vida.
Há exatos cinco anos, entreguei meu pedido de demissão. Fui do salto ao chinelo. Do jet leg das viagens ao jet leg das noites insones. Abri mãe, ops, mão do bom salário, do glamouroso sobrenome corporativo, do network cada vez mais interessante, do cartão top de milhas.
Pelo quê?
Para estar disponível dia (e noite) para as minhas filhas. Poder ver, acompanhar e registrar os primeiros passos, as gracinhas, as pequenas grandes conquistas. Ser a responsável, do começo ao fim, pelo preparo do alimento delas de cada dia (juro que essa parte me parecia romântica no primeiro ano. Não mais.). Poder estar ao lado delas quando surgissem dúvidas como se tartaruga tem dentes ou se Deus existe e respondê-las de acordo com os nossos valores. Não perder um momento sequer.
Todos os dias eu acordo me perguntando se valeu a pena a troca. Até agora a resposta continua sendo sim. Sou muito feliz com a minha escolha. Mas sabe quando eu me arrependo? Na hora de preencher o campo “ocupação” nos formulários. Faço um X no quadradinho “do lar”, mas juro que dá vontade de escrever ao lado: lavo, passo, cozinho, mas deixa eu te contar também quantas línguas eu falo!


31 comentários:
Sem palavras, meninas, sem palavras...
Qual mulher não sonha em visitar os Alpes?? Com tudo pago, então??
Qual mulher não sonha em acordar e dormir todo dia ao lado dos filhos??
a VIDA é feita de escolhas e cada escolha é uma renuncia....
beijossss
Também fiz essa escolha há 1 ano. E eu, quando marco no quadradinho "do lar", coloco uma observação: Do Lar com PhD.
Beijo
Livia
Suspiros, ai, ai... adoro essas inspirações.
E que sacada, hem? Aproveitar o programa da Oprah pra passar roupa... adorei!
ufa mae de 2 em tempo integral, se eu mae em tempo integral de uma com 1 ano e 8 meses estou exaurida imagino vc com 2.
Bom demais né mas cá entre nós: cansativo ao cubo.
Bjks mil
Ola Carol!
Eu represento a "Mavens of London", uma compania de pesquisa de mercado na Inglaterra.
Nosso projeto atual consiste em entender o que pais brasileiros pensam.
Gostaria muito que vc participasse.
claudia.marcotti@gmail.com
www.mavens.co.uk
Adorei! Cada uma com sua história, sem certo nem errado..
O importante é tomar as decisões com consciência e ser feliz assim!
Que legal a Pri por aqui!!!
Eu não fiz esta escolha, mas respeito quem fez! Muito legal o post! beijos pras duas!!
Pati
Antes da minha filha nascer eu achava que conseguiria ficar 1 ano só cuidando dela. Afinal sonhei a vida inteira em ter uma filha (mais precisamente). Mas no quarto mês de licença vi que não conseguiria. Deixaria de ser quem sou, seria uma mãe até pior se ficasse com ela 24hs. Preciso ter meu dinheiro, sair para trabalhar, ter outra ocupação além de mãe.
Cada uma é de um jeito. Acho que é até um dom viver só para casa e para os filhos. Esse dom eu não tenho.
Mas tb... se vc achar que não vale mais a pena, é só botar as manguinhas de fora e retornar ao trabalho.
Beijos e parabéns pelas filhotas
www.princesamalu.blogspot.com
Aplausos para vcs duas, amei esse post! Já preenchi "do lar" algumas vezes e sempre fico com a impressão de que o campo de preenchimento não é grande o suficiente...
Bjos,
camila
www.mamaetaocupada.com.br
Adorei! Que demais essas trocas de experiências, tá rolando altos cafés na blogosfera que sempre rendem posts ótimos!
Adorei a parte do preparo de alimentos, que só foi romântica no primeiro ano... total!).
bjos!
Sarah
http://maedobento.blogspot.com/
Tambem "estou" do lar, mas costumo passar roupa acompanhada de tacinha de vinho, me qualifico como glamourhousewife ou que?
Sensacional, parabens e beijos nas duas xx
Carol: que incrível!!! Eu acompanho o "mãe de duas" há um tempão e não sabia desse lado super fashion da Pri!!! Demais!!!
Adorei receber um recado seu, lá no Diário. Se a sua correria permitir, passe por lá, depois, para ver os talentosos TOP 10 do projeto "10 on 10".
Quem sabe, no próximo mês, você participa, né?
Bjos e bençãos.
Mirys
www.diariodos3mosqueteiros.blogspot.com
Amei!
Tb fiz essa escolha! E só não posso colocar "Mestre do Lar" pq abandonei o mestrado pra ser livre docente em maternar!
Beijos
Amei esse texto, além de ser lindo com certeza pode ajudar muitas mamães a fazer a escolha certa, entre voltar a trabalhar ou não. Parabéns à mamãe autora!
Beijinhos e bom final de semana!
Oi Carol! Achei seu blog através de um que leio com frequencia e adorei! Principalmente a idéia de viajar sozinhos...tbm estou tentando planejar uma viagem sem minha filha, estou pegando as suas dicas..rs.
Beijos
Que parceria bacana entre vocês. Parabéns!
Adorei o texto e como me identifiquei com um tanto do que a Pri relatou.
Uma mudança e tanto na vida, porém não tem salário que pague a alegria e poder acompanhar cada passo dado pelos filhos.
Tudo tem uma fase. Acho que precisamos mesmo é curtir o dia de hoje.
Pri já ficou imaginando a próxima cena da sua vida?
Beijos.
Muito legal o post!
Não fiz essa opção, mas entendo perfeitamente quem a faça.
Mas se tivesse como mãe 24/7, na hora de preencher a ocupação preencheria: Engenheira (exercendo atualmente a maternidade exclusiva).
Beijos meninas!
Flavia
Carol, obrigada pelo espaço aqui e pela oportunidade de falar sobre a minha opção de filhos x carreira - que foi diferente da sua mas foi feita igualmente com o coração.
Acredito que o debate respeitoso só acrescenta à todos e agradeço os comentários aqui e no meu blog também.
Aproveito para responder para:
@Flavis: Pela minha experiência, para quem está acostumada a trabalhar fora e opta por ficar em casa depois dos filhos, chega uma hora que a cabeça pede pelamordedeus para expandir os horizontes. Só que dentro de casa tem muito mais trabalho (braçal, é verdade) do que se pode imaginar.
@Piscardeolhos: Glamourhousewife total! Na época eu estava amamentando e tacinha de vinho não era uma opção. Mas a Oprah é um porre do mesmo jeito!
@NaveMamãe: costumo dizer que tenho MHM - Masters in Household Management. Na prática!
@Celi: Não só imagino como já estou trabalhando nela neste exato momento! Aguarde cenas dos próximos capítulos! ;)
É impressionante como é mal vista a mulher "do lar". É como se fizesse menos, como se trabalhasse menos... Eu, particularmente, acho MUITO mais punk-trampeira o trabalho de casa! E passei até a valorizar muito mais o trabalho das domésticas. Apesar de sempre ter tido o modelo sempre carinhoso da minha mãe com suas funcionárias. As mães que escolhem por se dedicar aos filhos ainda contam com a responsabilidade de mostrar o mundo, transmitir os valores, criar um Ser... e como isso é difícil! Mágico, mas um desafio instigante. Diariamente.
Visita MARAVILHOSA, Carol! Sou super fã já dessa mãe e dessas duas.
Pri, parabéns!!! Admiro muito sua escolha!
Beijos
Fabiana
http://2-ao-quadrado.blogspot.com
Pri, tô na mesma, inclusive tô gestando um post sobre isso. Com a diferença que meu trabalho nunca foi tão glamouroso, mas já foi bem interessante e instigante.
Beijos
Olá, meninas! Me identifiquei totalmente com essa história, e me emocionei também.
Estou passando por essa fase agora e ontem mesmo meu marido me perguntou se eu não sentia falta de trabalhar (fora). Claro que eu sinto, mas o trabalho em casa também tem seu valor, e não tem nada mais gostoso do que poder acompanhar e disfrutar do desenvolvimento dos nossos filhos.
Beijos!
www.nosso-primeiro-baby.blogspot.com
Gente! Jura que vcs preenchem o quadradinho escrito 'do lar'??? Ai, eu não! coloco a minha profissão mesmo... eheheheh... Vou repensar!
Beijos Carol, parabéns pela escolha, amei o post!
Gabi
A-DO-REI o post!!!
Priscilla, admiro muito a sua coragem e dedicação. Ainda estou pensando no meu futuro, não consigo confiar plenamente em babá e escolinha pra mim não é uma boa opção (sim, sou possessiva e ciumenta!)...
Queria muito ficar por conta da maternidade, queria muuuito dedicar cada segundo da minha vida a eles (não que ainda não seja, mas é diferente quando se é mãe em tempo integral...)!!! Mas confesso que essa decisão ainda me assusta um pouco...
Acho que é por isso que adorei tanto o post, e é por isso tbm que gosto tanto dos posts da Carol!!!
Obrigada por dividir a experiência de vcs... Ajuda muito saber como é os dois lados da moeda... Facilita um pouco na hora de decidir mesmo o caminho a seguir...
Beijos!
Não sou mãe (ainda, deixando claro) mas já tenho meus jovens pensamentos levados a essa questão. Meu sonho é me tornar mãe, sei que nasci pra isso. Tenho 2 afilhados pequenos, e são como se fossem meus. Convivem comigo, vivem comigo. Enfim, voltando ao foco. Essa é uma questão que sempre me preocupou. O que é melhor ser feito quando se torna mãe? Largar o emprego? Continuar o emprego? Não tenho respostas. As que largaram, ouço murmurinhos de arrependimento. As que não largaram, ouço murmurinho de arrependimento. A verdade é que qualquer uma das opção vão ter seus lados bons e ruins. Independente da escolha que vocês (e eu mesma) tomem, o importante é escurtar o coração.
Só fico indginada com UMA única coisa. O quanto o emprego 'mãe 24 horas' é mal visto. É como se trabalhassem menos, sofressem menos, tivessem menos disposição. Coitados ... tão iludidos.
Não sou mãe (ainda, deixando claro) mas já tenho meus jovens pensamentos levados a essa questão. Meu sonho é me tornar mãe, sei que nasci pra isso. Tenho 2 afilhados pequenos, e são como se fossem meus. Convivem comigo, vivem comigo. Enfim, voltando ao foco. Essa é uma questão que sempre me preocupou. O que é melhor ser feito quando se torna mãe? Largar o emprego? Continuar o emprego? Não tenho respostas. As que largaram, ouço murmurinhos de arrependimento. As que não largaram, ouço murmurinho de arrependimento. A verdade é que qualquer uma das opção vão ter seus lados bons e ruins. Independente da escolha que vocês (e eu mesma) tomem, o importante é escurtar o coração.
Só fico indginada com UMA única coisa. O quanto o emprego 'mãe 24 horas' é mal visto. PQP! É como se trabalhassem menos, sofressem menos, tivessem menis disposição que os demais.
Adoro os textos da pri. Muito.
Ainda mais agora que sei que ela não é feita só de pixels...
hahahah
Pois é,
durante os preparativos e a gestação eu tinha em mente que deixaria o trabalho, que seria mãe e só.
Mas daí que sou mistura de cagona com acomodada com não sei o quê e acabei ficando com o emprego e a maternidade.
Só que sempre claro na minha cabeça que família é minha prioridade e que esta não deveria ser atrapalhada.
por enquanto a coisa anda, mas admiro muito que faz a opção e se sai tão bem com ela.
bjocas as duas queridas!
Nossa que post heim!
Inacreditável para quem não é mãe ler isso... Mas só sendo mãe pra entender a sua escolha, e fez a certa sim..
Vejo muitas crianças indo pra creche, e não sou contra, mas também não incentivo, pois ao invez da mãe criar os filhos, as creches é quem criam, meio perodo esta ótimo, mas o dia inteiro só mesmo para quem tem necessidade financeira para a mãe ter que sair para trabalhar...
Sinto muita falta de trabalhar, mas essa foi a minha escolha, ficar com os meus filhos e depois quando começarem a ir na escolinha com 3 aninhos, então vou trabalhar meio periodo... e assim vou indo..
Beijos
Adorei a visitinha da Pri aqui Carol! Parabéns pelo convite.
Olha a decisão é difícil mesmo, tem que ter muito peito pra deixar a carreira de lado e se dedicar aos filhos, ainda mais tendo uma profissão glamourosa como a sua Pri. Mas nada paga o acompanhar o dia-a-dia dos nossos filhotes. Eu não me arrependo, mas confesso que de vez em qdo fico constrangida em preencher a opção do lar. Nossa função é muito mais abrangente do que afazeres domésticos e cuidar dos filhos. Somos assessoras pessoais (dos maridos), consultoras educacionais, enfermeiras, gourmets, etc, etc, etc...
Adoro a Pri, ela é demais e muito querida!
Ela sempre me emociona com seus posts!
Ela foi muito corajosa e querida e a foto das meninas esta demais! Essa realmente é uma boa razão!!
beijos
Lindo post. Sincero demais. Admiro muito a mulherada que assume os filhos como prioridade total. Eu sou dona da minha empresa e desde que Alice nasceu segui trabalhando. Mas 80% do meu tempo é dedicado à ela. Não saberia viver com horários controlados. E acho que também largaria o emprego se tivesse de deixar a cria numa escolinha desde cedo durante o dia inteiro...
Parabéns à Pri pelo post e à Carol pela iniciativa.
Beijo nas duas!
Adorei o post Pri!
Sou mãe de duas também e, como queria tomas conta das duas pessoalmente (tenho uma enorme dificuldade em delegar qualquer atividade com elas a outra pessoa) acabei comprando uma empresa, a Carinho de Pano (carinhodepano.com.br). e estou realizada! Mas confesso que certa vez me senti muito humilhada, quando no momento de registrar minha caçula, meu marido preencheu na ficha "do lar" como sendo minha ocupação. Besteira, poruq ehoje, oljo para trás e tenho um mega orgulho de ser do lar, com um q de empresária!!!!
Beijos
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