8 de novembro de 2011


e pra complicar tudo, porque acabei o post anterior dizendo que ia falar de novos assuntos, hoje vai ser mais do mesmo. porque é uma máxima da maternidade dizer que tudo passa, mas quer saber? algumas coisas simplesmente não passam. como a dúvida em relação ao trabalho, o se questionar constante se se está fazendo a coisa certo. seria tão bom se eu tivesse tomado a decisão de voltar a trabalhar e lidasse bem com ela cem porcento do meu tempo!

porque, sorry, não é assim que tudo isso se passa comigo. muitas vezes fico em dúvida sobre minha decisão de trabalhar full time. a vontade que eu tenho é largar tudo e me dedicar ao Mamatraca. aliás, já viram que hoje estou falando de pequenas atitudes sustentáveis? e já perceberam como sou difusa? pois enfim, a decisão de trabalhar é um ponto que tenho me questionado bastante. tenho vontade de ficar mais com os meninos, acho que eles sentem minha falta e me coloquei num limbo organizacional danado de ruim.

sabe o morninho? que não tá quente nem tá frio? é lá que eu estou. e por responsabilidade puramente minha. aparecem novas oportunidades, desafios, projetos. e o que eu faço? deixo quieto, outra pessoa assume, faço que não é comigo, a possibilidade passa. e eu me desconheço desse jeito. a caroline que nada era problema simplesmente não existe mais. colega quer que eu escreva um capítulo no seu novo livro, ai que preguiça, aparece um curso super legal, ai que cansaço, e a oportunidade de um novo negócio, ai deixa pra lá.

e pra quem acha que a dúvida é voltar ou não a trabalhar, hahahaha. a brincadeira está só começando.

12 comentários:

Carol Garcia disse...

oh vida cruel!!!!
hahahahah
pq será né? que a gente vive sempre assim? não sei se vou ou se fico, se faço isso ou aquilo, se gasto os super poderes que me restam e encaro mais isso, isso e aquilo também.
dar banho, aprender com os choros, superar doenças e educar são lá a parte mais fácil da maternidade?
não precisa responder não, carola, vá lá e role no chão com eles e nem ligue pros farelos de biscoito que por lá estiverem, ok?

bjocas e ó, adorando o mamatraca!

Carlinha Freitas disse...

Eu te entendo! Também passo pela mesma coisa!

Hoje fui deixar o Lucas na escola e ele chorou tanto. Ele anda tão apegado a mim parecendo que quer aproveitar todo segundo que tem ao meu lado. Nessas horas, também penso em largar tudo.

Mas depois repenso. Sou feliz com meu trabalho também. Mas... não é uma decisão facil de fazer não! Nem um pingo!

Beijo! E paz! :-)

Irina disse...

Eu não tenho assim, uma carreeeeeira, feito vc.
Mas é super complicado decidir entre trabalho/estudos e filhos. Afinal, o que é um p*ta curso legal perto das gracinhas que esses (agora) menininhos aprontam?
Falta vontade mesmo pra outras coisas, eu bem sei.

Dia desses eu ouvi alguém me dizer que quando meu filho crescer não vai nem querer saber de mim e eu vou me arrepender de tudo que eu não fiz.
Achei uma bobeira sem tamanho.
Primeiro porque não é certeza que meu filho de 1 ano e 9 meses vai me querer longe dele quando estiver maiorzinho.
Segundo porque vale muito a pena viver essas coisas agora. Eu escolhi assim, meu coração me manda aproveitar o tempo com meu filho pequenininho.
Os cursos, quando não atrapalham esse meu tempo com ele, são sempre bem vindos. Trabalho tb, desde que não me faça chegar em casa quando ele já está dormindo.

Sabe, abrir mão desse tempo com o meu filho não é nem discutível: eu não consigo e ponto.

Chama a mamãe disse...

Carol,
Você não está sozinha, tenho constantemente essa dúvida e vou te contar uma coisa, estou revendo seriamente minha vida profissional, vejo que minha filha precisa muito mais de mim do que minha satisfação pessoal e profissional.
Bjos

Avassaladora disse...

Acabei de comentar com a colega de trabalho aqui da minha frente que ficar aqui, nesse clima "marrom", sem ter nada pra fazer aqui e tendo uma vida lá fora pra agilizar, tá me dando um desespero só...

Mariana - viciados em colo disse...

"limbo organizacional" acabo de descobrir a definição exata da minha situação. vivo assim há seis anos. quando a minha mais velha fez três anos comecei a ensaiar a volta triunfal ao desenvolvimento profissional, fui promovida e comecei um mestrado, aí...

aí fiquei grávida: fué-fué-fué-fué! devolvi o cargo, terminei o mestrado "sem louvor" e tirei todas as licenças que tive direito. agora estou estacionada de novo, esperando o caçula crescer.

mas passa! até este dilema passa... deixa eles fazerem 30 anos...

beijoca

Unknown disse...

Carol, todas passamos por isso!! Eu resolvi e assumi que precisava renunciar à algumas coisas para fazer outras mais bem-feitas. Às vezes, é necessário!

Beijos e boa sorte!

Ana Cristina

Regiane disse...

Ola... ando exatamente como você. Pensando milhares de vezes se existe alguma coisa onde possa trabalhar e conseguir ficar mais tempo com a Pituca...

Se achar alguma coisa boa, me chama, kkk.

Acho que o pior é saber que antes conseguia dar conta de um numero muito maior de clientes, com menos esforço e com menos stress. E com mais vontade. Varias e varias vezes me peguei, em casa, pensando no que estou fazendo, se estou certa ou não. Mas vamos tocando....

Fernanda disse...

Carol, já li em algum lugar que a carreira dos homens e mulheres caminha em simultaneo até uns 30 anos, idade em que as mulheres tem filhos e a curva de desenvolvimento das mulheres fica num platô enquanto a dos homens continua a ascender. É natural, faz parte mesmo. Depois nossa curva volta a subir, paciência, demos tempo ao tempo. Isto não nos torna pessoas piores. Nos torna mães melhores.
Quando pudermos voltar com força total, quando nossos meninos já estiverem maiorzinhos e nem quiserem mais saber de nós, voltaremos no maior pique e igualaremos na curva rapidinho!!
Beijos

Karla Leal disse...

Oi, Carol! O pijama chegou! Lindo, lindo, lindo! Adoramos!
Já coloquei foto dele lá no blog!

Obrigada, viu?
Beijos,
Karla

www.nosso-primeiro-baby.blogspot.com
www.cariocandoporai.blogspot.com

Karla Leal disse...

Oi, Carol! O pijama chegou! Lindo, lindo, lindo! Adoramos!
Já coloquei foto dele lá no blog!

Obrigada, viu?
Beijos,
Karla

www.nosso-primeiro-baby.blogspot.com
www.cariocandoporai.blogspot.com

Eduarda disse...

Carol, há 5 anos atrás deixei tudo para cuidar do meu filho. Conheci uma nova realidade: ser mãe, estar em casa o tempo todo, deixar de execer a profissão para a qual tinha amor e vocaçao, dependencia financeira, e ainda os olhar de censura dos familiares e amigos por esta decisão. Até hoje não me arrependi, mas agora que o meu filho está maiorzinho o meu dilema é outro: quero escrever um livro infantil e não tenho tempo. Porque esta minha condição de mãe a tempo inteiro tornou-me numa pessoa disponivel a tempo inteiro para todos.
Parabéns pelo blog, sempre que passo por cá tem posts muito interessantes.
Beijinhos
Dadinha
http://dadinhahistorias.blogspot.com/