É chocante a história do jogador de futebol de 20 anos que está sendo acusado de matar a namorada (ou esposa) de 16 anos. Choca pelo homicídio em si, pela idade do acusado e da vítima e por outros elementos da trama. A jovem de 16 anos morava com o namorado há pelo menos 1 ano (desde os 15, portanto) e a família sabia de constantes agressões que sofria e dos abusos de álcool do rapaz. Impossível não pensar onde estava a mãe dessa menina e como não interviu na relação do casal para defender a filha. Mas será? Qual nosso limite como mãe? Legalmente, se não estou enganada, com 16 anos uma jovem pode emancipar-se e tem o direito de fazer o que bem entender da sua vida. Mas é tão jovem e despreparada! Eu aprendi que ser mãe é muito mais difícil que parece, e estou buscando não julgar e responsabilizar essa mãe. E você, o que está achando deste caso?
4 de agosto de 2011
onde estava a mãe dessa menina?
É chocante a história do jogador de futebol de 20 anos que está sendo acusado de matar a namorada (ou esposa) de 16 anos. Choca pelo homicídio em si, pela idade do acusado e da vítima e por outros elementos da trama. A jovem de 16 anos morava com o namorado há pelo menos 1 ano (desde os 15, portanto) e a família sabia de constantes agressões que sofria e dos abusos de álcool do rapaz. Impossível não pensar onde estava a mãe dessa menina e como não interviu na relação do casal para defender a filha. Mas será? Qual nosso limite como mãe? Legalmente, se não estou enganada, com 16 anos uma jovem pode emancipar-se e tem o direito de fazer o que bem entender da sua vida. Mas é tão jovem e despreparada! Eu aprendi que ser mãe é muito mais difícil que parece, e estou buscando não julgar e responsabilizar essa mãe. E você, o que está achando deste caso?
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22 comentários:
Fiquei me perguntando a mesma coisa. Ela morava com os avós e dps foi p casa do jogador.
Cadê os pais?
Só nisso a gente já vê que tem algo de errado, né?
Jokas da MI diiirce
Carol, descobri teu blog há coisa de um mês e tenho acompanhado, gosto muito do que leio por aqui.
Eu concordo com você que nós, como mães, temos alguns limites até onde conseguimos intervir (se bem que se minha filha aos 15 anos falar "vou morar com meu namorado" eu acho que a tranco no quarto, engulo a chave e quero ver quem tira ela da minha casa, but).
Mas eu acredito - posso estar errada e tendo uma visão preconceituosa - que neste caso, a relação entre estas duas crianças pode até ter sido incentivada pela família dela, como uma possibilidade dela conseguir escapar de uma situação de necessidade financeira.
Por conta do meu trabalho como médica, tenho contato com muita gente de uma realidade bem diferente da nossa, que é de classe média. Infelizmente, são recorrentes as histórias de menininhas MUITO novas (quando digo muito, é muito - 13, 14 anos) que são incentivadas a sair de casa e a assumir relacionamentos, com filhos e tudo. Assim os pais "se livram" de uma fonte de despesas. Agora imagina quando o rapaz tem uma situação financeira melhor...
Adultização da infância, querida. Na veia.
Não sabemos como era a relação na família dessa garota. Mas também é bastante comum mães vítimas de violência doméstica que acham NORMAL as filhas serem agredidas pelos companheiros.
É triste, triste. Mas a combinação de pobreza com banalização da violência pode sim resultar em uma "omissão" (coloquei entre aspas porque não é exatamente omissão, mas sim uma atitude motivada por uma visão totalmente distorcida da realidade) que pode ter finais tristes como este.
Beijo grande.
Muito difícil!!!
Em pensamento julguei, mas já me corrigi, não tenho esse direito...
Ótimo post.
Beijinhos***
Ótimo comentário o da Dani!
Beijo*
Dani, segundo o pai o cara não era jogador e não tinha dinheiro quando começaram a namorar. E ele diz ainda que, em várias ocasiões, eles ajudavam os dois financeiramente. Então, acho que esta hipótese esta descartada.
Olha Carol eu mudaria a pergunta para Aonde está a Família desta menina. A Dani foi perfeita na explicação dela, mas eu acho que situação financeira não é desculpa para omissão da família.
Pelo que entendi, quando li a matéria, quando eles começaram a namorar ela tinha 13 anos e ele 17... Aos 15 ela simplesmente foi embora com ele, assim. Saiu de casa e pronto. Então os pais resolveram dar suporte, em vez de brigar, em nome da harmonia e da felicidade da filha.
Não vou entrar nos detalhes dela namorar sério tão nova, porque nesta coisas a gente sabe de proibir é pior. Afinal, se a gente ficar contra, eles fazem escondido. Melhor que seja sob nossa vigilância.
Também no vou aqui "condenar" esta mãe, não sei que tipo de criação ela deu, só que sei que não cabe a mim julgar. Se tiver que opinar, acredito que foi vacilo da família dela (pai e mãe) quando o cara bateu na filha e eles não interferiram. Mas, novamente, não cabe a mim questionar os motivos deles. Cada um com sua postura.
Agora, de minha parte, se fosse com uma filha minha, eu teria feito uma intervenção JUDICIAL no primeiro "tapinha" (isso se eu não desse eu mesma uns catiripapos no escroto...). Eu não bato nas minhas filhas, vou deixar marmanjo bater quando elas crescerem? Mas vá... :/
Carol,eu vi a matéria ontem e passei o dia pensando nisso...
Eles resolveram aparecer tarde demais...
Eu tbém tentei ñ julgar,mas é quase impossível,ñ sei como funcionava a dinâmica da família...
Posso cuspir pra cima e cair feio na minha cara,mas aqui em casa ñ ria funcionar assim,1º q temos regras qto a namorar(minha filha só tem 11,mas já sabe),tem hora para tudo,sei q os tempos mudaram,que as crianças estão evoluindo,mas com 16 anos esta menina deveria estar pensando em outras coisas,ñ estar apanhando do "marido"...
~Meu 1º pensamento foi a questão financeira,jogadores hj tem muita projeção e isso atrai,mas já vi q ñ foi o caso...~Muito jovens para saberem o que estão fazendo,precisavam de orientação e acompanhamento...Muito difícil imaginar,só sei que é mais uma tragédia que espero ñ se repita...Bom vc ter tocado neste assunto,precisamos refletir muito mesmo...Bjs!!!
Então moro na periferia e ouço dizer todos os dias: " Aproveita em quanto seus filhos estão debaixo de suas asas e prepara eles para o mundo.Porque chega um momento que eles vão andar sozinhos e a sua opinião ou decisão não importa mais." Aqui é normal digo "comum" ver meninos de 10 anos marginalizados e drogados e meninas da mesma idade ou mais novas que se acham mulheres e qdo a gente fala na possibilidade delas engravidarem acham o máximo e qdo falamos em doenças elas dizem que os "namorados" são de familia. E do outro lado a familia os pais trabalham ou não "existem" as mães tbm trabalham pra por comida em casa os filhos são "cuidados" não "criados" por outras pessoas ou se criam. Cria-se uma ponte na familia, filhos que se acham capazes de um lado e pais totalmente desorientados do outro. Aqui as meninas costumam sair de casa aos 12 anos e ir morar com um namorado. Então resumindo Pais costumam ser COADJUVANTES nas estorias dos filhos.
Adriana, é exatamente disso que estou falando!
Carol, bom post para reflexão. Tb não julguei pq na verdade quem sabe exatamente o que aconteceu são os 2, né?
Gostei do que a Dani disse, entendi totalmente - e tb gostei do que a Adriana disse, só acho que esse lance de "aproveita enquanto estão em baixo da sua asa" vale para todas as classes sociais... Já soube de 2 histórias bem parecidas com essa do jogador no meio de gente com (muita) grana.
beijos, ótimo post
Olá Carol, sou nova aqui no seu blog, mas já o acompanho a algum tempo, adoro seus posts!
Sobre esse caso, eu sou meio radical nas minhas opiniões, mas até parei para pensar, pois agora também sou mãe. Minha filha só tem 4 meses e esta muito longe de querer arrumar as malas, mas ainda assim tenho a opinião que mãe é mãe, hoje e sempre.
Concordo que tem de haver limites, já que chega uma hora que o filho sabe responder por si, e também tem que ter espaço para errar, acertar e com tudo isso aprender.
Mas daí a saber que sua filha sofre agressões e deixar como está, não acho isso certo! Como disse tudo tem limite, o quanto se interfere, mas também o quanto se tapa os olhos para certas situações. Eu não julguei e nem quero, até mesmo porque ás vezes fazemos coisas erradas, mas achando que estamos acertando.
Só sei que se fosse minha filha, eu teria tomado uma providência ao saber que ela estava sendo agredida. Não sei se o mesmo aconteceria se ela tivesse 25, 30 anos, mas com certeza se ela tivesse apenas 16 me sentiria responsável independente de ser emancipada ou não!
Pois é Carol. É difícil julgar a família dos outros mas não adianta a gente pensa, a gente julga. Eu acho que houve omissão. Eu acho que fosse da minha família isso não tinha acontecido. Mas é só o que eu acho.
Pensei exatamente a mesma coisa ontem quando ouvi o pai da menina falar. Por que não fizeram alguma coisa antes?
Não sei como será no futuro, mas ainda acredito que é melhor o excesso de cuidado... a gente exagera, se intromete, mas enfim, é como vc falou: 16 anos, 15, o que se sabe da vida?
Olha, não julgo essa mãe, pois uma menina de 16 anos, teoricamente sabe o que faz... Mas, não acho que isso seja certo, porque nessa idade, entendo que ainda não exista maturidade para escolhas assim, tão significantes, acho que é uma idade de muitas ideias fantasiosas, românticas demais... Não sei como a Carolina será, mas acredito que ficar "em cima", orientar, conversar, é uma forma de dar mais base para ela,... Nessa idade, sempre fui sonhadora, mas tinha os pés no chão e sabia o "meu lugar",... Sabia que não teria condições de sair por aí, com um "amor da minha vida", para casar... Sei lá,..acho que nem teria permitido isso, na idade dela... Mas, eu também não julgo, pois não sei qual era a relação pais x filhos nessa família... Bjos
Carol, ótimo post e comentários. Imagino que existam mães de todos os tipos, inclusive aquelas que jogam os filhos na lata do lixo, mas isso é outra história. A verdade sobre este caso é que nunca saberemos, mas concordo que nem sempre conseguimos mudar as escolhas dos filhos, mas nunca devemos desistir! Nunca!!! Nem pela harmonia da família, se for pra bater de frente e mostrar que fulano não presta pra minha filha, vou até o fim. Nada de se conformar não! Tem mãe que acorrenta o filho no pé da mesa pra evitar que eles se droguem. Imagino o desespero de uma mãe dessa, mas ela está tentando de tudo. Enfim, quando se tem muita coisa em jogo, como a felicidade e o bem estar dos filhos, tem que ser firme!
Todos sempre se perguntam sobre a família das meninas, onde estava a mãe...bom, não quero entrar no mérito de uma jovem de 15 anos estar casada com um rapaz de 19, mas enfim...há poucas décadas atrás isso era comum e nem por isso se matavam os casais. A pouca idade e o casamento precoce não são o problema.
Eu ouso perguntar sim, não onde estava a família da menina, mas a do rapaz! Como se formou esta pessoa, em que meio, com que exemplos?
Temos que parar de pensar que a mulher é sempre culpada, mesmo quando é a vítima.
Beijos,
Nine
Nossa Carol, foi justamente o que pensei num primeiro momento: Mas como uma mãe deixa uma filha sair de casa com essa idade?
Mas em seguida refleti que as coisas não são tão lógicas e simples como pensamos e que ela deve ter feito justamente como disse a Lia, tentou apoiar em prol da harmonia.
Alías, muito bem colocada a resposta da Nine. Não podemos deixar de analisar essa vertete.
Só sei que como mãe, violência, drogas, o futuro em si, me preocupa muito.
Sem querer julgar o comportamento desta mãe e restante familia, vou responder indicando o que eu estou fazer com a educaçao do meu filho, que neste momento tem 4 anos.
Para mim eu tenho isto como lema e digo para ele sempre que é necessário:Cá em casa vivemos numa ditadura atipica, onde existirá sempre amor, respeito e liberdade de expressão, ele sempre tem e terá opinião e pode e deve defende-la, mas a última palavra e a decisão será sempre a da mãe e do pai. Não há margem para duvidas! Isto será assim até ele sair de casa. Cá em Portugal a maioridade atinge-se aos 18 e a emancipação aos 16 anos ( com o casamento e precisa da autorizaçao por escrito dos pais).
Filho meu não vivia com alguem que o espanca-se.É assim que eu penso: mãe é mãe e não aceito nenhuma agressão ao meu filho nem que seja com consentimento dele.Defendo ele até dele próprio.
Concordo com a Nine.
Aliás, eu penso que existe tanta gente que se acha feminista e bem esclarecida, mas nessas horas a culpa é sempre da mãe, ou da menina. Do pai, ninguém se lembra, da família do garoto, ninguém se lembra. Isso é muito triste.
Tenho muito medo de pessoas para quem o dinheiro fala mais alto, e neste caso acredito que esta bem envolvido. Ninquem que apanha de um namorado deveria ter continuado com ele neh? Mas como eu prometi nao julgar mais os outros melhor ficar calada - o mundo me choca, muito tambem. Beijos!
Muito difícil não julgar. Procurei apenas pensar em como uma coisa dessas acontece. Posso ter que engolir essas palavras um dia, mas aqui em casa não. Minhas filhas não casam e pronto, nem que tenha que trancá-las no quarto até eu ter certeza de que elas tem maturidade para fazer a melhor escolha para vida. Isso não significa que a opinião delas não conte, podemos até aceitar o namoro, que a criatura passe muito tempo na nossa casa, etc, mas sair debaixo dos meus olhos com 15 anos para viver um casamento nem pensar!
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