15 de agosto de 2011

sobre o tempo, a morte e as despedidas



Foi só quando minha sobrinha nasceu, há 5 anos atrás, que me dei conta de como o tempo realmente passa para todos. Quem era filho virou tio. Quem era pai virou vô. Quem era vô virou bisavô. Avançamos todos uma casa no tabuleiro da vida.

* * *

Minha primeira lembrança de morte foi lá pelos meus 4 ou 5 anos. Minha bisavó morreu. Lembro de minha mãe ter me deixado em casa para ir no velório e enterro. Ninguém perguntou se eu queria ir. Assunto tabu, não é coisa para crianças.

* * *

Então que nesse Dia dos Pais deixei o pai dos meus filhos e vim encontrar meu pai para ir ver o pai dele no hospital. Meu avô está bem doente, e achei melhor vir para Porto Alegre vê-lo. Ver alguém talvez pela última vez não é coisa para crianças. Difícil demais. Por mais que a lei da vida seja nascer, viver e morrer não estamos preparados para despedidas. Definitivamente, não estamos.


11 comentários:

Renata disse...

Ainda que a partida muitas vezes seja menos dolorosa do que viver doente, não estamos mesmo preparadas para despedidas.
Fico aqui na torcida pelo seu avô e por toda a sua famíla, para que, aconteça o que acontecer, consiga passar pela situação com paz e tranquilidade.
um beijo grande, Re

Pati disse...

Carol
Vim aqui para agradecer seu comentário no meu post lá no MMqD e me deparo com este seu texto, tão simples e emocionante.
Fiquei com uma vontade danada de te abraçar.
Sinta-se abraçada e minha oração e pensamento positivos de hoje vão para vc, seu pai e avô.
Um beijo enorme e obrigada pelo carinho
Pati

Marcia Pergameni disse...

Minha sobrinha nasceu quando eu tinha 18 anos. Agora ela tem 12, uma adolescente linda. Imagina. Primeira neta, bisneta, sobrinha... E eu me sinto uma véia quando estamos juntas!!

Ane disse...

O Ser humano, que sempre é tão preparado para uma nova dia, um novo nascimento.. As vezes não nos preparamos nada para uma morte, mais passa e fica a saudade.
E como o tempo passa, já já voce vai passar de mãe, para sogra.. ai já chegam as agregadas e o ciclo se completa mais uma vez..

Beijão

Luciana - Descobertas disse...

O tempo nao para nao. Escrevi sobre isso semana passada!
Achei bacana você ter feito companhia ao seu pai, dar apoio nesse momento que ele precisa. Acho que esse é o veradeiro sentido de familia!
Melhoras para teu avô!

Bjs

Celi disse...

Carol é muito difícil mesmo lidar com a despedida, com a saudade e com a morte.
Deixo um abraço para você e pensamentos bons de que tudo ficará bem.
Um beijo.

Yasmin Scaranare disse...

Apesar de sabermos que esse é o ciclo natural da vida, nunca é fácil. Lidei muito pouco com a morte, então ainda fico bem mexida com esse assunto. O que mais dói mesmo é a saudades... Mas tudo dará certo!
Beijos

Nine disse...

ô Carol!
Deixo para vc e sua família meu abraço nesse momento difícil. Despedidas nunca são alegres (salvo as bem vindas) e ficar longe das pessoas que amamos e que são nossas referências é difícil para caramba!

Força aí!
Beijos,
Nine

Patrícia Boudakian disse...

Querida, adorei a parte do "tabuleiro da vida". É exatamente assim que penso.
Lindo pensamento, parabéns!

Beijo!

Priscilla Perlatti disse...

Difícil mesmo lidar com isso. Dói. Stella falou que queria que o coração da vovó desparasse de bater porque estava com saudades. Simples assim.
Força aí!
Bjos
Pri

Unknown disse...

A vida é feita de partidas e chagadas, mas as chegadas são sempre mais alegres e bem vindas.
As partidas, por mais que acreditemos na sua temporariedade (eu acredito) são sempre tristes. E as crianças são muito perguntadeiras, nós é que não estamos preparados para lhes responder quando estamos com o nosso coração partido.
Não há nada que se diga que console a perda ou a iminência da perda de alguém que se ama muito, mas você fez bem em vir ver seu avô. Se ele partir agora, levará teu rosto na lembrança.

Beijos