6 de janeiro de 2011

Onde é o limite?


Quero essa.

Levamos a babá para Porto Alegre para nos ajudar com os meninos. É uma pessoa muito experiente, responsável e de quem volta e meia tinha ciúmes (leia aqui). Sim, tinha, pois essa fase já passou, os meninos estão agarradíssimos em mim e eu confesso que estou adorando.

A questão é que não sei muito bem como tratá-la. É claro que ela é nossa funcionária e está pelo trabalho e pelo dinheiro, não por amor aos meus filhos ou, muito menos, a mim. Mas a medida em que lida com bebês, não tem como não se apegar e tudo mais. Acredito que o vínculo entre bebê e cuidador (independente de ser uma funcionária) é importantíssimo para o desenvolvimento infantil e estimulo isso. 

Da minha parte, as vezes fico confusa de como lidar com ela: não consigo tratá-la de forma apenas profissional e objetiva, já que ela cuida deles. Trago lembrancinhas quando viajo, dei presente de Natal, faço concessões e ofereço regalias que se fosse em outro contexto profissional não daria. Não por interesse, mas porque acabo também me apegando.

A questão é que comecei a sentir que ela estava 'entrando para a família' nessas férias, o que achei legal de início. Mas lá pelas tantas começou a misturar as coisas e o cúmulo foi quando ela deixou um dos bebês com a minha irmã e apareceu meia hora depois de banho tomado e cabelo lavado. E eu morrendo de calor, suada e tendo que dar conta deles sem a pessoa que estava sendo paga para me ajudar. Me dei conta que deve ter um limite na relação, mas ainda não sei bem qual é. Alguém aí consegue acertar o tom com a babá?

Imagem daqui.

20 comentários:

Anne disse...

dureza... hummmm.
acho impossível traçar uma linha tão bem definida.
eu em casa não consigo esse limite com a empregada, o que dirá com uma pessoa que cuidasse do meu filho.
mas acredito que o problema jaz na dúvida. se realmente te incomoda o cabelo lavado no horário de trabalho, tem que pular radicalmente para o outro lado e cortar a afeição.
se der para viver com esses deslizes, ponha o foco no importante: um ser humano feliz olhando os pequetitos...
mas isso é só um pensamento. não tenho babá.
minha empregada saiu de casa no dia 23 dei folga dia 24, com um peru e 100 reais na mão e só voltou dia 28 "porque não conseguia voltar da praia".
o resultado foi eu na pia de férias e ela na praia em horário de trabalho... assando o peru!
bjo boa sorte

Carol disse...

Olha, meu baby ainda nao nasceu e eu tenho lá minhas dúvidas qto a ter babá. Exatamente por esse problema que vc descreve (e eu tenho de-mais): me envolvo e nao sei colocar os devidos limites. Atualmente, sendo só eu e marido em casa, tenho uma faxineira que vai uma vez por semana. E nem com ela consigo colocar mtas regras, me sinto mal, tenho vergonha, sei lá. Mas sei que ainda terei que repensar essa opcao... estuo esperando os comentários das mommys mais experientes, tb quero saber das vivencias alheias!

beijos!

C disse...

Dificil, heim? Para nós e para elas... Mas tem que ter paciencia, se a gente se cansa de cuidar deles, q são nossos filhos, imagina elas...
Ainda bem que com o passar do tempo elas vão se tornando cada vez menos necessárias, depois se tornam dispensáveis, até que somem (thanks God!)
beijocas

Renata disse...

Putz, Carol, que situação! É complicado pois isso que falaste, de haver apego pelas duas partes é a pura verdade. Eu não tenho babá, mas tenho sempre uma mão ou outra para ajudar, então comigo a coisa é diferente,...Mas acredito que deve haver limites sim. Agora como isso pode ser tratado,...oh, dilema!
Acredito sempre que uma conversa franca sempre dá certo, é só cuidar o tom, para não ofender.
Boa sorte, queri! Bjoss

Unknown disse...

Carol, linda, NUNCA sei qual é o limite que tenho que ter com minhas funcionárias. Acho que erro sempre pois sou muita liberdade. Se vc achar o tom, me avisa, tá?

Beijocas e bom 2011!!

Ana Cristina

Dê Freitas disse...

Olha Carol...eu sou a pessoa menos indicada pra te dar qq pitaco, rsrs. E o que estou fazendo aqui? Só pra te dizer que você não está sozinha. Este foi o assunto do reveillon na casa da minha amiga. Eu e mais 4 mulheres falavam sobre esse pequeno problema com as diaristas, faxineiras e mensalistas. Agora imagine com a babá.

Bjs e boa sorte!

Unknown disse...

Oi Carol
Falou de um assunto que acho difícil até hoje. Essa relação merecia até um guia/livro. Ainda não tenho uma opinião totalmente formada sobre o este tópico. Dependemos delas, mas acho que devemos estabelecer limites e não "amolecer". Mas enfim, alguém aí pode dar uma palestra sobre o assunto?
Bjs
Alexandra

Nine disse...

Não tenho esse limite claramente traçado, não. E tb não gosto muito de ter em minha casa alguém com quem eu vá me relacionar apenas como patroa-empregada. Não consigo, não é do meio feitio.

Eu, se de fato me irritasse o episódio do cabelo lavado, falaria com ela sobre o fato, na boa, pedindo para que ela verificasse da possibilidade de outra pessoa olhar os bebês para ela tomar banho, e caso não houvesse, ela teria de esperar. Simples assim!

BOa sorte aí!
Nine

Muito Criança disse...

Carol situação DIFIRCI!
Acho que é do ser humano, quando bem tratado em algum lugar,seja ele qual for, relaxar um pouco.
Ex: a muito tempo atrás dei pra minha faxineira uns cremes que trouxe de fora e não deram certo. Conclusão, peguei ela um dia no meu banheiro usando meus cremes: os que deram certo! Ensinei a bela usar o que era bom, e ela aprendeu! Legal, né?!
Elas em geral não sebem o lugar delas acredito eu.
Quem nem diz meu marido, não têm formação suíça, nem diploma de graduação ou ao menos educação de casa mesmo, pra saberem seu lugar.

Unknown disse...

Sei não gata, mas acho que não tem como separar esse tipo de coisa... Até no trabalho a gente se apega, né não... Imagine um funcionário que fica dentro da sua casa, cuidando dos seus filhos?!? Ao meu ver não tem como não "agregá-lo" à família. Eu não conseguiria... :S
Sorte aí querida!
Bjocas,
Carol

Nanci disse...

não tenho mais babá, mas qdo tinha ficava indignada com a folga. é lógico que vc dá regalias, quer a pessoa a vontade, quer que ela goste de estar ali. como eu tinha home care, tinha duas enfermeiras fixas e umas eventuais. um dia meu marido pegou a enfermeira que era paga para vigiar o sono da minha pequena dormindo no sofa da sala, enquanto o óculos nasal(esse é o nome daquele caninho de vento no naris de quem precisa de oxigenio, mas nao precisa ser entubado)estava na testa da minha pequena!!!
Já a outra passou a noite falando no celular e ninguem dormiu...enfim qdo começam as regalis tem de vir tb os limites tipo: se liga, assim não pode! cuida da minha pequena sozinha e longe da familia, de vez em qdo preciso de ajuda, pra medico ou coisas assim, mas eu a levo pra todo lugar e sinceramente, nao sinto falta das babás, apesar de um ter virado amiga. boa sorte, bjs

Carol Garcia disse...

Carola,
Muuuito importante esse envolvimento das crias com a babá e da babá com a família, mas afff....
folga. eu chamaria de folga essa coisa do banho.
aproveitou uma brecha e já se arreganhou toda.
dica: volte a babá nos eixos se não logo vc vai estar estressada com a babá que parece ser bacana.
sente e converse com ela.
explique que não há problemas em ela sair pra tomar banho, mas que venha perguntar antes se há essa possibilidade.
Temos a Chris, um anjo pra raras ocasiões. E mesmo nessas raras os limites foram bem colocados, desde o começo. "Chris, Isaac está tranquilo, vc quer tomar banho ou fazer algo? deixa comigo". Simples.
Ela foi viajar com a gente em novembro (só pra santos) e foi tudo uma maravilha.
As vezes faço questão de mostrar que ela pode ficar a vontade sem ultrapassar as linhas do bom senso, pedindo pra que ela fale dos seus horários e vontades.
Tem funcionado, viu?
E olha que eu sou a maior mole com funcionários...
kkkk
Sorte aí.

Unknown disse...

Carolzita,
Realmente dificil, pois um nao tenho babah por diversas razoes e uma delas eh essa. Mas aqui como tudo eh tratado no profissional, a coisa tem limites.
Concordo com a Carol ai de cima.
Primeiro rspira fundo depois faz a perguntinha.. que a carol sugeriu
Boa sorte
bj

Naiara Krauspenhar disse...

Ai Carola, vou te contar, não é facil não...
A babá da GG que cuidou dela 2 anos era quase da família. E em alguns momentos isso me irritava pelo "excesso de intimidade" e em outros pela dificuldade de dar uma simples ordem como: "quero que limpe melhor as mamadeiras" sem que ela ficasse com uma cara não muito agradável.
Isso me deixava p*** da vida.
Com a nova babá estou tentando não ser tão aberta, mas é complicado viu... a gente acaba se envolvendo.
Mas, acho que conta muito o bom senso da outra parte né? Elas também tem que saber o limite.
O problema é que tem muita gente completamente sem noção nesse mundo. Muita.
Não ajudei em nada né? rs
BJoooo

Micheli Ribas disse...

Ai, amiga, não tive babá, mas é uma relação mesmo muito delicada.
Espero que vc encontre uma maneira de impor limites sem que ela se sinta ofendida, porque aí tb complica.
Beijos.

Beta, a mãe disse...

Carol tamb quero uma Mary Poppins pra chamar de minha, inclusive to meio q largando a toalha nessa questao. A quarta baba em 6 meses nao durou por aqui. Com certeza o problema nao e o trabalho pq nem eh tanto assim. Ja que eu nao trabalho fora. Agora vou tentar ficar sem essas criaturas porque eu tambem tive muita dificyldades pra acertar o tom. Se eh que ele existe beijos e forca que as feria estao quase acabando.

Jamile disse...

É bem por aí mesmo.
A gente acaba gostando e se apegando nelas e depois que a liberdade vem, fica mais difícil, mas precisa ter jogo de cintura e deixar bem claro algumas coisas né?

estou te seguindo.
entra no meu blog

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é novo, aceito dicas e sugestoes...
beijos

Roberta Lippi disse...

Sei exatamente o que vc está descrevendo. A minha babá também é ótima e não sei o que vai ser se essa mulher for embora. Além de cuidar das meninas, ela ainda ajuda na casa quando precisa, cozinha que é uma maravilha... enfim, pau pra toda obra. Fora que está sempre bem humorada. Mas ela tem esse probleminha de excesso de liberdade também. Às vezes entra nas nossas conversas, sabe? Eu brinco que às vezes ela parece empregada de novela. Tenho um problema também que meus sogros e minha mãe dão muuuita liberdade pra ela também, além do que eu costumo dar aqui. E de vez em quando ela passa um pouco dos limites, tipo: estamos sentados na sala conversando e ela senta também, sabe como? O que eu faço? Em vez de dar bronca, falo pra ela dar uma geral na bagunça da Luísa no quarto dela, ou coisa assim. Quando me incomoda muito, eu falo com jeito, mas falo porque senão eu fico entalada com a pessoa.
Temos que colocar esses limites de vez em quando, mas se a pessoa for esperta ela vai se ligar.
beijos

Mary disse...

Ui... essa é bem complicada mesmo...
Meu baby ainda tb nao veio, e com a empregada q tenho aqui em casa eu consigo traçar muito bem essa linha dos "limites".
Eu trato de forma bem profissional mesmo, cobro exatamente como o meu chefe me cobra, dou bronca e feedback como o meu chefe me dá, cesta de natal e panetone no fim do ano, mas nada de férias, afinal, eu tb trabalho nessa época e deixo bem claro que ela não é minha amiga, não precisa tentar cuidar de mim pq é da idade da minha mae etc. A função dela é cuidar da casa e ponto final.
Entratanto, acho que se ela fosse a babá do meu filho, eu faria questão saber que ela está feliz e satisfeita dentro da minha casa, fazendo um agradinho até de vez em qdo, afinal, enquanto eu estiver fora, é ela quem estará cuidando do que será mais precioso no meu mundo.

Converse com jeitinho, diga que acha ótimo que ela se sinta bem no local onde trabalha e que vc gosta muito do trabalho dela, mas que vc gostaria que ela não interrompesse o horário dela de trabalho e nem ficasse dando trabalho para os outros olharem as crianças, pois vc fica constrangida pq depois todo mundo pensa: "Pô, ela viaja, traz a babá pra não ter trabalho, e quer dar trabalho pra mim?"

Adriana Alencar disse...

Eu não tenho babá porque aqui isso é artigo de luxo, mas a minha irmã tem e teve várias. Mais cedo ou mais tarde elas acabam passando dos limites e não sobra outra saída senão demiti-las, o que é um trauma para a criança, que já se apegou aquela pessoa. A solução intermediária que ela achou foi deixar o filho em meio período na escolinha e deixar as maiores intimidades para a vovó mesmo, pelo menos essa estará sempre por lá, hehehe!
Um beijo,
Adri