...lembra da data que voltou da licença maternidade.
E hoje faz um ano.
Fazendo uma avaliação, acho que temos nos saído bem. O fato de eu poder trabalhar home office faz muita diferença: posso deixar os meninos mais tarde na escolinha e buscá-los mais cedo. Consigo cozinhar, arrumar armários e levar ao pediatra sem dificuldades. O tempo que perderia no trânsito aproveito com eles.
Eu e Rodrigo conseguimos montar uma estrutura de apoio para as freqüentes viagens e conciliar as agendas. O combinado é que quando um marca alguma viagem avisa o outro para fechar aqueles dias e isso tem funcionado bem. Claro que as vezes há conflitos de datas, mas sempre conseguimos renegociar reuniões e viagens. Com boa vontade tudo fica mais fácil.
Os meninos têm muita noção das minhas ausências, e sofrem com isso. As madrugadas são difíceis quando não estou em casa e isso me dói mais do que a saudade. Realmente espero que essa fase logo fique para trás. Tudo passa, não é verdade?
Estou convencida de que não é a mulher que consegue conciliar carreira e maternidade, mas toda uma família que consegue se organizar para que a mãe trabalhe. Percebo que há uma pressão para que a mulher pelo menos reduza sua dedicação ao trabalho depois que se torna mãe. Manter a atividade profissional requer foco, dedicação e persistência. Olhares tortos e de desaprovação quando conto que continuo viajando são comuns. Chego a afirmar que ainda a mentalidade dominante é que lugar de mãe (pelo menos de filhos pequenos) é em casa. Para mim, seria muito difícil aguentar a pressão se não tivesse um marido que realmente me apoiasse. Mas ainda bem que tenho.


12 comentários:
Tem mesmo que se ter muito apoio!
Eu deixei de excercer e passados quase cinco anos tenciono voltar mas terá que ser num projecto profissional que me permita tempo em quantidade e qualidade. Não me arrependo de ter ficado em casa durante estes anos,mas agora sinto que chegou a hora de partilhar com os outros as minhas qualidades pessoais e profissionais, preciso de me dedicar a um projecto profissional e este ano assim o farei.
O apoio de casa é parte fundamental mesmo.. eu andei parando a vida durante uns anos e só por volta dos 2/3 anos consegui finalizar uns projetos e voltar a trabalhar 8horas normalmente.. Hoje ainda é complicada a logistica com férias e feriados, mais o APOIO técnico da familia é frequente!
Beijão!
Querida, eu sinto a pressão ao contrário! Como se ser mãe hoje em dia significasse a obrigação de conciliar sim, e nunca abandonar o lado profissional, tão defendido pelas feministas.
Como vê, a pressão vem por todos os lados. Basta ser mãe!!!
Beijos
Bia
www.vidadamami.blogspot.com
Bom, vc sabe que eu fiquei em casa porque quis e agora que voltei a trabalhar, senti exatamente o que vc escreveu: a família toda precisa se organizar. Eu trabalho aos finais de semana,não tem jeito e isso só com muito boa vontade do maridão, que fica sozinho com os dois...
beijoca
Carol,
Também sou mãe de gêmeos e sei como éa a loucura diária, eu fico em casa com eles, e muitas vezes me sinto sufocada sem poder fazer nada... Mas foi uma opção minha, meu esposo me apoia em tentar fazer algo que me ocupe... Entendo que a saudade, o coração apertado deve ser horrível, mas realmente tudo passa!
Graças a Deus que vc tem uma família unida, e apenas assim nos mulheres vencemos!
Beijos
Verdade Carol, eu também lembro do dia que voltei da licença, e lembro claramente que passei o dia inteiro no trabalho pensando no pequeno! E olha que amamentava e podia sair do trabalho 2x por dia mais o almoço para amamentar. Mas né, a primeira separação dos pequenos a gente nunca esquece!
E sobre home office, também estou convencida de que é a melhor opção para quem trabalha e tem filhos pquenos. Dá pra flexibilizar horários e ficamos mais disponíveis pras crianças. Volto nessa em outubro, eba!
bjos!
Oi Carol...
Imagino os olhares de desaprovação, ainda mais com gêmeos, eu admiro muito sua família,todo rebolado e gingado que vocês fazem, para que ambos tenham sucesso como pais e como profissionais...
Parabéns e muito obrigada por sempre estar compartilhando conosco a sua história, você nos incentiva e nos faz acreditar que é possível ser bem sucedida e ainda ter uma família maravilhosa!
Beijos
O apoio do marido realmente é fundamental. Sem falar no incentivo. Só assim é possível montar uma estrutura para trabalhar sem caos e, principalmente, sem culpa.
Beijos, Ananda.
http://projetodemae.wordpress.com/
Oi Carol, eu acho q nunca comentei aqui, mas te sigo e "te leio" há um tempinho. Me identifico muito com os teus posts sobre conciliar trabalho, casa e filhos (no meu caso um só ainda). Voltei a trabalhar quando o Uri tinha 4 meses e meio e apesar de adorar o q eu faço e nem pensar (muito) em parar de trabalhar, é cada dia mais dificil conciliar tudo, ainda mais aqui em Israel onde não temos ajuda em nada, nem de família, nem de empregada ou babá, somos só eu e meu marido nos revezando mesmo. E o trabalho em equipe é fundamental. Tem dias q faço home office pro marido dormir um pouco mais (ele trabalha do meio dia às 11 da noite), tem dias q ele levanta mais cedo mesmo cansado pra poder ficar mais com o Uri e eu sair de casa um pouco mais sossegada.
E assim vamos levando, tendo cada dia como uma oportunidade de passarmos mais tempo juntos, mais tempo com o Uri e fazer esse tempo valer a pena.
Beijos!
lembro como se fosse ontem...
e fico feliz em olhar pra minha familia hoje e ver que as coisas tem fluido bem.
funciona.
sem duvidas que ha momentos de maior sofrimento, maior privação e dúvida, mas eu odiaria se fosse um mar de rosas.
bjo
Vc tem razão Carol. Lembro a data do retorno das duas licenças que tirei e a última ainda não completou um ano, mas sei exatamente qdo foi. E foi a que mais doeu, porque o Antonio ainda ia completar 5 meses, não estava totalmente adaptado a outros alimentos porque foi de repente.
Carol, sua angustia é gritante.....coisa de mãe!!! Primeiro quero dizer que meu problema era grande na hora de sair de casa pra trabalhar, choradeira, filha agarrada nas pernas....a pediatra sugeriu muita brincadeira de esconde-esconde e ocasiões de pequenas saídas para ela acostumar e confiar que eu voltaria....não custa tentar....Segundo, a sua falta será eterna na vida deles,as 2 aos 20.....Eu sempre trabalhei e hoje aos 4 anso da minha filha sinto ainda mais pressão pq a danadinha aprendeu a argumentar e dá-lhe argumentos. Trabalahr te faz feliz? é necessário? Então amiga chore sofra mas não abandone esta felicidade, você está fazendo o melhor pra si epra eles, o que resulta disso são sentimentos inerentes ao ser humano, choro, resmungo, dúvidas....sei q dói em nós,mas não há fórmula mágica e acredito que você faz o seu melhor.abraçaõ e boa sorte.
Postar um comentário